As vozes do Açu nos trazem denúncias e notas de dor e inconformidade com as injustiças cometidas

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Tenho escrito muito sobre o que aconteceu aos agricultores do V Distrito que tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo por causa das desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) para serem entregues à empresa LL(X) (hoje PRUMO) do ex-bilionário Eike Batista.

Pois bem, não há nada que eu possa escrever que descreva tão bem o que aconteceu a muitos desses agricultores quanto o que é escrito por aqueles que vivenciaram tudo de perto. Abaixo segue mais um testemunho da agricultura Elza Toledo sobre o que aconteceu a seu pai e a outros agricultores do V Distrito de São João da Barra.

Para aqueles que acham que eu exagero nas tintas, deixo o convite para que leiam o dramático testemunho de elza Toledo. Talvez ai as pessoas que acham que sou contra o Porto do Açu vão começar a entender que minha contrariedade é com as arbitrariedades que foram cometidas contra centenas de famílias de trabalhadores agrícolas, usando o porto apenas como desculpa para uma forma estatizada de grilagem de terras.

O testemunho de Elza Toledo sobre as arbitrariedades cometidas contra seu pai e outros agricultores do V Distrito

É muito bom saber que as coisas começaram a acontecer e que a justiça está agindo em prol dos agricultores. No meu comentário anterior falei do infarto sofrido pelo meu pai , mas não mencionei o que fizeram na terra quando desapropriada. Tinha uma plantação de 40 mil pés de abacaxi na mesma . Meu pai não colheu nenhum! A terra era cercada e foi totalmente aberta na desapropriação .Isso fez  a lavoura ficar exposta , além do mais não era permitido a nossa entrada. Havia 400 metros de cerca e 5 dúzias de mourão tratado, os mesmos sumiram!

Não foi só a terra do meu pai que a desapropriação foi feita dessa maneira, em outras desapropriações  lavouras inteiras foram totalmente destruídas com os maquinários de quem executou, em alguns casos até uso de violência, pois as pessoas não aceitavam ver  a destruição de lavouras inteiras com tantas pessoas passando fome. Algumas pessoas plantavam para seu próprio sustento e de sua família, pois a lavoura é o único meio de sobrevivência para alguns.

Meu pai tem esperança de  ter da justiça a terra de volta já que sua documentação está em dia e ele não foi indenizado. Eu pergunto será que isso vai acontecer? Onde foi parar o material da cerca? Meu pai vai ser indenizado por tudo isso ? E  o sofrimento , humilhação que não só a minha família sofreu mas todas que moram no V Distrito ?

ASPRIM reúne agricultores para discutir os próximos passos da luta contra as desapropriações

Diretoria aproveitou para apresentar relatório sobre últimas vitórias no campo político e no judiciário

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Neste domingo (02/02) a Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM) realizou uma reunião de prestações de contas e de preparação para aprofundar a luta em defesa dos agricultores desapropriados para implantar o Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB). Segundo o relato Rodrigo Santos, vice-presidente da ASPRIM, uma série de anulações de desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) pela Tribuna de Justiça sinaliza para uma mudança de atitude do judiciário em relação ao drama vivido por centenas de famílias de agricultores e pescadores que habitam tradicionalmente o V Distrito de São João da Barra. Além disso, manifestações de deputados estaduais como Paulo Ramos e Marcelo Freixo indicam que também no plano político os agricultores do V Distrito estão somando conquistas importantes.

O vice-presidente da ASPRIM apresentou ainda uma série de possibilidades para o aprofundamento da luta contra o caos criado pelo colapso do Grupo EB(X) de Eike Batista. Para Rodrigo, o drama vivido por donos de pequenos estabelecimentos comerciais e pousadas é apenas outra faceta dos problemas criados no V Distrito pelas promessas de industrialização que agora viraram fumaça.  Por outro lado, isto tudo cria uma excelente oportunidade de somar esforços em torno de uma causa comum que é reparar os danos sofridos por todos as vítimas da aventura orquestrada pelo (des) governo do Rio de Janeiro para beneficiar Eike Batista.

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Vale a pena conferir quais serão as ações da ASPRIM nas próximas semanas. Uma coisa é certa: a aparente calmaria que reina hoje no V Distrito é isso mesmo, aparente.

