
Lava Jato
Lava Jato vai mudar o Brasil? Claro que não!

Tempos atrás o repórter de uma famosa revista alemã me perguntou se eu achava que a Operação Lava Jato iria mudar o Brasil. Após o meu interlocutor se recuperar da minha gargalhada, ofereci a minha resposta mais sincera que começou com um sonoro Não!.
Não sei se causei boa impressão naquele dia, mas hoje após ler e ouvir as trapalhadas envolvendo o mais tucano dos parlamentares do neoPT, o senador Delcídio Amaral, que foram veiculadas pela revista IstoÉ, estou mais convencido do que nunca de que a Lava Jato não vai melhorar nada e, provavelmente, vai piorar.
É que de tudo que já transpirou, a minha única certeza é que essa verdadeira chicana de acusações e negações serve apenas para que se preparem mais ataques aos interesses nacionais e aos direitos dos trabalhadores. Simples assim!
Enfrentando nuvens carregadas, Eike Batista gasta fortuna em oferenda a Iemanjá

Enfrentando tempos de nuvens carregadas, o ex-bilionário Eike Batista acaba de gastar uma fortuna, supostamente amealhada na forma de moedas de ouro, para tentar acalmar os ânimos de Iemanjá. Pelo menos é isso o que diz a matéria abaixo publicada nesta terça-feira (01/02) pelo jornal Extra.
Essa ação generosa com Iemanjá é mais uma tentativa de Eike Batista de acertar suas dívidas com os santos, segundo informa o mago Ubirajara Pinheiro. Aliás, o mago previu na matéria que Eike Batista logo voltará ao topo. Uma questões de meses teria afirmado Pinheiro.
Apesar de não ter nenhuma disposição para brigar com Iemanjá, se Eike Batista estivesse mesmo disposto a livrar a sua barra com os santos, bem que poderia ter entregue esta dinheirama toda para um fundo de compensação para as famílias atingidas pela salinização de águas e solos que foi causada pelo aterro hidráulico do Porto do Açu.
Aliás, falando em V Distrito de São João da Barra e Eike Batista, lá não faltam pessoas e malfeitos nos quais o ex-bilionário poderia usar suas posses residuais para fazer várias tentativas de estabelecer algum tipo de armísticio com os deuses.
Agora, o que Eike Batista e o mago Ubirajara Pinheiro pode não ter levado em conta é que Iemanjá poderia estar ocupada naquele mesmo dia 02 de Fevereiro em acompanhar outro tipo de entrega de oferendas. Mais no estilo “Lava Jato”, por exemplo. A ver!
Eike Batista faz oferenda de R$ 700 mil a Iemanjá, e vidente diz: ‘Ele vai voltar ao topo’

Eike Batista se apegou no oculto e na fé para sair da crise Foto: Dado Galdieri/Bloomberg / Agência O Globo
No último dia 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, Eike Batista despachou no mar de Ipanema, na Zona Sul do Rio, uma oferenda que, se achada, poderia valer um tesouro. Aproximadamente R$ 700 mil foram gastos com a oferenda à rainha do mar. Eike foi aconselhado por dois videntes a “fazer as pazes com Iemanjá”. “Falei com ele que tudo o que havia tirado do mar teria que ser devolvido e agradecido. Tudo que ele explorou nos últimos anos estava ligado ao oceano”, diz um destes videntes, que prefere se manter no anonimato.
Eike chegou à Urca, também na Zona Sul do Rio, numa lancha grande, e encontrou um babalorixá à sua espera com a oferenda pronta. No barco foram colocadas flores, perfumes importados, garrafas de champanhe, imagem da entidade e 700 moedas de ouro. As moedas não têm um valor exato. Mas para se ter uma ideia, uma destas moedas comemorativas da Copa do Mundo de 2014 pode ser encontrada no mercado por R$ 1 mil.

Julgamento de ação penal contra Eike Batista na Justiçaa Federal, em 2014 Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
O despacho aconteceu numa cerimônia muito íntima no mar de Ipanema, do qual só participaram Eike, a tripulação e o pai de santo. “Ele vai voltar a ser o homem mais rico do Brasil em questão de meses”, profetiza. Em junho de 2015, na primeira entrevista que deu após meses sem fazer declarações públicas, Eike Batista disse que sua dívida de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 4 bilhões, estava zerada e que ele iria recomeçar. O empresário, que já foi o sétimo mais rico do mundo segundo a “Forbes”, em 2011, no entanto, continua pedindo aos céus uma ajudinha extra, com um X bem grande.
