Sérgio Cabral transforma cerimônia da FAPERJ em palanque para Pezão e expõe a miséria da ciência fluminense

IMG-20140401-WA0001

No dia de hoje (01/04), o (des) governador Sérgio Cabral usou de forma descarada uma cerimônia de entrega de termos de outorga de projetos de pesquisa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) (que reuniu pouco mais de 500 pesquisadores fluminenses) para fazer palanque eleitoral para o vice (des) governador Luiz Fernando Pezão.  Sem maiores cerimônias, Cabral apresentou os números dos investimentos feitos em ciência e tecnologia ao longo de seus 7 anos de governo, e que deveriam deixá-lo rubro de vergonha. Segundo Cabral, em seu (des) governo foram investidos cerca de R$ 2,1 bilhões de reais na FAPERJ, o que daria cerca de 300 milhões anuais e míseros R$ 25 milhões mensais.

Apenas para vias de comparação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) teve um resto de caixa apenas em 2012 de R$ 1,02 bilhão. Já a Universidade de São Paulo (USP) teve apenas em 2013 um orçamento alocado de R$ 4,03 bilhões (Aqui!). Por comparação,  a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) precisaria de mais de 20 anos para chegar ao mesmo montante do que a USP recebeu apenas em um.

Quanto a Pezão, o que ele já deve saber é que vai precisar dar uma pronta resposta às demandas dos três segmentos da comunidade universitária da UENF que estão hoje em greve justamente pela situação calamitosa que o (des) governo de Sérgio Cabral causou nas três universidades fluminenses.

IMG-20140401-WA0005

Mas a cerimônia que já beirava o constrangedor teve um ápice surpreendente quando uma mãe invadiu o recinto da cerimônia para cobrar respostas de Sérgio Cabral sobre o ocorrido com o seu filho.  Um novo Amarildo era a última coisa que Cabral deveria querer no palanque de Pezão. Mas as coisas nem sempre saem como os (des) governantes planejam. Felizmente!

Eu fico imaginando onde andam o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que ainda não tomaram nenhuma medida crível para parar esses eventos de campanha eleitoral fora de época que Sérgio Cabral para tentar alavancar a patinante candidatura de Pezão. Ou será que eles só se preocupem com os brindes de Anthony Garotinho e as propagandas de Lindbergh Farias?

Finalmente, pensando bem, como hoje é Primeiro de Abril, vai ver que Sérgio Cabral quis apenas pregar uma mentira a mais.

Servidores promovem enterro simbólico e ASFETEC obtém vitória contra corte de ponto na FENORTE

IMG-20140328-WA0045

O dia de hoje vai ficar marcado na FENORTE por dois fatos: o primeiro foi o enterro simbólico promovido pelos servidores em greve para expressar a indignação coletiva contra o que julgam ser uma sentença de morte dada pelo (des) governo Cabral contra seus salários e a própria instituição onde trabalham. Mas o segundo fato, também ligado à greve, foi a decisão do juiz Cláudio Cardoso França de deferir o pedido da ASFETEC no sentido que seja impedido o corte de ponto dos servidores em greve, enquanto “perdurar a greve“. 

A sentença é mostrada logo abaixo e não deixa dúvidas sobre a decisão judicial sobre um processo no qual o presidente da FENORTE (Número 9097-89.2014.8.19.0014), Nelson Nahim, é réu:

“Considerando a relevância dos fundamentos da impetratação, até porque inexiste notícia de declaração de ilegalidade ou abusividade da greve; considerando, ainda, que os documentos adunados revelam o lançamento de código ´61´ (falta por greve) no cartão de frequência de servidores (fls. 45/60); considerando, por fim, o ´periculum in mora´, sobretudo por tratar-se de questão que reflete sobre verba de natureza alimentar, defiro parcialmente a liminar, para determinar ao Impetrado que se abstenha de efetuar descontos nos vencimentos do servidores relativos aos dias de paralisação, enquanto perdurar a greve. Observo que tal medida mostra-se suficiente para arredar o ´periculum in mora´, não sendo caso, portanto, de acolhimento liminar do pedido formulado no item ´b´ de fl. 9. Notifique-se o Impetrado para ciência e cumprimento, bem como para prestar informações. Dê-se ciência à Procuradoria do Estado. Na sequência, com ou sem informações, dê-se vista ao Ministério Público. Cumpra-se pelo OJA de Plantão.

