Regiões costeiras em perigo por causa de intervenções humanas e mudanças climáticas

Praias do Rio e de outras partes do mundo correm risco de serem ‘varridas’ do mapa

Dupla de renomados geólogos marinhos alerta que intervenção humana e mudanças climáticas aceleram processo de erosão

Tempestade faz ondas encobrirem farol em Newhaven, sul da Inglaterra, em fevereiro deste ano Foto: TOBY MELVILLE / REUTERS
Tempestade faz ondas encobrirem farol em Newhaven, sul da Inglaterra, em fevereiro deste ano – TOBY MELVILLE / REUTERS
RIO – As praias do Rio e de diversas outras cidades do planeta correm o risco de serem “varridas do mapa”. O alerta vem de dois importantes nomes da geologia marinha mundial que assinam o livro recém-lançado “The last beach” (“A última praia”), ainda sem previsão para chegar ao Brasil

Os especialistas Andrew Cooper, professor de Estudos Costeiros da Universidade de Ulster, no Reino Unido, e Orrin Pilkey, professor de ciências da terra e dos oceanos na Universidade de Duke, nos EUA, defendem a teoria de que as intervenções humanas a beira-mar, junto com a elevação dos níveis de oceanos e as tempestades cada vez mais fortes por conta das mudanças climáticas, estão provocando vasta erosão de areia em direção ao fundo dos oceanos, num efeito de “varredura” do solo costeiro.

Na semana passada, tempestades nos oceanos Atlântico e do Pacífico geraram ondas de mais de 15 metros de altura que destruíram defesas marítimas de concreto em praias na Europa, América do Norte e nas Filipinas.

“A sentença de morte já soou para grandes extensões de praias ao longo de costas densamente povoadas, como a da Florida, da Costa del Sol, na Espanha, a Golden Coast da Austrália e o litoral do Rio de Janeiro” disse Orrin Pilkey ao jornal britãnico “The Guardian”.

Em “The Last Beach”, os geólogos também afirmam que, ironicamente, as paredes de concreto erguidas pelo homem para proteção contra as tempestades e elevação das águas servem apenas para acelerar o processo de erosão da linha costeira.

Pilkey e Cooper também argumentam que o ideal seria preservar ao máximo as praias como ambiente natural, longe da intervenção humana. Segundo eles, dunas e longas faixas de areia das praias funcionam muito melhor na contenção de tempestades do que paredes de concreto.

P”A praia é uma defesa natural maravilhosa contra as forças do oceano. Elas absorvem a energia das ondas do mar, reduzindo-as a um movimento oscilante suave ao longo no litoral. Tempestades não destroem praias; apenas mudam sua forma e localização, movendo-se em torno da areia para maximizar a absorção de energia das ondas e, em seguida, recuperar a linha costeira nos dias, meses e anos que se seguirem”, garante Pilkey.

Como o aumento do nível do mar contribui para os danos causados pelas tempestades, cada vez mais freqüentes devido às mudanças climáticas, o recuo das habitações ao longo do litoral se tornaria um “imperativo, mas quase impossível”.

“Vamos ter de recuar [a partir da costa]. Não há escolha. Em termos puramente econômicos, será impossível defender tudo. A defesa de cidades como Londres ou Rotterdam na Europa indicam que não haverá dinheiro para todas as outras habitações menores”, Cooper.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/praias-do-rio-de-outras-partes-do-mundo-correm-risco-de-serem-varridas-do-mapa-14834421#ixzz3M3y0QEMD

Enquanto eles se reúnem para enxugar gelo, a Praia do Açu encolhe

Aproveitando que hoje é o dia em que deverá ocorrer mais uma reunião patrocinada pela prefeitura de São João da Barra para discutir o processo de erosão que está devorando a Praia do Açu, estive na localidade de Barra do Açu para coletar espécimens do que animal que resolveu invadir o resto da faixa de praia. Após coletar um indivíduo vivo para trazê-lo para estudos no Laboratório de Ciências Ambientais da UENF, sob supervisão do Prof. Carlos Eduardo Rezende, resolvi dar uma caminhada pela praia e posto abaixo algumas imagens que eu considero bastante reveladoras do avanço da frente erosiva.

Por fim, acho interessante que em mais essa visita que faço à Praia do Açu, não encontrei nenhum técnico ou secretário municipal no local. Será que não seria mais interessante que essas reuniões que estão sendo feitas ocorressem na área em que o fenômeno está ocorrendo? 

