Eleições na UENF: pressionada pelo andamento da campanha, chapa 11 foge do debate organizado pelos sindicatos

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Com desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11, professores Edmilson Maria e Antonio Amaral enviam documento avisando que não comparecerão ao debate organizado pelas entidades sindicais da UENF. Amarelaram ou é mesmo a prova cabal de indisposição para o debate democrático? 

Trabalho como professor na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) desde janeiro de 1998 e comecei a e participei do processo de reorganização  da Associação de Docentes da Uenf- Aduenf (sindicato que representante os professores nas negociações com o governo do Rio de Janeiro) em meados de 1999. Desde então tentei contribuir com a Aduenf em diferentes funções dentro dos organismos decisórios que existem em nosso sindicato. Participei de centenas de assembleias ao longo desses 16 anos, muitas delas em momentos cruciais não apenas para os interesses corporativos dos professores.

Lembro que o principal momento de atuação da Aduenf e das demais organizações representativas de servidores não docentes e estudantes foi a belíssima luta pela autonomia universitária da Uenf que ocorreu entre os anos de 2000 e 2001. Naquela luta memorável pela criação de fato da Uenf, que até então não possuía existência jurídica, os sindicatos foram decisivos para que o então governador Anthony Garotinho concedesse a nossa autonomia em relação à Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte) que até então era quem geria todos os aspectos da vida institucional da nossa universidade. Aliás, do movimento da autonomia, gosto sempre de lembrar aos mais novos dentro da universidade que o movimento foi iniciado pelos estudantes. Outro episódio mais recente, mas igualmente memorável, foi a mobilização realizada para impedir a quebra do regime de Dedicação Exclusiva dos professores, onde a unidade de todos os segmentos que compõe a nossa comunidade universitária impediu o esfacelamento do modelo de docência idealizado por Darcy Ribeiro.  

Como participante, e não como mero observador, da história da Uenf e, por extensão da Aduenf, posso dizer que jamais presenciei um pronunciamento dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral em quaisquer assembleias da Aduenf ou das organizadas de forma conjunta com as demais entidades que representam servidores não docentes e estudantes! E olha que o professor Edmilson Maria chegou na Uenf em 1996 e o professor Antonio Amaral em 1997, como atestam seus currículos depositados na Base Lattes do CNPq.  No caso do professor Edmilson Maria ele sequer é associado da Aduenf. Já o professor Antonio Amaral, em que pese ser associado, compareceu em raríssimas ocasiões nas assembleias da Aduenf. Aliás, na última vez que compareceu, ainda como pró-reitor da gestão comandada pelo reitor Silvério Freitas, foi para votar o fim da greve ocorrida em 2014!

Pensei que esta campanha eleitoral me daria a oportunidade de pela primeira vez ouvir os dois fora da seara dos organismos dirigentes da Uenf onde estão presentes quase desde quando chegaram no campus Leonel Brizola.  É que as entidades representativas de estudantes, servidores técnicos e professores organizaram um debate que ocorrerá nesta 4a. feira (22/07), onde poderíamos ouvir as posições das duas chapas aos problemas concretas que afligem o cotidiano da Uenf, começando pelo necessário reajuste de salários e bolsas acadêmicas, cujos valores estão claramente corroídos por um processo inflacionário que pode ser baixo, mas é persistente.

Mas qual é o meu desapontamento ao ler o documento abaixo, onde com base em desculpas esfarrapadas, os membros da chapa 11 avisam que vão fugir do debate organizado de forma democrática pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), pelo Sintuperj/Uenf e pela Aduenf

carta chapa 11

Entretanto, apesar de desapontado, não posso dizer que estou surpreso. É quem esteve presente, por exemplo, nas diversas manifestações que lacraram a entrada do campus Leonel Brizola nos últimos anos pode testemunhar que os membros da chapa 11 não foram exatamente entusiastas das atividades que explicitavam os diferentes aspectos da crise que aflige a Uenf. Também pudera, esta crise está diretamente ligada à forma que a atual reitoria, com a qual os dois estão alinhados politicamente, é a executora no plano interno.

