Blog da Aduenf: Jornal da Ciência da SBPC publica carta da ADUENF ao governo do Rio de Janeiro

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O Jornal da Ciência que é um veículo da comunicação da Sociedade Brasileira o Progresso da Ciência (SBPC) publicou hoje uma carta aberta da ADUENF ao governo do Rio de Janeiro onde são solicitadas providências concretas para resolver imediatamente os problemas que hoje afligem a UENF.

Abaixo segue o texto como publicado pelo Jornal da Ciência.

Carta Aberta às Autoridades Governamentais do Estado do Rio de Janeiro

Documento é de autoria da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense e manifesta preocupação com momento delicado da UENF

Íntegra da Carta:

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) vem por meio desta. Manifestar sua preocupação e solicitar a atenção das autoridades do Estado do Rio de Janeiro em relação ao momento delicado pelo qual passa a nossa UENF. Não obstante os expressivos resultados da UENF em consecutivas avaliações realizadas pelo MEC e outros órgãos, que apontam como a Melhor universidade do Estado do Rio de Janeiro e uma das 15 melhores Universidades do País, os docentes da UENF têm visto suas remunerações serem corroídas a ponto de atualmente receberem o pior salário do Brasil entre docentes de instituição de ensino superior. Após três anos de tentativas frustradas de negociação com o governo do Estado, os docentes da UENF se encontram em greve desde 12/03/2014, reivindicando justas melhorias salariais, inclusive pagamento do regime de Dedicação Exclusiva, que abrange a totalidade do quadro docente.

Em 21 anos de existência, a UENF se consolidou como uma instituição de destaque no cenário acadêmico fato que pode ser comprovado pelos sucessivos êxitos na obtenção de apoios junto a agências de fomento de âmbito estadual (FAPERJ) e Federal (CNPq, CAPES, FINEP), bem como órgãos internacionais, através de convênios e acordos diversos com Universidades e outras Instituições estrangeiras. A pesquisa e a pós-graduação da UENF encontram-se bastante consolidadas, com Programas de Pós-Graduação bem avaliados junto a CAPES, apoiados na existência de 77 bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq – o que representa cerca de 27% dos docentes da instituição. Produtos gerados pela UENF vão muito além das divisas do Estado do Rio de Janeiro, e a parceria com instituições privadas também contribuem para a sólida trajetória de sucesso da nossa Universidade. A UENF é, pois, motivo de orgulho, sobretudo para o povo fluminense, e merece ser tratada com todo o respeito por seus governantes. A manutenção de seu corpo docente altamente qualificado, com 100% de Doutores em Regime de Dedicação Exclusiva – tendo sido a UENF a primeira instituição no país com este perfil desde a sua criação em 1993 – deve ser encarada como prioridade pelo Estado, incluindo o pagamento de salários dignos compatíveis com a atividade que exercem.

Para que possamos continuar o nosso trabalho, em prol do ensino, da pesquisa e do desenvolvimento da ciência e de tecnologias, precisamos do apoio das lideranças do Estado do Rio de Janeiro e também do país, para que o Governo do Estado reconheça a importância e valorize a nossa UENF, abandonem o discurso e as promessas vãs e tomem atitudes concretas para que a normalidade institucional seja retomada o mais breve possível.

 (ADUENF)

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.php?id=93361

Estudantes da UENF querem transformar prédio usado como depósito em alojamento

Os estudantes que vem realizando o movimento de ocupação dentro da UENF ocuparam no final da tarde desta segunda-feira (19/05) o prédio conhecido como P-10 que fica localizado nas proximidades do Hospital Veterinário. Este prédio está sendo usado como depósito de bicicletas e de mobiliário. Os estudantes organizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) consideram que o uso mais correto para o P-10 é a sua transformação em alojamento estudantil até que edificações definitivas sejam construídas para servir de moradia estudantil.

A reitoria da UENF foi pega literalmente de surpresa e as informações que me chegaram é que atitudes judiciais já foram cogitadas para supostamente “proteger o patrimônio público”.  Esta reação não me surpreende, pois apesar desta demanda estudantil ser antiga, a mesma nunca foi tratada com seriedade pela reitoria da UENF. Agora que literalmente a casa caiu, a primeira reação foi de reagir judicialmente.