Bom, pensando bem, não. É que ai as reuniões teriam de passar da fase do enxugamento de gelo para a ação prática para conter o fenômeno. Mas para isso acontecer tudo indica, tomando-se como base as notícias sendo circulações pela mídia corporativa regional, que a Prumo Logística Global é quem vai ter que querer que isso aconteça. E ai, já viu!

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Erosão na Praia do Açu: Prefeitura de SJB realiza mais reunião para enxugar gelo nesta 4a. feira?

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Enquanto as reuniões para “enxugar gelo” se sucedem, a erosão avança na Praia do Açu… gradualmente, mas de forma implacável!

A nota abaixo que está publicada no sítio oficial da Prefeitura Municipal de São João da Barra anuncia para amanhã mais uma reunião com técnicos do  Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para “discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu”.  

O interessante é que a nota também ratifica a presunção de que um “estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto”.

Aqui é interessante notar que apesar de tentar vender a versão de que o porto não tem nada a ver com o desaparecimento da faixa de areia na Praia do Açu, a Prumo Logística irá “financiar um projeto para identificar a causa e conter o avanço na praia do Açu”.  Ora essa, a Prumo Logística poderia pular imediatamente a parte do estudo para partir logo para conter o avanço do mar na Praia do Açu. É que a corporação estadunidense tem em suas mãos o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) produzido pela OS(X) para obter o licenciamento da Unidade de Construção Naval (UCN) dentro da área do Porto do Açu, onde está explicitado que a construção do canal de navegação e a instalação do quebra-mar do Terminal 2 iriam resultar num processo dicotômico de deposição no entorno do quebra-mar e erosão na faixa central da praia, fenômeno este que está sendo confirmado na prática. Além disso, no próprio RIMA da OS(X) já está dito que o Porto do Açu já seria uma fonte de pertubação dessa dinâmica dentro das suas áreas de influência direta e indireta. Em suma, para que pagar por um estudo novo, se o RIMA já mostra as causas da erosão que ocorre na Praia do Açu?

Aliás, tenho que notar que na última que este assunto foi ventilado pela PMSJB, não houve menção de que a Prumo Logístico iria pagar por um projeto que, em tese, é de responsabilidade do governo municipal. O que mudou de lá para cá? E alguém já viu alguma corporação multinacional gastar dinheiro para reparar dano ambiental por livre e espontânea vontade? Quanto mais penso nessas reviravoltas, mais sinto que há algo “very fishy” nessa história. 

Eu só espero que esta reunião de amanhã não seja mais uma do tipo “enxugar gelo na linha do Equador”. É que se demorarem muito, daqui a pouco não haverá a proteger na Praia do Açu e suas imediações.

 

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira

A idéia é discutir um projeto que identifique a causa do avanço do mar na praia do Açu

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira (Foto: sjb.rj.gov.br)

O prefeito José Amaro de Souza Neco se reúne na próxima quarta-feira, 10, com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu. O projeto deverá ser elaborado pelo INPH e a secretaria de Estado do Ambiente (SEA), através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). 

 Na última semana, no Rio de Janeiro, Neco se reuniu com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, o deputado estadual Roberto Henriques, uma equipe técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o especialista em relações institucionais da Prumo Logística, Caio Cunha, para discutir o resultado de um estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto.  Também participaram da reunião, o secretário de Planejamento, Sidney Salgado, o Procurador do Município, Jefferson Nogueira e o chefe de Gabinete, Antonio Neves.

FONTE: http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-3533/neco-se-reune-com-inph-nesta-quarta-feira

 

fonte: Secom

Praia do Açu em dois tempos: siga a linha dos guardas-sóis!

Em meio ao que chamo de “reuniões para enxugar gelo”, a população sanjoanense continua tentando fazer o que sempre fez na Praia do Açu, qual seja, usá-la para sua recreação. O problema é que a faixa de areia está cada vez mais estreita, o que sem dúvida afeta a qualidade do lazer que ali ocorre.

Apenas para demonstrar como o fenômeno erosivo afetou a Praia do Açu e, por consequência, o seu uso recreacional, posto duas imagens, sendo uma deste domingo (07/12) e outra de 2013. Para facilitar a comparação, basta olhar para onde estão colocados os guardas-sóis.