Esta não é a primeira vez que Eike Batista recorre ao oculto, Supersticioso, o empresário chegou a ir para Cusco, no Peru, após os conselhos de uma vidente carioca que o mandou alinhar os chacras e a fazer uma readaptação cósmica. O ex-marido de Luma de Oliveira ficou deitado por pelo menos cinco minutos no alto de uma colina, meditando sobre seu futuro. Depois disso, por indicação de um guia, chegou até uma mulher que fazia previsões com folhas de coca. Na mesma viagem, nos anos 90, deu de cara com um sol inca, numa barraquinha de souvenir, e teve a ideia de colocar aquele símbolo como logomarca de suas empresas.
Ubirajara Pinheiro, da Casa do Mago: conselheiro espiritual Foto: Gustavo Miranda / Agência O Globo
“Ele vai voltar ao topo”
O mago Ubirajara Pinheiro é um velho conhecido de Eike Batista. Ele é responsável pela Casa do Mago, situada no Humaitá, na Zona Sul do Rio, frequentada por políticos e celebridades. É no templo que Eike costuma ir há anos em busca de alento espitirual. “Falo o que tenho para falar na lata, como falo para qulquer pessoa que busca esta casa. E avisei a ele de tudo o que aconteceria”, diz Ubirajara, que foi entrevistado pelo EXTRA.
O senhor aconselhou Eike Batista a fazer uma oferenda a Iemanjá?
O aconselhei assim como aconselho a todos. Eike sabe que é filho de Iemanjá com Oxóssi, Nossa Senhora e São Sebastião.
Mas precisava ser algo muito caro?
Quantidade não é questão de fé. A fé é maior sempre. Você pode me dar potes de ouro e uma broa de milho, que adoro, e eu preferir a broa…
O senhor acredita que Eike Batista estava endividado espiritualmente?
Você não retira o minério da terra sem agradecer, sem devolver a ela benfeitorias. Nem sempre estamos preparados para os castigos de Deus, e só vamos perceber o que fizemos depois.
Ele é um homem muito místico. Finalmente fez as pazes com as entidades?
Apesar de não ser um religioso, ele conta com luz de Luma (de Oliveira, ex-mulher do empresário). É na força dela que ele consegue a dele.
Ele vai voltar ao topo?
Vai. É questão de meses.
Casamento de Luma de Oliveira com Eike Batista em 91: a força vem dela Foto: Leonardo Aversa
O símbolo das empresas: sol inca como logomarca Foto: SERGIO MORAES / REUTERS
Eike Batista acompanha o embarque da mulher, Flavia Sampaio, e do filho, Balder: avião de carreira Foto: Lindson Junior / Agência O Globo
Eike Batista é flagrado numa lanchonete popular: novos hábitos Foto: Fotos Extra / Agência O Globo
Eike Batista, empresario e seus advogados, fotografados durante a audiencia no Tribunal do Juri: tempos ruins estão acabando Foto: Leo Pinheiro / Agência O Globo
Eike Batista conseguiu recuperar seus carrões. Um deles estava sendo dirigido pelo juiz do caso Foto: Xande Nolasco
FONTE: http://extra.globo.com/famosos/eike-batista-faz-oferenda-de-700-mil-iemanja-vidente-diz-ele-vai-voltar-ao-topo-18777755.html#ixzz41fiWUlib
Vai um acarajé ai, Eike Batista?
Foto Luís Macedo/ Câmara dos Deputados
As duas notas abaixo são da lavra do jornalista Lauro Jardim e versam sobre duas situações aparentemente díspares envolvendo o ex-bilionário Eike Batista.
É que enquanto a primeira nota fala de uma tentativa de ressurreição de Eike num novo conglomerado que já não carrega o “X” da multiplicação (o que é compreensível porque a única coisa que o Grupo EBX multiplicou foram perdas financeiras); a segunda fala das preocupações que teriam levantado os cabelos implantados de Eike após a realização da chamada Operação Acarajé no âmbito da temida “Lava Jato”.
Agora, juntando as duas notas, fica parecendo que Eike Batista tem todas as razões do mundo para continuar seu giro mundial atrás de recursos para seu novo projeto. É que se voltar logo para o Brasil, ele pode acabar tendo de engolir vários acarajés.
