Trabalhadores fecham novamente a entrada do Porto do Açu

As coisas parecem longe da normalidade nas obras de construção do Porto do Açu. É que nesta segunda-feira amanheceu fechada a estrada que dá acesso ao canteiro de obras do sonhado “superporto” de Eike Batista, no que parece ser uma repetição do movimento ocorrido no dia 15 de janeiro. Informações vindas das proximidades da chamada “Estrada da Servidão” dão conta que novamente o trânsito está completamente paralisado, uma indicação de que os trabalhadores resolveram “trancar” novamente o acesso ao Porto do Açu.

Esta situação exacerba ao menos duas verdades. A primeira é que o calendário de construção do Porto do Açu está distante da normalidade, o que torna sua finalização uma incógnita. Já a segunda é mais problemática e se refere à continuidade de um padrão de desrespeito aos direitos dos trabalhadores, mesmo em face da saída de Eike Batista do controle total do empreendimento.

Depois tem gente que reclama que eu sou contra o “desenvolvimento”. Na verdade, eu não sou contra o desenvolvimento coisa nenhuma. Mas dai a apoiar o que está sendo feito contra os agricultores do V Distrito e os trabalhadores do Porto do Açu, ai realmente seria esperar muito de mim.

OGX, petroleira de Eike Batista, está com dificuldades para honrar compromissos assumidos com credores

OGX: Prazo para cumprir acordo com credores é estendido para dia 31

Por Natalia Viri | Valor
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SÃO PAULO  –  A Óleo e Gás Participações (antiga OGX) estendeu para o dia 31 de janeiro o prazo para entregar sua proposta de recuperação judicial e assinatura de um financiamento com os detentores de bônus. A empresa tinha se comprometido a cumprir essas condições — necessárias para o acordo com os credores — hoje, mas, conforme antecipou o Valor, não conseguiu cumprir o calendário.

A empresa tenta fechar um acordo prévio que garanta a aprovação por parte dos credores para o plano de recuperação a ser apresentado (“plan support agreement”). As negociações envolvem, além da conversão de bônus em novas ações, um empréstimo de US$ 200 milhões por parte dos bondholders, que ainda não saiu.

Enquanto isso, a companhia tomou um empréstimo “emergencial” com o Credit Suisse, no valor de US$ 50 milhões, para continuar tocando suas atividades operacionais, concentradas no campo de Tubarão Martelo, que começou a operar em dezembro.

Em fato relevante, a OGX afirmou que as tratativas com os credores que aderiram ao plan support agreement “continuam evoluindo dentro das expectativas”. A empresa tem dívidas de US$ 3,8 bilhões.

“A implementação do plano de recuperação judicial, a ser apoiado pelos detentores de bonds representando a maioria dos bonds em circulação, permitirá a superação da atual crise financeira da companhia, assegurando a continuidade de suas atividades, com pleno atendimento de seus objetivos e função social.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3406860/ogx-prazo-para-cumprir-acordo-com-credores-e-estendido-para-dia-31#ixzz2rWRTdLW3

E Eike Batista entrega outro “anel”: agora a CCX é a bola da vez

Como já era esperado, Eike Batista continua com o desmanche de seu império de empresas pré-operacionais que se juntavam sob a bandeira do Grupo EB(X). Agora a empresa que se vai é a CC(X), empresa que possui reservas consideráveis de carvão na Colômbia. Aliás, nesse caso há que se lembrar que Eike Batista chegou a bancar um tour recheado de regalias para um grupo de políticos colombianos, justamente para ver se conseguia, digamos, “amaciar” o processo de liberação de licenças ambientais (Aqui!). Agora, combalido financeiramente, Eike não está tendo outra saída a não ser entregue mais este “anel”.

Agora fico imaginando como se sentem aqueles que diziam que todas as ponderações feitas sobre a viabilidade dos projetos de Eike Batista eram só inveja de um homem rico e de sucesso. Houve até “eikete” que jurou não vender as ações que dizia ter das empresas “X”; Se aquilo não foi só discurso da boca para fora há gente chorando lágrimas de sangue por causa do prejuízo.