Creio que a melhor lição que se poderá dar aos membros da chapa 11 é encher a quadra de esportes do prédio E-1 para inquirir e ouvir respostas das chapas que lá aparecerem. Se só os professores Luís Passoni e Teresa Peixoto decidirem honrar o convite feito pelas entidades que representam os interesses de estudantes, servidores técnicos e professores, os membros da chapa 11 só terão a si mesmo a culpar.

 

Eleições na UENF: sob pressão, chapa 11 agora clama ser uma família. Só falta agora dizer que defende a tradição e a propriedade

Há coisa que a gente não discute em processo eleitoral, e uma delas é a estratégia que se faz para se vender a imagem dos candidatos e seus programas.  Mas eu não tenho como deixar de perguntar: será que a escolha ou não dos candidatos no dia 04/08 se dará com base em quer ou não se juntar à “família” chapa 11?
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O que resta ainda no estoque de argumentos para que se vote na chapa 11 no dia 04 de agosto?  A defesa da tradição e da propriedade? 

A coisa  é a seguinte: que família é essa onde se aceita o atraso de bolsas acadêmicas como corriqueiro e natural, e o uso da Polícia Militar para controlar a segurança interna do campus universitário, enquanto assaltos continuam ocorrendo do lado de fora? 

Será que alguém quer mesmo ter a família da chapa 11 continuando a dirigir a Uenf como fizeram na última década? 

Eleições na UENF: na ânsia tornar seus candidatos conhecidos, chapa 11 mostra que Antonio Amaral está na reitoria desde a gestão Almy Junior

Há que se reconhecer que o comitê de campanha da chapa 11 que concorre à reitoria da Uenf está fazendo um enorme esforço para tornar seus candidatos mais encantadores para o eleitorado uenfiano. Assim, além das contínuas mudanças do layout da página do Facebook e de uma repaginada na aparência visual dos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, a chapa 11 acaba de republicar o perfil profissional dos dois numa disposição visual que tenta ser mais atraente na forma de um memorial resumido.

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Mas como ao se resumir normalmente se explicita o que de mais importante alguém fez, uma leitura mais apurada desse “memorial resumido” revela um detalhe que a campanha da chapa 11 vem negando de pés juntos. E este detalhe é que a chapa 11 é uma continuidade direta das gestões desastrosas de Almy Junior e Silvério Freitas. E mais que essa ligação direta é dada pela presença do Prof. Amaral no cargo de vice-reitor ao lado de Edmilson Maria.

Vejamos o primeiro slide que mostra essa ligação.

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É que como se vê na linha sublinhada em vermelho, o Prof. Antonio Amaral foi, na gestão do reitor Almy Junior, “simplesmente” o secretário geral da reitoria. Em outras palavras, ele este sempre a cargo de organizar o funcionamento do gabinete do reitor, por onde normalmente passa a resolução de todos os problemas que estejam ocorrendo na Uenf. Em outras palavras, o Prof. Amaral era um dos líderes da equipe gestora do então reitor Almy Junior.

Como poderá ser visto no segundo slide, na gestão ainda em andamento do reitor Silvério Freitas, o Prof. Amaral teve uma elevação de importância na hierarquia da reitoria, passando a ocupar o cargo estratégico de pró-reitor de Pós-Graduação.

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Entre outras coisas, as obrigações do Prof. Amaral incluíam a realização do pagamento das bolsas de pós-graduação dentro de prazos coerentes com o cumprimento das obrigações dos pós-graduandos.

Mas o que mais me impressiona nessa situação é o completo silêncio do Prof. Antonio Amaral em relação aos problemas que identificou na forma de gerir a Uenf ao longo de quase 8 anos em que esteve dentro da reitoria. No lugar de uma necessária autocrítica, já que sempre foi da reitoria, o que se vê é a promessa de uma “Uenf com qualidade” que agora resvala numa campanha que está apelando para a dicotomia “bem e mal”.

A verdade é que quem esteve todos esses anos dentro da reitoria não deveria relegar essa informação aos subtítulos de seu memorial profissional. Ao ocultar a magnitude do seu papel de dirigente institucional, o Professor Antonio Amaral presta um desserviço à sua chapa e, por extensão, à própria Uenf. 

