Clima quente na véspera da possível visita do (des) governador Pezão à UENF

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Eu não sei o que foi informado ao cerimonial do Palácio Guanabara acerca do clima dentro da UENF neste momento, mas eu diria que alguém precisa informar ao (des) governador Luiz Fernando Pezão que o céu dentro do campus Leonel Brizola não é exatamente de brigadeiro. 

É que a sinalização vinda da Secretaria de Ciência e Tecnologia que não será dado um tratamento isonômico na questão das perdas salariais deixou muita gente insatisfeita. Um exemplo disso foi a manifestação que técnicos de nível superior realizaram no final desta tarde em frente do Apitão para demonstrar sua insatisfação com o que eles consideram ser uma injustiça na proposta que lhes concede uma fração do que outros níveis da carreira técnica vão receber (e que já é uma mixaria para começo de conversa).

Assim, como neste tipo de visita o que se espera são ganhos políticos e não desgaste, é bom que a assessoria do Sr. Pezão esteja bem preparada para dialogar e buscar soluções. Nunca é preciso lembrar que nas últimas visitas realizadas por chefes do executivo fluminense ocorreram manifestações que, em alguns casos, levaram a que os visitantes tivessem que sair sob escolta policial, como ocorreu em 2003 com Rosinha Garotinho.

 

 

Pezão vai visitar a UENF? O convite público da ADUENF foi lançado!

Tenho informações seguras de que o atual (des) governador do Rio de Janeiro quer visitar o campus da UENF nesta 6a. feira. Além disso, recebi a informação de que a reitoria da instituição já foi até contactada pelo cerimonial do Palácio Guanabara para tratar dessa suposta visita. Tal contato pode explicar parcialmente o prazo dado pelo secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, para que a greve dos professores fosse encerrada até o dia 06 de Junho.

Mas apesar dos professores não terem se curvado a essa exigência absurda e anti-democrática, o (des) governador Pezão tem agora uma chance de ouro para vir na UENF e começar a resolver com a ADUENF, sindicato que é o único organismo a poder falar em nome dos interesses salariais dos professores, um final positivo para toda a crise instalada pela intransigência de seu próprio governo em tratar de forma correta a grave crise salarial que solapa o projeto criado por Darcy Ribeiro. É que hoje (o5/06), o Comando de Greve lançou um convite público a Pezão para que ele aproveite seu “tour de grace” (ou tour de inaugurações?) pelo Norte Fluminense e visite a sede da ADUENF para se reunir com os professores da UENF (Aqui!).

Agora vamos ver como reage o cerimonial do Palácio Guanabara a esse convite público. Se resolver continuar a ignorar a ADUENF, é provável que Pezão possa até visitar a UENF, mas não será para realizar um “tour de grace“. Aliás, o mais provável é que ocorra justamente o contrário. Afinal, os professores da UENF são doutores e muito bem educados. Mas até para eles, paciência tem limite!

Resposta de uma Educadora ao Jornalista Juca Kfouri

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” (Bertolt Brecht)

Por Vera Nepomuceno

Ontem, após mais uma manifestação dos profissionais da educação, o jornalista Juca Kfouri, apresentou uma nota onde procurou estabelecer nexos irreais acerca do nosso protesto. Gostaria na qualidade de educadora responder algumas questões, pois como bom jornalista que é, Kfouri esqueceu de levantar as verdadeiras questões que nos levaram a protestar na chegada da Seleção Brasileira de Futebol. Tentarei apresentar alguns elementos para reflexão.

Kifouri, não temos a pretensão de fazer respingar na seleção nossas querelas, queremos apenas mostrar ao mundo em que condições a educação pública no Brasil e em especial no Estado e na cidade do Rio de Janeiro passam.

Queremos mostrar que o nosso problema não é falta de dinheiro, pois não é segredo para ninguém os gastos bilionários com os estádios de futebol e o estado de inanição da nossa educação. Não temos a Seleção como objeto de nossas pautas, mas seria uma grande demonstração de solidariedade ao povo brasileiro, se os nossos jogadores defendessem conosco uma educação melhor, até porque muitos deles sabem o que é estudar em uma escola pública, pois passaram por nossas mãos.