Notem que a aplicação do código “61” (falta por greve) que havia sido denunciado aqui é um dos fatores que foram utilizados pelo juiz Claúdio Cardoso França para deferir o pedido da ASFETEC!

Agora, o que se espera é que cessem todas as formas de coação que estão sendo usadas para desestabilizar a greve na FENORTE. Aliás, mais do que isso, o que os servidores da fundação esperam é que agora o (des) governo Cabral passe da tentativa de coação para um esforço para resolver as causas da greve.

Uma resposta à resposta do deputado Roberto Henriques sobre o corte de ponto na FENORTE

Li com atenção e divulguei a resposta que me foi dada pelo deputado Roberto Henriques sobre a situação discricionária a que os servidores da FENORTE estão sendo submetidos com a colocação do código “61” (greve) em suas folhas de ponto, o qual implicará em várias repercussões negativas para um conjunto de servidores que estão com seus salários efetivamente congelados desde 2006.

O deputado Roberto Henriques, com quem pessoalmente não possuo nenhum tipo de problema pessoal, me atribui um cochilo na postagem da missiva que lhe remeti via este blog, onde solicito que ele intervenha junto a um dos seus indicados políticos a ocupar cargo comissionado dentro da FENORTE para que cessasse a colocação do famigerado código “61” nas folhas de ponto de servidores que estão sob sua égide. O deputado Roberto Henriques reclama do anonimato em que eu coloquei o seu indicado. Adianto que adotei esta linha não por não saber o nome da pessoa que está fazendo este tipo de pressão inaceitável, mas para preservar os servidores que estão sofrendo tal arbítrio. Como o próprio deputado Roberto Henriques reconheceu em carta aberta ao (des) governador Sérgio Cabral que 8 dos 40 ocupantes de cargos comissionados na FENORTE são de sua indicação (Aqui!), creio que ele poderia dar um simples telefonema a cada um deles para verificar se há envolvimento (ou não) nesta prática hedionda.

Mas para demonstrar que não estou jogando palavras ao vento, mostro abaixo a folha de um servidor que já teve o código “61” colocado em 8 dias seguidos. Assim, se a ligação telefônica não resolver o mistério do anonimato, o exame grafotécnico certamente o fará.  E ai com o mistério resolvido, vou aguardar que o nobre parlamentar, se distancie politicamente dessa pessoa de forma imediata. É que, como deve bem saber o deputado Roberto Henriques,  existem certos aliados que nos causam mal maior do que os piores inimigos. 

corte ponto 1 corte ponto 2

Quero deixar claro que não vejo essa situação como mero problema administrativo, pois reflete uma orientação política de pressionar e coagir um grupo de servidores que está com toda legitimidade tentando garantir melhores salários e condições objetivas de honrar a sua condição de servidores públicos. Por essas e outras é que me dirigi ao deputado Roberto Henriques para que aja de forma rápida e resoluta para terminar com essa pressão. E continuo esperando que ele o faça.

Finalmente, para não deixar dúvidas sobre essa situação do corte de ponto na FENORTE, fui informado hoje pelo comando de greve da ASFETEC que já foi impetrado um processo está sendo analisado um pedido de liminar para sustar essa prática coercitiva.  E neste processo estariam apensadas dezenas de folhas de ponto de servidores da FENORTE mostrando a colocação do código “61”. Esperemos agora que a justiça se pronuncie em defesa do direito constitucional de greve dos servidores que estão sendo coagidos.

