Elio Gaspari desfere golpe duro na já combalida imagem do (des) governador Pezão

pezao

O jornalista Elio Gaspari que publica sua coluna de opinião nos principais jornais brasileiros reservou boa parte do seu espaço deste domingo para desferir um duro golpe na já combalida imagem do (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Souza, o Pezão.

Usando como ponto de partida os comentários de Pezão sobre a a prisão de um menor, que depois se verificou não estava envolvido na morte do médico Jaime Gold, Gaspari nos lembra não apenas que o (des) governador está bastante enrolado nas investigações da chamada Operação Lava Jato, como também já possui pelo menos uma condenação por improbidade administrativa.

Vamos ver se depois desse artigo devastador, Pezão pelo menos tenta controlar sua incontinência verbal. Já faria muito por si, e nos livraria de um desnecessário besteirol acerca dos problemas de segurança que afligem atualmente a população fluminense. 

 

Luiz Fernando de Souza acertou seu pezão

 Por Elio Gaspari

A sorte abandonou o governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, quando ele comentou a prisão dos três menores acusados de terem matado o médico Jaime Gold enquanto pedalava na lagoa Rodrigo de Freitas. O doutor disse o seguinte: “Nenhum dos três é inocente. Todos possuem anotações criminais, e o importante é que a polícia está prendendo.”

Parecia uma simples constatação, mas embutia uma empulhação. Um dos três menores, precisamente aquele que a polícia capturara em apenas 72 horas numa operação aparentemente exemplar, seria inocente do crime de que o acusaram. Seis testemunhas estão dispostas a depor mostrando que ele estava em outro lugar na hora do crime.

Se isso fosse pouco, outro menor, confesso, apresentara-se à polícia inocentando-o.

O adolescente tem mais de uma dezena de anotações criminais, nenhuma delas por lesões corporais.

É negro, favelado e infrator. Portanto, seria capaz de tudo. Pezão transformou uma solução -a detenção, mais tarde, de pelo menos um criminoso confesso- num problema: a tentativa de justificar uma acusação contra um inocente.

Como disse o próprio governador “pode ter havido engano, erros acontecem”. Foi aí que a sorte lhe faltou. No mesmo dia o Superior Tribunal de Justiça autorizara a quebra do seu sigilo telefônico para que se investigue a procedência de denúncia do “amigo Paulinho”, que o colocou na frigideira dos 40 políticos envolvidos na Operação Lava Jato.

Segundo o ex-diretor da Petrobras, na campanha eleitoral de 2010, quando “Pezão” elegeu-se vice-governador na chapa de Sérgio Cabral, cinco empreiteiras teriam despejado R$ 30 milhões no caixa dois dos candidatos. O governador, como o menor, repele a acusação.

Na métrica que Pezão usou em relação ao jovem preso, “pode ter havido engano, erros acontecem”. Se a polícia do Rio já tivesse reconhecido o erro, tudo bem, mas isso ainda não havia sido feito. Resta outro ponto: o menor “tem anotações criminais”.

Pezão também. Em 2013 foi condenado a pagar uma multa de R$ 14 mil por improbidade administrativa na compra de uma ambulância quando era prefeito de Piraí. Decisão de primeira instância; só pode ser considerada definitiva depois que o recurso do réu for apreciado.

Muita gente acredita que um menor infrator é capaz de tudo. Também há muita gente que, sem esperar pelo devido processo judicial, já condenou os 40 políticos que entraram na lista do procurador-geral Rodrigo Janot.

Quando se viu arrolado na investigação, o próprio Pezão, com bons motivos, queixou-se dessa conduta irracional: “Fui julgado e condenado”.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2015/06/1638583-luiz-fernando-de-souza-acertou-seu-pezao.shtml

2 pensamentos sobre “Elio Gaspari desfere golpe duro na já combalida imagem do (des) governador Pezão

  1. “Desgoverno”: Está quebrando empresas que nem ao menos tiveram a oportunidade de crescer. Serviços prontos e entregues com material e mão de obra no ano passado (ano de eleição) até hoje não recebidos. Só falam nas grandes dívidas, grandes fornecedores, grandes obras… E o MEI, a Pequena Empresa que apostou no desafio de fornecer para o poder público. Empresa quebrada, contas atrasadas, negativação, vida do avesso, falta de crédito (BNDES e AGERIO são para os ricos). A imprensa não vê esse lado, o lado dos sonhos desfeitos e dos futuros postos de emprego que não mais existirão. Cadê a Lei de favorecimento das MPE? Cadê os impostos e pedágios de todo um Estado?

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