Eike Batista, Rosinha e Garotinho discutem desenvolvimento regional. Como assim?

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A matéria abaixo do site Ururau traz a primeira repercussão sobre a estranha reunião ocorrida hoje na Prefeitura de Campos dos Goytacazes reunindo a prefeita Rosinha Garotinho, o ainda deputado federal Anthony Garotinho e o já não mais bilionário Eike Batista. Se a coisa já estava soando estranho, o título da matéria torna a coisa ainda mais bizarra. É que o encontro teria servido para que o trio discutisse “projetos no setor rural em Campos, e de (sic) ações de desenvolvimento regional”. 

Ainda que Eike Batista esteja tentando dar a volta por cima, e diversificando o seu portfólio (tendo inclusive entrada na área de medicamentos para resolver problemas de impotência sexual), o ex-bilionário seria uma aposta complicada tanto na área rural, quanto na de ações visando de desenvolvimento regional. É que sem capital financeiro, e com sua imagem de Midas infalível enterrada por seus próprios erros à frente das múltiplas empresas “X”, Eike Batista não teria muito que oferecer, e muito a pedir especialmente na forma de aporte de capital. Mas como ações no setor rural rimam com FUNDECAM, pode ser que esteja ai a chave do mistério. 

Finalmente, outra estranheza é que Rosinha e Anthony Garotinho estejam discutindo desenvolvimento regional e, ainda por cima, com Eike Batista.  Mais certo seria se discutissem desenvolvimento municipal, o que se tratando de Campos dos Goytacazes há muito para fazer. Resta saber se haveria algum ganho em trazer Eike Batista para dentro da roda. O seu passado imediato mostra que não. 

A ver!

 

Eike Batista, Rosinha e Garotinho discutem desenvolvimento regional

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Na pauta, investimentos do Grupo EBX na área do agronegócio na cidade

O empresário Eike Batista e o Gerente Geral do EBX, Gunnar Pimentel, estão em Campos nesta segunda-feira (17/11), participando de uma reunião, com a prefeita Rosinha Garotinho e o deputado federal Anthony Garotinho. O encontro acontece no Centro Executivo José Alves de Azevedo. Na pauta, projetos no setor rural em Campos e de ações de desenvolvimento regional.

O motivo da audiência com a Prefeita é apresentar iniciativas na área de produção agrícola em Campos. A imprensa não pode assistir a reunião. A Secretaria de Comunicação informou que enviará um release no final da tarde.

FONTE: http://ujornal.com.br/cidades51042_Eike-Batista,-Rosinha-e-Garotinho-discutem-desenvolvimento-regional

Eike Batista: do BNDES ao FUNDECAM?

A propalada visita do ex-bilionário Eike Batista que deve ainda estar em curso na Prefeitura de Campos dos Goytacazes foi anunciado como um encontro onde deverão ser discutidos projetos em empreendimentos rurais e hoteleiros.

Como Eike Batista hoje está com caixa para lá de baixo, uma possibilidade óbvia dessa visita é de que ele venha aqui tentar sensibilizar a prefeita Rosinha Garotinho e o ainda deputado federal Anthony Garotinho a lhe emprestar alguns milhões por meio do Fundo de Desenvolvimento de Campos (FUNDECAM). 

Que Eike Batista, acostumado aos empréstimos para lá de generosos do BNDES queira ainda mais apoio do tesouro público até é compreensível. Mas o município de Campos dos Goytacazes que ainda possui tantas outras necessidades deveria cogitar financiar Eike Batista? 

Essa é uma pergunta que pode valer muitas centenas de milhões de reais!

Eike Batista visita porto enquanto população vê avanço do mar no Açu

Talvez aproveitando a reunião que terá com o casal Garotinho na Prefeitura de Campos nesta segunda-feira, Eike Batista foi visto visitando o Porto do Açu neste sábado. Talvez estivesse participando das tratativas que dão como quase certa a venda do sua decantada Unidade de Construção Naval (estaleiro) da hoje quase defunta OS(X). Tivesse Eike Batista estendido sua visita para fora das cercas do Porto do Açu e visitado a Praia do Açu, o que ele teria visto são as cenas abaixo. Aliás, que melhor metáfora para representar o colapso da franquia “X” do que a erosão que hoje consome a faixa costeira próximo à localidade da Barra do Açu? O problema é que os moradores da localidade que nunca gozaram de um centavo dos bilhões que dizem foram enterrados no Porto do Açu, agora têm que conviver com uma situação cada vez mais aflitiva.