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2014 (07/12)

Erosão avança na Praia do Açu em meio a reuniões para “enxugar gelo”

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Peguei a nota abaixo no blog do advogado Cláudio Andrade que a repercute a partir da assessoria parlamentar do deputado Roberto Henriques.  A nota em si não traria nada de novo em cima da grande enrolação que tem sido a resposta oficial ao processo erosivo que está consumindo a Praia do Açu se não fosse a declaração do Sr. Caio Cunha, especialista em relações institucionais da Prumo Logística, que atualmente é proprietário do Porto do Açu que teria nos brindado com a seguinte declaração:

 Embora tenha ficado comprovado pelo o único estudo científico que existe sobre o caso que não há relação entre o fenômeno de erosão com as obras no porto, nos disponibilizamos a financiar um novo estudo. Para nós, da Prumo, essa parceria entre a empresa, governos e comunidade é muito importante. Também queremos saber o motivo da erosão e que essa situação seja reparada”.

O Sr. Caio Cunha deve estar se referindo ao estudo que a Prumo Logística encomendou ao professor Paulo César Rosman da UFRJ um estudo sobre o problema. È que agora alcunhado “único estudo científico sobre o caso” se resumiu a uma análise qualitativa de imagens, o que dificilmente passaria pelos rigorosos crivos empíricos que o próprio professor Rosman impõe aos seus estudantes. Além disso, na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de São João da Barra, quando pressionado pelas evidências apresentadas pelos moradores da Praia do Açu que ali estavam acabou reconhecendo que não tinha como explicar o processo erosivo em curso naquela área que se encontra sob influência direta do Porto do Açu! (Aqui!)

Aliás, como eu disse a um outro representante da Prumo Logística na própria audiência pública da Câmara de São João da Barra, o professor Rosman talvez pudesse ter oferecido uma conclusão cientificamente sólida caso a empresa tivesse oferecido a ele os dados empíricos que diz possuir em função de um monitoramento que estaria realizando na área de influência do Porto do Açu.  Pelo que transpira dessa declaração atribuída ao Sr. Caio Cunha, esses dados não foram transferidos ao professor Rosman até hoje, já que continuam se apoiando em sua análise qualitativa de imagens de satélite.

O mais grave aqui é que, se a declaração atribuída ao Sr. Caio Cunha representa a posição oficial da Prumo Logística, temos aqui uma situação efetiva de auto-isenção de responsabilidades que, inclusive, estão previstas nos diversos relatórios de impactos ambientais (RIMAs) que as diferentes empresas “X” utilizaram para obter as licenças ambientais que garantiram a instalação do Porto do Açu.  Se é assim que a Prumo Logística quer tratar desse problema específico, imaginem o que será feito em relação a outros tantos problemas que estão sendo disparados por conta do empreendimento que ela passou a controlar após o colapso do Grupo EBX!

De toda forma, a população da localidade da Barra do Açu vai ter que ficar mais alerta do que nunca, pois depender do que está transpirando nessas reuniões, as soluções poderão demorar tanto que não precisarão ser executadas, já que a Praia do Açu poderá desaparecer bem antes do que essas reuniões gerem soluções efetivas. A ver!

Recuperação da orla do Açu contará com ajuda privada e do governo do Estado

 
O avanço do mar no distrito sanjoanense de Barra do Açu e a recuperação da orla local ainda são motivo de preocupação das autoridades. Tanto que, na amanhã desta sexta-feira, dia 5, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, o prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, o Neco, o deputado estadual Roberto Henriques, uma equipe técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Caio Cunha, especialista em relações institucionais da Prumo Logística, responsável pela construção do Porto do Açu, se reuniram para tratar do assunto na sede da Secretaria do Ambiente, no Rio. Durante o encontro, ficou definido que a Prumo financiará um novo estudo sobre o fenômeno, a ser realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), e que a Secretaria de Estado do Ambiente, através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam),fará uma parceria com a prefeitura para ceder recursos para a realização da obra.
 
Na ocasião, tanto os técnicos do Inea quanto o secretário de Estado do Ambiente aceitaram como válido o resultado de um estudo, realizado a pedido da Prumo, comprovando que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do porto. Uma nova reunião acontecerá na sede do INPH, no Rio, na próxima quarta-feira, dia 17.
 
Um outro estudo sobre a situação do Açu e o projeto de recuperação da orla já foram solicitados ao INPH pela prefeitura, por intermédio do deputado Roberto Henriques. “Precisamos zelar pelas praias da nossa região e pela população que mora nessas localidades. Como parlamentar sempre me disponho a ajudar no que for preciso para o desenvolvimento sustentável do Norte e do Noroeste Fluminense”, frisou o deputado.
 
