Dívidas e isenções bilionárias são as causas da crise financeira do RJ

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Não vou reproduzir em sua totalidade uma análise feita pelo prof. Roberto Moraes em seu blog, pois acredito que o mais justo é que os interessados leiam diretamente o que ele escreveu (Aqui!).

Mas para efeitos de reforçar um argumento que já fiz várias vezes aqui neste blog, vou inserir a tabela que o prof. Roberto Moraes apresentar em seu artigo para demonstrar de forma irrefutável que a raiz da crise que dizem assolar o Rio Janeiro não é o encolhimento das receitas com impostos!

ICMS - 1 Q 2016 x 1 Q 2015 - por atividade econômica

É que se comprarmos a arrecadação até o mês de abril em 2015 e 2016, o que se vê é que houve um aumento (!!!) de mais de R$ 400 milhões no total recolhido pelo estado do Rio de Janeiro.

Então se o problema não é recolhimento de impostos, qual é ? Aí entra uma velha nova novidade como bem mostra o prof. Roberto Moraes. O que está asfixiando a situação financeira do Rio de Janeiro é uma combinação entre a monstruosa dívida acumulada e as bilionárias isenções fiscais que são o motor das políticas de guerra fiscal implementadas pelo PMDB desde que Sérgio Cabral aportou no Palácio Guanabara.

Entretanto, e surpreendentemente, não há qualquer sinal de que a dupla Luiz Fernando Pezão/Francisco Dornelles tenha qualquer intenção de atacar as reais causas da crise, se fixando em soluções paliativas que aprofundarão a crise do estado, punindo servidores públicos e a maioria da população que depende de seus serviços.

Mas que fique claro: dívidas e isenções fiscais são a causa da crise que assola o Rio de Janeiro. Simples assim.

Rio de Janeiro: parcelamento de salários é só um instrumento para privatizar o serviço público

A suposta crise financeira do estado do Rio de Janeiro está servindo como uma bela fachada para um ataque sem precedentes aos serviços públicos que devem ser prestados à população em troca do pagamento de uma grossa malha de impostos. A face mais explícita dessa tentativa de entrega do público às corporações privadas é o atraso, que agora é acompanhado do parcelamento, dos salários, pensões e aposentadorias dos servidores estaduais.

Essa situação é tornada mais evidente pela continuidade de uma politica de benefícios fiscais que favorece o fortalecimento de empresas em detrimento da precarização dos órgãos públicos. Em levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) foi detectado que só em 2015, o (des) governo Pezão/Dornelles concedeu em torno de R$ 35 bilhões em isenções fiscais, o que serviu para beneficiar até uma cervejaria onde o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), é sócio.

Tamanha desenvoltura para precarizar os serviços públicos e turbinar os lucros corporativos só é possível por uma combinação de responsabilidades, a começar pela mídia corporativa e pela ausência de medidas de controle efetivo da sangria dos recursos públicos por diversos atores institucionais que incluem a Alerj, o TCE, o Ministério Público e os próprios sindicatos dos servidores.  Além disso, há que se adicionar ao rol dos culpados a imensa maioria da mídia corporativa que tem chancelado (seja por omissão ou por colaboração ativa) as políticas de desmanche do aparato de estado do Rio de Janeiro.

E que ninguém se engane. Se não houver uma reação clara dos sindicatos e movimentos sociais que defendem os interesses públicos, o Rio de Janeiro chegará ao final de 2016 numa condição de extrema violência social, visto que a manutenção do atual status quo no âmbito do executivo estadual vai significar o alijamento de centenas de milhares de famílias da frágil rede social que impedia o aprofundamento dos connflitos.

Resta saber se haverá disposição real de enfrentamento das políticas que emanam do Palácio Guanabara ou vai se continuar fingindo normalidade até que a coisa toda chegue a proporções catastróficas.

Enquanto isso, o mentor desse caos todo, o ex (des) governador Sérgio Cabral, está em local ignorado tentando se fingir de morto e, muito provavelmente, usufruindo uma vida de bacana. E os servidores estaduais e a população que depende dos serviços públicos que se explodam.