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Procuradora federal Karen Kahn questiona permanência de empresas “X” em grupo seleto na Bovespa

A matéria abaixo assinada pela jornalista Mariana Durão é um primor de revelações sobre como realmente funciona o mercado de ações no Brasil. É que a procuradora federal Karen Kahn questiona a permanência de empresas da franquia “X” e até de suas descendentes pós-colapso do Grupo EBX no chamado “Novo Mercado” que é considerado, como informa a matéria, o segmento de mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa. 

É que segundo Karen Kahn, as empresas de Eike Batista não tem mostrado este padrão de alto nível no  tocante à questão de governança corporativa, pois essas empresas “estiveram alheias aos requisitos mais caros à governança corporativa, foram veículos de prática de crime, não tiveram preocupação ética na divulgação de informações ao público investidor e que hoje se encontram em recuperação judicial por conta de fraudes cometidas” no segmento que deveria ser a vitrine do mercado de capitais brasileiro.

A coisa fica ainda mais interessante porque a procuradora federal Karen Kahn “deveria haver uma espécie de quarentena até mesmo para as companhias originadas na EBX e que hoje já estão em mãos de novos controladores, caso da Prumo, dona do Porto do Açu, que hoje é controlada pelo grupo americano EIG e tem Eike como acionista minoritário.”  E olha que a procuradora Karen Kahn nem deve ter sido contactada pelos agricultores que foram desapropriados e/ou tiveram suas terras salinizadas, ou ainda pelos moradores da Praia do Açu que estão vendo a erosão avançar sobre suas casas! 

De toda forma, é bem possível que haja desdobramentos a partir dos questionamentos da procuradora Karen Kahn, visto que localmente o MPF parece estar imbuído dos mesmos questionamentos que a motivam. Imaginem só se o MPF/SP e do MPF de Campos dos Goytacazes começarem a conversar e articular suas ações! Ai é que as empresas “X” e suas descendentes vão ter sua decantada governança coletiva colocada sob um microscópio sob lentes bem apuradas!

Procuradora questiona permanência de empresa de Eike Batista

Eike Batista, CEO da EBX, durante uma conferência no Rio de Janeiro, em uma foto de janeiro de 2008

Eike Batista, fundador do antigo império X: para procuradora, “não tem cabimento” que uma empresa que foi veículo de fraudes pode ser considerada uma referência empresarial

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – O que deveria ser um debate técnico sobre transações entre partes relacionadas, na semana passada, na sede da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Rio, acabou se tornando uma acalorada discussão sobre o caso X. Responsável por três das denúncias criminais envolvendo as companhias fundadas por Eike Batista, inclusive contra o empresário, a procuradora federal Karen Kahn criticou a permanência de empresas do grupo no Novo Mercado, segmento de mais alto nível de governança corporativa da BM&FBovespa.

Em uma mesa composta também pela diretora do órgão regulador do mercado de capitais Luciana Dias, a procuradora da República criou um clima no auditório do 34º andar da rua Sete de Setembro ao afirmar que, apesar do empenho da CVM, algumas falhas nos controles preventivos a seu cargo e da BM&FBovespa têm gerado situações paradoxais aos olhos do Ministério Público.

O exemplo citado foi a listagem de companhias que, segundo Karen, “estiveram alheias aos requisitos mais caros à governança corporativa, foram veículos de prática de crime, não tiveram preocupação ética na divulgação de informações ao público investidor e que hoje se encontram em recuperação judicial por conta de fraudes cometidas” no segmento que deveria ser a vitrine do mercado de capitais brasileiro.

“Entendo que poderiam estar na Bolsa, mas não no Novo Mercado. Como uma empresa cujos controladores estão respondendo a ação criminal e que foi veículo de fraudes pode ser considerada uma referência empresarial? Não tem cabimento”, disse Karen ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Pelo menos seis empresas que fizeram parte do antigo império X estão no Novo Mercado: Óleo e Gás Participações (OGPar, antiga OGX), OSX Brasil, CCX, Eneva (ex-MPX) e Prumo (ex-LLX). O caso mais emblemático é o da petroleira OGX, cuja crise de credibilidade teve um efeito dominó sobre as demais companhias irmãs.