Assim, a pergunta que fica no ar é a seguinte: Quo Vadis, Eike Batista? A ver!
Eike monta empresa e já sonha com Bill Gates e Di Caprio no conselho

Eike Batista tem um novo xodó empresarial. Trata-se de um empreendimento que o fez mandar para o espaço uma tradição cara a ele.
Criou uma empresa e não a batizou com o X, a letra que para ele era sinal de multiplicação: é a CWT (Clean World Technologies), uma espécie de núcleo de novos negócios.
Para Eike,o grupo X acabou com a entrega no mês passado de vários ativos ao fundo Mubadala.
Por enquanto, o Eike é o CEO da empresa e o seu filho Thor o diretor-geral, mas o empresário procura alguém para comandar a CWT.
Eike já perambulou pelos EUA e Europa em busca de investidores. Mas, por enquanto, nada rolou. Se, no entanto, abandonou o X, não deixou de lado a ambição.
Em reuniões de diretoria da CWT, já se discutiu até uma lista de convidados para o futuro conselho consultivo. Os nomes falados iam de Leonardo Di Caprio e Bill Clinton a Bill Gates e Al Gore.
Acarajé deixa Eike tenso
Eike Batista ficou de cabelo em pé assim que tomou conhecimento dos detalhes da Operação Acarajé, a nova fase da Lava-Jato.
Sérgio Cabral e a Lava Jato: final (in) feliz à vista?
Não sei se o (des) governador Sérgio Cabral está nas cidades do Rio de Janeiro, Mangaratiba ou Paris. Mas esteja onde estiver, ele certamente está tendo “palpitações” com a nota publicada por Lauro Jardim no seu blog no O Globo na manhã deste domingo, postagem que é mostrada logo abaixo.
Sim, é isso mesmo: um acordo de delação assinado pela Andrade Gutierrez deverá pegar Sérgio Cabral em cheio. E quem sabe após tudo vir à tona, possamos finalmente entender como ele e Pezão conseguiram jogar o Rio de Janeiro na pindaíba em que nos encontramos neste momento. A ver!
Por que demorou tanto? PF cerca residência oficial de Eduardo Cunha em Brasília
Demorou, mas aconteceu: Eike Batista é enredado no escândalo da Lava Jato por ex-diretor da OS(X)
Eu sinceramente estava surpreso com o fato de que o nome do ex-bilionário Eike Batista ainda tivesse ainda aparecido no escândalo da Lava Jato. É que a proximidade de suas empresas com o ramo do petróleo e, por extensão, com a Petrobras tornavam esse surgimento favas contadas. Mas preciso surgir mais um dedo duro (quer dizer, delator) para que isso finalmente acontecesse.
Agora, como Eike Batista é quase sinônimo de Porto do Açu e o (des) governo do Rio de Janeiro, vamos ver como esse novelo se desenrola, já que o delator não envolveu Eike Batista diretamente no processo de pagamento de propinas. De toda forma, devemos ter mais fortes emoções a caminho. A ver!
Novo delator envolve empresa de Eike em esquema de propinas na Petrobras
De São PauloRicardo Moraes/Reuters
O empresário Eike Batista durante julgamento
O ex-gerente-geral da área Internacional da Petrobras e novo delator da Lava Jato, Eduardo Vaz Costa Musa, afirmou à força tarefa que a empresa OSX, braço do grupo EBX, de Eike Batista, que atua no setor naval, participou do esquema de cartelização e pagamentos de propinas na Petrobras para disputar licitações na diretoria Internacional da estatal petrolífera. O delator, contudo, disse não ter conhecimento se Eike sabia do esquema.
Segundo Musa, em 2012, quando já havia deixado a estatal e trabalhava como diretor de construção naval da OSX, a licitação para as contratações de dois navios-plataforma, P-67 e P-70 foram fraudadas pelo consórcio Integra, formado pela Mendes Jr e pela OSX. O consórcio acabou vencendo a licitação de mais de US$ 900 milhões na época.
De acordo com o delator, ocorreram reuniões entre representantes da Mendes Jr e da empresa do grupo EBX, incluindo ele e o CEO da OSX Luiz Eduardo Carneiro, para discutir o acerto de propinas a João Augusto Henriques, apontado como operador de propinas do PMDB na Diretoria Internacional. O delator afirmou que Luiz Eduardo Carneiro mantinha contato com Eike, mas disse aos investigadores que não poderia confirmar se o dono do grupo EBX tinha conhecimento do esquema na Petrobras.