Uma reunião tensa está ocorrendo neste momento na sala de reuniões da reitoria entre membros da reitoria, tendo à frente o vice-reitor Edson Correa da Silva, e do comando de greve dos estudantes. Assim, é provável é que nesta terça-feira já tenhamos desdobramentos práticos de mais este desdobramento da greve geral que ocorre na UENF. Agora, uma coisa é certa, os estudantes estão demonstrando um grau de organização e decisão para o qual a reitoria não está preparada. Vamos esperar apenas que o bom senso prevaleça, especialmente por parte da reitoria da UENF. Afinal, a demanda por moradia estudantil não é apenas justa, mas um direito dos estudantes!

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Greve da UENF é explicada em estilo rápido e direto em vídeo com presidente da associação de docentes

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Vista de fora, a greve geral que assola a UENF desde 12 de março pode parecer difícil de entender. Agora, a ADUENF acaba de produzir um vídeo de 1 minuto e 22 segundos em que seu presidente explica de forma rápida e didática os últimos acontecimentos da greve, e aproveita para exigir que o (des) governo do Rio de Janeiro trate a UENF com respeito, coisa que foi escassa ao longo dos 7 anos e 5 meses em que Cabral e Pezão comandam o leme da nau desgovernada em que se transformou o governo do Rio de Janeiro.

 

Estudantes ocupam quiosque abandonado e fundam a primeira moradia estudantil no campus da UENF

No dia 23 de Novembro de 2013 lembrei neste blog (Aqui!) que um quiosque de custo milionário se encontrava abandonado no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), numa demonstração inaceitável de desperdício do dinheiro do contribuinte fluminense. Pois bem, esse desperdício acaba de ser resolvido pelo comando de greve dos estudantes que resolveu ocupar o quiosque milionário para transformá-lo na primeira moradia estudantil da UENF.

Como se sabe no campus da UENF, menos ao que parece dentro da reitoria, a questão da moradia é um dos elementos cruciais para garantir a permanência de estudantes vindos de famílias pobres dentro da instituição. Agora com essa medida o que se espera é que o (des) governo do Rio de Janeiro comece a entender que o movimento estudantil da UENF não está brincando de fazer greve, e que a ação direta é o principal instrumento que os estudantes estão utilizando para levar suas justas demandas adiante.

E não custa nada lembrar que a pauta dos estudantes inclui, além da moradia, a equiparação do valor auxílio cotista ao que é praticado na UERJ (de R$ 300 para R$ 400) e a abertura imediata do bandejão cuja construção se estende desde novembro de 2008!

Finalmente, há que se lembrar que o atraso do pagamento das bolsas estudantis, que só deverá ocorrer no dia 21/05, motivou o fechamento do campus da UENF no dia 13/05.

Do Blog da Aduenf: Em assembleia lotada, professores da UENF retomam greve por tempo indeterminado

Quebra de compromisso da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro motivou decisão

Na maior assembleia realizada na greve iniciada no dia 12 de Março de 2014, os professores da UENF ouviram atentamente as informações trazidas do Rio de Janeiro pelo presidente da ADUENF, Prof. Luís Passoni.

Segundo informou, o Prof. Passoni, na visita realizada na ALERJ não houve o envio prometido pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, do projeto de lei  para corrigir os salários dos servidores e professores da UENF. Além disso,  outra informação colhida nesta visita foi de que o envio deste projeto deverá ocorrer apenas no início de junho.

Em função desses relatos, a assembleia decidiu de adotar de forma unânime uma série de atividades públicas para divulgar as razões greve, realizar novos contatos com deputados estaduais, e também procurar apoio em entidades científicas como a Academia Brasileira de Ciências.

Um passo importante que também foi acertado foi o aprofundamento da unidades com os servidores técnico-administrativos a partir da pauta da reposição de 86,7% das perdas salariais.

As decisões desta assembleia sinalizam de forma clara que o caminho escolhido pelos professores é o da mobilização até que suas reivindicações sejam atendidas pelo governo do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2014/05/em-assembleia-lotada-professores-da.html

Grevistas da UENF fecham novamente portões e expõe crise causada pelo (des) governo Pezão

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Em mais uma ação dos grevistas que demandam respostas positivas para suas reivindicações, os portões de entrada do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes foram lacrados na manhã desta 5a. feira (15/05). Esta é uma forma encontrada pelo movimento de greve para demonstrar a profunda insatisfação que existe neste momento com o descaso do (des) governo agora comandado por Luiz Fernando Pezão.