Para a representante do MPF deveria haver uma espécie de quarentena até mesmo para as companhias originadas na EBX e que hoje já estão em mãos de novos controladores, caso da Prumo, dona do Porto do Açu, que hoje é controlada pelo grupo americano EIG e tem Eike como acionista minoritário. A Eneva, de energia, tem controle compartilhado entre o empresário e o grupo alemão E.ON.

“Há um risco de continuar induzindo investidores a erro e que os menos informados que desconheçam seu histórico possam investir sem a mínima segurança que se espera”, disse a procuradora.

Ao cobrar que os órgãos fiscalizadores como a CVM atuem para sanear esse tipo de situação, Karen Kahn disse que quando apresenta o rol do Novo Mercado ao investidor a BM&FBovespa assume o compromisso de fiscalizar e punir as empresas que desobedeçam suas regras. Segundo ela, o MPF estuda que tipo de medidas poderia tomar nesse caso.

A diretora da CVM Luciana Dias diz que o Novo Mercado não pode ser visto como garantia de sucesso financeiro de uma empresa. A advogada lembra que a saída de uma companhia do segmento requer a realização de uma oferta pública para recompra das ações de todos os acionistas. Além disso, avalia que a exclusão dessas empresas do Novo Mercado não seria necessariamente positiva, já que elas passariam a se comprometer com regras de governança menos consistentes.

“No geral, as regras estão sendo cumpridas por essas empresas. Algumas delas foram inclusive reestruturadas. O Novo Mercado não é um selo de desempenho financeiro, mas de compromisso com a transparência.Você vai impedir que os novos controladores ganhem esse selo se estão dispostos a cumprir com essas regras? Seria discricionário dizer “essa pode, essa não pode””, argumenta Luciana.

O Novo Mercado é um segmento com regras de listagem diferenciadas, em que as empresas se comprometem com regras mais estritas de governança corporativa e “disclosure” de informações. Entre outras coisas, o capital dessas companhias deve ser composto apenas por ações com direito a voto (ON), o conselho de administração deve ser composto por no mínimo cinco membros, sendo 20% conselheiros independentes, e as negociações de papéis da companhia por diretores, executivos e controladores deve ser divulgada mensalmente.

Em resposta ao Broadcast, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, informou que o regulamento do Novo Mercado prevê duas formas de saída: voluntária – mediante aprovação em assembleia de acionistas e oferta pública – e como sanção por descumprimento de regras. Na segunda hipótese a companhia é notificada e recebe um prazo para eliminar o problema. Acionistas e controladores e administradores podem ser multados pela bolsa.

Caso a irregularidade não seja sanada a tempo, a empresa pode sofrer sanções pecuniárias: divulgação em separado da cotação das ações ou suspensão da negociação das ações no Novo Mercado. Um novo prazo será concedido para cumprimento da obrigação. Por fim, a BM&FBovespa poderá cancelar a autorização para a negociação das ações da companhia no Novo Mercado, devendo ser realizada uma oferta de aquisição de ações em circulação, no mínimo, pelo valor econômico.

A mineradora MMX, também do grupo, foi multada por não entregar as demonstrações financeiras do segundo trimestre em inglês e acabou tendo a negociação de suas ações no Novo Mercado suspensas desde o pregão de 24 de outubro.

FONTE: http://exame.abril.com.br/geral/noticias/procuradora-questiona-permanencia-de-empresa-de-eike-batista

Eike Batista: tapete vermelho na prefeitura de Campos, processos na CVM

CVM rejeita acordo com administradores de OGX e CCX

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Funcionário da OGX, do Grupo EBX

Funcionário da OGX, hoje conhecida como OGPar: CVM sinalizou que pretende levar os processos do caso X a julgamento

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo

Rio – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) rejeitou propostas de acordo no total de R$ 1,4 milhão apresentadas por administradores acusados de cometer irregularidades na OGX e na CCX, empresas fundadas pelo empresário Eike Batista.