Finalmente, com a postagem deste memorial resumido pela  própria chapa 11, o que se vê é que seus componentes representam o continuísmo de uma forma de gerir a Uenf que já está mais do que exaurida, pois submergiu a instituição numa profunda crise. E o Prof. Antonio Amaral precisaria de um mega peneira para tampar sua verdadeira ligação com tudo o que está errado na Uenf neste momento.

Eleições da UENF: depois da mudança do layout, a estratégia da chapa 11 agora é contrapor bem contra o mal

Os responsáveis pela página de campanha da chapa 11 na rede social Facebook vem adotando uma série de medidas para melhorar o desempenho dos candidatos Edmilson Maria e Antonio Amaral. As constantes mudanças do layout já eram um indicativo de que existe dentro da chapa 11 a percepção de que suas propostas estão sendo rejeitadas pela comunidade universitária da Uenf, o que vem se configurando numa série de apoios importantes à chapa 10 formada pelos professores Luis Passoni e Teresa Peixoto.

Agora, os formulares da campanha da chapa 11 parecem ter caído na velha estratégia de colocar as opções programáticas no caminho da luta do bem contra o mal, sendo eles o bem, é claro. Para constatar essa opção moralista para aumentar a sua popularidade, basta ver a reprodução da última postagem colocada na página do Facebook.

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A primeira sentença sublinhada em vermelho na imagem diz explicitamente que “os olhos do bem enxergam além“, enquanto que as sublinhadas em azul apontam para o orgulho da chapa 11 teria na Uenf, acompanhada depois por uma que conclama o apoio na chapa 11. A “cereja bolo” nessa inserção de propaganda é a colocação de um comentário por docente que apoia a chapa 11 onde a frase escrita é simplesmente “Xô preconceito.

Dessa inserção podem surgir várias interpretações subliminares e eu as compartilho aqui. È que se “os olhos do bem” enxergam além para votar na chapa 11, a única alternativa para se votar na chapa 10 é se ter olhos do mal que enxergam perto. Além disso, é tomada para si do monopólio de orgulho da Uenf. Onde está dito na propaganda da chapa 10 que não existem orgulho em se pertencer à Uenf? Por outro lado, ao se colocar a ideia de que a chapa 11 é contra o preconceito, a única saída lógica é se concluir que a chapa 10 é preconceituosa! 

Esse somatório de mensagens subliminares aparentemente positivas são, na verdade, parte de uma campanha para negativar a campanha da chapa 10. Esse passo é um passo lamentável em qualquer campanha eleitoral, mas se torna especialmente insidiosa na eleição para a reitoria de uma universidade pública. É que em instituições como a Uenf deveríamos sempre pautar nossas escolhas por elementos programáticos, e não a partir do uso de ferramentas de cunho moralista que nada contribui para elucidarmos os graves problemas vividos dentro da universidade neste momento. E, pior, ao escolher a fuga ao debate democrático, ainda se incentiva a demonização.

Talvez seja exatamente por essas e outras que a chapa 11 esteja nas condições em que se encontra neste momento.

Eleições para a reitoria: para sufocar a vontade por mudanças na UENF, chapa 11 seu muda layout novamente

Notei neste blog no dia 12 de julho que a chapa que é apoiada pelo reitor Silvério Freitas nas eleições que ocorrerão na Uenf no dia 04 de Agosto havia mudado o seu layout na página do Facebook (Aqui!). Aquela primeira mudança já parecia ser parte de um esforço para responder ao avanço da chapa de oposição na preferência do eleitorado formado por professores, técnicos e alunos da Uenf por introduzir o elemento da mudança no discurso visual da chapa 11.

Vejamos então o layout original e o que foi colocado no ar no dia 12 de julho

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A imagem acima é o primeiro layout da propaganda da chapa 11, inclusive no Facebook

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Layout que foi ao ar no dia 12/07 na página da chapa 11 no Facebook

As principais novidades nesse layout são  a colocação da frase “Uma nova UENF com qualidade” com o uso da cor laranja que já estava sendo usada pela campanha da chapa 10 (Passoni e Tetê) desde o lançamento da chapa. além disso, a fotografia com os dois candidatos da chapa 11 (Edmilson Maria e Antonio Amaral) foi reduzida, o que eu compreendi como uma tentativa de minimizar o impacto do fato que os dois sempre estiveram associados à reitoria comandada por Silvério Freitas. 

