O DIÁRIO: Reunião da Câmara de São João da Barra via analisar estudo da Prumo sobre erosão na Praia do Açu

Avanço do mar no Açu é tema de reunião

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A Câmara de São João da Barra vai promover no dia 01 de outubro, às 19h, uma reunião pública a fim de esclarecer questionamentos do vereador Franquis Arêas se as obras do Porto estariam causando a erosão e o avanço do mar na praia do Açu. O pedido foi feito pelo vereador, por meio de requerimento aprovado em plenário no dia 05 de agosto. No documento, Franquis solicitou informações sobre o assunto à Empresa Prumo Logística Global, atual responsável pelas obras do empreendimento.

Em contato com o presidente da Câmara, Aluizio Siqueira, o Relações Institucionais da Prumo, Caio Cunha, confirmou presença ao encontro e informou que a empresa vai apresentar ao público, o estudo denominado “Sobre a evolução da linha de costa adjacente aos molhes do Terminal TX2 do Porto do Açu e a necessidade de transposição de sedimentos”.

O estudo – enviado pela empresa à Secretaria da Câmara na última segunda-feira (15) – foi coordenado pelo engenheiro Paulo César Colonna Rosman, que também estará presente ao encontro. Rosman é professor do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ e do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ.

Segundo o vereador Franquis, que mora no Açu, o mar avançou muito e a praia já não tem mais orla, o que anda preocupando os moradores do 5º Distrito. “Não estou afirmando que esse avanço está sendo causado pelo porto, mas precisamos estar atentos e esta reunião será muito importante para tirarmos todas as dúvidas”, destacou Franquis.

A reunião pública estava marcada para o dia 03 de setembro, mas teve sua data transferida porque um dos representantes da Prumo não poderia estar presente na data.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/avanco-do-mar-no-acu-e-tema-de-reuniao-14953.html

Avanço do mar preocupa no Açu

Blog do Roberto Moraes
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No último final de semana, o mar avançou novamente sobre a praia do Açu, no quinto distrito de São João da Barra (SJB), atingindo a Avenida Atlântica, as ruas do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) e da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza e a área onde acontecem shows e eventos no verão. Como a proteção natural (faixa de areia) já foi tomada pelo mar, a população teme que em poucos dias o mar atinja as casas.

Estudos indicam que o problema da erosão ocorre em função das construções do Porto do Açu. Estima-se que desde 2012, quando foi iniciada a construção, houve perda de 37 hectares de terra, atingindo cerca de duas mil famílias. Os moradores questionam que o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) já identificava os riscos, mas as ações para proteger da área estariam sendo ignoradas pela empresa Prumo Logística, responsável pelas obras.

Um relatório feito pelo professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), é analisado pelo procurador da República em Campos, Eduardo de Oliveira. Com isso, dentro de poucos dias o Ministério Público Federal deverá dar um parecer. Na Câmara de Vereadores de SJB, uma audiência pública chegou a ser marcada para discutir o assunto, mas não foi realizada. Ainda não foi marcada uma nova data.

A assessoria de imprensa da Prumo Logística, responsável pela construção do Porto, foi contatada via email e telefone, mas não respondeu aos questionamentos.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/avanco-do-mar-preocupa-no-acu-14941.html

Mar avança e causa preocupação na Praia do Açu

A população da Barra do Açu no V Distrito de São João da Barra teve motivos para aumentar a preocupação já alta em torno do processo erosivo que afeta a Praia do Açu na tarde deste sábado (13/09). É que  mar jogou água na rua do DPO perto do Posto de Saúde e na rua da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza.

Segundo o que me informou um morador do local, o mar nem estava tão agitado hoje, e a preocupação é com a entrada de uma frente fria que poderá agravar ainda mais o fenômeno.

Abaixo algumas imagens do processo que está preocupando os habitantes da Barra do Açu.

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O Diário: Erosões no Açu preocupam autoridades

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Na próxima semana, o procurador da República em Campos, Eduardo Santos de Oliveira, deve se pronunciar sobre que medidas que irá adotar após analisar um relatório sobre a erosão e outros impactos ambientais que ocorrem na praia do Açu, em São João da Barra (SJB), em decorrência da construção do Superporto na área. Estima-se que desde o início das obras, em 2012, houve uma perda de 37 hectares de praia, afetando diretamente uma população de cerca de duas mil pessoas.

O relatório, entregue na terça-feira (9/9) ao Ministério Público Federal (MPF), é de autoria do professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski, que coordena estudos sobre os impactos sociais e ambientais no local. Através de seu blog, Pedlowski vem denunciando os impactos, inclusive com fotos de satélite e depoimentos de moradores. No entanto, o professor não quis dar declarações sobre a solicitação do relatório pelo MPF.

Em SJB, uma audiência pública na Câmara de Vereadores chegou a ser marcada para o último dia três, mas não foi realizada. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, uma nova audiência deverá ser realizada, mas a data não foi marcada.

