Diretoria aproveitou para apresentar relatório sobre últimas vitórias no campo político e no judiciário
Neste domingo (02/02) a Associação de Produtores Rurais e Imóveis (ASPRIM) realizou uma reunião de prestações de contas e de preparação para aprofundar a luta em defesa dos agricultores desapropriados para implantar o Distrito Industrial de São João da Barra (DISJB). Segundo o relato Rodrigo Santos, vice-presidente da ASPRIM, uma série de anulações de desapropriações realizadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) pela Tribuna de Justiça sinaliza para uma mudança de atitude do judiciário em relação ao drama vivido por centenas de famílias de agricultores e pescadores que habitam tradicionalmente o V Distrito de São João da Barra. Além disso, manifestações de deputados estaduais como Paulo Ramos e Marcelo Freixo indicam que também no plano político os agricultores do V Distrito estão somando conquistas importantes.
O vice-presidente da ASPRIM apresentou ainda uma série de possibilidades para o aprofundamento da luta contra o caos criado pelo colapso do Grupo EB(X) de Eike Batista. Para Rodrigo, o drama vivido por donos de pequenos estabelecimentos comerciais e pousadas é apenas outra faceta dos problemas criados no V Distrito pelas promessas de industrialização que agora viraram fumaça. Por outro lado, isto tudo cria uma excelente oportunidade de somar esforços em torno de uma causa comum que é reparar os danos sofridos por todos as vítimas da aventura orquestrada pelo (des) governo do Rio de Janeiro para beneficiar Eike Batista.
Vale a pena conferir quais serão as ações da ASPRIM nas próximas semanas. Uma coisa é certa: a aparente calmaria que reina hoje no V Distrito é isso mesmo, aparente.


É muito bom saber que as coisas começaram a acontecer e que a justiça está agindo em prol dos agricultores .
No meu comentário anterior falei do infarto sofrido pelo meu pai , mas não mencionei o que fizeram na terra quando desapropriada. Tinha uma plantação de 40 mil pés de abacaxi na mesma . Meu pai não colheu nenhum ! A terra era cercada e foi totalmente aberta na desapropriação .Isso fez a lavoura ficar exposta , além do mais não era permitido a nossa entrada . Havia 400 metros de cerca e 5 dúzias de mourão tratado , os mesmos sumiram !
Não foi só a terra do meu pai que a desapropriação foi feita dessa maneira , em outras desapropriações lavouras inteiras foram totalmente destruídas com os maquinários de quem executou , em alguns casos até uso de violência , pois as pessoas não aceitavam ver a destruição de lavouras inteiras com tantas pessoas passando fome .Algumas pessoas plantavam para seu próprio sustento e de sua família , pois a lavoura é o único meio de sobrevivência para alguns .
Meu pai tem esperança de ter da justiça a terra de volta já que sua documentação está em dia e ele não foi indenizado. Eu pergunto será que isso vai acontecer ? Onde foi parar o material da cerca? Meu pai vai ser indenizado por tudo isso ? E o sofrimento , humilhação que não só a minha família sofreu mas todas que moram no quinto distrito ?