Mas eis que agora, aparentemente  premidos (ou seria espremidos?) por uma clara desvantagem no instrumento que o Facebook utiliza para medir “popularidade” que são as “curtidas”, a equipe de campanha da chapa Edmilson Maria e Antonio Amaral decidiu mudar novamente o layout da página do Facebook.layout

 

Layout que foi ar neste sábado (18/07)

Neste novo layout temos também duas “novidades”.  A primeira é a saída do adesivo redondo e a substituição por “Chapa ’11” sendo que o numeral também adota a cor laranja da chapa 10! Já a fotografia dos candidatos foi substituída por um “look” mais informal. E eu adiciono com um certo ar de “sertanejo universitário” com os dois candidatos portando um daqueles sorrisos “Colgate” que podemos encontrar em duplas como Vitor e Léo ou Zezé de Camargo e Luciano.

Mas indo ao essencial, o que parece estar diante de nossos olhos é um processo de mimetização visual onde uma chapa (a 11) está gradualmente moldando sua imagem à da concorrente (a chapa 10) para criar uma confusão visual premeditada. Se fosse um artigo científico, eu diria que estaríamos diante de alguma forma de plágio (no caso específico, cromático).

Por essas e outras é que mostro o logo da chapa 10 que é o mesmo desde o início para lembrar qual chapa é realmente a original propositora de mudanças na Uenf.

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Logo original da chapa 10 e que vem sendo usado desde o primeiro da campanha eleitoral na Uenf

É que não há mimetização visual que dê jeito no fato de que a chapa 11 é aquela que expressa a manutenção de uma forma de gestão que se mostra exaurido a partir de suas próprias limitações e contradições entre as vontades individuais e as necessidades coletivas.

Eleições na UENF: chapa 11 muda layout de campanha para conter o tsunami da mudança representada por Passoni e Teresa

A equipe de produção visual da chapa formada pelos professores Edmilson Maria e Antonio Amaral, que contam com o apoio efetivo do reitor Silvério Freitas e do ex-reitor Almy Junior, acabam de lançar uma novidade no layout na página oficial que a campanha mantém na rede social Facebook.

A mudança parece sutil, mas não é. À guisa de comparação, vejamos a primeira versão do layout do topo da página.

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Essa versão enfatiza a figura dos dois candidatos da chapa 11, e não mencionou qualquer elemento referente à mudança, um tema que tem sido um dos motes da chapa encabeçada pelos professores Luís Passoni e Teresa Peixoto que são de oposição à atual gestão comandada por Silvério Freitas, a mesma em que Antonio Amaral foi o Pró-Reitor de Pós-Graduação por quase a integralidade da gestão, saindo apenas para se candidatar com Edmilson Maria.

Confrontada com a rejeição existente dentro da Uenf em relação à gestão catastrófica de Silvério Freitas que nos primeiros meses de 2015 atolou-se numa crise profunda, principalmente em função dos atrasos seguidos no pagamento de bolsas acadêmicas, atraso esse que permanece para um número significativo de bolsistas, a chapa 11 agora produziu um novo layout que foi ao ar no final da noite deste sábado (11/07).

Captura de tela 2015-07-11 23.51.19Esse novo layout esconde de forma esperta os candidatos que já foram identificados como ligados â gestão de Silvério Freitas, e lançam mão de um uso subliminar da vontade generalizada de mudança que existe dentro da Uenf. Agora, Edmilson e Amaral falam em “uma nova UENF com qualidade”, e se esquecem de mencionar que sempre estiveram próximos do grupo que vem controlando a Uenf nos últimos 12 anos.

Mas não há layout que possa esconder que Antonio Amaral foi secretário-geral da reitoria na gestão de Almy Junior e Pró-reitor na de Silvério Freitas, onde participam de forma direta de muitas das decisões anti-democráticas e opacas que ajudaram a criar uma disposição de mudar o estilo de gestão que ameaça retirá-los do poder.

Assim, não há nem que se deixar enganar pela fala mansa, promessas ou, tampouco, por um layout cujo principal objetivo é manter a Uenf sob um profundo véu de ignorância, de modo a impedir a correta análise dos fatos, condição principal para impedir que as pessoas votem na chapa 10.

