Eleições para a reitoria da Uenf: a gestão do PROAP/CAPES coloca em xeque a versão de eficiência do Prof. Antonio Amaral

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Antonio Amaral (à direita na foto), que é candidato a vice-reitor na chapa apoiada por Silvério e Edson (a 11), precisa explicar o que faria de diferente em relação àquilo que fez em oito anos dentro da reitoria da Uenf. Explicar os problemas no desembolso do PROAP/Capes já seria um bom começo.

Já que finalmente entramos numa nova fase do debate eleitoral nas eleições para a próxima reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) com as pessoas começando a declarar de forma justificada os seus votos, creio que também o momento de examinar algumas verdades tidas como absolutas acerca da capacidade dos candidatos da chapa 11 que é apoiada pela reitoria, e é, de fato, uma proposta de continuidade da forma de gerir a Uenf que está instalada há pelo menos 8 anos.

Vejamos o caso do prof. Antonio Amaral que é apresentado pelos apoiadores como uma espécie de prova viva da eficiência e capacidade de ouvir. Pois bem, primeiro vamos ao fato objetivo de que o Prof. Amaral fez parte da “equipe” da reitoria  nas gestões comandadas por Almy Junior e Silvério Freitas. Isso o torna um “insider” com completo conhecimento das formas de gerir os recursos e de implementar um modelo de universidade. Em outras palavras, um participante direto da concretização das mazelas que agora se diz disposto a erradicar. Mas se é assim, por que não erradicou as mazelas nos últimos 8 anos?

Agora para não ficarmos apenas no plano conceitual, quero chamar a atenção para um aspecto muito pouco eficiente, ao menos para nós pobres  mortais, da administração comandada pelo prof. Amaral dos recursos do  Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP) que é custeado pela Capes.  Passamos boa parte de 2014 ouvindo a informação de que não havia recursos disponíveis, ao menos nos programas onde atuo. De quebra, a coisa ficou ainda pior em 2015! Como resultado desse falta de recursos, os problemas para fazer os programas se multiplicaram e acabaram onerando financeiramente orientadores e pós-graduandos.

Eu, por exemplo, ao longo deste semestre tive que arcar pessoalmente com os custos de trazer dois membros externos para uma banca de mestrado e outra de doutorado, pois me foi informado que simplesmente não havia recurso disponível no PROAP/Capes. É provável que outros professores e estudantes da Uenf que acompanham este blog tenham passado por experiências similares.

Eis que ontem (07/07) ouvi uma notícia que me deixou estupefato! É que R$ 200 mil do PROAP/Capes teriam sido retornados aos cofres federais porque a Uenf (leia-se a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPPG) que tinha o Prof. Antonio Amaral à frente até muito recentemente, não foi capaz de gerir corretamente o seu uso). Como quem me informou sobre esse fato é coordenador de pós-graduação na Uenf, confio que a informação seja verdadeira. Em face disso, é que eu pergunto: a administração dos recursos do PROAP/Capes que perdurou na administração do Prof. Amaral á frente da PROPPG será o modelo que toda a Uenf terá, caso a chapa 11 vença? Se for, salve-se quem puder!

Finalmente, o que eu particularmente espero não é que os ocupantes da reitoria sejam gentis e cordatos ou “acessíveis”. O que me importa é que eles deveriam atuar de forma transparente em todas as áreas de sua atuação à frente da instituição. E nesse quesito, o Prof. Antonio Amaral tem muito a explicar!

Vice-reitor da UENF em ato de campanha de Pezão. Pode isso, Arnaldo?

Há vários anos venho sendo criticado pelos dirigentes da UENF por minhas atividades fora do espaço das salas de aula e do meu laboratório. É que segundo já ouvi,  eu seria “radical demais” nas minhas posições políticas. Bom, numa coisa quem me critica está certo: eu jamais misturei minhas convicções político-partidárias com as minhas funções institucionais. Aliás, como não sou filiado a nenhum partido político, o que se pode criticar à vontade são minhas políticas políticas, o que não tem nada a ver com minhas obrigações institucionais.

Por que toco nesse assunto neste momento? É que hoje vi uma postagem no blog do ex-deputado e ex-governador, e primeiro marido de Campos dos Goytacazes, onde ele colocou uma imagem dos apoiadores locais do (des) governador Luiz Fernando Pezão durante a última campanha eleitoral, e para minha surpresa localizei na imagem alguém que Garotinho parece não conhecer, o vice-reitor da UENF, Prof. Edson Corrêa da Silva, que na imagem abaixo aparece no círculo vermelho e em posição devidamente contrita.

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E ai, qual seria o problema do vice-reitor da UENF estar num ato de campanha de Pezão? Nada à primeira vista, já que todo cidadão tem o direito de optar por determinados candidatos. Mas que fica estranho, um vice-reitor em exercício participar de ato de campanha, isso fica. Além disso, esse mesmo vice-reitor recentemente fez um pedido estranho na reunião do Conselho Universitário: que não se fizesse nenhuma mobilização que pudesse irritar os membros do executivo estadual. E ai fica a pergunta: quem pediu foi o vice-reitor da UENF ou o eleitor de Pezão?

Mas uma curiosidade minha: se o vice-reitor participou de atividades de campanha, por que estamos assim tão abandonados por Pezão? Seria Pezão um ingrato, ou só é mesmo esquecido?

A política da avestruz. Essa é a fórmula da reitoria para enfrentar a crise financeira causada pelo governo Pezão na UENF

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As bolsas dos estudantes estão atrasadas? As contas de água e luz estão vencidas? Os direitos trabalhistas dos servidores estão ameaçados? O que fazer frente essa situação aflitiva que decorre da asfixia financeira imposto pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, sobre as universidades estaduais do Rio de Janeiro?

Bom, se depender do que foi dito pelo vice-reitor da UENF na reunião do Conselho Universitário desta sexta-feira (27/02), a saída é adotar a política da avestruz de enterrar a cabeça na areia toda vez que se sente ameaçada.  

É que segundo o que me foi narrado por um membro desse conselho superior, o vice-reitor, Edson Corrêa da Silva,  indicou que, como o pessoal do Palácio Guanabara não gosta de ser cobrado, a saída para os múltiplos problemas ocorrendo na UENF neste momento é esperar até que a instituição seja lembrada pelos (des) governantes do Rio de Janeiro.

Mas a sugestão oferecida pelo vice-reitor  vai mais longe ainda no uso da tática “avestruz”. É que segundo o que narrado, a sugestão do vice-reitor é que a comunidade universitária da UENF deve esperar a boa vontade dos (des) governantes, preferencialmente calada e sem fazer ruídos!

O problema, como disse um dia Garrincha ao técnico Vicente Feola na Copa de 1958, é que alguém precisa combinar o uso da tática avestruz com os russos que, no caso da UENF, são seus estudantes, professores e servidores!