Para Caio Cunha a reunião foi muito proveitosa. “Embora tenha ficado comprovado pelo o único estudo científico que existe sobre o caso que não há relação entre o fenômeno de erosão com as obras no porto, nos disponibilizamos a financiar um novo estudo. Para nós, da Prumo, essa parceria entre a empresa, governos e comunidade é muito importante. Também queremos saber o motivo da erosão e que essa situação seja reparada”, pontuou.
 
Também participaram da reunião o secretário de governo de São João da Barra, Antônio Neves, e o Secretário de Meio Ambiente do município, Sidney Salgado.
 
Assecom do parlamentar
 
FONTE: http://blogclaudioandrade.blogspot.com.br/2014/12/recuperacao-da-orla-do-acu-contara-com.html

A situação da Praia do Açu em uma palavra: desoladora!

Aproveitando o feriado do Dia da Consciência Negra estive hoje na Praia do Açu para documentar mais uma vez a situação no local, e o que eu vi me deixou verdadeiramente desolado. É que além de constatar o avanço do processo erosivo, não identifiquei qualquer evidência de que os responsáveis pela situação estão tomando as propaladas medidas para monitorar a evolução da situação.

Abaixo posto duas imagens, a primeira tirada no dia 29/07/2014 e a segunda no dia de hoje (20/11/2014). De quebra posto um vídeo que produzi para mostrar a ação das águas numa faixa de praia que aparente ter um déficit crescente de areia. E uma previsão: depois da queda dos chapéus de sol, o asfalto será o próximo a cair. E se mesmo assim nada for feito, as previsões para a localidade da Barra do Açu não são nada animadoras.

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Praia do Açu no dia 29/07/2014

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Praia do Açu 20/11/2014

E abaixo o vídeo!

Rede InterTV produz matéria sobre o processo de erosão na Praia do Açu

A situação preocupante na Praia do Açu onde o mar está avançando e causando muita preocupação entre os habitantes da localidade da Barra do Açu foi mostrada hoje em matéria produzida pela Rede InterTV.

Quem desejar assistir à matéria basta clicar Aqui!,

E eu continuo me perguntando sobre quando as autoridades públicas e a Prumo Logística vão sair do seu discurso de negação do problema para começarem a tomar as providências cabíveis em face do processo que hoje coloca em risco a Praia do Açu.

O DIÁRIO: Mar volta a avançar no Açu e gera transtorno

Phillipe Moacyr
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Parte da orla na praia do Açu, em São João da Barra, já foi tomada pela força da água nos últimos dias
Phillipe Moacyr
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perigo. Erosão chega

Tatiana Freire

“De que adianta desenvolvimento, se não há sustentabilidade? De que adianta a arrecadação surpreendente que São João da Barra (SJB) terá, se o Açu corre o risco de desaparecer? Não podemos continuar assistindo a este absurdo de braços cruzados”, o desabafo é do produtor Paulo Toledo, 56 anos, que mora há mais de meio século no distrito onde está localizado o Porto do Açu, e que revelou estar sofrendo ao observar a proporção que a erosão vem ganhando nos últimos dois anos.

Neste final de semana duas barracas foram “engolidas” pelo mar. Outras seis correm o mesmo risco, pois continuam sustentadas nos poucos centímetros de faixa de areia que ainda não foram atingidas pelo avanço da água. O morador Denis Toledo tem arquivadas fotos que apontam as proporções da erosão. Ele mostrou uma imagem de janeiro de 2013, em que as barracas levadas neste final de semana apareciam pelo menos a 10 metros de distância do mar.

O professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Marcos Pedlowski publicou ontem em seu blog que “isto (a erosão) parece ser mais uma evidência de que o processo está se aprofundando, na mesma proporção em que a avança a construção do quebra mar que protege o Terminal 2 do Porto”.

Através de nota, a Prumo Logística, empresa que administra o Porto do Açu não confirmou nem desmentiu a ligação direta entre o avanço da erosão e a construção do quebra-mar. Informou apenas que “realiza um programa de monitoramento da dinâmica sedimentológica marinha e de erosões costeiras, conforme estabelecido no processo de licenciamento ambiental do empreendimento”. Mas, não soube informar o prazo para conclusão do estudo.

