Jornal Terceira Via informa sobre primeiras interdições de residências e estabelecimentos comerciais na Praia do Açu

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A matéria abaixo foi produzida ontem pelo Jornal Terceira Via e seu elementos mais importante é mostrar que chegamos a uma nova fase no processo erosivo na Praia do Açu que é a da interdição de residências e estabelecimentos comerciais como, aliás, eu já havia anunciado que ocorreria. Não é preciso muito cálculo científico para se chegar à conclusão de que isso ocorreria. Eu só estou surpreso com a velocidade com que chegamos a essa nova fase.

A pérola desta matéria ficou por conta do coordenador da Defesa Civil que sugeriu que a erosão na Barra do Açu é irreversível. O fato é que essa situação possui causas razoavelmente estabelecidas e existem sim opções para conter ou mesmo reverter o avanço da erosão. Agora, não vai ser com propostas pífias de colocar os moradores da localidade para se transferirem para abrigos públicos que vai se chegar à soluções que sejam justas para quem está ameaçado de perder tudo.  Aliás, eu me pergunto sobre o local onde fica o tal abrigo mencionado pelo coordenador da Defesa Civil.

De toda forma, o que realmente interessa e ainda não vejo sinais de que vai ocorrer é a tomada de responsabilidade por parte dos entes públicos (Prefeitura de São João da Barra, Inea, Ibama) e a Prumo Logística Global para que sejam iniciadas as obras de engenharia que são necessárias para conter o avanço da erosão. Simples, mas aparentemente elusivo.

Erosão no Açu se agrava e casas são interditadas

A energia elétrica ainda precisou ser cortada na Avenida Atlântica nesta terça-feira (14)

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Três casas precisaram ser interditadas e um poste de energia foi removido (Foto leitor)

A situação da população que reside em Barra do Açu ficou ainda mais complicada no último final de semana. As chuvas e a ressaca, típicas desta época do ano, fizeram com que o mar avançasse ainda mais. A Avenida Atlântica agora já faz parte da faixa de areia da praia e três residências com estabelecimentos comerciais tiveram que ser interditadas pela Defesa Civil na segunda-feira (14). Nesta terça, a concessionária Ampla cortou o abastecimento de energia elétrica desses imóveis porque o poste que abriga a fiação está perto de ser tomado pelo mar.

Na última semana, a reportagem do jornal Terceira Via esteve na localidade, que pertence o município de São João da Barra, e conversou com os moradores. Na ocasião, o mar já estava mais próximo das casas e a principal avenida também estava tomada pela areia, mas ainda era possível caminhar pelo local. No sábado (12), com a intensidade da chuva, a situação se agravou: o mar avançou cerca de dez metros e o paredão de areia que foi formado começou a erodir.

A Defesa Civil de SJB esteve no local na segunda-feira, interditou as residências e as vias de acesso, colocou placas de sinalização e orientou os moradores da área a saírem dos imóveis. Eles seriam levados para um abrigo da prefeitura na sede do município até que agentes do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) fizesse a análise dos perfis daquelas famílias e as enquadrasse no Aluguel Social. No entanto, nenhum dos moradores aceitou a medida.

“Eles preferiram permanecer nas casas, mesmo sabendo do risco que correm. Nós até entendemos o receio que eles têm de abandonar seus imóveis, mas é importante lembrar que a erosão do mar em Barra do Açu é irreversível. Estamos prestando assistência, dando suporte e vamos tomar todas as providências necessárias para evitar que o pior aconteça, mas os moradores precisam colaborar”, destacou o coordenador de Defesa Civil, Adriano Assis. Segundo ele, as famílias que tiveram suas casas interditadas assinaram um termo de responsabilidade.

Paulo César Ribeiro de Almeida, de 58 anos, foi ouvido pela reportagem do Terceira Via na semana passada e nesta terça-feira (15) foi novamente procurado. A casa em que ele reside foi interditada, mas o morador não concorda com a saída emergencial. “Eu não vou ficar em abrigo e nem em casa paga pela prefeitura. Eu construí essa casa e só sairei daqui quando eu puder construir outra que seja realmente minha. Estamos muito apreensivos, mas vamos resistir enquanto for possível”, disse.

O coordenador da Defesa Civil orientou à população e os visitantes da localidade a respeitarem a sinalização colocada na praia. Ele acrescenta que a ressaca deve terminar até o final desta semana, mas qualquer ocorrência pode ser comunicada por meio do telefone 199.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/campos_dos_goytacazes/75116/erosao-no-acu-se-agrava-e-casas-sao-interditadas…#prettyPhoto

Erosão na Praia do Açu: um ano depois, Prefeitura se resume a “pescar” paralelepípedos no mar

Venho acompanhando de perto o avanço da erosão na Praia do Açu desde o final de 2013 quando o fenômeno começou a se agravar. Desde então, venho fotografando a área regularmente. Confesso que apesar de ter previsto, a velocidade do fenômeno tem me surpreendido.