Em um destes encontros, relata, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mendes Jr, Luiz Cláudio Machado Ribeiro “trouxe a informação que o consórcio teria que pagar propina para o lobista João Augusto Henrique que, em troca, forneceria informações privilegiadas de dentro da Petrobras para orientar a formação da proposta técnica”, disse aos investigadores da Lava Jato.
De acordo com Eduardo Musa, o valor acertado no encontro foi de R$ 5 milhões. O delator não soube explicar como foram feitos os pagamentos por parte da Mendes Jr, mas admitiu que João Henriques tinha relação com o PMDB e influenciava na Diretoria Internacional, tendo atuado para indicar o ex-diretor Jorge Luiz Zelada, que ficou no cargo de 2008 a 2012, e outros executivos da área.
Um dos encontros para discutir a propina teria ocorrido na sede da OSX, no Rio de Janeiro, e, segundo o delator, as informações privilegiadas “eram trazidas por Luiz Cláudio (da Mendes Jr), de forma verbal e consistiram em saber: 1) Quem eram os concorrentes mais importantes, que eram Jurong Kepel Fells, Engevix e outro consórcio que o declarante não se lembra o nome; 2) informação sobre estimativa de preços que deveria ser apresentada pelo consórcio; 3) viabilidade do canteiro de obras (tinha que ser um lugar que a Petrobras aprovasse); 4) estratégia da comissão de licitação, que consistia saber o que eles iriam pedir, como por exemplo as informações complementares que seriam solicitadas pela comissão, possíveis alterações no cronograma, dentre outras coisas”.
Ainda segundo Musa, o executivo da Mendes Jr se encontrou pessoalmente com João Henriques durante “todo o ano de 2012” para obter as informações privilegiadas. Eduardo Musa disse ainda que depois de deixar a OSX, em maio de 2012, foi informado por Luiz Cláudio que “João Augusto Henriques estaria insatisfeito com o não recebimento de propinas e que ele estaria fazendo cobranças”. O delator, contudo, não soube dizer quanto efetivamente foi pago de propina ao lobista do PMDB.
A reportagem entrou em contato com a defesa de Eike Batista, mas o advogado estava em um compromisso forense e não pode retornar os contatos. A OSX ainda não retornou os contatos da reportagem. A Mendes Jr informou que “a empresa não se pronuncia sobre inquéritos e processos em andamento”.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/09/23/novo-delator-envolve-empresa-de-eike-em-esquema-de-propinas-na-petrobras.htm
Elio Gaspari desfere golpe duro na já combalida imagem do (des) governador Pezão
O jornalista Elio Gaspari que publica sua coluna de opinião nos principais jornais brasileiros reservou boa parte do seu espaço deste domingo para desferir um duro golpe na já combalida imagem do (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, o Pezão.
Usando como ponto de partida os comentários de Pezão sobre a a prisão de um menor, que depois se verificou não estava envolvido na morte do médico Jaime Gold, Gaspari nos lembra não apenas que o (des) governador está bastante enrolado nas investigações da chamada Operação Lava Jato, como também já possui pelo menos uma condenação por improbidade administrativa.
Vamos ver se depois desse artigo devastador, Pezão pelo menos tenta controlar sua incontinência verbal. Já faria muito por si, e nos livraria de um desnecessário besteirol acerca dos problemas de segurança que afligem atualmente a população fluminense.
Luiz Fernando de Souza acertou seu pezão
A sorte abandonou o governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, quando ele comentou a prisão dos três menores acusados de terem matado o médico Jaime Gold enquanto pedalava na lagoa Rodrigo de Freitas. O doutor disse o seguinte: “Nenhum dos três é inocente. Todos possuem anotações criminais, e o importante é que a polícia está prendendo.”
Parecia uma simples constatação, mas embutia uma empulhação. Um dos três menores, precisamente aquele que a polícia capturara em apenas 72 horas numa operação aparentemente exemplar, seria inocente do crime de que o acusaram. Seis testemunhas estão dispostas a depor mostrando que ele estava em outro lugar na hora do crime.
Se isso fosse pouco, outro menor, confesso, apresentara-se à polícia inocentando-o.
O adolescente tem mais de uma dezena de anotações criminais, nenhuma delas por lesões corporais.
