Eleições 2014 no RJ: suruba ou bacanal?

Os últimos arranjos de alianças entre os partidos que dominam a política fluminense estão provocando reações inusitadas até mesmo dentre os que sempre ganharam com as opções que são feitas para garantir melhores chances eleitorais. O interessante é que essas reações estão sendo manifestadas por meio de metáforas que veiculam a ideia de praticas sexuais. O primeiro a usar uma metáfora nesse sentido foi o deputado federal Alfredo Sirkis (com certeza uma vestal ideológica) que equiparou a aliança que juntou Romário e Lindbergh numa mesma nominata como sendo uma “suruba”.  Agora ao reagir a uma aliança igualmente curiosa foi a vez do prefeito do Rio de Janeiro de classificar a chapa que unirá Pezão e César Maia como sendo um “bacanal”.

A primeira reação de todo cidadão fluminense que preza o seu voto e acompanhou a situação em que estamos neste momento é de dizer a Sirkis e Paes que eles deveriam se responsabilizar pelo que eles mesmos ajudaram a construir. Se chegamos a esse ponto agora, o fato é que esse tipo de aliança despudorada (só para usar um jargão que parece ser tão caro a Sirkis e Paes neste momento) se tornou capaz por sucessivas ocasiões onde o interesse da população foi colocado abaixo dos interesses fisiológicos dos partidos.

De minha parte, só posso dizer que felizmente existem alternativas de voto nessas eleições e que implicam em nos retirar de um tipo de política que oscila entre a suruba e o bacanal.

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