A greve que já dura mais de dois meses possui pautas variadas, mas as principais são 86,7% de reposição de perdas salariais para todos os servidores (professores e servidores técnico-administrativos), 65% de remuneração do regime de Dedicação Exclusiva cumprida por todos os professores, e efetivação de uma real política de assistência estudantil (aumento do valor do auxílio cotista, abertura do bandejão, e criação de um auxílio moradia).

Como se vê, a situação criada pelo sucateamento imposto pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão criou um nível de insatisfação nunca visto na história da UENF. E nisso tudo fica completamente atônita e perdida, a reitoria da UENF. Também quem mandou que apostassem na completa submissão às vontades do (des) governo estadual!

De toda forma,  o dia de hoje promete ser de muita mobilização na UENF.

Greve dos ônibus: vereador Eliomar Coelho (PSOL) usa Facebook para exigir dados da Rio Ônibus

Vereador e Rio Ônibus travam duelo pelo Facebook

Por: Fabiana Paiva
Vereador faz perguntas ao Rio Ônibus pelo Facebook
Vereador faz perguntas ao Rio Ônibus pelo Facebook Foto: Reprodução do Facebook

Em meio ao furacão pela greve dos rodoviários, a Rio Ônibus tentou se defender comentando um post no Facebook do vereador Eliomar Coelho (PSOL).

Retrucando o apoio do vereador ao movimento, o sindicato que representa os consórcios disse que preza pela transparência, que isenção de impostos é uma tendência dos governos estaduais e indicou acesso ao site do Rio Ônibus para ter as planilhas e entender a composição tarifária.

Mas o sindicato não sabia com quem estava se metendo. Ao apregoar sua transparência, abriu a porta para o vereador fazer as perguntas que, sem sucesso, tenta há anos pedir à Prefeitura do Rio.

“Certos do vosso compromisso com a verdade e a transparência, solicitamos, publicamente, os seguintes dados e informações:

– Extratos mensais de utilização do RioCard, segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard Expresso, Integrações, eventos, BUC etc.), para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus, a partir de 11/2010 até 04/2014;

– Receitas com vendas de bilhetes, (re)cargas nos cartões e outras taxas operacionais cobradas dos clientes segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard, RioCard Expresso, Integrações, Eventos, BUC etc.), série histórica completa desde a implantação da bilhetagem eletrônica;

– Número de cartões emitidos, cancelados e em uso por ano, por tipo (incluindo gratuidades e rodoviários). Série histórica completa desde a implantação da bilhetagem eletrônica para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus;

– Cópias de inteiro teor dos estudos de Demanda e de Intervalos Máximos elaborados por este sindicato, entre 2008 e 2012;

– Arquivos georreferenciados, compatíveis com a base cartográfica do município. Arquivos digitais preferencialmente em formato Shapefile (.SHP) de todas as linhas e respectivos itinerários operados por empresas filiadas ao RioÔnibus;

– Planilha eletrônica contendo dados de todas as linhas (indicando o número, vista origem, vista destino, descrição do itinerário, frota determinada, frota operacional média, padrão do material rodante, intervalo máximo e capacidade nominal de ocupação segundo cada faixa de horário);

– Cópias de inteiro teor de todos os atos administrativos que deram origem à criação, alteração e extinção de linhas sob o atual regime de contratação;

– Memorial descritivo do sistema de controle operacional por GPS, indicando as tecnologias utilizadas, tipos de relatórios emitidos, frequência de utilização e metodologias de análise;

– Relação de multas (administrativas e de tráfego) recebidas pelos consórcios desde 01/01/2011, cópias dos relatórios de fiscalização realizados;

– Balancetes mensais de cada empresa operadora e de cada consórcio desde o início do atual regime de concessão;

– Balanços contábil e patrimonial e o Demonstrativo de Resultados Financeiros (DRF) de cada empresa operadora e de cada consórcio desde o início do atual regime de concessão;

– Documentos de constituição e última eleição de diretoria das 4 empresas vinculadas à RioÔnibus (RioPar Participações S/A, RioCard Administradora de Cartões e Benefícios S/A, RioCard TI, RioTerminais, MovTV e SPTA);

– Balancetes mensais e balanços anuais das empresas integrantes do sistema RioCard, desde sua criação (RioPar Participações S/A, RioCard Administradora de Cartões e Benefícios S/A, RioCard TI, RioTerminais, MovTV e SPTA);

– Extratos mensais de utilização do RioCard, segundo o tipo de cartão (RioCard VT, RioCard Expresso, Integrações, eventos, BUC etc.), para as linhas operadas por empresas vinculadas ao sindicato RioÔnibus, a partir de 01/Janeiro/2011 até 30/abril/2014.