Kfouri, não fazemos demagogia quando falamos que “um educador vale mais do que o Neymar”. Sabemos da qualidade de craque deste rapaz. Mas quem está comparando o incomparável é você quando diz que Neymar leva cem mil pessoas ao Estádio e que nunca viu nenhum professor, nem mesmo os da Suécia conseguirem tal proeza. E não veria mesmo. Primeiro porque o salário e as condições dos educadores suecos, nunca os colocaram na situação humilhante de ter que ir para as ruas em manifestações para ser ouvido, ou como você diz “aparecer”. Depois nossa profissão não é um jogo, nem tão pouco espetáculo. Educar é processo, exige tempo, condições, dedicação, recursos e toda uma vida. Você quase acerta quando afirma que nunca levamos cem mil a um estádio, mas inteligente como é, deveria lembrar que em função dos nossos baixos salários, que nos obrigam trabalhar em três, quatro ou mais escolas, e da superlotação das nossas turmas, certamente passam por nós algumas centenas de vidas! E não somente por 90 minutos.

E por último, lamentável de sua parte, com a história que tem, procurar nos chamar a razão sem tocar nos verdadeiros motivos que nos levaram a uma greve que iniciou desde o dia 12 de maio e que até hoje, não há grandes esforços para resolver o impasse por parte dos governantes. Nossa pauta é absurda? Estamos falando de situações fantasiosas? Pedimos o impossível. Não, só que queremos ser atendidos e abrir um processo de negociação com o governador Pesão e com o prefeito Paes.

Estamos gritando nas ruas o que o governo finge não existir, uma greve. E queremos avançar com salários, escolas e creches melhores. Pedimos 20% de aumento, o cumprimento da lei de 1/3 da carga horária de planejamento extraclasse, 30 horas para os funcionários, reconhecimento para nossas cozinheiras escolar, equiparação salarial para nossos professores de educação infantil, quantitativo de alunos por sala e berçários, exequível a uma boa educação.

Esperava que pelo menos no final da sua fala, você responsabilizaria o governador Pesão e o prefeito Paes, pelo vexame que nos obrigou a passar, todos nós, educadores e seleção! Mas infelizmente você preferiu puxar a orelha dos educadores. Espero que essa carta chegue em suas mãos, pois gostaria de ouvir o velho e bom Kfouri dando sua bronca a quem, nesse caso, merece ouvir: nossos governantes!

Vera Nepomuceno (professora de História da rede municipal de Duque de Caxias e da rede Estadual do Rio de Janeiro, pós graduada em políticas públicas na UFRJ e mestranda da UERJ)

Jornal do Brasil faz ampla matéria sobre greve na UENF

Professores, funcionários e alunos da UENF pedem melhorias

Jornal do Brasil
Professores e estudantes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realizaram nesta terça-feira (27) um protesto nas cidades de São Fidélis e Itaocara, no Norte fluminense. Nesta quarta (28) aconteceu uma audiência na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), encerrando as discussões sobre o Plano estadual de educação.

O presidente da Associação dos Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, disse que a principal questão discutida foram os 6% obrigatórios da receita estadual investida no ensino superior “O grande debate foi o financiamento das universidades que passa pela constituição do estado e o governo vem desrespeitando os 6%. O estado mal aplica 1%, por isso que falta infraestrutura, existe má remuneração, impossibilidade de contratar novos profissionais , não tem nem candidato para os concursos”, denuncia Passoni.

Segundo a assessoria da Alerj, as reivindicações dos professores serão encaminhadas para o governador e será convocada uma nova reunião, onde será pedida a presença das reitorias, sindicatos e do executivo. Foi mencionada a questão das reivindicações estudantis que também entrarão na pauta.