TCE mostra uma das raízes da crise: R$ 185 bilhões em isenções fiscais

CABRAL PEZAO

A tabela abaixo foi publicada pelo jornal EXTRA em uma matéria assinada por Nelson Lima (Aqui!) e mostra que o (des) governo do Rio de Janeiro transformou o Rio de Janeiro no paraíso das isenções fiscais.

beneficios-fiscais-01

A boa notícia é que essas isenções fiscais serão agora alvo de uma auditoria por parte do Tribunal de Contas do Estado do rio de Janeiro (demorou bastante, mas acho que agora vai!).

Eu pessoalmente tenho muita curiosidade em saber a lista completa dos beneficiários e dos retornos que deveram à economia fluminense em troca dos mimos concedidos por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Mas uma coisa é certa: o Rio de Janeiro não está na pindaíba que se encontra por causa dos salários pagos aos seus servidores.

Transparência RJ dá outra prova de que a crise do RJ é para lá de seletiva: 50 anos de diferimento de ICMS para montadoras

Graças ao blog “Transparência RJ” (Aqui!) agora temos olhos vigilantes sobre diferentes áreas da administração estadual onde a “generosidade” com as corporações geram perdas tributárias gigantescas. 

O caso mostrado logo abaixo é daquele tipo que eu considero escandaloso por diversas razões. A primeira é que a concessão de diferimento de pagamento da principal fonte de renda do estado do Rio de Janeiro por 50 anos (isso mesmo 50 anos!!) ocorre num período em que o (des) governo do Rio de Janeiro anuncia que vai reter 10% dos salários dos servidores por causa, pasmemos todos, da falta de dinheiro nos cofres estaduais! A segunda razão se refere a um elemento mais básico: qual é a necessidade dessa “generosidade” toda com um setor que produz bens para serem consumidos pelas elites? 

Mas o que mais revelado pelo “Transparência RJ” mostra é que a crise financeira do Rio de Janeiro é, acima de tudo, muito, mas muito seletiva. Enquanto sobram facilidades para as corporações, o povo agoniza nas filas de hospitais sucateados, e escolas e universidades se encontram em condição falimentar.

Diferimento de pagamento de ICMS a montadoras…por 50 anos…

É isso mesmo que está no titulo, foi publicado no diário oficial de hoje a inclusão da empresa Benteler, em um regime tributário diferenciado da qual já fazem parte a Jaguar e a Land Rover o qual concede diferimento no pagamento de ICMS sobre suas operações em 50 anos!! 

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Observemos a citada lei 6662:

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Olha só a surpresa pela lei ter sido aprovada no período de governo do Sr. Sérgio Cabral, que anda bem sumido ultimamente por sinal. E coitadas essas empresas são de um ramo tão difícil de gerar lucro como o automotivo para somente pagarem o ICMS daqui a 50 anos.

Agora o Estado podia se dar ao luxo de postergar receitas por tanto tempo assim mesmo em 2014 quando ainda não se falava em crise? Claro, a menos que o Sr. Cabral tenha recebido algum “incentivo” por isso… Vamos fiscalizar isso TCE!!

FONTE: http://transparenciarj.blogspot.com.br/2016/05/diferimentode-pagamento-de-icms.html

Roberto Moraes desmistifica queda dos royalties como causa da crise financeira do RJ

Vem do blog do Prof. Roberto Moraes outra contribuição importante para desmascarar um factóide que tem sido usado exaustivamente para esconder as reais causas da crise financeira do estado do Rio de Janeiro  (Aqui!).

Segundo essa versão cantada em verso e prosa por vários secretários, começando pelo secretário estadual de Fazenda e engenheiro cedido da PETROBRAS, Júlio Bueno, estamos no perrengue que estamos por causa da queda no aporte dos royalties e participações especiais angariados com a exploração do petróleo.

Mas o Prof. Roberto Moraes, usando dados da Secretaria Estadual de Fazenda, demonstra que os roaylties e participações especiais do petróleo representam hoje uma fração minoritária do aporte financeiro no caixa estadual (ver figura abaixo).