E lá se vai mais um anel de Eike Batista: agora foi a vez do Hotel Glória

A via crucis de Eike Batista para se livrar de seus empreendimentos inconclusos alcançou mais um prego com a venda do Hotel Glória ao fundo suiço Acron por uma verdadeira bagatela, apenas R$ 200 milhões. Eu digo bagatela porque, com a valorização imobiliária (alguns como o economista Shiller chegam a dizer que é uma bolha), o Hotel Glória já deve valer mais do que isso faz tempo.

Com essa venda vai-se embora mais um anel das mãos de Eike Batista que corre agora o risco de ter que começar a entregar os dedos. É que segundo a Bloomberg, Eike é hoje um bilionário negativo (isto é, deve bilhões). Para complicar ainda mais, Eike já vendeu quase tudo. Periga virar cicerone das corporações estrangeiras para quem está vendendo suas empresas. Aliás, isto ele já até andou ensaiando no Porto do Açu na semana que passou.

Eike vende Hotel Glória, no Rio, por R$ 200 milhões

RAQUEL LANDIM, DE SÃO PAULO

O empresário Eike Batista vendeu o tradicional Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para o fundo suíço Acron. O valor da transação é de cerca de R$ 200 milhões, conforme apurou a Folha. A compra foi fechada neste sábado (1°).

O Acron é um fundo suíço especializado em investimentos imobiliários, principalmente hotéis. Em 30 anos de existência, já adquiriu 46 propriedades.

A compra do Hotel Glória é o seu primeiro negócio no Brasil, embora já tenha uma subsidiária no país. Procurados pela Folha, o grupo EBX e o Acron não se pronunciaram.

Ainda não sabe quem vai administrar o hotel. Os suíços agora estão negociando com diversas bandeiras de redes hoteleiras.

Eike deve utilizar o dinheiro para pagar dívidas. O empresário, que já foi um dos homens mais ricos do mundo, enfrenta uma grave crise e está vendendo seu império aos pedaços.

  Ana Carolina Fernandes-31.jan.2013/Folhapress  
Obras de reforma do Hotel Glória, no Rio
Obras de reforma do Hotel Glória, no Rio

REFORMA

O Hotel Glória foi adquirido em 2008 pela REX, braço imobiliário do grupo EBX, por R$ 80 milhões. Eike comprou o empreendimento como mais um dos seus “mega projetos” de revitalização no Rio de Janeiro.

O empresário iniciou uma reforma gigantesca e mandou demolir toda a parte interna do edifício, preservando apenas a fachada. O Glória é um dos mais conhecidos hotéis do Rio e já hospedou presidentes e celebridades.

A reforma contou com um financiamento de R$ 190 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), dos quais foram liberados R$ 50 milhões. A meta inicial era terminar a reforma antes da Copa do Mundo, que acontece em julho deste ano.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/02/1406226-eike-vende-hotel-gloria-no-rio-a-fundo-suico-diz-jornal.shtml

No colapso do Império X, enquanto muitos perderam tudo, 14 executivos levaram 3,4 bilhões de dólares

O jornalista Lauro nos informa hoje em sua coluna que no meio dos escombros do ex-império X, quatorze executivos do conglomerado do ex-bilionário Eike Batista saíram do naufrágio com as contas contas bancárias inundadas de dólares (conferir nota abaixo). Juntos esse executivos amealharam uma bagatela que gira em torno de 3,4 bilhões de dólares!

Uma coisa que Lauro Jardim não nos contou (apesar dele certamente ter a chave desse segredo) foram os nomes desses executivos. Assim ficaremos sem saber, pelo menos neste momento, quem foram os que ganharam bastante com esse naufrágio de deixar o Titanic rubro de vergonha. Agora, os perdedores já sabemos de cor e salteado: os agricultores e pescadores do V Distrito de São João da Barra. Estes, ao contrário dos milionários executivos do ex-império X, perderam tudo, inclusive o direito de serem tratados com dignidade pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

Alguns ganharam

Muitos perderam, poucos ganharam muito

A conta foi feita, em detalhes, por quem conhece a alma do (ex?) grupo X.Entre os executivos que passaram pelas empresas de Eike Batista, nove saíram de lá com a carteira recheada com pelo menos 100 milhões de dólares.