Os professores da UENF estão em greve há mais de dois meses, e buscam especialmente corrigir perdas salariais e resolver a questão da dedicação exclusiva. A Uenf tem 100% de seus doutores dedicados exclusivamente a função de professor, porém, eles não ganham a porcentagem relativa a isso que profissionais de outras universidades estaduais ganham.

Os professores querem o pagamento dos 65% que correspondem ao regime exclusivo e reposição de 86,7% das perdas salariais que acontece desde 1999. Segundo o assessor da Aduenf, as negociações estão acontecendo há três anos mas nenhum acordo foi cumprido. “O governo até agora, finalizou uma pequena reposição de 35 a 39%, mas não apresentou um documento oficial, tudo é negociação informal. Os professores chegaram a suspender a greve por 15 dias a para formalizar isso e enviar para a Alerj a proposta, mas nada aconteceu”, comentou.

“O nosso principal problema é o governo não repassar essas propostas para a Alerj votar. Em junho do ano passado, o governo prometia para setembro repassar a proposta e foram mudando os prazos, até que em março entramos em greve. Depois disso, o Secretario de Ciência e Tecnologia [Tande Vieira] disse que se encerrássemos  a greve, iria repassar a proposta. Mas não fez isso. Isso mostra a completa incapacidade do governo em cumprir seus próprios prazos, e aí retomamos a paralisação”, comenta Passoni.

Além dos professores, os técnicos administrativos  aderiram à greve. Os alunos também tem suas próprias reivindicações. Num vídeo postado no Youtube, o estudante Braullio Fontes da coordenação do DCE/UENF, explica a situação dos estudantes e suas propostas. Eles querem aumento das bolsas auxílio, um restaurante universitário e alojamento estudantil. Os estudantes estão ocupando diversas áreas da Universidade, como forma de pressionar a direção, que como Braullio diz no vídeo, se recusa a receber os estudantes. “Nós conseguimos só promessas da reitoria. Promessas de aumento das bolsas e de funcionamento do restaurante universitário. A reitoria ignorou a nossa demanda por moradia, então começamos um processo de ocupação.

Os estudantes estão acampando em diversos locais da universidade e reclamam que a reitoria não cumpre sua parte em aceitar os projetos e direcioná-lo para o governo do estado. Estamos ocupando o um pavilhão de sala de aula, que não tem função, está inaugurado a oito meses mas ainda não está sendo utilizado. Comporta 90 estudantes, e quando fomos ocupar esse espaço ocupamos ameaça da reitoria,de jubilamento de sindicância interna, e reintegração de posse”, denuncia Braullio.

A Reitoria respondeu que considera justos todos os pleitos dos estudantes (auxílio-moradia, funcionamento do restaurante universitário e aumento das bolsas auxílio-cota) e está dando encaminhamento a todos eles. “A proposta de auxílio-moradia, discutida com a participação do Diretório Central dos Estudantes (DCE), foi aprovada ontem no Colegiado Executivo (COLEX) e neste momento está sendo analisada pela Assessoria Jurídica da Universidade. Em seguida, deverá ser encaminhada ao Conselho Universitário (CONSUNI). Se aprovada, deverá ser encaminhada ao Governo para que seja feita a dotação orçamentária”, esclareceu em nota a assessoria da universidade.

Ainda segundo a nota, o Restaurante Universitário será colocado em funcionamento a partir do 2º semestre letivo de 2014 e os valores das bolsas de auxílio-cota serão aumentados para R$ 400 a partir do retorno das aulas.

Sobre as ocupações dos estudantes dentro do campus, a reitoria disse  que viu com surpresa a decisão dos estudantes, porque os encaminhamentos para melhorias estão sendo feitos. “Sobre o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10), há que se observar que a construção foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento” consta numa nota no site da instituição.

