Usando a desculpa de pagar salários, (des) governo Pezão vai repetir Operação Delaware

Os fundos abutres coçam as mãos e agradecem!

A jornalista Paloma Savedra postou uma informação que deveria ter tirado as lideranças sindicais que representam os servidores públicos do Rio de Janeiro das suas férias de Janeiro para que soassem alarmes sobre um grave fato que está sendo cometido pelo (des) governo Pezão contra a economia fluminense.  Falo aqui da antecipada Operação Delaware que estará comprometendo porções ainda maiores dos recursos estaduais obtidos por meio da exploração de petróleo [1].

dealware ii

A matéria de Paloma Savedra traz ainda uma informação que poderia parecer inverossímil ao leitor neófito nas nebulosas transações que são realizadas com o dinheiro dos royalties e participações especiais.  É que a matéria aponta que esta nova operação de captação de recursos via o comprometimento dos royalties e participações estava prevista nos acordos assinados pelo (des) governo Pezão com o governo federal.  É que em Dezembro de 2016, o Portal G1 já havia informado que o dublê de banqueiro e ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, havia realizado encontros em Nova York onde ventilado a possibilidade de que o (des) governo Pezão realizasse uma nova Operação Delaware para cobrir o déficit nas contas do estado (que, surpresa das surpresas, tinham sido fortemente impactadas pela Operação Delaware I [2]. Em outras palavras, é um jogo de grandes interesses econômicos onde os (des) governos de Pezão e Michel Temer estão juntos e abraçados para prejudicar ainda mais a economia do Rio de Janeiro.

delaware II 2

Outra informação preciosa que Paloma Savedra nos traz é de que o o impacto líquido estimado, até 2020, é de R$ 3 bilhões.”. Mais correto dizer que o custo de mais essa aventura será de pelo menos R$ 3 bilhões, resultando em um crescimento da dívida pública estadual sem que os órgãos de controle e a própria Assembleia Legislativa sejam sequer consultados, já que a tal operação foi prevista nos acordos conhecidos como “Regime de Recuperação Fiscal”.  Também é importante lembrar que os salários dos servidores estaduais se encontram objetivamente congelados até 2020. E agora sabemos por quê: para garantir que os fundos especulativos internacionais recebam os gordos dividendos que a Operação Delaware II certamente lhes dará.

Lembro ainda que há quase um mês repercuti uma análise feita pela Associação dos Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro (Anaferj) que estimava uma majoração para até 17% da contribuição para o RioPrevidência em função dessa nova operação de securitização [3]. Assim, servidores com salários congelados terão que ser sacrificados ainda mais para bancar uma operação que não deveria estar ocorrendo.

delaware II 3

O fato de essa operação estar sendo apresentada como a condição para garantir o pagamento do 13º. salário de 2017 de mais de 200 mil servidores não pode nem deve ser aceita passivamente, já que ela é apenas a cenoura na ponta de uma vara que se abaterá sobre os servidores como se eles fossem coelhos indefesos. O sindicatos que se abrigam sob a sombrinha do chamado Movimento Unificado dos Servidores Estaduais (MUSPE) têm a obrigação de denunciar e pressionar para que essa operação não seja consumada. Resta saber se esses sindicatos estarão dispostos a cumprir essas tarefas políticas. 

E antes que me esqueça creio que seria uma pauta jornalística para lá de interessante verificar quais são as instituições financeiras (que dizer bancos) que levarão a cabo a Operação Delaware II e se o local escolhido para consumá-la continuará sendo a simpática e rica cidade de Wilmington, localizada no paraíso corporativo de Delaware. A ver!


[1] https://odia.ig.com.br/_conteudo/2018/01/colunas/servidor/5508211-abono-depende-da-antecipacao-dos-royalties.html.

[2] http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/11/rio-de-janeiro-quer-antecipar-de-novo-receitas-do-petroleo-diz-pezao.html.