Saudações transparentes, Vereador Eliomar Coelho”

Agora é esperar para ver se, desta vez, as respostas virão.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/vereador-rio-onibus-travam-duelo-pelo-facebook-12487598.html#ixzz31kfQFWoA

Servidores da UENF decidem manter greve por ampla maioria

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Se ontem os professores da UENF decidiram suspender a sua greve até 6a. feira para dar um voto de confiança ao (des) governo do Rio de Janeiro, hoje numa assembléia lotada os servidores decidiram por manter a sua, numa votação de 187 a 2. Essa decisão reflete uma profunda indignação com a proposta salarial apresentada na segunda-feira (12/05) pelo secretário de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira.  

Essa decisão contraria um pedido feito pela reitoria da UENF antes da reunião dos servidores para que estes suspendessem o seu movimento de greve e aceitassem os valores precários e diferenciados que o (des) governo Pezão/Cabral ofereceu.

Por outro lado, essa decisão mantem a UENF num forte impasse e que impede a normalização que exige o (des) governo do Rio de Janeiro, pois é sabido que as suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e administração não acontecerão se os servidores técnicos-administrativos continuarem em greve.

É importante ressaltar que, ao contrário do que fizeram os cargos comissionados da reitoria na assembleia dos professores, hoje na dos técnicos não havia como enviar ninguém. Talvez isso explique em boa parte a diferença no resultado. É aquela estória de quando Vicente Feola simulou jogadas com Mané Garrincha numa preparação para a Copa de 1958, e Mané perguntou para o técnico da seleção brasileira se ele já havia combinado com os russos. No caso da UENF, a reitoria e o (des) governo Pezão esqueceram de combinar com os servidores técnico-administrativos.

E a reitoria da UENF interferiu na assembléia dos professores para acabar com a greve. Só conseguiu suspensão temporária

Visto de fora, o resultado da assembléia da ADUENF desta 3a. feira (13/05) parece indicar que os professores da UENF entregaram os pontos sem luta de uma greve que se estende por mais de dois meses em troca de uma tabela salarial que os manterá na condição dos recebedores dos piores salários do Brasil. Mas eu, que estive presente e votei com mais 53 professores pela manutenção da greve até o (des) governo do Rio de Janeiro enviasse um projeto de lei para a assembléia legislativa do Rio de Janeiro, atribuo a decisão de suspender a greve até 6a. feira para atender as exigências do (des) secretário de Ciência e Tecnologia, o desconhecido Alexandre Vieira, a uma intervenção direta da reitoria na UENF nas decisões da assembléia da ADUENF.

É que ontem, pela primeira vez em todo esse movimento, apareceram várias pessoas detentoras de cargos comissionados que nunca estiveram em uma atividade de rua, viagem ao Rio de Janeiro, fechamento de BR-101, panfletagens e coisas do gênero, simplesmente para votar pelo fim do movimento. O resultado foi então um total de 61 votos para a suspensão da greve até 6a. feira para ver se o (des) governo do Rio de Janeiro envia a sua proposta salarial (ridícula de passagem) para análise na ALERJ.

Aliás, há que se ressaltar que a proposta de encerrar definitivamente o movimento de greve foi apresentada e rejeitada, contando apenas com os votos de uns poucos apoiadores da reitoria.

Mas o que implica a votação de suspender a greve até 6a. feira? Muitas coisas, e nenhuma delas deverá trazer coisas positivas. A principal dela é que essa suspensão temporária não é o que o (des) governo do Rio de Janeiro exigiu, qual seja, o fim efetivo da greve. Assim, há a possibilidade concreta de que não haja o envio de nenhuma proposta para a ALERJ até a realização da assembleia, o que forçará a continuidade da greve. Ai é que vamos ver qual será a próxima manobra da reitoria da UENF para encerrar um movimento que acordou os professores definitivamente para a situação de extrema penúria em que se encontram não apenas do ponto de vista salarial, mas também da sua liderança institucional.

Ah! Antes que eu me esqueça, para os estudantes e servidores ainda existem assembleias marcadas. Vamos ver como se comportará a reitoria da UENF nesses dois casos.

Finalmente, retomada das aulas que é bom, sabe-se lá quando será possível. E os culpados por isso tem nome e endereço: reitoria da UENF, campus Leonel Brizola, e Luiz Fernando Pezão, Avenida Pinheiro Machado, S/N, Rio de Janeiro, RJ.