A assessoria de imprensa do grupo Prumo Logística, que constrói o Porto, foi contatada via e-mail, mas não respondeu aos questionamentos.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/erosoes-no-acu-preocupam-autoridades-14815.html

 

Erosão na Praia do Açu: relatório solicitado por procurador já está nas mãos do MPF

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Entreguei no final desta tarde, o  relatório que me foi solicitado pelo procurador Eduardo Santos Oliveira sobre o processo erosivo que está afetando a Praia do Açu por meio do ofício no. 1129/2014/GAB/ESO.

Agora vamos esperar que o procurador Eduardo Santos considere útil as minhas análises e que se pronuncie no tempo que achar correto sobre o que foi ali por mim colocado, de modo que seja garantida a preservação daquele ambiente costeiro que possui grande importância para os moradores da Barra do Açu e de todos que utilizavam aquela área para diversas finalidades, desde as recreativas, passando pelas habitacionais, e chegando nas extrativas.

TV Record produz matéria sobre erosão na costa próximo ao Porto do Açu

Abaixo segue matéria que foi ar ontem na TV Record de Campos sobre o processo de erosão que está ocorrendo na Praia do Açu. Além das imagens que confirmam o que temos medido no Setor de Estudos sobre Sociedade e Meio Ambiente (SESMA) do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA) da UENF, os depoimentos dos moradores dão o devido tom de dramaticidade ao problema que ali está ocorrendo.

O RIMA da UCN da OSX é um ótimo guia para se entender a erosão na Praia do Açu

Em meio às repercussões que estão se seguindo à divulgação pela imprensa local do processo erosivo que está afetando a Praia do Açu,  um dos meus orientandos está lendo com maior atenção o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) preparado pela OS(X) para obter as licenças ambientais necessárias para a construção da Unidade de Construção Naval (UCN) no Complexo Industrial do Porto do Açu.  Pois bem, as imagens abaixo se referem aos impactos previstos a partir dos diagnósticos formulados pelos experts que foram contratados pela OS(X) para preparar o RIMA da UCN. E quem ler verá que o RIMA é bastante explícito sobre as mudanças que ocorreriam, e bem mais parcimonioso na hora de elencar as medidas que seriam adotadas para evitar os danos previstos.

Além disso, é interessante notar que, apesar do RIMA prever um programa de monitoramento da dinâmica de sedimentação e de processos erosivos que poderiam ocorrer na Praia do Açu, não há uma sinalização objetiva das medidas de mitigação para os problemas que ocorreriam com a construção do canal de acesso à UCN e dos quebra-mares que protegeriam a sua entrada.  E essa é, para mim, a questão fundamental que deverá ser respondida não apenas pelo empreendedor (a OSX?) e pelo INEA.

Aliás, no caso do INEA, acho curioso que na nota pública entregue à TV Record haja a afirmação de que todas as contrapartidas exigidas na implantação do Porto do Açu estão sendo cumpridas. Como assim? Esse é um caso de que maiores esclarecimentos seriam extremamente bem vindos.  É que com esse processo erosivo ocorrendo, e com a continuidade da entrada de água salobra no continente, eu gostaria de sabe quais seriam as contrapartidas nestes dois items. Eu, aliás, não. Os principais interessados nessa situação toda são os agricultores do V Distrito de São João da Barra e os moradores da Barra do Açu! É a essas pessoas, a maioria formada por agricultores e trabalhadores humildes, que são devidas as explicações e, sim, as reparações que se fizerem necessárias.

Capa Rima (1)Impactos Previstos

UCN Matriz de Impactos IIUCN Matriz de Impactos UCN Prognostico 1

UCNB Prognostico 2
UCN Prognostico 3

UCN Monitoramento

Erosão no Porto do Açu: mais evidências desde as areias da Barra do Açu

Estive hoje novamente na Praia do Açu para participar de um esforço de documentar o processo erosivo que parece estar ocorrendo em função das intervenções de engenharia realizadas na construção do Porto do Açu. Pois bem, ouvindo vários moradores tive notícia que situações inéditas estão ocorrendo, inclusive com a destruição rápida de ruas e infra-estrutura.  Essas informações de campo são importantes para confirmar as novas medidas que estamos realizando em imagens de satélite no período compreendido entre 2010 e 2015, as quais indicam que existe perda efetiva de área de praia, num processo que parece ter se acelerado a partir de 2012. 

Como ainda estamos fazendo uma análise mais fina das imagens, ainda não vou divulgar os resultados. Mas abaixo envio algumas imagens do dia de hoje que mostram algumas facetas desse processo de erosão que hoje afeta uma comunidade de quase 2.000 pessoas que hoje olha com algum assombro e preocupação o avanço das águas oceânicas sobre ruas e residências.