De minhas parte, a única coisa que realmente interessa é sobre quando vão anular os decretos de desapropriação do V Distrito de São João, retornar as terras para seus legítimos donos e, sim pagar as justas reparações financeiras por todo o dano que foi causado a centenas de famílias de trabalhadores rurais e de pescadores.

Eike Batista venderá CCX para grupo da Turquia

O ex-bilionário mais famoso do mundo vai se desfazer do controle de mais uma empresa “X”

 
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Diogo Max, de 

Fabio Pozzebom/AGÊNCIA BRASIL

 O empresário Eike Batista, controlador do grupo EBX

 Nos últimos dois anos, Eike Batista perdeu 60 bilhões de reais

 São Paulo – Eike Batista, o ex-bilionário mais famoso do mundo, vai se desfazer do controle de mais uma empresa “X”. Dessa vez, é a CCX, a mineradora que possui minas de carvão na Colômbia, de acordo com a revista VEJA.

Segundo notícia publicada neste sábado pelo jornalista Lauro Jardim, na coluna Radar, o negócio está quase fechado e um grupo da Turquia deve levar a companhia.

Recentemente, a CVM abriu processo contra Eike e os executivos da CCX. O xerife do mercado brasileiro investiga se houve infração às normas que tratam da divulgação de informações e fatos relevantes pela companhia.

É possível que a investigação da CVM esteja relacionada a rumores sobre o fechamento de capital da CCX, em meados do ano de 2012.

Derrocada

Nos últimos dois anos, Eike Batista, que já foi considerado o 7º homem mais rico do mundo, perdeu 60 bilhões de reais e deixou o seleto clube do bilhão.

Em outubro passado, a OGX, petroleira do grupo de empresas controlado por ele, pediu recuperação judicial. A empresa conseguiu adiar até a próxima sexta-feira o plano de recuperação à justiça. Em novembro, foi a vez da OSX, companhia de construção naval, pedir recuperação judicial

Também em outubro do ano passado, Eike também deixou de controlar a mineradora MMX. Ele também vendeu o controle da LLX, sua empresa de logística, em agosto passado.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mais-uma-empresa-x-vai-deixar-de-ser-de-eike

JB: Minoritários da OGX questionam omissão da CVM

Informações otimistas da empresa não foram conferidas

Jornal do Brasil

Os acionistas minoritários da OGX declararam guerra à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por omissão e negligência com relação às informações divulgadas no ano passado pela petrolífera e seu principal acionista, Eike Batista, que camuflaram a verdadeira situação da empresa. A descoberta de grandes reservas de petróleo anunciadas por Eike, afirmam os investidores, serviram apenas para obtenção de lucro na venda de ações e encobriram áreas de exploração totalmente inviáveis ou com reservas bem menores do que as divulgadas.

Segundo o economista Aurélio Valporto, houve fraude nessas divulgações e os acionistas minoritários tiveram perdas acentuadas de seus patrimônios. Muitos, inclusive, afirma Valporto, perderam imóveis e outros bens. “A OGX informou aos acionistas que tinha enormes quantidades de petróleo, já descoberto, quando na verdade a campanha exploratória foi um fracasso completo. Com isso as ações foram mantidas artificialmente elevadas no mercado”, disse ele.

Os processos de nº 0000950-49.2014.4.02.5101 e 0032719-12.2013.4.02.5101, segundo Valporto, correm na 24ª e 30ª Varas Cíveis do Rio de Janeiro, respectivamente e além da CVM incluem ainda Eike Batista, seu pai, Eliezer Batista, além do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan. Valporto afirma ainda que novas ações de autoria dos minoritários darão entrada na justiça contra ex-diretores da OGX, entre eles, Roberto Monteiro, que foi diretor de relações com os investidores, e o ex-presidente da empresa e diretor de produção, Paulo Mendonça.