A verdade é que no modelo de gestão que Edmilson Maria e Antonio Amaral vem participando de forma ativa, não há layout bonito que dê jeito. Afinal de contas, falta de transparência e submissão crônica ao (des) governo Pezão só resolve com disposição para trabalhar de forma exaustiva e autônoma. E isso só a chapa encabeçada por Passoni e Teresa Peixoto tem capacidade para fazer acontecer.

 

A prática como critério da verdade ou… porque votarei na chapa 10 para as eleições da reitoria da UENF

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Ao longo dos últimos quase 18 anos em que estou trabalhando na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), ouvi que certas coisas eram impossíveis de acontecer e depois o que aconteceu de fato quando a comunidade universitária se mobilizou. Seleciono umas poucas para marcar um ponto:

1.     A demissão e cooperativação forçada numa cooperativa existente dentro da Faculdade Filosofia de Campos de um grupo de quase 30 professores da Uenf é a única saída porque o Anthony Garotinho mandou.  NÃO ERA E OS PROFESSORES RETORNADOS À FOLHA DE PAGAMENTO DA UENF POR ORDEM DO GAROTINHO!

2.     A autonomia da UENF em relação à FENORTE nunca vai acontecer porque o Garotinho não quer.   A AUTONOMIA ACONTECEU COM O GAROTINHO COMO GOVERNADOR!

3.    A quebra do regime de Dedicação Exclusiva (DE) é a única forma de se garantir ganhos salariais para os professores da Uenf porque essa é a posição do secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy. NÃO ERA E ISSO FOI DESMENTIDO PELO PRÓPRIO SÉRGIO RUY!

4.    Qualquer ganho salarial virá na forma de um adicional porque o Sérgio Ruy disse que só pode ser assim. O REAJUSTE VEIO NO VENCIMENTO INICIAL DE CADA DOCENTE, APESAR DO SÉRGIO RUY SER CONTRÁRIO!

O elemento comum em todas essas situações é que a posição do governo de plantão foi derrotada por uma reação organizada, combativa e propositiva da comunidade universitária da Uenf!

Agora, vemos um esforço para esconder outro aspecto dessa situação: a de que sempre tivemos que ser perseverantes frente às ameaças de desmanche que este ou aquele governo comprometido com o ensino privado quis impor à Uenf.

Eu também acho interessante notar que a evolução dos argumentos usados contra o candidato a reitor pela chapa, Prof. Luís Passoni, ao longo dessa curta campanha eleitoral. Ainda que não dito publicamente aqui nessa lista, já se questionou a capacidade científica dele. Depois que esse elemento foi superado no debate público, agora rola de forma subliminar o questionamento de que ele é um sindicalista e que seria errado colocar uma pessoa com esse perfil para dirigir a Uenf. Ah, e que ele seria um radical e movido por ideologia partidária.

Pois bem, o que se oculta com esse debate é que todo presidente da Associação de docentes da Uenf (Aduenf) de quem eu tenho memória ocupou sempre um papel dual de ser dirigente sindical e continuar com suas atividades normais dentro da Uenf, inclusive aquelas relacionadas às chefias de laboratório, coordenações de curso, e atividades docentes. 

E em todas as vezes que o Passoni ocupou cargos na diretoria da Aduenf, ele também exercia algum cargo na administração fosse dentro do LCQI ou no CCT.  Aliás, a própria participação dele na sustentação do curso à distância de Química dentro do Cederj tem sido pouco explorada até por ele em suas falas.

E à parte de eventuais momentos em que se irrita o Passoni sempre se mostrou uma pessoa sempre disposta a ouvir exaustivamente todas as posições, e seguir democraticamente as decisões coletivas. E mesmo naquelas que as suas posições foram claramente derrotadas, é preciso que se diga.  Um exemplo é sobre o uso do instrumento da greve, ao qual ele sempre resiste e procura soluções alternativas. Aliás, se ninguém nunca se perguntou a ideia das idas à Assembleia Legislativa do estado do Rio de Janeiro (Alerj) para estabelecer mecanismos permanentes de diálogo com governo e oposição foi do Passoni lá pelas bandas de 2003. E de lá para cá se tornou o modelo pelo qual arrancamos sucessivas conquistas, como a verba que foi usada para construir o bandejão.

