Suplente de Flávio Bolsonaro lançou a mãe de todas as delações e diz que PF avisou sobre operação envolvendo Fabrício Queiróz

Entenda o Caso Queiroz e qual a relação de Flávio de Bolsonaro ...Flávio e Jair Bolsonaro almoçam com Fabrício Queiróz

O empresário Paulo Marinho (PSDB), suplente de senador pelo Rio de Janeiro,  decidiu lançar o que poderá ser chamada de “mãe de todas as delações” ao revelar ao jornal “Folha de São Paulo” que um delegado da Polícia Federal (PF) avisou com antecedência ao  candidato a senador Flávio Bolsonaro que seria deflagrada uma operação policial, como consequência  da chamada Operação Furna da Onça, para apurar a realização de “rachadinhas” (ou seja, a apropriação ilegal de parte dos salários de servidores) no gabinete do então deputado estadual, orientando inclusive para que fossem feitas as demissões do “jack of all trades” (pau para toda a obra) Fabrício Queiróz , seus familiares e ainda parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

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Como Paulo Marinho foi um dos mentores da campanha do agora presidente Jair Bolsonaro, ele não poderá ser ignorado ou, simplesmente, rotulado como mais um traidor comunista pelos apoiadores do presidente da república. Essa entrevista tem conteúdo extremamente explosivo não só pelo detalhe da “indiscrição” do delegado da PF que avisou sobre a iminente deflagração da operação policial sobre o esquema das rachadinhas, mas também porque Marinho revela a existência de um telefone do falecido Gustavo Bebiano onde estariam armazenadas todas as conversas mantidas entre ele e o agora presidente Jair Bolsonaro. O problema é que o material ali contido pode ser nitroglicerina pura, pois armazena mais de um ano de conversas entre Bebianno e Jair Bolsonaro.

As próximas semanas serão extremamente problemáticas no Brasil, pois ao aumento do número de mortes pela COVID-19 serão adicionadas pitadas generosas de de crise política. E não vejo como os militares que estão hoje dentro do governo federal dando sustentação a Jair Bolsonaro poderão continuar fazendo cara de paisagem frente a essas revelações que me parecem ainda incompletas. 

E pensar que Fernando Collor caiu por causa de um Fiat Elba e Dilma Rousseff por causa de pedaladas fiscais inexistentes.  Agora está mais do que provado que em se tratando de motivos, Jair Bolsonaro não será lembrado como um presidente que foi parcimonioso no quesito “escândalo”.

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Finalmente, o Brasil agora aguarda ansioso a revelação do nome do delegado da Polícia Federal que revelou a Flávio Bolsonaro que uma operação da PF seria lançada às vésperas do segundo turno da eleição presidencial. É que dependendo de quem for esse delegado-informante, a coisa vai ficar ainda mais quente do que já está.