Os acionistas minoritários deverão ainda questionar na justiça a atuação de outros conselheiros da OGX, segundo Valporto, entre eles o ex-ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie. As ações deverão responsabilizar todos os envolvidos pelo o que aconteceu. De acordo com as informações divulgadas pela OGX ao mercado, a empresa possuía reservas de petróleo muito superiores às que realmente existiam.

A verdadeira situação só foi conhecida com as primeiras frustrações de produção e com o abandono de vários campos de petróleo, cuja produção era inviável. As ações da OGX caíram 98,7%, despencando de R$ 23 em outubro de 2010 para menos de R$ 0,30. “Foi uma fraude monumental, escondendo-se dos acionistas minoritários, por um ano, o fato de que não havia petróleo, de modo que os diretores ganharam muito dinheiro fazendo vendas a descoberto de ações da empresa”, disse Valporto.

PERDA DE PATRIMÔNIO

Diante das perspectivas de ganho com ações da OGX, vários acionistas começaram a investir boa parte de seus patrimônios nos papeis da OGX, inclusive estimulados pelo próprio Eike Batista que em várias entrevistas afirmava que a ação da empresa estava barata e teria uma valorização excepcional. Eike disse que as reservas da empresa se constituíam nos melhores campos de exploração do mundo, com valor equivalente a um trilhão de dólares. Esse cenário foi responsável por perda de imóveis, cancelamento de estudos no exterior, queima de poupança, entre várias outras histórias vividas pelos minoritários.

Sem querer se identificar, esses acionistas contam suas histórias e mantém a esperança de um dia recuperar o que perderam. M. teve que vender seu apartamento da Tijuca, no Rio de Janeiro, no ano passado para poder cobrir suas necessidades financeiras. O imóvel, avaliado em R$ 500 mil, cobriu várias despesas, mas obrigou o investidor a morar de favor na casa de parentes. Inicialmente, M. adquiriu ações da OGX dentro de uma carteira diversificada, mas com a perspectiva de ganhos maiores, a partir das declarações de Eike, se sentiu mais confiante em ampliar sua posição nesses papeis e acabou com um enorme prejuízo e perda de patrimônio.

Engenheiro formado, J. vislumbrou a possibilidade de fazer mestrado numa universidade na Inglaterra e investiu suas economias em ações da petrolífera. Tinha a esperança de custear os estudos, nada baratos, com os ganhos das ações. Matriculou-se, fez várias despesas para se manter como estudante e iniciou o curso no começo de 2013, mas antes do ano terminar teve que cancelar tudo pelas perdas que teve com as ações. Perdeu o que investiu e, se puder retomar o curso, terá que começar praticamente do zero porque não conseguiu completar sequer uma etapa que pudesse ter continuidade posteriormente.

A “possível” valorização das ações da OGX também levaram C. a redirecionar praticamente todos os seus investimentos para a compra de ações da petrolífera de Eike. Como vários pequenos investidores, C. não acreditou na queda dos papeis quando começaram a derreter e permaneceu com as ações. Acreditava que poderia recompor suas economias que, na verdade não eram só suas, mas de sua mulher também. A poupança conjunta foi-se embora e agora C. vive dando desculpas para a esposa sobre as aplicações que não existem mais. Ele não revela os valores, mas diz apenas que era parte importante do patrimônio do casal.

De acordo com Aurélio Valporto, no início de 2013, as ações da OGX chegaram a ter o valor equivalente a cerca de duas vezes e meia seu patrimônio líquido numa relação igual a das ações da americana Exxon que é a maior companhia petrolífera do mundo com um valor de mercado que Eike sequer chegou perto com seu império X. “Essa situação demonstrava uma solidez que a empresa não tinha e a CVM em nenhum momento verificou essa situação. Isso é o que estamos questionando nas ações”, afirma Aurélio.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2014/01/24/minoritarios-da-ogx-questionam-omissao-da-cvm/