Quero lembrar que na recente e surpreendente vitória do professor Roberto Leher para a reitoria da UFRJ, a primeira reação que eu notei entre alguns apoiadores da chapa apoiada pela reitoria da Uenf foi de inconformismo com a vitória de um docente que possui uma posição acadêmica e de pesquisador diametralmente oposta ao que se faz hoje na universidade brasileira.   Depois ouvi comentários de que o professor Roberto Leher não seria nomeado pelo MEC porque era muito “radical”. 

E não é que o professor Roberto Leher já tomou posse no MEC e já instalado na cadeira de reitor está tentando tirar a UFRJ do imenso buraco em que a instituição foi colocada por uma forma, digamos “menos combativa” de se relacionar com o governo federal?

Que ousemos ser ousados como a UFRJ foi, e optemos por uma transformação na forma de gerir a Uenf. Essa parece ser a saída mais apropriada não apenas para superar um modelo de gestão fracassado, mas também para  garantir os recursos que precisamos para fazer a Uenf  funcionar num cenário político e econômico completamente adverso.

Nas eleições da Uenf, esse 11 já foi 15 e já foi 20. A hora de mudar! Vote 10!

Nas eleições para a reitoria da UENF não se deixe levar pelas promessas e pela fala mansa: esse 11 já foi 15 (Silvério) e já foi 20 (Almy). Esse modelo de governança ajoelhada aos ditames do (des) governo do estado já se esgotou!

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A hora é de mudança! É preciso trazer a criatividade democrática para dentro da Uenf! : vote Passoni e Teresa para mudar a UENF com respeito e transparência! Vote 10!

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Eleições para a reitoria da Uenf: a gestão do PROAP/CAPES coloca em xeque a versão de eficiência do Prof. Antonio Amaral

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Antonio Amaral (à direita na foto), que é candidato a vice-reitor na chapa apoiada por Silvério e Edson (a 11), precisa explicar o que faria de diferente em relação àquilo que fez em oito anos dentro da reitoria da Uenf. Explicar os problemas no desembolso do PROAP/Capes já seria um bom começo.

Já que finalmente entramos numa nova fase do debate eleitoral nas eleições para a próxima reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) com as pessoas começando a declarar de forma justificada os seus votos, creio que também o momento de examinar algumas verdades tidas como absolutas acerca da capacidade dos candidatos da chapa 11 que é apoiada pela reitoria, e é, de fato, uma proposta de continuidade da forma de gerir a Uenf que está instalada há pelo menos 8 anos.

Vejamos o caso do prof. Antonio Amaral que é apresentado pelos apoiadores como uma espécie de prova viva da eficiência e capacidade de ouvir. Pois bem, primeiro vamos ao fato objetivo de que o Prof. Amaral fez parte da “equipe” da reitoria  nas gestões comandadas por Almy Junior e Silvério Freitas. Isso o torna um “insider” com completo conhecimento das formas de gerir os recursos e de implementar um modelo de universidade. Em outras palavras, um participante direto da concretização das mazelas que agora se diz disposto a erradicar. Mas se é assim, por que não erradicou as mazelas nos últimos 8 anos?

Agora para não ficarmos apenas no plano conceitual, quero chamar a atenção para um aspecto muito pouco eficiente, ao menos para nós pobres  mortais, da administração comandada pelo prof. Amaral dos recursos do  Programa de Apoio à Pós-Graduação (PROAP) que é custeado pela Capes.  Passamos boa parte de 2014 ouvindo a informação de que não havia recursos disponíveis, ao menos nos programas onde atuo. De quebra, a coisa ficou ainda pior em 2015! Como resultado desse falta de recursos, os problemas para fazer os programas se multiplicaram e acabaram onerando financeiramente orientadores e pós-graduandos.

Eu, por exemplo, ao longo deste semestre tive que arcar pessoalmente com os custos de trazer dois membros externos para uma banca de mestrado e outra de doutorado, pois me foi informado que simplesmente não havia recurso disponível no PROAP/Capes. É provável que outros professores e estudantes da Uenf que acompanham este blog tenham passado por experiências similares.