*Do programa de estágio do JB

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2014/05/28/professores-funcionarios-e-alunos-da-uenf-pedem-melhorias/

Na UENF entre o sonho e o pesadelo, a raiz dos problemas é o autismo institucional da reitoria

Hoje no melhor estilo “Martin Luther King” amanheci querendo dizer que eu tive um sonho. Nesse sonho eu abria minha conta de correio eletrônico no servidor da UENF e todas as costumeiras dezenas de spams teriam sumido, e eu já podia novamente enviar e-mails para dezenas (ou seriam centenas?) de endereços para o qual não posso fazer por muito tempo. Nesse sonho também chegaria na UENF acessaria a rede wireless automaticamente, e a velocidade da rede seria 10 vezes superior ao que eu tenho em casa, e não o contrário.  Também teve uma parte nesse sonho para a interligação em rede daquelas fabulosas TVs de custo questionável e, sim, eu poderia finalmente assistir ao CANAL UENF que nos foi prometido pelos que venceram as eleições para a reitoria em 2011.
Bom, agora que eu acordei e a avassaladora realidade se impõe, eis que eu me ponho a perguntar porque os critérios para questionar as ações decididas democraticamente nas assembleias da ADUENF são tão duramente questionadas por próceres neste reitoria que, no entanto, não se dão ao trabalho para apresentar soluções para problemas básicos como os delineados no parágrafo acima. Um dos problemas é que o fenômeno que eu denomino de “autismo institucional” serve como um isolante da realidade, e tudo que acontece de ruim é jogada nas costas de um fictícia “oposição”. Aliás, tivesse essa universidade uma oposição real, muitas das coisas que hoje funcionam aquém do minimamente aceitável talvez já tivessem tido um tratamento compatível por parte de quem ganha gratificações para resolvê-las. Outro problema é que tem gente que acha que a UENF começou quando elas chegaram na instituição, e que tudo o que existiu antes sequer aconteceu. Ai temos o resultado que ai está, onde coisas que até funcionavam precariamente (mas funcionavam) agora estão no ponto da insolvência. E tudo isso é culpa da “oposição”, é claro!
No que tange aos encaminhamentos dados pelo Comando de Greve, ai se vê justamente a outra face, aquela onde aqueles que não dão respostas mínimas ao que são gratificados para fazer, aparecem para apontar o dedo acusador, sem se dar ao trabalho de sequer comparecer a uma mísera reunião ou de se engajar numa mísera atividade das muitas que estão sendo realizadas. E, pior, não se dão ao trabalho de sequer ler os múltiplos informes que são disponibilizados pelo Comando de Greve para informar o que está sendo feito para levar a cabo as decisões que são tomadas no fórum máximo do nosso sindicato que são as assembleias. Assim se em vez de aparecerem só naqueles dias em que pensam poderão votar o final da greve, essas pessoas se dessem ao trabalho de contribuir com a consolidação das ações coletivas, talvez entendessem um pouco qual é o significado do que está sendo feito.
Mas eu pessoalmente compartilho a opinião de muitos professores de que determinadas figuras estão aqui para implantar o lema do Abelardo Chacrinha Barbosa do “não vim aqui para explicar, mas para confundir”, creio que temos mais é que nos concentrar nas ações em que podemos nos inserir para aumentar a pressão sobre o (des) governo Pezão. Amanhã estará nos visitando  deputado Comte Bittencourt e na segunda, a deputada Janira Rocha. Ambos os deputados são nossos aliados dentro da Alerj e é importante recebê-los bem. Depois disso ainda teremos novas idas até o Rio de Janeiro para participar das negociações em curso na Alerj para garantir o máximo de ganho que possamos conseguir lá, especialmente no chamado Colégio de Líderes.
Finalmente, aos que acusam a ADUENF como eventual causadora de um ganho de 0% na atual greve, gostaria de lembrar que ao longo dos últimos anos incontáveis informes via a ASCOM de que a reitoria estava em negociações avançadas com o (des) governo do Rio de Janeiro para conseguir ganhos salariais. E agora eu pergunto: onde estão os frutos dessas promessas? Tomaram DORIL? Mas como bem disse um colega ontem…. devem ter tomado REITORIL! Aliás, além de REITORIL, devem ter tomado PROREITORIL, DIRETORIL e PREFEITORIL. Afinal, ganhos salariais que seria bom, o que a reitoria fez foi atrapalhar e dividir.
E deixe-me voltar ao webmail da UENF e deletar mais alguns SPAMs que devem ter se acumulado na minha caixa de entrada desde  momento que eu comecei a escrever esta singela postagem.