Exame informa: petroleira de Eike continua com problemas para honrar compromissos

Ex-OGX pode perder concessões no Espírito Santo

Companhia tem até sexta-feira para honrar uma série de compromissos firmados na exploração de blocos exploratórios

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Funcionário da OGX, do Grupo EBXFuncionário da OGX, hoje conhecida como Óleo e Gás Participações: empressa passa pelo maior processo de recuperação judicial da América Latina
Rio de Janeiro – A Óleo e Gás Participações, ex-OGX, tem até sexta-feira para honrar uma série de compromissos firmados na exploração de blocos exploratórios, sob pena de perder concessões de petróleo na bacia do Espírito Santo, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto.

O prazo, requerido pela própria petroleira de Eike Batista, foi aprovado pela diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no começo deste mês e por enquanto está mantido, afirmou a fonte, pedindo anonimato.

A empresa de Eike Batista passa pelo maior processo de recuperação judicial da América Latina. Mesmo nesta fase em que os bens da ex-OGX estão protegidos pela Justiça, a agência poderá tentar contestar as concessões, disse a fonte.

A ex-OGX deve provar sua adimplência nos blocos ES-M-472, ES-M-529, ES-M-531, aos parceiros nas concessões, Perenco e Sinochem, e à reguladora.

O mesmo prazo foi acertado para compromissos nos campos Atlanta e Oliva, para os quais pelo menos uma parte da dívida foi paga, conforme informou a companhia em 9 de janeiro.

A ex-OGX pagou a primeira parcela da dívida em atraso no valor de 73 milhões de reais relacionados aos campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, disse a companhia por meio da assessoria de imprensa.

A Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), operadora e parceira da petroleira de Eike Batista na área exploratória, informou em dezembro que a ex-OGX deixou de pagar 73 milhões de reais relativos a sua participação no bloco BS-4, que deu origem aos campos de Atlanta e Oliva.

Além dos pagamentos com sócios nestas áreas, a ANP espera que a petroleira de Eike comprove sua capacidade financeira para cumprir obrigações em todas as suas concessões, incluindo investimentos previstos no contrato com a agência.

Procurada, a companhia não comentou o assunto.

A empresa deverá até a próxima semana apresentar à Justiça seu plano de recuperação judicial, disse outra fonte, em condição de anonimato.

A endividada petroleira entrou em 30 de outubro com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, num passo esperado para tentar evitar a falência.

A petroleira declarou dívida consolidada de 11,2 bilhões de reais no pedido de recuperação judicial.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ex-ogx-pode-perder-concessoes-no-espirito-santo

Brasil 247: Malan e Ellen se calam sobre seus papéis na OGX

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Com remuneração de R$ 1,7 milhão anuais, ex-ministro da Fazenda foi o grande medalhão do Conselho de Administração da OGX entre junho de 2008 e julho de 2013; ex-presidente do STF entrou depois, mas saiu junto; hoje Pedro Malan integra a alta diretoria do Banco Itaú, enquanto Ellen Grace estuda convites para ser candidata às eleições de outubro; mas acionistas minoritários da holding de Eike Batista, cujas ações viraram pó, não estão tão felizes quanto eles; na Justiça, entraram com ação por ressarcimento de prejuízos contra Malan, Eike e a Comissão de Valores Mobiliários; ex-ministro tucano diz não ter nada a declarar; será mesmo?

247 – Entre junho de 2008 e julho de 2013, período em as ações da holding de Eike Batista, a OGX, saíram do ostracismo, ganharam credibilidade, conheceram a glória e, finalmente, viraram pó, um nome de peso fazia parte do seu Conselho de Administração. À vista de todos, como um medalhão na vitrine, aparecia Pedro Sampaio Malan, o mais longevo ministro da Fazenda do Brasil (1995-2002), nos dois mandatos do presidente Fernando Henrique.