[3] https://blogdopedlowski.com/2017/12/19/operacao-delaware-ii-anaferj-preve-aumento-para-17-do-desconto-do-rioprevidencia/,

Rio de Janeiro e seus R$ 272 bilhões recolhidos em impostos

Resultado de imagem para pezão meirelles

Se fôssemos nos guiar pela retórica da crise que é propalada pelo (des) governo Pezão e amplificada pela mídia corporativa ficaríamos com a noção enganosa de que o estado do Rio de Janeiro não possui uma base razoável de recursos oriundos da cobrança de impostos. 

Na verdade, o Rio de Janeiro continua sendo o segundo maior recolhedor de impostos da federação brasileira, perdendo apenas para o estado de São Paulo. E, mais ainda, até o dia de hoje o Rio de Janeiro já recolheu mais de R$ 272 bilhões em diferentes tipos de impostos (ver figura abaixo), representando 13,78% do recolhimento nacional.

arrecadação

E como se explica então o caos financeiro do tesouro estadual fluminense? Afora a estrutura desigual de retornos, há que se ver como está estruturada a dívida pública do Rio de Janeiro e de como o que sobra é gasto pelo (des) governo Pezão.

Mas uma coisa é certa, debaixo desse caroço tem angu!

Henrique Meirelles e sua piada pronta sobre o Banco Mundial

Resultado de imagem para pezão henrique meirelles

O jornal O GLOBO publicou hoje uma matéria esclarecendo que o Banco Mundial já teria dado a suposta autorização para o prosseguimento da operação de crédito envolvendo o (des) governo Pezão e o banco francês BNP Paribas [1]. 

meirelles

Um dos problemas com a matéria é a sua manchete, a qual deixa de dar a verdadeira notícia neste caso, qual seja, o papel de Henrique Meirelles nesta situação tragicômica em que se encontra o Rio de Janeiro e em torno de 200 mil servidores estaduais.

É que na 2a. feira Henrique Meirelles soltou uma bomba no colo do (des) governador Pezão ao informar que o empréstimo com o BNP Paribas estava demorando por causa da ausência de uma autorização, até então uma necessidade desconhecida, do Banco Mundial que também teria empréstimos vigentes que incluíam a CEDAE como garantia.

Pois bem, o que a matéria assinada hoje pelas jornalistas CARINA BACELAR e MARTHA BECK nos informa que a exigência da anuência do Banco Mundial a esta operação partiu não da instituição multilateral sediada em Washington DC, mas sim da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em outras palavras, partiu do próprio Henrique Meirelles!

Essa revelação desmente a afirmação de Henrique Meirelles de que o Ministério da Fazenda sob seu omando  estava apenas na condição de facilitador da operação envolvendo o BNP Paribas. Na verdade, os entraves a todo o processo de normalização da situação financeira do Rio de Janeiro estão onde sempre estiveram, qual seja, no Ministério da Fazenda do governo “de facto” de Michel Temer.

Já em relação ao (des) governador Pezão e ao seu (des) secretário de Fazenda, Gustavo Barbosa, fica provado que eles são meros joguetes nas mãos de Henrique Meirelles e Michel Temer. E, pior, são useiros e vezeiros de adotarem posturas subalternas em relação ao governo federal, enquanto aplicam as medidas mais draconianas e desumanas com os servidores públicos do Rio de Janeiro.

Pelo menos com o pouco de luz que Henrique Meirelles jogou, querendo ou não, sobre as nebulosas tratativas envolvendo a privatização da CEDAE, agora sabemos mais do que sabíamos antes. De prático,  a lição que devemos tirar é que a postura desses (des) governantes só mudará se todos os servidores, e não apenas os sem salários, decidirem sair às ruas para exigir respeito e transparência.   E, por mais necessidade que alguns estejam passando, não vai ser com o MUSPE distribuindo cestas básicas que isto será alcançado.


[1] https://oglobo.globo.com/rio/rio-obtem-aval-do-banco-mundial-para-emprestimo-de-29-bilhoes-22154568

Afinal, em quantos empréstimos a CEDAE foi dada como garantia?

