De Pezão para Rodrigo Bethlem: te conheço muito e quero estar a seu lado! Será?

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O Jornal do Brasil traz uma matéria muito interessante, onde consta um vídeo de uma declaração de campanha do (des) governador Luiz Fernando Pezão diz a Rodrigo Bethlem que “ nós começamos juntos, você é um batalhador. Te conheço muito, você é um grande deputado, acompanhei sua vida toda. Conte comigo. No que eu puder te ajudar nesse voos mais altos que você vai dar, com certeza eu quero estar do seu lado” (Aqui!).

Esta declaração teria sido dada um dia antes da casa cair literalmente sobre a cabeça de Bethlem, até então um dos queridinhos de outra estrela do PMDB fluminense, o Sr. Eduardo Paes, prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Eu teria só uma observação e uma pergunta para fazer. A observação é a seguinte: Pezão, está com todo jeito de pé-frio. E a pergunta vai nas seguintes linhas: será que Pezão vai manter o apoio político a Rodrigo Bethlem. Em qualquer um dos casos, a situação ficou tão ruim que já circula a notícia de que candidatos a deputado estadual que estavam fazendo dobradinhas com  Rodrigo Bethlem já mandaram recolher as placas de campanha. E Pezão vai fazer o que?

Eduardo Paes e o caso Bethlem: quanto mais explica, mais se complica

Abaixo segue material publicado na sua página do Facebook pelo vereador Paulo Pinheiro do PSOL/RJ sobre as “aturdidas” declarações de Eduardo Paes depois que o caso envolvendo Vanessa Felipe e o deputado federal Rodrigo Bethlem do PMDB/RJ veio a público. 

Realmente, se essas contradições continuarem emergindo, não vai nem precisar a esposa de Eduardo Paes vir a público para compartilhar conversas íntimas. O próprio Eduardo Paes vai acabar sendo o principal inimigo de si mesmo.

O Caso Bethlem

Por Paulo Pinheiro

tesloo

O Prefeito deu coletiva dizendo que o contrato referido nas gravações do deputado Rodrigo Bethlem foi cancelado em 2012. Curioso é ver que em 2013, segundo o Rio Transparente, a mesma ONG – Casa Espírita Tesloo – recebeu quase R$ 12milhões da prefeitura.

Esses pagamentos, lembro, foram feitos mesmo depois de várias denúncias do companheiro Eliomar Coelho.

Então o Sr. Prefeito deve explicar se a prefeitura continuou pagando em 2013 um contrato que foi cancelado em 2012; ou se celebrou outro contrato com uma ONG que tinha problemas em prestar contas.

A ONG Tesloo, segundo o o site Rio Transparente, recebeu mais de R$ 50 milhões durante o governo de Eduardo Paes.

FONTE: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=598600856924481&set=a.126429880808250.23333.100003237158162&type=1&theater

Rodrigo Bethlem, a mais nova vítima de uma ex-mulher disposta a ajustar contas

Vanessa Felippe e Rodrigo Bethlem, em foto de 1997

O deputado federal Rodrigo Bethlem do PMDB/RJ está no centro de um tremendo furacão depois que sua ex-mulher, Vanessa Felipe, decidiu jogar gravações de conversas íntimas que teve com seu ex-marido no ventilador. A partir do que está sendo divulgado pela mídia corporativa, essas gravações feitas por Vanessa Felipe mostram que um dos “xerifes” de Eduardo Paes (que comandou ironicamente uma secretaria que atendia pelo sugestivo nome de “Secretaria de Ordem Pública”) pagava a pensão que devia à ex-esposa em espécie! Se o montante não fossem poucos módicos R$ 20.000,00 até poderia parecer que Bethlem favorece a circulação extra-bancária. Mas o que Vanessa Felipe nos ajudou a conhecer é que esses recursos vinham de uma “caixinha” que o secretário da Ordem Social possuía junto a uma empresa prestadora de serviços à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

E por que raios Vanessa Felipe resolveu revelar o esquema de Rodrigo Bethlem? Pelos exatos mesmos motivos que já levaram Nicéa Pitta a colocar o seu marido e ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, numa fogueira semelhante.