Royalties e PE na receita ERJ - TCE - P.195

Como bem corretamente demonstra o Prof. Roberto Moraes, a principal fonte de renda do estado do Rio de Janeiro atualmente é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).  E aí é que reside a chave do cofre: ao oferecer isenções fiscais bilionárias que chegaram a R$ 138 bilhões apenas nos últimos 10 anos, o que se faz é matar a galinha dos ovos de ouro, enquanto se enche de dinheiro os cofres das corporações.

Uma coisa que me deixa intrigado em relação a tudo isso é o fato de que quase ninguém da mídia corporativa se dá ao trabalho de checar os dados gerados pelo próprio estado e, no lugar, apenas se repete a cantilena que os membros desse (des) governo jogam no vento para ver se cola. 

Felizmente vivemos um tempo onde a partir das redes sociais e da blogosfera podemos chegar às verdadeiras causas da crise que assola o Rio de Janeiro.

TCE desnuda isenções fiscais bilionárias do (des) governo Cabral/Pezão

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A matéria abaixo publicada por Fábio Vasconcellos em seu blog no O GLOBO mostra de forma sintética os resultados de um relatório preparado pelo Tribunal de Contas do Estado sobre as bilionárias isenções fiscais concedidas pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão à frente do (des) governo imposto pelo PMDB e seus aliados no Rio de Janeiro.

Apesar de porta-vozes do (des) governo Pezão agora tentarem justificar concessões milionárias até joalherias (!!), não há qualquer justificativa para que apenas em 2013, quando a crise já desenhava forte no Rio de Janeiro, que tenham sido concedidos R$ 32,3 bilhões de reais em isenções fiscais com resultados sabe-se-lá de que tipo para a economia estadual.

Enquanto isso, o que se assuste em termos da precarização dos serviços públicos essenciais assume elementos inéditos e ameaça tornar o Rio de Janeiro uma zona de catástrofe permanente. 

Isenções fiscais do governo do Rio para empresas somam R$ 138 bi, diz relatório do TCE

POR FÁBIO VASCONCELLOS

Mergulhado numa crise fiscal que já afeta a prestação de serviços básicos nas áreas da saúde e educação, o governo do Rio pode ter nos seus livros contábeis parte da explicação para a situação de desequilíbrio nas contas que se arrasta desde o ano passado. Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que o governo do estado deixou de recolher em ICMS cerca de R$ 138 bilhões entre 2008 e 2013. O valor, fruto das isenções fiscais que o Executivo concedeu a várias empresas, representa mais que o orçamento do estado para este ano (R$ 80 bilhões). A Secretaria de Fazenda afirma desconhecer o valor das isenções apontadas pelo tribunal e contesta o relatório do conselheiro.

Com a queda das receitas, reflexo também da desaceleração da economia e a crise no setor de petróleo, a outra ponta do problema nas contas do estado refere-se ao seu crescente endividamento, na avaliação do TCE. Nos últimos cinco anos, a dívida estadual saltou de R$ 59 bilhões para R$ 107 bilhões, ampliando o volume dos pagamentos anuais. Todos esses dados constam no relatório produzido pelo conselheiro José Gomes Graciosa, a partir da análise feita pelo corpo técnico do tribunal. No documento, apresentado dia 1º deste mês e que vai ser votado pelo TCE, o conselheiro critica várias isenções concedidas, afirma que houve falhas no planejamento do impacto desses benefícios e solicita que o governador Luiz Fernando Pezão avalie a pertinência da continuidade dessa política.  

Embora identifique isenções autorizadas no valores de R$ 138 bilhões, o relatório ressalta que parte desse valor pode não representar renúncia fiscal efetiva do período porque há exclusões no decorrer dos anos que podem ser feitas em razão de suspensões, reduções ou mudanças da etapa de recolhimento do tributo. Segundo o documento, as principais empresas beneficiadas com isenções foram a Petrobras (R$ 4,4 bilhões), seguida da CP-RJ Implantes especializados comércio e importações (R$ 3,8 bilhões) e a GE Celma Ltda (R$ 925 milhões).