Resultado de imagem para cedae empréstimo banco mundial

A confusão criada pela revelação de que 20% das ações da CEDAE já teriam sido usadas como garantia num empréstimo contraído junto ao Banco Mundial aponta para a questão que muitos agora querem resposta: em quantos empréstimos ações da empresa foram dadas como garantia? É que apenas em duas operações 70% das ações já teriam sido colocadas como garantia, aumentando a curiosidade de os demais 30% ainda continuam efetivamente sob controle público.

Pelas informações que eu já levantei, apenas no caso do Banco Mundial há uma lista de empréstimos relacionadas às atividades da CEDAE. Mas como o Banco Mundial nem é o principal fornecedor de créditos em nível global, a dúvida aumenta.

Aliás,  se o pessoal do BNP Paribas já andava tomando cuidado com essa operação, agora é que são elas.

Resultado de imagem para cedae empréstimo banco mundial

O problema é que enquanto o imbróglio não se desenrola, cerca de 200 mil servidores estaduais estão com seus salários atrasados e sem quaisquer perspectivas de quando serão pagos.

É feia a crise!!

Caveira de burro…

Resultado de imagem para caveira de burro

O jornalista Ancelmo Gois postou a nota abaixo dando conta que o dublê de ministro e banqueiro Henrique Meirelles ligou ontem para o Banco Mundial (provavelmente para Joaquim Levy, o homem de vários (des) governos que hoje é diretor financeir oda instituição multilateral) para destravar seja o que for que esteja travado em relação ao empréstimo que está sendo gestado entre o (des) governo Pezão e o banco francês BNP Paribas [1].

caveira de burro

A nota cria uma verdadeira saia justa para o (des) governador Pezão, na medida em que Henrique Meirelles além de manter a sua versão da história envolvendo o empréstimo, também desmente o desmentido do cada vez mais enrolado chefe do executivo fluminense.  Se eu fosse mais cínico, diria que Meirelles está dançando sobre o cadáver de um (des) governo insepulto, apenas para lançar sua candidatura presidencial.

Agora, alguém precisa avisar que ao Ancelmo Gois que a verdadeira caveira de burro que coloca o Rio de Janeiro para trás é o (des) governo Pezão. Simples assim!


[1] http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/caveira-de-burro.html

No reino da barata voa: Pezão desmente Meirelles, mas é desmentido pela Sefaz

espelho

O imbróglio criado pela declaração do dublê de ministro e banqueiro Henriques Meirelles acerca da necessidade de aval do Banco Mundial para a operação envolvendo o banco francês BNP Paribas ganhou um novo capítulo com um desmentido público do (des) governador Pezão [1 & 2].

Segundo o que Pezão declarou à mídia corporativa, ele afirmou que o contrato que envolve a CEDAE com o Banco Mundial já teria “sido resolvido”, sem explicar nem quando ou como este milagre teria sido concebido.

Para enrolar aquilo que já está enrolado, a Secretaria Estadual de Fazenda e Planejamento (Sefaz) teria emitido uma nota à imprensa onde teria  confirmando a informação passada por Pezão, ao mesmo tempo que reforçou a necessidade de um aval por parte do Banco Mundial em função de outros contratos. Em outras palavras, a Sefaz conseguiu o milagre de confirmar e desconfirmar Pezão num só parágrafo.

O produto dessa confusão é que os quase 200 mil servidores que estão com seus salários atrasados que já andavam desconfiando que estavam sendo enrolados, a partir das ditas e contraditas envolvendo Henrique Meirelles e Luiz Fernando Pezão agora têm certeza que enrolação é a única coisa certa nesse imbróglio todo.

O interessante é que a partir da saia justa criada, sabe-se lá porquê por Henrique Meirelles, o (des) governador Pezão vai ter que se virar para pagar os atrasados. Ou é isso ou a conflagração se tornará inevitável  Ainda que trágico, simples assim!