Nas decisões, o órgão regulador sinalizou que pretende levar os processos sancionadores abertos no caso X a julgamento, dando um posicionamento claro ao mercado de capitais.

“Diante das repercussões públicas de fatos correlatos a outras companhias do grupo empresarial de que faz parte a OGX, entende-se que o efeito paradigmático de maior relevância e visibilidade junto à sociedade e, mais especificamente, junto aos participantes do mercado de valores mobiliários, dar-se-á por meio de um posicionamento do Colegiado da autarquia em sede de julgamento”, diz o parecer do Comitê de Termo de Compromisso.

Os termos de compromisso extinguem o processo sancionador sem presunção de culpa ou julgamento do mérito.

Os processos administrativos sancionadores da CVM podem levar à pena de multa de até R$ 500 mil ou três vezes o valor da vantagem econômica obtida ou da perda evitada.

Também cabem penas como inabilitação para atuar em companhias abertas e advertência.

Para tentar fugir de uma condenação, cinco administradores da OGX propuseram pagar um total de R$ 650 mil.

O ex-conselheiro Aziz Bem Ammar e os executivos José Roberto Faveret, Luiz Eduardo Carneiro, Paulo Guimarães e Reinaldo Belotti – ainda diretor de produção da empresa – propuseram pagar R$ 100 mil cada.

Já o ex-diretor financeiro Roberto Monteiro pretendia pagar R$ 150 mil.

Todos são acusados de terem protelado a divulgação de fato relevante sobre a alienação de 40% dos blocos BM-C-39 e BM-C-40 à estatal malaia Petronas, apesar do vazamento de informações na mídia e de intensa cobrança da autarquia no mês que antecedeu a conclusão do acordo. A venda das fatias no campo de Tubarão Martelo acabou não se concretizando.

O fundador do grupo, Eike Batista, também é acusado no processo. Ele chegou a propor um acordo no fim do ano passado, mas voltou atrás alegando que não incorreu em qualquer irregularidade e que não se sustenta a infração que lhe é imputada pela CVM: não agir para divulgar a informação relevante frente à omissão do então diretor de Relações com Investidores da companhia, Roberto Monteiro.

A Instrução 358 da CVM estabelece que os administradores podem deixar de divulgar fatos relevantes quando entenderem que isso põe em risco interesse legítimo da companhia.

Mas determina a divulgação imediata se a informação escapar ao controle ou ocorrer oscilação atípica na negociação de ações. Já a Lei das S.A. exige a comunicação imediata de fato capaz de influir na decisão de investidores em negociar os papéis da empresa.

O caso da CCX também trata de irregularidades na prestação de informações relevantes ao mercado. Dessa vez, a CVM questiona a ausência de divulgação de estudos para a realização de uma oferta pública de aquisição de ações para cancelamento do registro de companhia aberta da empresa de carvão do grupo X.

Os executivos José Gustavo de Souza Costa, Leonardo Pimenta Gadelha e Eduardo Karrer enviaram proposta de pagamento de R$ 200 mil cada. Já o ex-conselheiro Aziz Bem Ammar pretendia pagar R$ 150 mil.

Além deles, são acusados Eike Batista, Luiz do Amaral de França Pereira, Rodolpho Tourinho e Samir Zraick, que fizeram parte do conselho da CCX.

Tanto no caso de OGX quanto da CCX, a xerife do mercado de capitais considerou que a aceitação das propostas não traria ganhos para a administração pública em termos de celeridade e economia processual, uma vez que os processos continuariam correndo em relação a outros acusados.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cvm-rejeita-acordo-com-administradores-de-ogx-e-ccx

Ex-bilionário Eike Batista se reunirá com Rosinha e Anthony Garotinho. Sou só eu quem acha isso esquisito?

A notícia abaixo foi publicada no jornal O DIÁRIO que é uma fonte para lá de insuspeita quando se trata de informar o que anda acontecendo na Prefeitura de Campos dos Goytacazes. A mesma dá conta que Eike Batista, sim ele mesmo, solicitou uma reunião com a prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, para “tratar de projetos no setor rural em Campos e de ações de desenvolvimento regional”. De quebra, o ainda deputado federal, Anthony Garotinho, deverá estar presente.