Isenções de ICMS
Isenções de ICMS | TCE/Base de Dados

Isenções para joalherias somam R$ 230 milhões

O conselheiro Graciosa analisou indícios de distorções na concessão de isenções citando casos em que as empresas tiveram mais benefícios em ICMS do que o valor que gastaram para instalação de fábricas em alguns municípios do Estado do Rio, como em Seropédica. As isenções, segundo o relatório, acabaram impactando a distribuição de ICMS para os demais municípios do estado. Ou seja, eles tiveram perda de receita, embora não tenham sido beneficiados diretamente pela instalação das fábricas. O relatório lembra ainda o setor de comércio de joias e pedras preciosas que deixou de arrecadar R$ 230 milhões entre 2008 e 2013. Para Graciosa, “nada justifica, sob o ponto de vista do interesse público, a concessão de benefícios e incentivos fiscais para fortalecer a produção e comercialização de joias confeccionadas com metais preciosos, cujos produtos só podem ser adquiridos por contribuintes de elevadíssimo poder aquisitivo”

O conselheiro lembra também o caso específico Grupo Nissan, beneficiado com isenções de R$ 353 milhões entre 2012 e 2013. A fábrica da empresa, que também recebeu financiamento do Estado no valor de R$ 5,9 bilhões, só foi inaugurada em 2014. “Neste diapasão, significa dizer que o Estado do Rio de Janeiro financia duas vezes o grupo empresarial tomado como exemplo: quando empresta recursos com prazo de carência para pagamento de 30 anos e quando renuncia receitas em favor dos contribuintes”, diz o relator.

Em outro trecho, o conselheiro ressalta que, “diante do cenário caótico que vive as finanças públicas do Estado, é possível inferir que tal situação, ao menos em parte, deve-se à renúncia de receita aqui examinada, demonstrando que houve falhas ou ausência de adequado planejamento no tocante ao impacto das concessões outrora conferidas a conglomerados empresariais”. Para Graciosa, as isenções e a crescente dívida do estado ajudam a explica a situação fiscal do Rio. “A existência simultânea das duas variáveis, quais sejam, a não arrecadação de receitas em virtude do aumento da renúncia fiscal, combinado com aumento da dívida consolidada, indubitavelmente, pode ser considerado fundamental para a grave crise fiscal em que se encontra o Estado”  

Governo desconhece isenções de R$ 138 bilhões e contesta relatório

Em nota, a Secretaria estadual da Fazenda informou desconhecer o valor de R$ 138 bilhões em isenções fiscais apontado pelo TCE. Embora não tenha informado de quanto é esse montante no período, a Secretaria explicou que a política de incentivos fiscais teve como objetivo ” a descentralização e diversificação da economia do Estado, além da geração de emprego e renda” e que esse tipo de ação não é exclusividade do Rio, como das demais unidades da Federação.”Hoje, no Brasil, os incentivos são a única forma de atração de investimentos. As empresas decidem seus investimentos a partir dos benefícios concedidos pelos estados. O Rio de Janeiro, inclusive, perdeu investimentos importantes por causa da agressividade maior de outros estados na concessão de incentivos”, diz a nota da secretaria.

Em relação aos benefícios para a população, o órgão estadual informou que “somente o setor automotivo foi responsável, desde a instalação do Polo Automotivo do Médio Paraíba, pela geração de 16 mil empregos na região, com a atração de fabricantes de automóveis e fornecedores”. De acordo com a Secretaria, o setor automotivo teve um total de crédito liberado entre 2011 e 2016 foi de R$ 1,33 bilhão. Somente em 2015, o setor foi responsável pelo recolhimento de R$ 1,2 bilhão em ICMS”, e “geraram 5,3 mil novos postos de trabalho”.

Benefícios não têm relação com crise fiscal, diz governo

Na avaliação do governo do Rio, “no que diz respeito à arrecadação, não há como dizer que o Estado perdeu tributos que não tinha. Se as empresas não tivessem se instalado no Estado ou não tivessem ampliado suas instalações, não gerariam imposto algum. Por isso, não é possível dizer que o Estado do Rio perdeu em geração de tributos. Isso não faz sentido”, avalia a nota da Secretaria.