Dirigente do DCE/UENF explica rumos da ocupação estudantil e pressões feitas pela reitoria da UENF

O estudante de Engenharia Civil, Braullio Fontes, é uma das figuras mais destacas no processo de luta realizado pelo Diretório Central de Estudantes da UENF dentro da greve que ocorre na universidade. No vídeo abaixo, Braullio explica o que vem sendo feito pelo movimento de ocupação estudantil e da postura adotada pela reitoria da UENF em relação ao processo de luta adotado pelo DCE.

 

Universidades paulistas entram em greve contra arrocho salarial

Decisão da USP, Unicamp e Unesp ocorre após reunião sem solucão com o Cruesp

Por Redação

Professores, funcionários e alunos da Universidade de São Paulo (USP) entrarão em greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (27). A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também aderiram à paralisação. O motivo é o congelamento de salários anunciado na quarta (21) pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), composto pelas reitorias das três universidades paulistas.

O Cruesp comunicou em reunião que haveria 0% de reajuste nos salários e o fim das negociações. No mesmo dia, professores e funcionários da USP definiram o início da greve e foram seguidos pelos alunos, que realizaram assembleia na parte da noite.

A Unicamp aderiu à greve, após assembleia realizada na tarde de quinta-feira (22). Os funcionários já entraram em greve a partir desta sexta (23) e os professores começam a paralisação, assim como na USP, a partir de terça (27). Já a Unesp, segundo informações passadas nesta sexta (23) à tarde pela assessoria de comunicação, tem 13 de seus campi ao menos parcialmente paralisados. Outros 21 campi da instituição ainda funcionam normalmente e assembleias ainda acontecem em todas as unidades para deliberar sobre a greve.

Segundo comunicado divulgado pelo Cruesp, “os níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento passaram a ser 95,42% na Unesp, 97,33% na Unicamp e 105,33% na USP”. Assim, as discussões salariais foram postergadas para setembro e outubro. O Conselho se comprometeu a agendar reuniões mensais com a Comissão Técnica para acompanhar a situação financeira das universidades.

A USP é a universidade com o orçamento mais prejudicado. No mês de abril, o reitor Marco Antonio Zago divulgou uma carta a docentes, funcionários e alunos, em que explica a crise financeira pela qual a instituição passa e anuncia que “todas as novas contratações de pessoal foram suspensas por tempo indeterminado, incluindo as substituições de aposentados ou demitidos. Novas construções tiveram que ser suspensas, sem consideração de prioridade ou interesse acadêmico”.

Uma audiência pública sobre a crise financeira nas universidades estaduais paulista foi marcada também para a terça (27), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, às 14h.

Após a decisão dos professores da USP, os estudantes do campus em São Paulo também realizaram assembleia e decidiram por greve geral “em defesa da universidade pública e em apoio aos funcionários e professores”.

FONTE: http://www.carosamigos.com.br/index.php/cotidiano-2/4153-universidades-paulistas-entram-em-greve-em-protesto-a-arrocho-salarial

Latuff: professor é profissão em extinção no Brasil

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Na arte do cartunista Carlos Latuff, a rara espécie brasileira, o professor; profissionais das redes municipal e estadual decidiram nesta quinta-feira manter a greve iniciada há dez dias no Rio, em protesto por melhores salários e condições de trabalho.

FONTE: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/140841/Latuff-professor-%C3%A9-profiss%C3%A3o-em-extin%C3%A7%C3%A3o-no-Brasil.htm

Movimento estudantil responde nota do reitor da UENF

Carta Aberta sobre a Ocupação Estudantil na UENF

Uma Resposta à Nota Assinada pelo Reitor

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Primeiramente, gostaríamos de esclarecer que foi instituído um Coletivo de Ocupação que é representativo do Movimento de Ocupação Estudantil pelo qual a Universidade vem passando.