Além disso, a matéria ainda traz uma declaração supostamente dada pela prefeita Rosinha Garotinho onde ela diz que “estamos atraindo empreendedores de grande porte de todo o País e iremos ouvir o empresário Eike Batista sobre ações que se somam neste contexto”,

Olha, há algo intrinsecamente estranho nessa matéria. Primeiro, os componentes da reunião, pois até bem pouco tempo o ainda deputado federal usava o seu blog para criticar a proximidade entre Eike Batista e o ex- (des) governador Sérgio Cabral. Segundo, a informação de que a reunião é motivada pelo interesse da prefeitura de Campos dos Goytacazes em atrair “empreendedores de grande porte”. Alguém precisa avisar à prefeita Rosinha Garotinho que Eike Batista não é um empresário de grande porte, e atualmente existe quase uma certeza universal de que nem empresário ele é.

Também não deixa de ser estranho quem, depois de se envolver no negócio de fabricar medicamentos contra impotência sexual, Eike Batista queira se envolver em atividades agrícolas e hoteleiras! É que pelo menos na área hoteleira, a capacidade empresarial tem sido colocada em xeque por causa do fracasso em reformar e colocar em funcionamento o tradicional Hotel Glória. Agora, o detalhe pitoresco é Eike Batista querer tratar de assuntos agrícolas em Campos e no seu entorno onde o município de São João da Barra está incluso. Só falta Eike querer apoio do FUNDECAM para produzir nas áreas que foram tomadas dos pequenos agricultores familiares no V Distrito de São João da Barra!

Finalmente, talvez esse reencontro faça sentido para Eike Batista, que já até financiou campanhas eleitorais de Anthony Garotinho e a pedra fundamental do Porto do Açu se deu no governo de Rosinha Garotinho. Mas qual é o sentido disso para a cidade de Campos dos Goytacazes e para o grupo político comandado por Garotinho? Quanto a isso, mistério total. Vamos então esperar pelos resultados desta “auspiciosa” reunião. A ver!

Investimentos serão discutidos entre Rosinha, Garotinho e Eike

Gerson Gomes / Divulgação
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Prefeita Rosinha vai receber empresário Eike Batista junto com o deputado federal Garotinho

A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho receberá na próxima segunda-feira (17), às 12h, o empresário Eike Batista, acompanhado do Gerente Geral do EBX, Gunnar Pimentel, no Centro Executivo José Alves de Azevedo, para tratar de projetos no setor rural em Campos e de ações de desenvolvimento regional. O deputado federal Anthony Garotinho também participa do encontro.

A audiência foi pedida pelo empresário Eike Batista à prefeita Rosinha Garotinho, para falar de iniciativas na área de produção agrícola em Campos e em seu entorno. A prefeita Rosinha Garotinho destaca que o município vive “um crescente processo de desenvolvimento nos últimos anos, batendo recordes na geração de empregos formais, e na atração de novos empreendimentos. São investimentos do setor hoteleiro de bandeiras internacionais, atração de indústrias para o Complexo Farol-Barra do Furado, como o estaleiro Goitacaz do grupo Cassinu, entre outros”.

Setor hoteleiro em franco crescimento

Um dos referenciais do bom momento da economia de Campos é o desempenho do setor hoteleiro, que no Brasil cresce, em média, 5% ao ano. Os investimentos no setor se caracterizam pela busca de cidades no país onde a economia esteja em aquecimento. Somente em Campos, são oito hotéis em construção, confirmando o momento de expansão do município, que bate recorde de investimentos públicos e de geração de empregos formais. “Campos vem passando por um momento de crescimento econômico, é a segunda cidade do estado que mais emprega. Estamos atraindo empreendedores de grande porte de todo o País e iremos ouvir o empresário Eike Batista sobre ações que se somam neste contexto”, declarou a prefeita Rosinha Garotinho.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/investimentos-serao-discutidos-entre-rosinha,-garotinho-e-eike-16536.html

Eike Batista tenta retomar negócios investindo em remédio para impotência

 

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Segundo matérias publicada pelo O GLOBO e pelo site INFOMONEY, Eike Batista que já quis ser uma alternativa à Petrobras, agora tenta se reinventar ao investir no ramo farmacêutico mais precisamente em remédios para corrigir a impotência ( Aqui! e Aqui!) .