Sobre a relação das isenções e a situação da crise fiscal do Estado, o governo nega que exista associação entre esses dois dados. “As isenções, ao contrário, evitaram uma crise ainda maior para o Estado. No que diz respeito ao endividamento, a maior parte da dívida do Estado foi contraída na década de 90. Além disso, as dívidas contraídas foram cruciais para a realização de investimentos importantes, sendo o mais recente a construção da Linha 4 do metrô”.

No caso das isenções para a Nissan, o governo explicou que as isenções foram, sobretudo, para as instalações da fábrica. “Todos os incentivos fiscais são concedidos pelos estados a partir do momento em que a empresa decide se instalar, já que os incentivos visam viabilizar o investimento”. Já os benefícios para as joalherias, o governo afirma que não há relação entre o valor dos produtos comercializados e a concessão de benefícios fiscais. “Os fatores levados em consideração são o local de instalação da empresa e o potencial de desenvolvimento, geração de empregos e competitividade em relação a empresas de outros estados, entre outros”, conclui a nota da Secretaria de Fazenda.

FONTE: http://blogs.oglobo.globo.com/na-base-dos-dados/post/isencoes-fiscais-do-governo-do-rio-para-empresas-somam-r-138-bi-diz-relatorio-do-tce.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

 

 

Lauro Jardim e o Rio falido por Cabral e Pezão

lauro jardim

A imagem acima reproduz uma postagem do jornalista Lauro Jardim ontem em seu blog no O Globo,  A postagem é curtam as traz duas informações indigestas: a primeira é de que a estimativa de que o déficit financeiro do estado do Rio de Janeiro deverá ser de R$ 20 bilhões em 2016, enquanto que a segunda é de que o (des) governador Pezão não sabe ainda de onde vai tirar para pagar os salários de janeiro dos servidores estaduais.

Lauro Jardim deixou de dar duas informações importantes nesta postagem. A primeira é de que os servidores do Rio de Janeiro não tem nada a ver com esse déficit, pois são os que consomem a menor porção do orçamento estadual entre todos os estados brasileiros.  Jardim também deixou de mencionar que se o (des) governador Pezão e seu padrinho político, Sérgio Cabral, não tivessem feito uma verdadeira farra com o dinheiro público com obras faraônicas ou com concessões bilionárias com isenções fiscais, é bem provável que não estivéssemos na pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra neste momento.

Mas pensando bem, pedir essas duas últimas informações de Lauro Jardim talvez seja demais dado o veículo de imprensa para o qual ele trabalha.

O desrespeito do (des) governador com os servidores públicos estaduais não tem fim

Lembram da estratégia proposta no final da semana passada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão para que os servidores recebam o que faltava do seu 13o. salário por meio de um empréstimo bancário? Pois bem, antes que eu precise dizer qualquer coisa leiam a manchete da matéria publicada pelo jornal Extra às 12:30 desta segunda-feira (21/12).

empréstimo

Sim, isso mesmo! Ao chegar nas filas do Bradesco, milhares de servidores públicos tiveram o desgosto de descobrir que não há ainda a tal linha de crédito que permitiria aos servidores se endividarem para ter acesso ao que lhes é legalmente devido pelo (des) governo do Rio de Janeiro. 

Imaginem o que deve estar sendo descobrir mais essa patacada de Pezão sob o sol escaldante que faz hoje em diferentes partes do território fluminense. Nesta mesma matéria há uma descrição de como policiais estavam enraivecidos na fila ao descobrir que o tal empréstimo era mais uma cascata de Pezão!

Em tempo: na manhã de hoje a bancada governista na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro uma emenda do deputado Eliomar Coelho (PSOL) que suspendia mais de R$ 6 bilhões em isenções fiscais no ano de 2016. E o placar foi de 44 a 14! Sinal de que a maioria (des) governsta da Alerj também está se lixando para o drama dos servidores. Parece que a opção dos grupos dominantes é continuar jogando nas costas da população os custos da crise seletiva que foi criada com esse verdadeiro banquete de isenções fiscais que está quebrando o Rio de Janeiro. Simples assim!