 

Outros cinco felizardos mandaram para suas contas-correntes cerca de 500 milhões de dólares.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/grupo-x-35-bilhoes-de-dolares-a-executivos-de-saida/

Ex-OGX confirma saída de gestoras do grupo de credores

Por Renato Rostás e Talita Moreira | Valor

SÃO PAULO  –  A Oleo e Gás Participações (OGP), nova denominação da OGX, de Eike Batista, confirmou nesta sexta-feira que algumas gestoras de recursos deixaram o grupo de credores que negocia com a empresa a reestruturação de sua dívida.

O Valor já havia noticiado que pelo menos BlackRock e GSO, braço de investimentos em ativos podres da Blackstone, venderam os bônus em seu poder e não participavam mais das rodadas de negociação.

Em resposta a ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a OGP observou que não informou o evento em fato relevante porque a negociação de papéis de dívida é comum “e fora do controle da companhia”.

“Como é de conhecimento público, os ‘bonds’ de emissão da companhia são negociados livremente no mercado internacional, sem interferência [da empresa] nessas negociações”, diz o comunicado.

A petrolífera também afirmou que as vendas dos bônus não afetam em nada as tratativas com os credores. Os novos detentores dos papéis continuarão sujeitos aos acordos fechados no âmbito das conversas.

A interminável via crucis de Eike Batista: enquanto ciceroneia no Porto do Açu, acumula processos na CVM

Segundo o que nos informa em seu blog o Prof. Roberto Moraes (Aqui!) e (Aqui!), o ex-bilionário Eike Batista anda dando uma de cicerone no Porto do Açu, aparentemente num esforçou de alicerçar a sua posição como acionista minoritário da Prumo (ex-LL(X). Outra possibilidade para esta retomada das visitas de Eike ao Açu é a tentativa de fazer caixa para enfrentar a tempestade de processos que está se formando no horizonte contra ele na justiça comum e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

É que, como mostra a mostra abaixo, de autoria da jornalista Mariana Durão, só na CVM já são quatro processos contra Eike Batista. E olha que estes podem ser apenas os primeiros de uma longa lista. A ver!

CVM abre quarto processo contra Eike Batista

A autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir uma instrução

Mariana Durão, do 
 
 AGNEWS
 Eike Batista, dono do Grupo EBX

 Eike: o empresário tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido para extinguir o processo sem julgamento

Rio – O empresário Eike Batista é alvo de um novo processo administrativo sancionador na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Dessa vez a autarquia apura se ele foi responsável, enquanto controlador da MPX (atual Eneva), por descumprir o artigo 6º da Instrução 358/02.

O dispositivo trata de exceção à regra da imediata divulgação de fato relevante, que se dá quando os administradores entenderem que sua revelação colocará em risco interesse legítimo da companhia.

Determina, entretanto, a obrigação de fazê-lo quando a informação escapar ao controle ou se ocorrer oscilação atípica na cotação, preço ou quantidade negociada dos papéis da empresa.

Eike tinha até o último dia 17 para apresentar sua defesa e encaminhou no dia 30 um pedido de termo de compromisso para extinguir o processo sem julgamento.

Este é o quarto processo sancionador aberto pela CVM contra o empresário desde o ano passado, quando as empresas do grupo EBX mergulharam numa forte crise de confiança. Há ainda casos que apuram infrações na OGX, CCX e LLX.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/cvm-abre-quarto-processo-contra-eike-batista-2

Jornalista lança livro sobre a ascensão e queda do Império “X”

As cinzas do incêndio nem bem esfriaram e já teremos o primeiro livro no mercado trazendo uma análise do colapso do império “X”. O autor é o jornalista Sérgio Leo que é colunista do Jornal Valor Econômico. O anúncio foi dado na coluna de Ancelmo Góis do jornal O GLOBO. Para os que quiserem entender as entranhas desse rumoroso caso de desconstrução imperial, a obra deverá ser um prato cheio. Já para os adoradores de Eike Batista, a leitura da obra deverá ser como a segunda morte do Mídas de São João da Barra.

Crônica do Império X

Vai virar livro, pela Nova Fronteira, a trajetória das empresas X, de Eike Batista. “Ascensão e queda do Império X”, do coleguinha Sérgio Leo, mergulha nos bastidores dos acontecimentos que levaram à perda de uma fortuna estimada em US$ 34 bilhões. A versão digital entra em pré-venda amanhã.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Grandes credores internacionais abandonam o barco (furado) da OGX

OGX perde credores internacionais BlackRock e GSO

Empresas investidoras venderam seus títulos faltando apenas alguns dias para a apresentação do plano de recuperação judicial.