É negro, favelado e infrator. Portanto, seria capaz de tudo. Pezão transformou uma solução -a detenção, mais tarde, de pelo menos um criminoso confesso- num problema: a tentativa de justificar uma acusação contra um inocente.
Como disse o próprio governador “pode ter havido engano, erros acontecem”. Foi aí que a sorte lhe faltou. No mesmo dia o Superior Tribunal de Justiça autorizara a quebra do seu sigilo telefônico para que se investigue a procedência de denúncia do “amigo Paulinho”, que o colocou na frigideira dos 40 políticos envolvidos na Operação Lava Jato.
Segundo o ex-diretor da Petrobras, na campanha eleitoral de 2010, quando “Pezão” elegeu-se vice-governador na chapa de Sérgio Cabral, cinco empreiteiras teriam despejado R$ 30 milhões no caixa dois dos candidatos. O governador, como o menor, repele a acusação.
Na métrica que Pezão usou em relação ao jovem preso, “pode ter havido engano, erros acontecem”. Se a polícia do Rio já tivesse reconhecido o erro, tudo bem, mas isso ainda não havia sido feito. Resta outro ponto: o menor “tem anotações criminais”.
Pezão também. Em 2013 foi condenado a pagar uma multa de R$ 14 mil por improbidade administrativa na compra de uma ambulância quando era prefeito de Piraí. Decisão de primeira instância; só pode ser considerada definitiva depois que o recurso do réu for apreciado.
Muita gente acredita que um menor infrator é capaz de tudo. Também há muita gente que, sem esperar pelo devido processo judicial, já condenou os 40 políticos que entraram na lista do procurador-geral Rodrigo Janot.
Quando se viu arrolado na investigação, o próprio Pezão, com bons motivos, queixou-se dessa conduta irracional: “Fui julgado e condenado”.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2015/06/1638583-luiz-fernando-de-souza-acertou-seu-pezao.shtml
STJ autoriza quebra de sigilo telefônico de Cabral e Pezão
, De Brasília
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou a quebra de sigilo telefônico do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB) e também do ex-governador do Estado, Sérgio Cabral, também do PMDB. No mesmo pedido foi autorizada ainda a quebra de sigilo de Régis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do Rio, e de representantes de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato.
O pedido de quebra de sigilo foi enviado à Corte pela Polícia Federal e autorizado pelo ministro Luis Felipe Salomão, relator da Lava Jato no STJ. A autorização dada pelo ministro é para que sejam revelados registros telefônicos dos investigados referentes ao período que antecedeu a campanha de 2010.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apura se os investigados cometeram os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a Procuradoria, Cabral e Pezão agiram juntos, com a contribuição de Fichtner, para receber R$ 30 milhões de empresas contratadas pela Petrobras para a construção do Comperj, no Rio de Janeiro. O dinheiro teria sido destinado para a campanha de Cabral e Pezão aos cargos de governador e vice, respectivamente, do Estado do Rio de Janeiro, em 2010.
Em um mesmo inquérito do STJ são investigados Cabral, Pezão e Fichtner por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal suspeita que o recebimento da propina foi feito por meio do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. No STJ existe outro inquérito que apura o suposto envolvimento do governador do Acre, Tião Viana (PT-AC). A reportagem apurou que não houve, por ora, quebra de sigilo telefônico no inquérito de Tião.
‘Mentiras’
Por meio da assessoria de imprensa, o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) comentou a quebra de sigilo telefônico autorizada pelo STJ e reiterou não ter ligação com o esquema de corrupção na Petrobrás. Cabral classificou como “mentiras” as denúncias do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que acusa o ex-governador de ter pedido dinheiro para o caixa 2 da campanha da reeleição, em 2010, quando o atual governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), era candidato a vice. “O ex-governador Sérgio Cabral respeita o processo judicial e reitera seu repúdio e sua indignação às mentiras ditas pelo delator Paulo Roberto Costa”, diz a nota de Cabral.
O ex-secretário da Casa Civil Regis Fichtner considerou a medida da Justiça “natural”. “Diante das inverdades ditas pelo delator Paulo Roberto Costa, cabe à Justiça investigar os fatos. A quebra de sigilo telefônico, diante disso, é natural e servirá apenas para demonstrar que jamais falei com ele ao telefone sobre qualquer assunto”, disse Fichtner, em nota. O governador Pezão ainda não respondeu ao pedido do Estado.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/06/03/stj-autoriza-quebra-de-sigilo-telefonico-de-cabral-e-pezao.htm
E agora como ficarão os coxinhas revoltosos? Lavo Jato fisgou FHC!