Deputado Roberto Henriques envia resposta para postagem sobre corte de ponto na FENORTE

Recebi na forma de comentário, mas resolvi dar o devido espaço na forma de uma postagem individual, uma resposta do deputado Roberto Henriques a minha postagem sobre o corte do ponto dos servidores em greve na FENORTE. Pela forma respeitosa pela qual o deputado Roberto Henriques se dirigiu, decidi que a melhor e mais justa forma de oferecer um espaço de resposta seria a de uma postagem individual.

Eis o que me enviou o deputado Roberto Henriques:

“Caríssimo Professor Marcos Pedlowski

Na admiração que nutro pelo senhor, manifesto a minha posição a respeito das citações a minha pessoa no seu “blog do pedlowski”:  Sou dado a posições claras, sem atos sub-reptícios…. Alguém bem informado como o senhor, bem sabe, a minha posição a respeito da FENORTE. Agora, no auge do movimento dos funcionários, também já reafirmei o que penso através de carta pública. Ainda ontem, presidindo a sessão na ALERJ, mais uma vez me posicionei conforme o documento em anexo (publicação das notas taquigráficas da aludida Sessão). Defendo como primeira opção, que a FENORTE seja reformulada e presida o colegiado dos Órgãos da Governança Estadual na Região, neste momento histórico dos impactos advindos do setor de Petróleo e Gás e as instalações dos Complexos Portuários. Só os preconceituosos não observam a minha segunda opinião já colocadas as claras, caso o Governo não queira levar a efeito a minha Indicação Legislativa (Ano 2011) : Extinção do aludido órgão e atender a opção dos servidores que pedem suas transferências para a UENF.

Por fim, longe de cercear o seu direito de opinião, julgo que o senhor foi extremamente injusto comigo quando solicita de mim o que não é de minha competência. Não sou chefe de nenhum cargo de confiança da FENORTE ; muito menos do “anonimo” que o senhor menciona. Atribuir a um “anonimo” o ato de aplicar o dito código 61, não corresponde ao conhecido código de conduta do professor que admiro! Vou considerar que houve apenas um “cochilo do mestre”… Me apresente nome e prova (o que acho impossível, pois nenhum inferior hierárquico tem poder para tamanha iniciativa), que me distanciarei politicamente desta pessoa imediatamente. Quanto aos atos administrativos e disciplinares requeridos erroneamente a mim enquanto Deputado Estadual, encaminhe os mesmos à Presidência da FENORTE.

Certo de que continuamos nos respeitando,
abraça-o,

Deputado Roberto Henriques

P.S Foi encaminhado ao e-mail constante neste blog o anexo que o texto faz referencia.”

Em assembléia lotada, professores da UENF rejeitam chantagem do (des) governo Cabral e mantem greve

IMG_8342

Após duas semanas de greve, os professores da UENF se reuniram novamente na tarde desta 5a. feira (27/03) e rejeitaram tanto a proposta de reajuste de 35% em duas parcelas, como a exigência feita pelo (des) governo Cabral para eles suspendam o movimento para que uma proposta seja enviada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Essa posição não foi contestado por nenhum dos professores presentes, e reflete a solidez da atual greve.  As informações prestadas pelo Comando de Greve sobre as diferentes reuniões realizadas com representantes da SECT, parlamentares na ALERJ e a excelente recepção que o movimento está tendo nas ruas de Campos dos Goytacazes serviram como razões objetivas para estas decisões.

Por outro lado, numa demonstração de que a solidariedade entre os diferentes segmentos que compõe a comunidade universitária já é um dos grandes ganhos desta greve, a assembléia aprovou a realização de reuniões para articular as atividades que serão promovidas por professores, estudantes e servidores da UENF. Além disso, foi aprovada também um convite para que o comando de greve dos servidores da FENORTE também participe das atividades conjuntas, o que representa outro saldo extremamente positivo deste movimento.

Na questão específica da FENORTE, os professores aprovaram uma moção de solidariedade aos servidores da FENORTE que estão sendo ameaçados pelo corte de ponto como forma de quebrar a justa greve que eles realizam neste momento.