Chega a ser natural que, agora, acionista minoritários da OGX tenha entrada com uma ação de prejuízos materiais e morais não apenas contra Malan, mas também contra Eike e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujas investigações sobre o que de fato aconteceu nas entranhas da quebra da OGX não são de conhecimento do público até agora.

Com um nada a declarar, Malan já procura se esquivar do caso, mas, para uma figura da sua dimensão, será difícil. O ex-ministro é um simbolo intocável do que melhor os tucanos produziram entre seus quadros econômicos. E justo ele, quase um santo entre seus colegas, se envolve, ainda que de camarote, como lhe cai bem, nesse caso vexaminoso. Sabe-se que a remuneração anual de um conselheiro de administração da OGX era de R$ 1,7 mihão.

Os minoritários alegam que um nome da expressão de Malan atrai acionistas para o negócio. É correto acreditar que, se um homem com a imagem dele, atual membro da alta diretoria do banco Itaú Unibanco, faz parte de um Conselho de Administração, lá é que a gestão deve mesmo ser limpa e cristalina. Uma garantia.

Mas não foi o que aconteceu. Quando os papéis da OGX estavam no chão, valando menos de R$ 1 depois terem experimentado cotação superior a R$ 23, Malan, acompanhado da ex-presidente do STF Ellen Grace e do ex-ministro das Minas e Energia Rodolpho Tourinho, fechou sua pasta e foi embora. O anúncio da saída deles do conselho da OGX, em julho de 2013, se deu de forma conjunta. Àquela altura, milhares de acionistas minoritários tinham perdido tudo o que haviam investido na companhia tão bem aquinhoada de nomes importantes da nossa sociedade.

Hoje soa ter sido uma estratégia de Eike Batista, que vivia criando fatos relevantes para inflar suas ações, reunir tanta gente famosa à sua volta a mesa principal da OGX. Mas isso não isenta de responsabilidade esses mesmos que lá estavam, cientes de informações estratégicas, se omitirem diante do caos anunciado. É o que alegam os minoritários que agora pedem a responsabilização de Malan, Eike e da CVM na quebra.

Enquanto Malan se vê incomodado – o que, é claro, ele detesta -, Ellen vive outra realidade. Há notas nos jornais informando que ela é cotada para concorrer ao governo do Rio de Janeiro pelo PSDB, que ficou se nome depois que o técnico Bernardino recusou a missão. Se não der certo, Ellen também aparece cotada, noutras fofocas políticas, para até mesmo ser  candidata a vice na chapa de Aécio Neves. Ela também avisa que nada tem a declarar sobre a OGX enquanto durarem as investigações da CVM.

No mesmo silêncio, destinos até aqui opostos no escândalo da quebra da OGX.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/economia/127790/Malan-e-Ellen-se-calam-sobre-seus-pap%C3%A9is-na-OGX.htm

Problemas judiciais de Eike Batista agora alcançam Pedro Malan

Minoritários da OGX processam ex-ministro Pedro Malan por negligência

RAQUEL LANDIM, DE SÃO PAULO

Eles cobram o ressarcimento dos prejuízos que tiveram com a queda das ações da petroleira, que está em recuperação judicial, e também pedem uma indenização por danos morais.

Se a ação for vitoriosa, os valores serão estipulados pela Justiça. As ações da OGX caíram 98,7%, saindo de R$ 23 em outubro de 2010 para menos de R$ 0,30.

Malan -ministro da Fazenda do governo FHC de 1995 a 2002 e um dos economistas mais conceituados do país por colaborar com o grupo que “domou” a inflação- fez, desde 2008, parte do conselho de administração da OGX como membro independente.

Os minoritários acusam o ex-ministro de “omissão e negligência” por “não se informar, fiscalizar, investigar, se opor ou denunciar as irregularidades cometidas pela empresa”, conforme o processo obtido pela Folha.

A OGX informou ao mercado possuir reservas de petróleo muito superiores às que realmente existiam. Os números reais só vieram à tona com as primeiras frustrações de produção. A empresa foi obrigada a abandonar vários campos de petróleo.