[1]  https://oglobo.globo.com/rio/pezao-diz-que-meirelles-se-equivocou-afirma-que-contrato-em-que-cedae-garantia-ja-esta-resolvido-22149273

[2] https://extra.globo.com/emprego/servidor-publico/pezao-corrige-meirelles-diz-que-contrato-em-que-cedae-garantia-ja-esta-resolvido-22149070.html

Henrique Meirelles expõe grave mentira do (des) governo Pezão: empréstimo do BNP Paribas depende do Banco Mundial

Resultado de imagem para pezão henrique meirelles

O dublê de ministro e banqueiro Henrique Meirelles expôs hoje mais uma das muitas mentiras contadas pelo (des) governador Pezão e seu (des) secretário de Fazenda e ex-diretor-presidente do RioPrevidência, Gustavo Barbosa. E a mentira revelada deverá cair como uma bomba para mais de 200 mil servidores estaduais.

É que  Henrique Meirelles revelou durante um seminário na Fundação Getúlio Vargas que a demora na assinatura do contrato entre o governo do Rio de Janeiro e o banco francês BNP Paribas se deve ao fato, convenientemente esquecido por Pezão e Gustavo Barbosa, que 20% das ações da CEDAE já foram oferecidas como garantia num empréstimo anterior junto ao Banco Mundial [1,2 &3]. E seria exatamente o Banco Mundial que estaria atrasando a assinatura do contrato, pois como parte interessada nas ações da CEDAE, a instituição financeira, que é de natureza multilateral e representa os interesses dos países que aportam no seu próprio capital,  deve estar tomando todas as medidas para não ter seus próprios interesses feridos.

O problema é que essa “novidade” jamais foi dita pelos representantes do (des) governo Pezão e implica na criação de uma forte incerteza sobre quando o empréstimo com o BNP Paribas será finalmente assinado.  Segundo estimativas do próprio Henrique Meirelles é possível que o empréstimo seja assinado ainda em 2017.

Essa suposição de Henrique Meirelles coloca toda as expectativas depositadas nesse empréstimo para normalizar o pagamento dos salários de quase 200 mil servidores num verdadeiro limbo. É que o contrato com o BNP Paribas pode ser assinado na próxima semana ou nunca, dependendo do que fizerem os dirigentes do Banco Mundial que, diga-se de passagem, não tem nenhuma compromisso com os servidores públicos estaduais.

O pior é que fontes palacianas já dão conta, ainda que “in off”, que dirigentes do Banco Mundial já sinalizaram que não darão o aval necessário para o empréstimo do BNP Pariba por julgarem que sua instituição foi lesada no empréstimo anterior,  dado que o banco francês conseguiu o controle de 50% das ações pelo valor irrisório de R$ 2,9 bilhões.

Interessante notar ainda que em suas declarações Henrique Meirelles coloca-se apenas como um intermediário entre o governo do Rio de Janeiro e do BNP Paribas com o Banco Mundial. Isso revela outra faceta mentirosa do que vinha sendo declarado pelo (des) governo Pezão que colocava a demora na assinatura do contrato nas costas dos procedimentos burocráticos do Ministério da Fazenda. Agora ficamos sabendo que o buraco é bem mais embaixo.

A síntese dessa barafunda toda é que se o (des) governo Pezão não descontigenciar estimados R$ 4 bilhões que possui em caixa, os mais de 200 mil servidores que estão sofrendo com o calote no pagamento dos seus salários vão ter um final de ano ainda mais terrível do que já tiveram em 2016.

Agora que as mentiras foram reveladas resta saber como reagirão os  sindicatos que representam as maiores categorias do funcionalismo estadual que, lembremos todos, estão com seus salários em dia. Aqui a coisa é simples: irão os sindicatos se fingir de mortos ou vão mobilizar suas bases para que ajam de forma solidária para pressionar o (des) governo Pezão. A ver!


[1] http://odia.ig.com.br/economia/2017-12-04/emprestimo-ao-rio-depende-de-negociacao-com-banco-mundial-diz-meirelles.html

[2] https://extra.globo.com/noticias/economia/emprestimo-com-garantia-da-cedae-ao-rio-precisa-de-aval-do-banco-mundial-diz-meirelles-22147648.html

[3] https://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRKBN1DY2BV-OBRDN