Anistia Internacional acompanha ocupação do Complexo da Maré neste domingo (30/03)

Adesivo distribuído para os moradores durante a campanha. ©Redes de Desenvolvimento da Maré

O diretor executivo da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque, acompanha hoje (30/03) a ocupação do Complexo da Maré por tropas militares.

No final de 2012, em parceria com a Redes de Desenvolvimento da Maré e o Observatório de Favelas, a organização lançou a campanha “Somos da Maré e temos Direitos”, com o objetivo de garantir os direitos dos moradores da comunidade à segurança e prevenir contra abusos e ações desrespeitosas por parte das forças policiais. 

Em ofício enviado ao Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Secretaria Geral da Presidência da República, na última terça feira (25/03), a Anistia Interanacional Brasil solicitou ao Governo Federal que seja estabelecido um mecanismo de transparência, controle democrático e responsabilização sobre as operações que serão desenvolvidas pelas forças federais no Rio de Janeiro, com a efetiva participação da comunidade. E que o governo estadual seja solicitado a adotar procedimentos semelhantes, a fim de evitar novas violações de direitos humanos.  

A organização também relembrou que as últimas intervenções de forças federais no Rio de Janeiro resultaram em casos de graves violações de direitos humanos. Em junho de 2007, a operação no Complexo do Alemão, com o apoio da Força Nacional resultou em 19 mortes de civis. Em junho de 2008, militares do exército que faziam a vigilância do projeto federal “Cimento Social”, no Morro da Providência, foram responsáveis pela morte de três jovens que foram entregues a uma facção criminosa rival e acabaram assassinados.

“O território da favela não pode ser tratado como área de exceção onde direitos da população ali residente são suspensos em nome da pacificação. A ocupação da Maré é um momento delicado e uma oportunidade para que o Estado demonstre que segurança pública é um direito a ser garantido e desfrutado por todos os moradores da cidade, sem exceções”, disse Atila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional Brasil.

  FONTE: http://anistia.org.br/direitos-humanos/blog/anistia-internacional-acompanha-ocupa%C3%A7%C3%A3o-do-complexo-da-mar%C3%A9-neste-domingo-300

Ingleses são acusados de crime de guerra na invasão do Iraque

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Um dossiê de mais de 250 páginas acaba de ser enviada à Corte Penal Internacional (CPI) detalhando uma multitude de crimes que teriam sido cometidas por militares ingleses durante a invasão do Iraque. Entre os crimes alegados estão diversas formas de tortura, ameaças de morte e discriminação cultural e religiosa (Aqui!). O documento traz a comprovação de centenas de casos em que os militares ingleses teriam cometidos tais crimes que cobrem o período de 2003 a 2008,

No relatório são citados os comandantes como responsáveis pela ação criminosa das tropas, incluindo-se nessa lista o generalPeter Wall, comandante do Exército; o ex-ministros da defesa Geoff Hoon e Adam Ingram. Em outras palavras, o conteúdo deste dossiê não se resume à apontar para a soldadesca como fizeram os relatórios internos gerados estadunidenses no caso das torturas cometidas na prisão de Abu Ghraib.

Agora resta saber como ficará nessa situação o ex-primeiro ministro Tony Blair. Afinal de contas, ele foi quem autorizou essa invasão para dar, digamos assim, uma mãozinha para o presidente George W. Bush. É que no caso da guerra dos Balcãs, a CPI não hesitou em ir atrás dos peixes graúdos como Milosevic e Mladic.