E, sim, os moradores dizem que estão esperando para ver quando alguém do  Porto (ou seja da Prumo) ou do governo do Rio de Janeiro (INEA e/ou CODIN) vai aparecer para começar a avaliar os processos de reparação financeira para os prejuízos que estão ocorrendo e para os que ainda vão ocorrer. Muito justo, não?

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Jornal Terceira Via produz matéria sobre erosão costeira no Porto do Açu

Porto pode causar desaparecimento do Açu segundo estudo de professor

Praia perdeu 37 hectares de área desde o início da construção do Porto, segundo estudo do professor da Uenf Marcos Pedlowski

Moradores do Açu, no município de São João da Barra, estão assustados com o recuo da faixa de areia que começou a ser notado após a construção do Porto.

Em recente estudo coordenado pelo professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcos Pedlowski e divulgado em seu blog, ele afirma ter recebido novas imagens da Praia do Açu, mostrando que a linha de praia continua onde ele fotografou pela última vez. A situação segundo ele é preocupante devido a diminuição contínua da faixa de areia, o que pode causar o desaparecimento da localidade.

 “Se a situação continuar dessa forma, o Açu vai desaparecer em menos de cinco anos, como aconteceu com Atafona. Pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto, e o resultado é preocupante. Uma coisa é inegável no que a imagem mostra, que após a construção do Porto a área diminuiu. Precisamos acompanhar sempre e medir ao longo do tempo os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento”, ressaltou.

 Um morador que não quis se identificar por medo de represálias afirmou que a erosão sempre existiu, mas que no decorrer do ano a faixa de areia era recomposta por correntes marinhas contrárias e que agora, não chegam mais devido a construção do quebra mar do T2 (TX2 – Terminal do Estaleiro). 

 “Muitos moradores estão em pânico com essa diminuição da faixa de areia e outros não entendem muito bem porque isso está acontecendo. É preocupante ver imagens do antes e depois da orla desde o início da construção do Porto”, enfatizou.

 Outro ponto que merece atenção segundo o professor é que a praia encolheu na maré baixa, o que deveria ocorrer somente na alta. Houve uma perda de 37 hectares de praia desde o início da construção do Porto.

 “Essa redução de área é visível e não é sazonal. Os moradores têm percebido essa mudança e estão se preocupando com o fato. Essa perda se deve ao avanço do quebra-mar. Muitos não entendem as causas do problema porque falta divulgação dos números efetivos pela Prumo, empresa responsável pelo Porto. Tem que haver um monitoramento mais intenso e frequente dos estudos que eles fizeram sobre a área”, disse Marcos.

 Ainda de acordo com o professor Marcos, as causas graves que originam este problema são: a remoção em toda área, da restinga, considerada uma das maiores do país, a salinização, que prejudicou as águas no lençol freático e a grande perda da faixa de areia.

 “Com a construção do Porto muitas espécies da fauna morreram e a mortalidade de mudas é de quase 100%. Muitos animais que dependiam dessa vegetação para viver também morreram. O impacto da construção é muito maior do que as pessoas pensam e não se tem ideia real porque algumas coisas são invisíveis. O programa de reflorestamento da Prumo é muito bom no papel, mas na prática não funciona. Quanto a salinização, a água está se espraiando para a planície, o que prejudica e muito as lavouras. Existem produtores que perdem lavouras até hoje por isso e nenhum especialista vai ao local para esclarecer dúvidas e levar soluções. O Açu corre o sério risco de de não existir mais e como vão ficar os moradores? Sei que pode parecer ingenuidade, mas seria legal que em um dos seus futuros comunicados a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas variáveis. Afinal esses dados têm que ser transparentes”, concluiu.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prumo Logística, sem obter resposta. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa para este fato.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste_fluminense/54082/porto_pode_causar_desaparecimento_do_acu_segundo_estudo_de_professor

Porto do Açu: construção e impactos na faixa de praias

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Hoje recebi novas imagens da Praia do Açu, e a linha de praia continua onde eu fotografei pela última vez. Mas isso quer dizer exatamente o que? Que o problema da erosão não é tão grave quanto parece? Para começar a dar respostas cientificamente válidas para essa pergunta, pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto do Açu, e o resultado aparece na imagem abaixo.

Alteração da Linha de Costa Açu

 Os mais céticos sobre a validade destes números poderão argumentar que a série temporal considerada é curta, e isto é um fato inegável, o que compromete qualquer prognóstico mais duradouro. Agora, duas coisas são inegáveis no que a imagem mostra: 1) que após a construção do Porto do Açu, a área diminuiu, e 2) que a canal que permite o acesso de navios até o interior do empreendimento é um colosso de trabalho de engenharia. Resta-nos apenas acompanhar e medir ao longo do tempo, os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento.

Eu sei que pode parecer ingenuidade minha, mas seria muito legal que em um dos seus futuros comunicados sobre o iminente início das operações do Porto do Açu, a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas duas variáveis. Afinal, se é para ser transparente, tem que compartilhar informações que não sejam só para mostrar que tudo vai na ex-Eikelândia.