Pensando bem, depois de causar um verdadeira tsunami de brochadas nos acionistas das inúmeras empresas da franquia “X” que se viram com papéis sem qualquer valor na mão e com perdas financeiras irrecuperáveis nas contas bancárias, Eike Batista pode estar no rumo certo desta vez ao trocar o ouro negro pela pílula azul.

Resta apenas saber se o potenciais consumidores desse novo produto de Eike vão embarcar nessa nova investida depois dos resultados pífios que o colocam agora na condição de réu em vários processos na justiça brasileira.

E ai, alguém se arrisca a comprar um Viagra made by Eike?

Preocupado com cadeia, Eike Batista entra com pedido de habeas corpus preventivo

Numa prova de aquela máxima imortalizada por Teodoro e Sampaio no clássico sertanejo intitulado “quem tem, tem medo”, Eike Batista entrou com um pedido de habeas corpus no no Tribunal Regional Federal da 2ª Região para suspender ação penal que corre contra ele na 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro.

O juiz responsável pelo processo já adiantou que vai oferecer argumentos contrários ao pedido de Eike Batista por julgar que o pedido do ex-bilionário não procede e que os argumentos apresentados já foram superados.

Em meio a esse imbróglio, nada mais justo do que render uma homenagem musical a Eike Batista! Espero que Eike aprecie!

Defesa de Eike entra com habeas corpus para suspender ação penal no RJ

Por Alessandra Saraiva e Francisco Góes | Valor

RIO – A defesa de Eike Batista entrou hoje com habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região para suspender ação penal contra o empresário no âmbito da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Na análise do juiz Flavio Roberto de Souza, da 3ª Vara, o motivo da entrada do habeas corpus tem a ver com a proximidade do dia 18 de novembro, dada de audiência de instrução e julgamento envolvendo Eike. O caso se refere à denúncia sobre manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada (“insider trading”) feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o empresário, e aceita pela Justiça em 16 de setembro. “Vamos mandar a eles todas as informações para que a liminar não seja deferida”, afirmou, acrescentando que, em sua avaliação, a concessão ou não de liminar para suspensão da ação deve ser definida até segunda-feira — devido ao fato de o julgamento ser na terça-feira.

De acordo com o magistrado, que recebeu cópia do pedido de habeas corpus, até o momento ainda não foi concedida liminar em favor do empresário. O juiz informou que vai mandar aos desembargadores da segunda turma especializada argumentos contrários à concessão de liminar para suspensão da ação. Para o magistrado, o habeas corpus “não faz sentido”. Isso porque explora os mesmos argumentos de que o julgamento da matéria não deveria ser feito no âmbito da 3ª Vara Criminal, por falta de expertise contábil — que, em sua avaliação, já “foram superados”.

A data da audiência foi marcada no dia 6 de outubro e seguiu o determinado no código de processo penal, segundo o juiz. Depois de intimado, Eike tinha dez dias para apresentar a defesa, prazo que terminou no final de setembro. Os argumentos dos advogados de Eike não convenceram o juiz.

Na época da estipulação da data, o magistrado disse que participarão da audiência advogados de defesa e o Ministério Público Federal. O juiz vai ouvir testemunhas de defesa e de acusação e interrogar o próprio Eike desde que ele compareça à audiência. Apesar de intimado, os advogados podem conseguir recurso para que o empresário não compareça à sessão, que é pública. Podem, inclusive, tentar adiar a própria sessão.

Se o julgamento for realizado conforme o previsto, ao fim da sessão, o juiz dará a sentença. Na hipótese de ser considerado culpado por manipulação de mercado e uso de informação privilegiada, uma eventual prisão de Eike dependerá do tamanho da pena.

O julgamento, se realizado, deverá decretar a sentença na primeira instância. Mas ainda caberá apelações a instâncias superiores como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

De acordo com o juiz, a audiência pode se estender por mais de um dia.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3778594/defesa-de-eike-entra-com-habeas-corpus-para-suspender-acao-penal-no-rj#ixzz3Iz8UsNg4

Justiça de São Paulo envia para o Rio denúncia contra Eike Batista

SÃO PAULO  –  A Justiça Federal em São Paulo decidiu enviar ao Rio de Janeiro, por “declínio de competência”, a denúncia contra o empresário Eike Batista e sete executivos da ex-OGX por supostos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e indução de investidor a erro.