Empreiteira da Lava Jato afirma que cartel atuou desde o governo FHC
De Brasília
Fernando Zamora/ Futura Press/ Estadão Conteúdo

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso
Em acordo de leniência firmado pela Setal Engenharia e Construções com a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG-Cade), a empresa afirmou que as empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato operam cartel para participar de licitações da Petrobras desde o final dos anos 1990.
O posicionamento da companhia vai ao encontro ao que disse o executivo Augusto Mendonça, ex-representante da Toyo Setal, à Justiça Federal. Após firmar o acordo de delação premiada, ele disse que o cartel, chamado por ele de “clube” de empreiteiras que atuava nas licitações da estatal existe desde meados da década de 1990, período que abrange a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Segundo Mendonça, ex-representante da Toyo Setal, o cartel “passou a ser mais efetivo a partir de 2004, graças às negociações dos diretores Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Renato Duque (Engenharia e Serviços)”.
No histórico de conduta divulgado pelo Cade, com detalhes do acordo de leniência, a Setal e a SOG Óleo e Gás afirmaram que foi estabelecido “um sistema de proteção” entre as empresas para “combinar não competirem entre si em licitações relativas à obras da Petrobras no mercado ‘onshore'”.
O documento registra, ainda, que a empresas investigadas na Lava Jato se “reuniam, ainda que inicialmente de uma maneira não estruturada, com o objetivo de discutir e tentar dividir os pacotes de licitações públicas ‘onshore’ da Petrobras no Brasil”.
As empreiteiras disseram que o cartel ficou mais bem definido a partir de 2003 ou 2004, com a chegada do ex-diretores de Engenharia e Serviços da estatal, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa.
“A partir de 2003/04, os contatos entre concorrentes tornaram-se mais frequentes e estáveis, e algumas das empresas descritas no presente Histórico de Conduta passaram a se reunir, de forma estável e organizada, no âmbito do “Clube das 9”, com o fim específico de combinar preços, condições, vantagens e abstenções entre concorrentes, em licitações públicas realizadas pela Petrobras no mercado de obras de montagem industrial “onshore” no Brasil”, registra o documento.
O clube teria mudado para englobar 16 membros nos anos seguintes, segundo Cade, operando de maneira “anticompetitiva” devido à necessidade de acomodar mais empresas.
Por celular
O chamado “Clube das 16” operava até mesmo por meio de mensagens de celular. “Os contatos anticompetitivos se davam, sobretudo, em reuniões presenciais, mas também houve conversas ao telefone e trocas de SMS”, registra o relato de acordo de leniência.
O nível de organização do grupo de empreiteiras mantinha também “tabelas contendo as informações sobre as obras anteriores que já tinham sido vencidas por cada uma das empresas” nas concorrências abertas pela Petrobras. Além de “informações sobre obras futuras previstas”.
O documento do Cade registra ainda que “quem já tinha projetos vencidos ficava no final da fila de preferência, e quem tinha menos projetos vencidos com a Petrobras ficava no início da fila de preferências”.
O clube de 16 empresas também convidava outras construtoras para participar do esquema “especialmente quando a lista de empresas que deveriam participar do certame (era) entregue pelo grupo aos dois diretores da Petrobras” – Renato Duque e Paulo Roberto Costa.
Acordo
O Cade celebrou acordo de leniência também com a SOG Óleo e Gás e pessoas físicas funcionários e ex-funcionários das empresas do grupo. O acordo, uma espécie de delação premiada, foi assinado em conjunto com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR), dentro da Força-Tarefa da Operação Lava Jato.
Os materiais obtidos por meio do acordo de leniência, assim como outros eventualmente colhidos pelo Cade, poderão ser utilizados pelo MPF/PR como subsídio no âmbito dos processos penais.
O Cade informa que, por meio desse acordo, os signatários confessam sua participação, fornecem informações e apresentam documentos probatórios a fim de colaborar com as investigações do alegado cartel entre concorrentes em licitações públicas de obras de montagem industrial onshore da Petrobras.
FONTE: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/03/20/empreiteira-da-lava-jato-afirma-que-cartel-atuou-desde-o-governo-fhc.htm