Uma coisa é certa: se o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão acreditava que iria chantagear novamente os professores da UENF a saírem de greve de mãos abanando, a assembléia de hoje mostra que isto não vai acontecer desta vez. Aliás, o que parece claro é que a paciência da maioria dos presentes com o (des) governo do Rio de Janeiro se esgotou de vez em função de tantas promessas descumpridas. Agora que está assumindo o timão de uma nau que parece desgovernada, Pezão faria muito bem para si mesmo negociando em vez de continuar o método da chantagem e da enrolação que prevaleceu até agora.

Uma pequena missiva ao deputado Roberto Henriques

Prezado deputado Roberto Henriques,

Nos conhecemos no já distante ano de 1999 quando o senhor nos emprestou solidariedade quando começávamos a luta pela autonomia universitária da UENF. Desde então, apesar de distanciados na vida político-partidária sempre tive em vossa excelência uma pessoa cordial e afável, não importando as eventuais pressões a que o senhor estivesse submetido. Durante o seu atual mandato, como membro da associação de docentes da UENF, posso dizer que, mesmo estando na base do (des) governo Cabral, vossa excelência sempre recebeu nossas delegações na ALERJ e teve repetida manifestações públicas em defesa dos interesses de toda a nossa comunidade universitária.

Por essas e outras, nobre deputado, sou-lhe sinceramente grato. Mas também por essas e outras que eu não entendo como um indicado político seu está, neste momento, servindo o papel de carrasco da justa mobilização dos servidores da Fundação Estadual do Norte Fluminense (FENORTE) ao aplicar o código “61” na folha de ponto dos grevistas, no que consiste numa intolerável tentativa de coação e arbítrio.

Assim, deputado Roberto Henriques, creio que seja a hora de vossa excelência cobrar desse seu aliado a cessão dessa postura autoritária. Ou isso que o senhor requeira a remoção desse seu aliado do cargo comissionado que ele ocupa hoje na FENORTE.

Certo de sua atenção, despeço-me.

Marcos Pedlowski

 

Nelson Nahim promete uma coisa e faz outra na hora da greve da FENORTE

Segundo fui informado hoje em uma cerimônia realizada nos corredores da FENORTE para marcar o início de seu mandato de presidente, o Sr. Nelson Nahim teria declarado que não se importava com o número de horas que os servidores ficassem dentro das dependências da fundação, mas com o correto cumprimento de suas tarefas. Mas isso mudou da noite para o dia com o início da greve que está sendo realizada por servidores cujos salários estão congelados desde 2006. É que, como num passe de mágica, agora os grevistas estariam tendo suas folhas de ponto marcadas com o código número 61, que designa greve.

Essa é claramente uma tática que visa coagir e impedir o livre cumprimento do direito constitucional da greve. E o pior é que a direção da FENORTE nem sequer se deu ao trabalho de requerer a ilegalidade da greve, e já começou a utilizar essa tática de coação. Como os salários estão congelados chega a ser natural que os servidores se sintam pressionados e coagidos.

O mais interessante nessa tática de coação é que, segundo o que me foi informado, o responsável por assinalar o código “61” nas folhas de ponto dos servidores da FENORTE é um indicado político do deputado Roberto Henriques que recentemente circulou uma carta aberta tecendo sérias considerações sobre a situação vigente na ex-mantenedora da UENF. Aqui seria o caso do deputado Henriques interferir junto a seu apadrinhado para que cesse uma prática que não se coaduna com os discursos que ele mesmo faz em defesa dos direitos dos servidores da FENORTE. 

Mas o pior é que se olharmos para a história e verificarmos o que acontece quando os trabalhadores têm seus direitos básicos violados, o normal é que o nível de revolta aumente, ainda que por algum tempo as coisas pareçam voltar àquele tipo de normalidade que os opressores tanto gostam. A ver!