Vejamos a foto abaixo que eu tirei no dia 06 de setembro de 2014.

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Imagem do dia 06/09/2014 mostrando ainda a presença de trecho intacto da Avenida Atlântica e a rede de eletricidade.

Agora, comparemos o mesmo ponto na manhã desta 3a. feira (15/09) para ver como a situação mudou drasticamente em exatos 374 dias.

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Imagem mostrando o mesmo ponto da Praia do Açu no dia 15/09/2015 já sem a presença da Avenida Atlântica.

Neste período, o que tivemos em termos da tomada de responsabilidades por parte dos governos estadual e municipal, bem como da Prumo Logística Global pode ser sintetizado na ação de servidores da Prefeitura Municipal de São João da Barra para “salvar” os paralelepípedos que cobriam o que um dia foi a Avenida Atlântica. 

Agora, qual será a próxima ação dos responsáveis? Recolher os entulhos em que vão se transformar as edificações que já deveriam ter sido protegidas e agora vão enfrentar o mesmo destino da Avenida Atlântico? E ainda tem gente que tem coragem de chamar esse processo todo de “desenvolvimento”. 

Avanço da erosão cria situação de caos na Praia do Açu

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Vista panorâmica da Praia do Açu antes da construção do Porto do Açu, Seta indica área mostrada nas imagens do dia de hoje que estão no final desta postagem.

O caos anunciado desde o início de 2014 está se materializando rapidamente na Praia do Açu nos últimos dias de maré alta e ventos fortes. Como poderá ser observado nas várias imagens que recebi de moradores da Praia do Açu, o pouco que restava da faixa da Avenida Atlântica já foi tragado pelo mar, e agora a frente erosiva já está próxima das primeiras residências que existem na área.

Como não poderia deixar de ser, os informes que estou recebendo dão conta que os moradores estão vivendo momentos extremamente tensos, pois muitos depositou anos de trabalho em estruturas residências e comerciais que agora correm o perigo de serem simplesmente destroçadas pelo avanço do mar.

E o mais intrigante é que este processo erosivo é de conhecimento da Prefeitura de São João da Barra, da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Prumo Logística Global que é a atual gestora do Porto do Açu, empreendimento ao qual este processo erosivo está ligado por um Relatório de impacto Ambiental (Rima) que foi produzido para que fossem emitidas as licenças ambientais necessárias para a construção da unidade de Construção Naval (UCN) da OS(X) e do Canal de Navegação do Porto do Açu.

Assim, toda a inércia e o jogo de empurra que ocorreu desde que o problema foi detectado inicialmente é inaceitável. Agora que a queda das primeiras casas é uma questão de tempo, não será de se estranhar que a situação se transfira das esferas da blogosfera e da mídia corporativa para a da justiça. É que certamente os moradores da Barra do Açu não vão assistir inertes à destruição do seu patrimônio. E nunca é demais dizer que não chegamos a este ponto por falta de avisos!

Mas como imagens valem mais que mil palavras, posto abaixo algumas das imagens que me chegaram hoje.praia do açu 1 praia do açu 3 Praia do Açu 4 Praia do Açu 5 Praia do Açu 6 Praia do Açu 7 Praia do Açu 8 praia do açu

 

Conflito agrário no Porto do Açu: remoção de agricultores com direito à presença de gerente da Prumo Logística

A ação que levou ao desmanche do acampamento construído por agricultores do V Distrito para demandar as justas indenizações devidas pela expropriação de suas terras, e que ocorreu na manhã desta 5a. feira (10/09) teria tido direito até à ilustre presença do Sr. Miguel Franco Frohlich no local. Segundo fui informado, o advogado Miguel Frohlich vem a ser o gerente de Meio Ambiente e Gestão Fundiária na Prumo Logística Global S.A ( e que seria a pessoa mostrada no centro da imagem vestindo camisa branca)

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Caso isto todas essas informações estejam corretas, a presença de uma figura importante na hierarquia da Prumo Logística no ato de remoção dos agricultores mostra a importância que a empresa deu a essa retirada. Afinal, em tantas outras ações similares, não se teve notícia de um quadro dirigente para presenciar a ação da Polícia Militar e dos oficiais de justiça. E olha que estamos falando de centenas de ações ao longo dos últimos cinco anos.

Agora, eu fico imaginando o que precisarão fazer os moradores da Barra do Açu ameaçados pela erosão e os agricultores que tiveram suas terras e águas salinizadas para merecerem o mesmo tipo de visita ilustre por parte de um dirigente da Prumo Logística.  A ver!