Eis que ontem (07/07) ouvi uma notícia que me deixou estupefato! É que R$ 200 mil do PROAP/Capes teriam sido retornados aos cofres federais porque a Uenf (leia-se a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPPG) que tinha o Prof. Antonio Amaral à frente até muito recentemente, não foi capaz de gerir corretamente o seu uso). Como quem me informou sobre esse fato é coordenador de pós-graduação na Uenf, confio que a informação seja verdadeira. Em face disso, é que eu pergunto: a administração dos recursos do PROAP/Capes que perdurou na administração do Prof. Amaral á frente da PROPPG será o modelo que toda a Uenf terá, caso a chapa 11 vença? Se for, salve-se quem puder!

Finalmente, o que eu particularmente espero não é que os ocupantes da reitoria sejam gentis e cordatos ou “acessíveis”. O que me importa é que eles deveriam atuar de forma transparente em todas as áreas de sua atuação à frente da instituição. E nesse quesito, o Prof. Antonio Amaral tem muito a explicar!

A Uenf virou a universidade onde tudo tem que terminar em pizza? Eu, discordo!

Fotos aéreas da Universidade Estadual do Norte Fluminense ( UENF ) e da Casa de Cultura Villa Maria. Foto: Paulo Damasceno / FOTON

Os professores da Uenf possuem uma lista eletrônica de e-mails que faz muitos anos se transformou numa espécie de termômetro do ânimo e disposição reinantes frente a tudo o que se possa imaginar, desde o acadêmico até o futebol de botão.  Como aqui neste blog sempre participo das discussões que ocorrem na lista, pois julgo que a disputa de ideias é da natureza do meio acadêmico.

Por força da forma com que eu manifesto na lista e ajo dentro do cotidiano da Uenf, eu diria que muitos colegas professores não se alinham com que eu penso e faço.  Até ai nada demais, pois não peço permissão ou, tampouco, proíbo as pessoas de seguirem as suas convicções. É parte do processo democrático mais rudimentar que se possibilite a apresentação de visões diferentes, quiçá dentro de uma universidade.

Recentemente um jovem professor enviou uma mensagem após uma intensa troca de mensagens que mantive com um terceiro professor acerca de questões relacionadas ao processo eleitoral em curso na Uenf.  A mensagem do jovem professor, talvez formulada na linha de uma piada, convidava a mim e ao professor para nos reunirmos em torno de uma pizza para resolvermos nossas diferenças.

A minha reação à provocação do meu jovem colega e que compartilho com os leitores deste blog foi de que não vejo minhas diferenças de opinião com outros professores, especialmente aqueles alinhados com o grupo que controla a reitoria da Uenf desde 2003, como algo que se resolve com o consumo de uma pizza.  É que, ao menos para mim, estas diferenças não são pessoais, mas essencialmente políticas.

E quando falo políticas, não reduzo a questões pueris do varejo cotidiano. Eu me refiro a uma disputa de modelos de universidade que se explicita em várias dicotomias, tais como pública x privada, democrática x autoritária, socialmente responsável x regida pelos interesses do mercado. E para isso não há pizza que resolva, e há sim que se optar claramente por qual modelo se deve procurar construir a “Universidade do Terceiro Milênio” exigida em abaixo-assinado público pela população de Campos dos Goytacazes, e desenhada por Darcy Ribeiro.

A Uenf vem sofrendo um processo de definhamento acadêmico, administrativo e científico nas mãos do grupo que controla atualmente a reitoria. Retirar do poder um grupo que controla um orçamento maior que muitas prefeituras brasileiras não será fácil, pois quem tem a máquina nas mãos, sempre tem poder. Mas é justamente por isso que os debates que estão ocorrendo não podem ser reduzidos a questiúnculas pessoais, ainda que apareçam desta forma em alguns momentos.

A hora para a comunidade universitária da Uenf é de se recusar quaisquer convites para que as diferenças de modelo institucional sejam resolvidas com uma pizza. Senão qual será o nosso destino institucional,  senão de ser uma universidade onde tudo começa e termina em pizza!? E até em respeito aos contribuintes que sustentam a Uenf, especialmente os mais pobres e sofridos, eu acredito que a hora é de recusar a pizza e passar a Uenf a limpo.  Antes que seja tarde demais para impedir sua completa falência intelectual e moral.