Associação de técnicos da UENF adere ao movimento de greve e apresenta pauta de reivindicações

Em assembleia realizada pela Associação de Técnicos de Nível Superior da UENF – ATNS, no dia 25/03/2014 , os técnicos de nível superior decidiram que a pauta de reivindicações dos TNS é:

  •        Reajuste linear para todas as categorias da UENF, com índice de reposição salarial de 86,7%.
  •        Não a quebra da Tabela do PCV da UENF.
  •        Apoio aos nossos colegas da FENORTE.

 Decidiu ainda recomendar aos TNS participação em atividades promovidas pela ATNS, ADUENF e DCE, cuja pauta encaminharemos semanalmente; ao mesmo tempo, recomendou ainda a não participação em eventos organizados pela delegacia local do SINTUPERJ.

Foi escolhido um Comando de Greve dos TNS, formado por: Ana Paula Ribeiro Costa Erthal (CCTA), Antonio Luiz Ayres (CCT), Glória Cristina da Silva Lemos (CCTA), Orlando Augusto Melo Junior (CCTA), Paulo Roberto Moreira (ATNS), José Paccelli Sarmet (ATNS), Rogério Castro (ATNS).

Os colegas que porventura necessitarem de efetuar algum trabalho, deverão encaminhar solicitação por escrito ao Comando de Greve com antecedência mínima de vinte e quatro horas.

 

Campos dos Goytacazes, 25 de março de 2014.

Diretoria da ATNS – Associação de Técnicos de Nível Superior da UENF

Greve segue forte na UENF e comunidade faz abraço coletivo ao bandejão

Apesar de persistir um silêncio sepulcral por parte do (des) governo de Sérgio Cabral, a greve que une todos os segmentos que formam a comunidade universitária da UENF teve um momento importante quando foi feita a inauguração simbólica da obra do bandejão universitário, uma obra que se arrasta desde 2008.  Em que pese o fato de que essa foi uma atividade convocada inicialmente pelos estudantes, todos os segmentos se fizeram presente, num sinal claro de que as pressões para finalizar esse movimento histórico vão encontrar fortes resistências em todos os segmentos que diariamente constroem a UENF.

O curioso é que até  o momento o (des) governo Cabral se mantem em silêncio sepulcral depois que sua chantagem aos professores de que só haveria negociação após o final da greve teve como resposta a deflagração de movimentos semelhantes entre estudantes e servidores.

O próximo evento em que a comunidade universitária da UENF participará será a audiência que ocorrerá nesta 4a. feira (26/03) sob os auspícios da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Para tanto, uma delegação sairá de Campos dos Goytacazes e deverá levar uma mensagem clara aos deputados que estarão na ALERJ: Cabral e Pezão, chega de enrolação!

IMG_8246IMG_8224IMG_8103IMG_8144

Greve da UENF mostra sua força com a visita de dois deputados ao campus Leonel Brizola

A greve que ocorre na UENF e envolve os três segmentos da comunidade universitária teve um momento de demonstração de força na manhã desta segunda-feira com a visita dos deputados Jânio Mendes (PDT) e Clarissa Garotinho (PR). Ainda que esse tipo de visita seja essencialmente simbólico, o fato é que os deputados puderem ver de perto um momento de unificação não apenas dentro da UENF, mas também com os servidores da FENORTE.

Como mostram as imagens abaixo, a força desta greve, que ainda está apenas no começo, desafia as noções fáceis de que movimentos grevistas não são ferramentas úteis para avançar a luta dos trabalhadores. O fato é que apenas através do uso deste tipo de ferramenta é que os trabalhadores podem estabelecer alianças que podem arrancar ganhos maiores do que governos e patrões estão normalmente dispostos a conceder.

No caso da presente greve, a unificação que alcança os servidores da FENORTE que realizam um inédito movimento que expõe as entranhas de um processo de apropriação dos seus 40 cargos comissionados por grupos políticos que perdem eleições. Aliás, nesse sentido, a fala da deputada Clarissa Garotinho foi interessante, na medida em que ela defendeu a não extinção da fundação, mas concedeu que aqueles servidores que desejarem ser transferidos para a UENF possam ter esse direito. 

 

IMG_8015 IMG_8032 IMG_8053