Erosão na Praia do Açu: moradores entregam nova denúncia no MPF

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Cansados de esperar por respostas objetivas para conter o avanço do mar, um grupo de moradores da Praia do Açu organizou um abaixo assinado e o protocolou, acompanhado de relatórios técnicos e imagens de satélite, no Ministério Público Federal em Campos dos Goytacazes como mostra a imagem abaixo.

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Essa demonstração de ação organizada da comunidade da Barra do Açu vem colocar mais pressão sobre a Prumo Logística e o (des) governo do Rio de Janeiro que já se encontram envolvidos no conflito agrário gerado pelo escabroso processo de desapropriação de terras no V Distrito de São João da Barra cujo capítulo mais recente foi a ocupação de diversas propriedades desapropriadas cujos donos ainda não foram ressarcidos pela perda de suas terras.

Além disso, há que se lembrar que o Ministério Público Federal em Campos dos Goytacazes já possui um inquérito relativo ao processo de erosão na Praia do Açu. Assim, esta entrega de documentos pela comunidade atingida pelo avanço do mar na Praia do Açu poderá ter sérias repercussões num futuro não muito distante.

Mas, como em outros casos relativos ao processo de implantação do Porto do Açu, o que está na gênese de todos estes conflitos é a falta de disposição por parte do Estado e das corporações privadas de oferecerem soluções práticas para os problemas que surgiram em diversas frentes.  E novamente não foi por falta de aviso que estamos chegando a esta situação de impasse.

Agora, uma coisa é certa. Não vai ser com meros discursos em palanques que vai se acalmar a demanda por reparações que estão surgindo na população do V Distrito. E quanto mais cedo se oferecerem respostas efetivas, menos dinheiro terá de ser gasto. Simples assim!

Erosão na Praia do Açu: prefeito Neco está preso entre as explicações e as promessas

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O vídeo abaixo mostra o prefeito de São João da Barra, o Sr. José Amaro Martins de Souza (Neco) do PMDB, dando explicações durante um evento comemorativo do dia 7 de setembro na localidade da Barra do Açu que se encontra ameaçada pelo processo erosivo em curso na sua faixa de praia. As declarações que aparecem no vídeo são importantes porque são as primeiras que sei terem sido feito diretamente à população daquela localidade.

Agora, o discurso que misturou explicações tardias com promessas imprecisas, levanta algumas questões importantes.  As que eu consegui identificar foram as seguintes:

1. Quem pagou pelo  estudo que o prefeito Neco afirmou que está sendo realizado e que será apresentado brevemente em audiência pública  à população da Praia do Açu?
2 –  Quem vai pagar pelas obras que deverão criar estruturas de proteção para a Praia do Açu? Se depender de recursos governamentais (municipal, Estadual ou Federal) a situação ficará ainda pior, dada a profunda crise financeira por que passam os diferentes níveis de governo. Isso quer dizer que a Prumo Logística vai assumir essa responsabilidade?;
3 – O prefeito Neco afirmou que é preciso fazer estudos até da areia que será colocada na Praia do Açu. Eu acho isso estranho, pois basta que se lembre que a areia que estava na Praia do Açu atualmente está depositada junto ao quebra-mar Sul do Terminal 2 (T2) do Porto do Açu, e  só seria preciso que se transportasse de volta para se começar a resolver o problema.
4 – Será que as licenças ambientais a serem emitidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para a recuperação da Praia do Açu vão sair de forma tão rápida quanto as que liberaram a construção da Canal de Navegação e do Terminal 2 que, afinal, são os prováveis causadores da destruição em curso?
 
Uma coisa que me parece importante lembrar ao prefeito Neco e seus secretários é que os aplausos que foram ouvidos ao final de sua fala poderão se transformar em vaias caso as obras prometidas não ocorram antes que as primeiras casas comecem a ser devoradas pelo mar na Praia do Açu.  E vaias certamente serão traduzidas em negação de renovação de mandato em 2016.  E há que se lembrar que não se chegou a esta situação por falta de aviso. Simples assim!

Praia do Açu: mar agitado deixa comunidade ainda mais apreensiva

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A situação causada pelo avanço da erosão na Praia do Açu ganhou hoje (03/09) tons ainda mais dramáticos com a ocorrência de um mar agitado que está ameaçando jogar água para dentro da localidade da Barra do Açu, como mostra o vídeo abaixo.

Como a possibilidade de piora do processo erosivo já vinha sendo anunciada por vários meses, agora vamos ver o que dizem os que passaram o tempo dizendo que estavam “monitorando a situação”.   A ver!

