Após receber bilhões do governo federal, (de) governador do Rio de Janeiro ainda joga culpa nos antecessores

Há sete anos no poder, Cabral culpa ‘décadas de abandono’ por enchentes

Estadão ConteúdoNo Rio


A chuva forte em Nova Iguaçu provocou o desabamento de casas em vila de Carmari, no Rio de Janeiro Cleber Junior/EXTRA/Agência O Globo

Há sete anos no cargo, o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) culpou nesta quinta-feira (12) as “décadas de abandono” pelas enchentes e mortes causadas pelas chuvas na Baixada Fluminense, além das prefeituras pela ocupação irregular das áreas de risco.

Durante a entrevista, após reunião com sete secretários estaduais e dez prefeitos da Baixada, no quartel dos bombeiros de Nova Iguaçu, Cabral foi interpelado por um morador do município. Identificado como Adriano Naval, ele afirmou que nenhuma casa foi construída, nem nenhum morador da cidade foi reassentado após seis anos do Projeto Iguaçu de saneamento básico. “Não é verdade. O rio Iguaçu não passa só em Nova Iguaçu. A segunda fase é que vai atender agora o município de Nova Iguaçu”, contestou o governador.

Cabral não percorreu a pé áreas atingidas e, após receber um telefonema da presidente Dilma Rousseff durante a entrevista, anunciou para sexta-feira (13) uma reunião com o ministro da Integração Nacional, no Centro Integrado de Comando e Controle.

Dois radares de alta precisão para previsão meteorológica anunciados pelo governo do Estado há mais de dois anos ainda não estão em operação. O Inea (Instituto Estadual do Ambiente) atribuiu o atraso à realização de uma licitação internacional e deu novo prazo para que os equipamentos, comprados por R$ 13 milhões, entrem em operação, em março de 2014.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2013/12/12/cabral-culpa-decadas-de-abandono-por-enchentes.htm

A cidade do Rio inundada: a falência da cidade partida de Paes e Cabral

Não  tivessem o estado e a cidade do Rio de Janeiro investido bilhões na reforma do Maracanã e na reformulação da estrutura viária  em áreas escolhidas pelos grandes incorporadores imobiliárias para serem o filé mignon de uma cidade ainda mais partida e segregada, as cenas que tomaram os jornais nos últimos dois dias até poderiam surpreender. Mas não há nada de surpreendente nisto o que está acontecendo, e os culpados são mais do que conhecidos.

Agora resta saber como serão apuradas as responsabilidades e punidos os responsáveis. Do contrário, 2014 promete ser ainda mais catastrófico e os perdedores serão os mesmos de sempre: a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população fluminense.

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Mas como já notei ontem, o carioca perde a casa, mas não deixar de usar o humor apurado para destroçar a propaganda oficial. Resta saber qual será o efeito dessa catástrofe premeditada na consciência dos moradores da cidade do Rio de Janeiro nas eleições de 2014.

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