Servidores municipais e o governo Wladimir: uma lua de mel fugaz

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Esta postagem pode parecer uma continuidade da minha última sobre os servidores municipais sendo tratados como “Geni” no governo Garotinho, e realmente é. Mas tendo acabado de ouvir uma gravação que circula em grupos de Whatsapp, centrada na forma pela qual o vice-prefeito Frederico Paes é retratado pela sua forma de trato com os servidores, penso que a lua de mel entre o governo de Wladimir Garotinho e boa parte dos servidores foi tão fugaz quanto o casamento do cantor Fábio Junior com a atriz Patrícia de Sabrit.

Pesam para que a lua de mel esteja tendo um fim fugaz a impressão que já grassa entre um número considerável de servidores de que o vice-prefeito acha que está no comando de uma das usinas da Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro Ltda (Coagro), e que os servidores estatutários da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes são cortadores de cana. Como há muito servidor municipal que teve gerações inteiras de suas famílias que padeceram com a catana da mão nos canaviais de onde os barões do açúcar retiraram suas fortunas enquanto deixavam para trás dívidas trabalhistas colossais, essa associação não é nada positiva não apenas para Frederico Paes, mas, e principalmente, para Wladimir Garotinho.

As próximas semanas, ainda que com um Carnaval pelo caminho, deverão ditar se a lua de mel fugaz não será transformada em um divórcio conturbado. Mas pelo que eu ouvi na gravação que me foi enviada, a coisa pode azedar bastante e bastante rapidamente.

Para evitar isso, duas coisas terão de acontecer: a primeira é que seja cessada a avidez que aparentemente está tomando conta do governo municipal de retirar direitos dos servidores que, afinal, carregam o piano nas costas. A outra seria, como já indicou Chico Buarque em relação a ministros, constituir um “secretário do Vai dar Merda”. Talvez assim, e somente talvez, o divórcio conturbado não se materializará. A ver!