É importante lembrar que a Greve Estudantil se iniciou em 17 de março, tendo a Reitoria da UENF conhecimento desta situação e das demandas estudantis. As manifestações de descontentamento dos estudantes em relação ao tratamento dado pela Reitoria e Governo às demandas estudantis foram iniciadas desde então. No entanto, foram necessárias 76 horas de greve de fome (feita independentemente por dois estudantes) para que a Reitoria nos recebesse, estabelecendo-se um diálogo com o coletivo de ocupação a partir de 10 de abril (quase um mês após o início da greve).

Nessa primeira reunião, a reitoria fez a promessa de atendimento de duas das demandas estudantis (Funcionamento do Restaurante Universitário a partir do segundo semestre letivo de 2014 e Aumento das Bolsas de Assistência Estudantil, equiparando-as ao valor hoje praticado pela UERJ e UEZO – R$400,00 – a partir do fim da greve), ignorando a demanda por Moradia Estudantil.

Apenas em 28 de abril (após o crescimento do movimento de ocupação), o canal de diálogo foi retomado diante da apresentação de uma proposta feita pelo coletivo de ocupação. Na reunião, foi criado um Grupo de Trabalho que deveria desenvolver um projeto de Programa de Auxílio Moradia para ser enviado ao Governo do Estado com o objetivo de instituir o programa. Nesse GT, os estudantes cumpriram integralmente a sua função, apresentando um projeto à Reitoria nos moldes discutidos pelo coletivo de ocupação. A Reitoria, por sua vez, foi quem, verdadeiramente, descumpriu o acordo, não tendo finalizado o projeto e tampouco enviado qualquer informação ao Governo do Estado.

Diante dessa inércia, os estudantes decidiram ocupar outros espaços da Universidade. A Reitoria precisa entender que esse Processo de Ocupação é absolutamente natural e legítimo, fazendo parte de uma conquista de espaçoe fortalecimento do Movimento Estudantil de qualquer Universidade. Vale ressaltar que os espaços ocupados pelos estudantes eram ociosos e não cumpriam devidamente a sua função.

O primeiro espaço (ocioso há quase dois anos) ocupado pelos estudantes foi a Área de Convivência 1 (um dos metros quadrados mais caros já construídos no espaço público universitário – R$4100,00 / m²), onde funcionava anteriormente uma lanchonete administrada por uma empresa privada. O movimento decidiu ocupar tal espaço diante da necessidade de se estabelecer em um local menos precário, uma vez que estávamos acampados no pátio do Prédio da Reitoria, há 37 dias, expostos a condições insalubres. Entretanto, este espaço ainda não tem estrutura suficiente para proporcionar o estabelecimento de uma moradia estudantil.

Diante disso, usando o mesmo critério (não-utilização do espaço), o movimento decidiu pela ocupação de um Pavilhão de Salas de Aula (prédio P10), cuja obra foi finalizada há oito meses, sem perspectiva de início de sua utilização efetiva, funcionando apenas como depósito de material. Alguns estudantes observaram que o prédio necessita apenas de poucas adaptações para servir como alojamento para aproximadamente 90 estudantes.

Enquanto estes estudantes analisavam o novo espaço a ser ocupado, foram abordados por vigilantes e representantes da Administração universitária, tendo sido inclusive ameaçados com processos de sindicância interna e reintegração de posse que poderiam gerar penalidades aos estudantes, chegando até à expulsão da Universidade.

Diante das ameaças recebidas, os estudantes procuraram auxílio jurídico a respeito da situação enfrentada. Eles receberam informações de que o processo de Reintegração de Posse seria inefetivo, já que as atitudes fazem parte de manifestações legítimas inerentes ao processo de reivindicação de direitos estudantis que deveriam ser garantidos pela Universidade.

Coletivo de Ocupação Estudantil – Movimento Estudantil da UENF

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
 

UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA, DEMOCRÁTICA, POPULAR E DE QUALIDADE

DIREITO DO CIDADÃO, DEVER DO ESTADO