Os supostos crimes ocorreram na apresentação ao mercado de expectativas consideradas otimistas sobre reservas e produção da empresa de petróleo, entre 2009 e 2012.

O “declínio” ocorre quando uma seção Judiciária considera-se inapta para julgar um caso. Uma das razões possíveis seria o entendimento de que os crimes não ocorreram em São Paulo, como já indicou entender anteriormente, em outra denúncia ligada ao empresário.

Nem a Justiça Federal nem o Ministério Público em São Paulo informaram o motivo do envio para o judiciário fluminense.

A denúncia havia sido apresentada pela procuradora Karen Kahn, do Ministério Público Federal em São Paulo, em setembro. Tinha como base um conjunto de comunicados enviados pela empresa ao mercado, entre 2009 e 2011, com tom considerado otimista a respeito das reservas potenciais de petróleo da companhia, que, depois, mostraram-se infundadas. Não havia, contudo, sido convertida, até o momento, em ação penal.

Em entrevista à “Folha de S.Paulo” em setembro, a procuradora alegou entender que os casos deveriam ser julgados em São Paulo porque a cidade sedia a Bolsa de Valores e o mercado de capitais.

A OGX teve o nome mudado para Ogpar, no fim do ano passado.

O empresário já é alvo de uma ação penal na Justiça Federal do Rio, sob acusação de ter negociado ações da ex-OGX com informações privilegiadas (“insider trading”) e por ter manipulado mercado, entre 2012 e 2013. Nesse período, segundo a denúncia, o empresário vendeu ações sabendo que as reservas tinham menos petróleo do que se divulgava e o fez antes de a empresa ter vindo a público divulgar informações desfavoráveis, que derrubaram os preços das ações.

A pena somada para os três crimes (formação de quadrilha, falsidade ideológica e indução de investidor a erro), caso os denunciados sejam levados a julgamento e considerados culpados, pode chegar a 14 anos.

Na ação penal do Rio, que terá a primeira audiência no próximo dia 18, as penas podem chegar a 13 anos, caso o empresário seja julgado e condenado.

Uma outra denúncia, por “insider trading” e manipulação de mercado supostamente cometidos por Eike na negociação de ações do estaleiro OSX, em 2013, foi convertida em ação penal também na Justiça Federal em São Paulo. Em relação a essa denúncia, a Justiça havia inicialmente declinado a competência para o Rio, mas reconsiderou a decisão diante das alegações da procuradora.

Nesta quarta-feira, a ação penal relacionada à OSX teve seus autos enviados para o Rio, mas nem o Ministério Público Federal nem a Justiça Federal informaram se esta também teve declínio de competência.

Na semana passada, três ex-executivos da OGX também foram denunciados pela procuradora Karen Kahn por “insider trading”.

Sobre as denúncias de “insider trading” e manipulação do mercado, Eike Batista disse em setembro que as ações eram de credores e que a venda tinha como objetivo honrar compromissos da OGX.

Sobre o excesso de otimismo dos comunicados, ele alegou que as expectativas eram baseadas em dados técnicos.

(Folhapress)

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3777162/justica-de-sao-paulo-envia-para-o-rio-denuncia-contra-eike-batista#ixzz3Ith3oeOR

Lauro Jardim e o imponderável Eike versus Eike

Eike: menos uma

Eike Batista, acionista majoritário, abriu fogo contra o minoritário Eike Batista em empresas que estão encrencadas.

Motivo: a petroleira OGPar, na qual Eike detém 5%, não cumpriu acordo com a OSX, controlada pelo empresário, e que deixou de pagar uma dívida de 5,25 milhões de dólares.

O valor é referente ao aluguel por três semanas de um navio plataforma, utilizado no campo Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, que representa 75% da produção da OGPar, em recuperação judicial.

Em setembro, as duas partes chegaram a um acordo de redução do aluguel, mas a petroleira agora quer um desconto maior. A OSX, que também está em recuperação judicial, ameaça pedir a falência da petroleira, caso o acordo seja rasgado.

Por Lauro Jardim

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/eike-versus-eike/