Agora, chega a ser comovente o desespero que parece ter tomado conta de Eduardo Paes que foi quem nomeou Rodrigo Bethlem para as várias posições de mando que Bethlem ocupou na prefeitura do Rio de Janeiro. É que agora Paes se vê obrigado a dar explicações sobre o comportamento de um dos seus comandados favoritos.

Finalmente, será que alguém no Rio de Janeiro realmente se surpreendeu com essa situação? É que depois da turma do Guardanapo de Sérgio Cabral, qualquer coisa parece pequena. 

Eleições 2014 no RJ: suruba ou bacanal?

Os últimos arranjos de alianças entre os partidos que dominam a política fluminense estão provocando reações inusitadas até mesmo dentre os que sempre ganharam com as opções que são feitas para garantir melhores chances eleitorais. O interessante é que essas reações estão sendo manifestadas por meio de metáforas que veiculam a ideia de praticas sexuais. O primeiro a usar uma metáfora nesse sentido foi o deputado federal Alfredo Sirkis (com certeza uma vestal ideológica) que equiparou a aliança que juntou Romário e Lindbergh numa mesma nominata como sendo uma “suruba”.  Agora ao reagir a uma aliança igualmente curiosa foi a vez do prefeito do Rio de Janeiro de classificar a chapa que unirá Pezão e César Maia como sendo um “bacanal”.

A primeira reação de todo cidadão fluminense que preza o seu voto e acompanhou a situação em que estamos neste momento é de dizer a Sirkis e Paes que eles deveriam se responsabilizar pelo que eles mesmos ajudaram a construir. Se chegamos a esse ponto agora, o fato é que esse tipo de aliança despudorada (só para usar um jargão que parece ser tão caro a Sirkis e Paes neste momento) se tornou capaz por sucessivas ocasiões onde o interesse da população foi colocado abaixo dos interesses fisiológicos dos partidos.

De minha parte, só posso dizer que felizmente existem alternativas de voto nessas eleições e que implicam em nos retirar de um tipo de política que oscila entre a suruba e o bacanal.

Sérgio Cabral,Pezão e Eduardo Paes transformam o Rio de Janeiro em terra devastada

Tudo era uma maravilha para o PMDB do Rio de Janeiro até as manifestações de junho de 2013. Seus líderes nos mais altos postos de governo, tanto na cidade como no estado, viviam um sonho de popularidade turbinado por muita mídia simpática e bilhões do governo federal. De quebra, havia a miragem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que lançavam uma falsa aura de segurança que acalmava os nervos da classe média, enquanto criava uma igualmente falsa sensação de que as favelas caricas haviam sido “pacificadas”.

Mas dai vieram as manifestações e o assassinato do pedreiro Amarildo não pode ser empurrado para debaixo do tapete como outros tantos haviam sido, apenas para as vítimas serem empurradas para debaixo do mais obscuro véu do esquecimento. E depois disso, o funcionalismo estadual que ficara paralisado e asfixiado por anos de anos de corrosão salarial decidiu sair de seu silêncio e também ganhar as ruas. Foi ai que apareceu a verdadeira face da política de (in) segurança comandada pela dupla Cabral/Pezão e operacionalizada pelo então inatingível e quase candidato a qualquer coisa que quisesse José Maria Beltrame. Essa mistura heterogênea de fatos é que começou a corroer a fantasia criada para dar ao cidadão fluminense a sensação de que os anos dourados haviam voltado.

E hoje o que temos no Rio de Janeiro? Para começar se vê que tudo o que se anunciava não passava de um castelo de areia construído na beira do mar. As UPPs estão caindo pelos tamancos, a especulação imobiliária transformou a cidade do Rio de Janeiro numa das mais caras do planeta, sem que haja quaisquer garantias de mobilidade já que os serviços públicos de massa estão em condição falimentar, apesar dos preços extorsivos que são cobrados dos usuários.

Além disso, a falência das políticas ambientais que está sintetizada na vergonhosa situação da Baía da Guanabara, mas que possui exemplos igualmente gritantes como o do Porto do Açu, implicou na criação de um processo de degradação ambiental que cedo ou tarde (talvez mais cedo do que gostaríamos) irá criar uma situação semelhante ou até pior do que está sendo vivido na capital de São Paulo. É que além da expansão desenfreada dos plantios de eucalipto, os nossos principais mananciais continuam sendo usados e poluídos sem que haja qualquer esforço para conter e disciplinar essa devastação toda.

