Secretário de Defesa Civil ou de Defesa da Prefeita?

Chuva-7

Hoje sintonizei acidentalmente a Rádio Educativa e tive a oportunidade de ouvir o fim de uma “entrevista” com o Sr. Henrique Oliveira, secretário municipal de Defesa Civil no programa animado pelo ex- governador e ex-deputado federal Anthony Garotinho. Nesse ponto, o secretário se ocupava de ocupar como a prefeita conseguiu acabar com os alagamentos que se sucediam às chuvas aqui na cidade de Campos. Como tive que dirigir recentemente no meio de um oceano que se formou após poucos mais de 15 minutos de chuva intensa, achei essa declaração, no mínimo, exagerado.

Mas pensando bem, o problema pode ter mais a ver com a real natureza do cargo ocupado pelo Sr. Henrique Oliveira. Vá lá que apesar do nome ser “defesa civil”, a nomeação seja realmente para “defesa da prefeita”. Aí sim faria mais sentido!

O risco que corremos: ir da seca à inundação

seca inundação

Recentemente dei uma entrevista no programa “De olho na cidade” na TV Alto Litoral onde ofereci um vaticínio que agora compartilho aqui: depois de meses de seca, agora viveremos o risco das inundações na maioria das cidades ribeirinhas que existem ao longo dos rios Paraíba do Sul, Muriaé e Pomba. 

As razões para isso são múltiplas, indo desde o desmatamento, passando pelo assoreamento das calhas fluviais, e desembocando na inoperância dos governos municipais que nada fazem para melhorar o cenário degradado desses rios dentro de seus limites municipais.

Aliás, no caso específico de Campos dos Goytacazes, um problema sério e nunca tratado seriamente é a situação dos diques que impedem a chegada das águas do Rio Paraíba do Sul dentro da área urbana nos períodos de grandes cheias. Se um levantamento compreensivo fosse feito (se já não o foi e esqueceram de nos informar) ficaria evidente que existem trechos inteiros que foram comprometidos por diversos tipos de intervenção irregular que ameaça a estabilidade estrutural dos diques. Melhorar e ampliar as áreas protegidas por diques, isso então nem pensar.

Mas se as inundações vierem, que ninguém culpe São Pedro. Afinal, as chuvas que agora estão caindo resultam das preces de muitos que agora podem começar a querer culpá-lo por atendê-las.

E quanto à maioria de nós? Vai ser sempre aquela máxima do “salve-se quem puder”. A ver!