 

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Julia Carvalho, de 

Eike Batista durante entrevista para o programa Roda Viva

 Eike Batista: OGX perde dois grandes credores às vesperas de apresentar plano de recuperação judicial

 São Paulo – Dois dos principais credores da Óleo e Gás, antiga OGX, deixaram na noite desta terça-feira suas posições na empresa de Eike Batistasegundo o jornal Valor Econômico.

Tanto a BlackRock quanto a GSO venderam suas participações para outros credores que fazem parte do grupo de recuperação, como a Pimco, a Spinnaker e a Ashmore.

A venda pode ter representado certa insatisfação com o plano de recuperação judicial da companhia, que deve ser anunciado na próxima sexta-feira.

A divergência se dá porque a OGX ainda não conseguiu definir os termos em que os credores estrangeiros fariam um investimento de 200 milhões de dólares. Após o aporte, eles ficariam com 90% das ações da empresa, e Eike Batista diminuiria sua participação de 50% para 5%.

O grupo de credores representa a maior parte da dívida da OGX, que chega a 5,8 bilhões de dólares.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ogx-perde-credores-internacionais-blackrock-e-gso

Campos 24 horas traz mais informações sobre nova paralisação no Porto do Açu

Funcionários do Porto do Açu realizam nova paralisação

Estrada de acesso ao porto foi bloqueada nesta manhã. Nas últimas manifestações, funcionários reivindicaram direitos como insalubridade e periculosidadeaçu manifestação 2701açu manifestação 2701 3

Funcionários de empresas terceirizadas promovem uma manifestação na manhã desta segunda-feira (27), na estrada que dá acesso ao Porto do Açu, no 5º distrito de São João da Barra. É grande o número de ônibus na estrada, entre a localidade de Cajueiro até Caetá, na entrada no porto. A estrada foi bloqueada desde às 6h. Com isso, centenas de operários não tiveram como chegar ao porto.

A equipe do Campos 24 Horas foi procurada por trabalhadores de uma das empresas prestadoras de serviços. Eles informam que as principais reivindicações são insalubridade e periculosidade para profissionais que têm função de risco.

As reivindicações teriam sido feitas desde meados de 2013. Contudo, o presidente dos Trabalhadores na Industria da Construção Civil, José Eulálio, diz desconhecer o encaminhamento das reivindicações.

FONTE: http://campos24horas.com.br/portal/funcionarios-do-acu-se-reunem-com-representantes-da-acciona-para-tentar-acordo/

Site jornalístico Ururau confirma nova paralisação no Porto do Açu

Cerca de 1000 funcionários fecham a estrada e acesso ao Porto do Açu

 PORTO 1Cerca de 1000 funcionários de duas empresas terceirizadas promovem desde às 5h30 desta segunda-feira (27/01), uma manifestação na estrada que dá acesso ao Superporto do Açu. Dezenas de ônibus ficaram impossibilitados de chegar ao empreendimento e com isso, além dos manifestantes, centenas de trabalhadores também não tiveram como chegar ou até mesmo deixar o local. Nas primeiras horas alguns ônibus chegaram a entrar.

Os funcionários são das empresas Milplan e Engecique que prestam serviço na construção do Porto.

Segundo os manifestantes, com a ação na manhã desta segunda-feira os trabalhos no Porto ficam comprometidos em torno de 70%. No contato com o Ministério Público do Trabalho (MPT), foram informados que a manifestação seria ilegal por não ter tido apoio do Sindicato.

No local chegaram a informar a equipe de reportagem do Site Ururau que dois representantes do Sindicato estiveram com eles e ouviram as queixas, mas não repassaram aos empresários. Eles ainda procuraram José Eulálio, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Construção Civil de Campos que teria afirmado desconhecer o encontro de dois representantes com o grupo.

Os trabalhadores reivindicam a correção das horas intinere, insalubridade para os pintores e soldadores, além de periculosidade para montadores de andaimes e eletricistas. Há ainda reclamação por conta das condições das refeições a água utilizada, que seria salgada.

PORT O2FONTE: http://ururau.com.br/cidades41013_Cerca-de-1000-funcion%C3%A1rios-fecham-a-estrada-e-acesso-ao-Porto-do-A%C3%A7u