Se olharmos para as universidades estaduais, instituições que poderiam gerar o conhecimento necessário e contribuir para a formulação de políticas estratégicas para as diversas áreas que citei, veremos que nelas se concentra o suprassumo da capacidade de destruição dos que eu classifico como (des) governantes do Ri de Janeiro. É que após os quase oito anos seguidos de Cabral e Pezão, as universidades estaduais fluminenses estão em verdadeira petição de miséria, com servidores extremamente mal pagos e com sua condições básicas de funcionamento totalmente comprometidas. Em função disso, as três instituições (UENF, UERJ e UEZO) estão mais para pacientes terminais colocadas em alguma UTI de hospital privado custeado pelo SUS (que normalmente são piores do que as dos públicos!) do que para centros emanadores de pensamento qualificado.

Esse quadro pode parecer radical demais, mas é apenas uma pálida aquarela do que se vive num Rio de Janeiro que se transformou em terra arrasada para a maioria da sua população, e um reino encantado para aquela parcela mínima de super ricos que só transita de helicópteros, como a dupla Cabral/Pezão. 

Sepe-RJ: “Dinheiro para Copa tem, mas para a Educação, nada

Profissionais da Educação entram em greve por tempo indeterminada a partir de segunda

Por Cláudia Freitas

SEPE

Os representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) comentaram nesta quinta-feira (8/5) a decisão tomada pela categoria, que anunciou na quarta (7) uma greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira (12/5). Os professores consideram incoerente o discurso dos governos estadual e municipal, que segundo eles enfatiza a valorização dos profissionais, mas na hora de investir destinam as verbas somente para os projetos da Copa do Mundo e não cumpre, ao menos, os acordos já firmados.

“Esse pouco caso das autoridades é muito ruim, porque ao mesmo tempo que eles [governantes] falam em valorização do profissional da Educação, na prática as verbas públicas vão somente para a Copa e nada sobra para o ensino. Esse índice alarmante de violência divulgado agora tem uma relação indireta com a precariedade na Educação. Como as autoridades não investem devidamente no ensino, depois têm que investir mais em segurança pública.”, disse uma das representantes do Sepe, Marta Moraes.

O ensino no estado poderia estar em outro patamar, na opinião de Marta, se o governo estadual enviasse apenas uma parte “dos bilhões que está investindo na Copa para a melhoria do ensino público”. Segundo ela, mais de 100 escolas estaduais fecharam as portas no governo Cabral, em função de um processo constante e acelerado de sucateamento. Outra questão grave é a super lotação das creches, que estão atendendo a um número de alunos bem maior do recomendado pelas próprias autoridades. “Esse quadro é delicado, porque leva à um risco grande para as crianças. São poucos professores para tomar conta de um número grande de alunos”, explica Marta.   

A decisão da greve foi tomada em uma assembleia da categoria realizada na tarde desta quarta (7), no Clube Municipal, na Tijuca, zona norte da cidade. As reivindicações conjuntas dos profissionais do estado e município englobam as cobranças dos acordos feitos em outubro do ano passado entre as secretarias de Educação do estado e do município com o Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Entre eles, o reajuste de 20% nos salários, além da redução da carga horária para planejamento de aulas extra classe de 40 para 30 horas. 

Segundo Marta Moraes, o sindicato vai realizar uma nova assembleia na próxima quinta-feira (15/5) com o intuito de avaliar o movimento. Nesta quarta (7) a classe fez uma paralisação por 24 horas. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc), dos 75 mil professores da rede somente 302 não compareceram e as escolas e funcionaram normalmente. Já o Sepe informou que 40% dos profissionais aderiram à paralisação. 

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/09/sepe-rj-dinheiro-para-copa-tem-mas-para-a-educacao-nada/

Rafucko convida Eduardo Paes para entrevista no Twitter

rafucko
Uma das poucas coisas em que eu e Eduardo Paes concordamos é que o Twitter é bem mais legal que o Facebook!