“O nome do Malan tem peso e levou muitos acionistas minoritários a comprar ações da OGX. Quem ia imaginar que uma empresa que tinha ele como conselheiro pudesse mentir?”, disse o advogado Márcio Lobo, do escritório Jorge Lobo Advogados, que representa os minoritários e que também perdeu dinheiro com a OGX.

Procurado pela reportagem, o ex-ministro informou por meio de sua assessoria de imprensa que não tinha “nada a declarar”. Ele hoje é presidente do conselho consultivo internacional do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país.

Malan deixou o conselho de administração da OGX de forma abrupta em junho de 2013, quando a crise na empresa já era evidente. Também renunciaram a seus cargos no conselho os ex-ministros Rodolpho Tourinho (Minas e Energia) e Ellen Gracie (Supremo Tribunal Federal).

Nenhum deles explicou publicamente seus motivos.

Adriano Vizoni – 29.abr.2013/Folhapress
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan em evento em São Paulo em abril do ano passado
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan em evento em São Paulo em abril do ano passado

PROCESSOS EM SÉRIE

Esse é o segundo processo aberto pelos minoritários da OGX com pedido de indenização. O primeiro foi contra Eike, CVM e Eliezer Batista, pai de Eike e também membro do conselho.

Um grupo de cerca de 30 minoritários tem trabalhado em conjunto e pretende abrir uma série de processos contra vários conselheiros, ex-diretores da OGX, a CVM e a BMF&Bovespa.

“São todos responsáveis pelo o que aconteceu. Foram negligentes”, diz o economista Aurélio Valporto, um dos líderes informais do grupo.

Cada processo é capitaneado por acionistas minoritários diferentes. Na primeira ação, foram quatro pessoas. Nesta, outras sete. Pelo menso mais dois processos devem ser abertos em breve.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/01/1401017-acionistas-minoritarios-da-petroleira-ogx-processam-ex-ministro-pedro-malan-por-negligencia.shtml

valor informa: Acciona continua assando a batata da OSX

Pela trecho da matéria que vai abaixo, publicada hoje pelo Jornal Valor Econômico, dá para ver que a corporação espanhola Acciona está mesmo querendo receber os R$ 300 milhões que a OS(X) de Eike Batista lhe deve. É que aquele velho cenário da batata sendo assada, no caso em fogo alto.

Grupo espanhol Acciona espera hoje solução para dívida que cobra da OSX

 A espanhola Acciona prevê que a Justiça brasileira dê seu parecer hoje sobre ação movida na semana passada pela empresa contra a OSX – companhia de construção naval de Eike Batista -, na 39ª Vara Cível, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A decisão pode dar fim ao principal problema da Acciona com a empresa de Eike, que é uma dívida de R$ 300 milhões.

FONTEhttp://www.valor.com.br/empresas/3401128/grupo-espanhol-acciona-espera-hoje-solucao-para-divida-que-cobra-da-osx#ixzz2r1fdmQU8

Bloomberg diz que ações da OSX foram embargadas pela Acciona

A Bloomberg acaba de publicar uma matéria dando dados adicionais sobre a decisão da justiça da Holanda de embargar ações da OS(X) para honrar dívidas contraídas com a empresa espanhola Acciona na construção do estaleiro no Porto do Açu. É interessante lembrar que o “embargo” das ações da OSX Leasing só foi capaz porque Eike Batista deixou essa empresa fora do processo de recuperação judicial que abarca outras empresas do seu combalido império de empresas pré-operacionais.

Para quem na época não entendeu porque a Acciona continuou pagando o salário de trabalhadores que sequer sabiam o caminho do Porto do Açu, agora a resposta está dada. Os espanhóis receberam um esperar um pouco e pegaram Eike Batista na curva.

Esse é um perfeito exemplo de como não existem bobos no jogo das grandes corporações. Aliás, o único bobo é aquele que se julga o único esperto. E nesse caso envolvendo a OS(X) e a Acciona, já deve estar claro quem foi o bobo e quem foi o esperto. Olé!