Erosão avança rápido na Praia do Açu

Estive hoje na Praia do Açu a convite de uma emissora de TV local que está preparando mais uma reportagem sobre o avanço do processo erosivo que está destruindo aquele ponto da costa do município de São João da Barra. Como as imagens abaixo mostram o processo erosivo avançou bastante desde a semana passada, consumindo boa parte do que ainda restava da Avenida Atlântica.

E novamente a única reação visível da Prefeitura de São João da Barra continua sendo a remoção dos paralelepípedos que serviam como pavimento para a avenida que ali existia. Enquanto isso, muitos moradores estão à beira de um ataque de nervos, pois sabem que suas casas serão o próximo alvo da destruição em curso.

E, sim, ninguém hesita em apontar o Terminal 2 do Porto do Açu como o principal causador da desgraça que se abateu sobre a comunidade em que vivem. E as cobranças por respostas práticas para a destruição da Praia do Açu estão cada vez mais sendo apresentadas em alto e bom som como a reportagem deverá mostrar a partir dos depoimentos que foram colhidos hoje. 

E é claro que as reclamações vão diretamente para a Prefeitura de São João da Barra, o (des) governo do Rio de Janeiro e a Prumo Logística. Isso prova que o povo é tudo, menos bobo!

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Praia do Açu: morador indignado pergunta para quê serve o monitoramento que a Prumo diz fazer

 

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Continuo recebendo pelo endereço eletrônico do blog uma série de mensagens de moradores da localidade da Barra do Açu sobre o avanço do processo erosivo na praia que até recentemente dava sustento à comunidade na forma de área de lazer ou mesmo de pesca artesanal.

Um mensagem específica me chamou a atenção, pois o morador que disse ter estado presente na audiência pública realizada na Câmara de São João da Barra no dia 01 de outubro de 2014 (Aqui!), o representante da Prumo Logística, o Sr. Vicente Habib, teria afirmado que a empresa realiza um monitoramento contínuo da área costeira em torno do Porto do Açu. Lembrando dessa afirmação, o morador me inquiriu sobre a serventia de tal monitoramento.

Bom, a minha reação a essa mensagem é a seguinte: boa pergunta! E  explico: é que se tal monitoramento é efetivamente feito, eu não entendo porque ainda não se apresentou publicamente seus resultados.

Mas com certeza oportunidade para isto não faltará. por exemplo, a Prumo Logística está se preparando para realizar duas audiências públicas nos dias 09 e 10 de Setembro (a primeira em São João da Barra e a segunda em Campos dos Goytacazes) visando obter as licenças ambientais para a implantação de uma termelétrica no Porto do Açu. Quem sabe ai alguém possa inquirir sobre o andamento do monitoramento costeiro que a empresa estaria realizando. A ver!

Praia do Açu: o lema agora é salvem-se os paralelepípedos, e que se dane o praia e seus moradores?

Estive esta tarde no que ainda resta da Avenida Atlântica, via pela qual se transitava na maior parte da Praia do Açu. A visita foi marcada pela busca espontânea de moradores que se declaravam ultrajados com o descaso com que esse problema tem sido tratado pelos gestores públicos e privados que deveriam estar vindo a público assumir suas responsabilidades.

Uma moradora de mais de 20 anos da Praia do Açu estava particularmente revoltada com a única medida tomada pela Prefeitura Municipal de São João da Barra em face do avanço inclemente das ondas, qual seja, a retirada dos paralelepípedos que serviam como cobertura asfáltica ao trecho que ainda restava da Avenida Atlântica (ver imagens abaixo). Para ela, algo além desse paliativo deveria estar feito, visto que depois da avenida cair, a próxima coisa a desabar será sua residência.

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Uma coisa que sempre me vem à mente quando tenho esses encontros dramáticos com os afetados pelo Porto do Açu é de como as autoridades de São João da Barra podem permanecer aparentemente inertes ao drama que está se desenrolando não apenas na Praia do Açu, mas em outras partes do V Distrito. E olha que na Barra do Açu vivem o prefeito Neco e o vereador Franquis Arêas! 

Mas, convenhamos, que as responsabilidades sobre o que está acontecendo vão além de prefeito e vereadores, visto que a ocorrência deste fenômeno estava prevista no EIA/RIMA a partir dos quais foram emitidas licenças ambientais pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para a construção da Unidade de Construção Naval e do Canal de Navegação do Porto do Açu conforme solicitação da OS(X)..

De toda forma, há que se salientar que existem alternativas técnicas para conter o problema, e não há porque aceitar que a única medida adotada seja salvar um punhado de paralelepípedos. Afinal de contas, à população da Barra do Açu não pode ser dito que sua única saída é vigiar o avanço do mar. Simples assim!

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