Por isso, se vocês querem que ele aceite meu convite para entrevista, o ideal é mandar um tweet para http://www.twitter.com/eduardopaes_ , que lá quem lê é ele próprio (quem faz o “feice´´ é uma agência).
Então, simbora? “Eduardo, por favor, aceite o convite pra participar do Talk Show do Rafucko! ‪#‎AceitaPaes‬”

Veja o vídeo oficial da campanha: http://youtu.be/KijtqeFkY94

Apóie o Talk-Show do Rafucko (falta pooouco!) http://catarse.me/rafucko

A sexta-feira nada santa dos despejados da Favela Oi nas mãos de Eduardo de Paes e Adilson Pires

Escrito por  Augusto Lima e Raquel Boechat, com fotos da Mídia NINJA

A Sexta-feira Santa do ano cristão de 2014 começou com madrugada fria e violenta no Rio de Janeiro.

Por volta das duas da manhã, quando ainda restavam 71 adultos e 22 crianças no acampamento de desalojados refugiados no entorno da prefeitura do Rio, o que sobrou da população sem-teto despejada da favela da Telerj no último dia 11, a Guarda Municipal (GM) apareceu ameaçadora e truculenta – apesar do salvo conduto expedido no plantão noturno da segunda-feira, 13 de abril, em favor de crianças e adolescentes garantindo judicialmente às famílias que não poderiam ser removidos do local contra a sua vontade.

Um cordão de contenção foi formado por ativistas que faziam vigília das famílias na madrugada. O isolamento em proteção aos desabrigados resistiu por um tempo, mas não foi suficiente. Havia até bebê sendo amamentado naquele exato momento – e o boato de que havia um infiltrado (supostamente da prefeitura) entre os desabrigados, dormindo com eles na rua.

Por segurança, e com medo, mulheres e crianças começaram a se afastar, mesmo assim, a GM, agora com seus uniformes robocop e escudos como se o próprio Choque fosse, avançou com pressão sobre o cordão dos ativistas que foram empurrados com força.

As pessoas gritavam que estavam se retirando do local, mas, com truculência, a GM seguiu enxotando as famílias e avançando em direção aos ocupantes. Entre gritos de desespero ativistas pediam aos guardas mais humanidade, menos opressão, lembravam que eles também tinham família, que era Páscoa, e pediam para parar de bater até em mulher.

Carregadas às pressas de suas crianças, cobertas, colchões, água e restos de comida, entre o sair dali e o se defenderem da GM, várias famílias foram para o outro lado da Avenida Presidente Vargas tentando abrigo em cabine de um ponto de ônibus. Foram perseguidos ali também.

O Choque fez uma linha de retaguarda ao ataque da Guarda Municipal, que enxotou e enxotou e enxotou as famílias até, pelo menos, a região da estação da Central do Brasil. Ao final o Choque também agiu.

A diáspora carioca, assim como a do povo hebreu e o exílio da Babilônia no século VI a.C. com a destruição de Jerusalém, e em pleno dia que o mundo cristão lembra a via crucis de Jesus, seguiu caminhando até a Catedral do Rio.

Por volta das 7h da manhã, Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, já estava ciente de toda a tragédia e seus refugiados pedindo abrigo.

Roga-se que, por compaixão humana ou cristã, termine aqui, de algum modo, a maldição do “Serás disperso por todos os reinos da terra.”

FONTE: https://www.facebook.com/midiaNINJA/photos/a.299120590246093.1073741902.164188247072662/299120930246059/?type=1&theater

 

Eduardo Paes e as mentiras da Favela Oi

Uma coisa que a imprensa corporativa anda disseminando sobre o destino das centenas de famílias que foram expulsas do prédio da Oi no Engenho Novo é que elas estariam sendo encaminhadas para  Programa “Minha Casa, Minha Vida”.  Essa apenas mais uma mentira de toda essa situação trágica, onde as forças do Estado estão sendo usadas para massacrar famílias pobres que apenas demandam o direito à moradia.

Uma prova disso é o documento que as famílias “cadastradas” pela Prefeitura do Rio de Janeiro recebem em troca da aceitação dessa falsa solução. É só ler para ver que as famílias não estão recebendo nada além de um pedaço de papel que contém, quando muito, promessas vazias.

carta

 

Enquanto isso, bilhões de reais estão sendo canalizados para as grandes empreiteiras que remodelam partes da cidade para ampliar ainda mais  processo de segregação social que historicamente existe no Rio de Jsneiro.