Estudo apontou que haveria erosão

A erosão que avança no Açu foi anunciada no Estudo de Impacto Ambiental e no Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA/Rima), que serviu de base para as licenças ambientais que autorizaram a construção do Porto. Abaixo, parte do texto do documento. “Pode-se observar que a praia ao norte do molhe norte apresentará um engordamento da sua zona praial. Já a praia ao sul do molhe sul apresenta dois processos distintos: um avanço da linha de praia na parte próxima ao molhe, e também a erosão do segmento de praia subsequente ao engordado. De forma a monitorar possíveis alterações e, consequentemente aplicar as medidas corretivas cabíveis, serão implantados o ‘Programa de Gerenciamento das Atividades de Dragagem’ e o ‘Programa de Monitoramento da Dinâmica Sedimentológica Marinha e de Erosões Costeiras’. Considerando os dados de avaliação do impacto e as medidas de mitigação, monitoramento e remediação, o grau de relevância do Impacto é Muito Alto (MA)”.

O morador Denis Toledo tem estudado o tema em busca de soluções para minimizar os danos à população. “Não sou técnico. Este tipo de estudo cabe a quem é especialista. Mas pelo que tenho pesquisado, vi que é possível conter ou, pelo menos, minimizar a erosão. Em Barcelona, na Espanha, após a construção do quebra-mar, a erosão ganhou proporções como as daqui. Eles fizeram intervenções, construindo quebra-mares menores em pontos estratégicas e o problema regrediu. É um caso a se pensar”, especulou.

Em 1º de outubro último foi realizada audiência pública na Câmara Municipal de SJB para discutir o assunto. A realização do estudo que vem sendo feito pela Prumo foi uma das determinações da audiência.

 FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/mar-volta-a-avancar-no-acu-e-gera-transtorno-16441.html

Mar avança forte e causa mais preocupação na Praia do Açu

A segunda-feira começou trazendo mais apreensão para os habitantes da Praia do Açu, localidade que fica na área de influência direta do Porto do Açu. É que depois de algumas semanas de aparente calmaria, o mar voltou a erodir de maneira mais visível a faixa central da praia. Isto parece ser mais uma evidência de que o processo está se aprofundando, na mesma proporção em que a avança a construção do quebra mar que protege o Terminal 2 do Porto do Açu.

As imagens abaixo não deixam mentir.  A questão que muitos moradores da Praia do Açu se fazem neste momento é a seguinte: quando é que as autoridades (INEA, IBAMA,A CODIN, Prefeitura de São João da Barra) e os responsáveis pela Prumo Logística, que efetivamente controla o Porto do Açu, vão sair da fase da negação para a da adoção de medidas que contenham o fenômeno?!

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Porto do Açu começou a funcionar? Quando é que começarão os ressarcimentos devidos?

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Tenho acompanhado o início do funcionamento do Porto do Açu através de diversos comunicados de imprensa que a assessoria da imprensa da Prumo Logística distribui e a imprensa regional repercute com avidez. Que o porto começaria a funcionar um dia, disso eu não tinha dúvidas. É que em sua versão “mini”, o ex-superporto de Eike Batista é, sim, viável no curto prazo.  Resta saber se continuará sendo no futuro, pois a pretensão de torná-lo “óleo e gás” não vai ao encontro da realidade atual do processo de extração e distribuição de petróleo na Bacia de Campos. Qualquer um que trabalhe na área sabe disso perfeitamente. 

Mas tudo bem, o Porto do Açu teve seu embarque inicial e todos os que queriam ficar felizes com isso já ficaram. Agora, o que me interessaria saber é sobre quando os agricultores expropriados por Sérgio Cabral e que continuam a ver navios de outra espécie, da espécie chamada calote, vão começar a ser ressarcidos por suas perdas. Também tenho curiosidade para saber quando os agricultores prejudicados pelo processo de salinização causado em suas terras pelas empresas “X” vão receber a devida compensação financeira por suas enormes perdas. E finalmente, mas não menos importante, quando é que se vai começar a reparar os problemas e compensar as perdas já causadas à população da Barra do Açu que hoje continua vendo o avanço do processo de avanço da erosão costeira sem que ninguém comece a oferecer respostas concretas para o problema.

De fato não há desenvolvimento algum para o município de São João da Barra se o grosso dos ganhos ficar concentrado nas mãos de um pequeno número de empresas e indivíduos, enquanto que o resto da sociedade fica amargando perdas irreparáveis.