Batista Oil Vessel Unit Stock Embargoed by Acciona

By Juan Pablo Spinetto and Blake Schmidt

Shares in Eike Batista’s oil platform leasing unit are being embargoed at the request of Acciona SA (ANA) as the Spanish power generator seeks to secure payment from the former billionaire’s shipbuilder, Acciona said.

A judge in the Netherlands granted a petition to hold the shares of OSX Brasil SA (OSXB3)’s leasing unit, Madrid-based Acciona said in an e-mailed response to questions after the ruling was reported by Veja columnist Lauro Jardim. OSX, based in Rio de Janeiro, didn’t reply to requests for comment to its press office. Acciona didn’t provide details of the legal case.

Batista’s leasing unit, which was left out of OSX’s bankruptcy protection request, owns the OSX-3 offshore oil-processing vessel built by Tokyo-based Modec Inc. (6269) and used as collateral for $500 million of OSX bonds due 2015. The defaulted bonds jumped 4.3 cents this year to 89.5 cents on the dollar on Jan. 17 partly because of expectation foreclosure of the vessel will allow creditors to get their money back.

“It’s a second bid on the money,” said Rafael Fritsch, chief investment officer at JGP Credito in Rio de Janeiro. Acciona “is hoping for any excess value after bondholders and banks,” he said. “In theory, there should be excess value.”

Shares of OSX, which have plummeted 92 percent in a year, were unchanged at 77 centavos at 1:45 p.m. in Sao Paulo.

The seizure of the company’s leasing unit could further disrupt the company’s business plan, Fritsch said.

OSX defaulted on $11.56 million of interest payments on the bond due Dec. 20.

To contact the reporters on this story: Juan Pablo Spinetto in Rio de Janeiro atjspinetto@bloomberg.net; Blake Schmidt in Sao Paulo at bschmidt16@bloomberg.net

To contact the editor responsible for this story: James Attwood at jattwood3@bloomberg.net

FONTE: http://www.bloomberg.com/news/2014-01-20/batista-oil-vessel-unit-stock-embargoed-by-acciona.html

Com fortuna em queda livre, Eike Batista vende jato

Eike Batista vende jato por US$ 41 milhões; veja imagens

Em seus tempos áureos, Eike chegou a manter uma frota de seis aeronaves. Agora, só restou um helicóptero, segundo informações da revista VEJA

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Talita Abrantes, de 

Divulgação/Gulfstream 

Jato executivo Gulfstream 550

Jato executivo Gulfstream 550 de Eike tinha capacidade para comportar até 18 pessoas

São Paulo – De acordo com a coluna Radar, da revista VEJA, Eike Batista vendeu seu jato Gulfstream 550 a um milionário chinês por 41 milhões de dólares. 

No passado, o ex-homem mais rico do Brasil chegou a ter uma frota de seis jatos e helicópteros. Agora, só sobrou o helicóptero Agusta Grand, que, segundo informações publicadas na VEJA em setembro, também está à venda. 

De acordo com informações do fabricante, o jato executivo que acaba de ser vendido é equipado com motores turbofan Rolls-Royce BR710 e tem um alcance de 12.501 km. A cabine tem quatro ambientes e capacidade para até 18 passageiros. 

Nos últimos dois anos, Eike Batista, que já foi considerado o 7º homem mais rico do mundo, perdeu 60 bilhões de reais e, consequentemente, espaço no clube dos bilionários. 

Em outubro passado, a OGX, petroleira do grupo de empresas controlado por ele,  pediu recuperação judicial. No mesmo mês, ele deixou de controlar a mineradora MMX.

Antes disso, em agosto, ele também vendeu o controle da LLX, sua empresa de logística. Em novembro, foi a vez da OSX, companhia de construção naval, pedir recuperação judicial. 

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/jato-de-eike-batista-e-vendido-por-us-41-milhoes-diz-veja-3