Governo francês vai pedir ajuda ao Rio de Janeiro?

paris 2 paris

As cenas acima não são da Cinelândia no centro do Rio de Janeiro, mas de Paris onde milhares de pessoas desafiaram a proibição de reunião pública e decidiram mostrar sua repulsa ao massacre em curso na Faixa de Gaza. Mas do jeito que os paralelos se cruzam em termos das táticas repressivas do Estado já que em Paris além de se proibir o uso de máscaras, se proibiu simplesmente o direito de reunião pública, não será de se admirar se o governo francês solicitar a ajuda da polícia e da justiça do Rio de Janeiro para conter a escalada de protestos.

Uma coisa é certa: a crise sistêmica do capitalismo gera reações de parte a parte que mostram que podemos até ser diferentes e vivermos em países com condições bastante diferentes, mas as táticas repressivas que visam sufocar o clamor por mudanças, essas são sim muito parecidas e estão recebendo em troca reações bastante semelhantes.

Um último detalhe: não vou me surpreender se aparecer algum delegado ou juiz dizendo que a ativista Sininho que insuflou a manifestações em Paris! Afinal, a moça é a encarnação total do Mal, não é?

Estudantes da UENF vão as ruas do centro de Campos para informar as razões de sua greve

Na tarde desta 5a. feira ocorreu a manifestação dos estudantes da UENF que havia sido anunciada aqui neste blog. Após preparar cartazes e faixas em frente do Museu Histórico de Campos, a manifestação seguiu pelas ruas da região central com os estudantes denunciando a situação criada pelo (des) governo Cabral que não garante o fornecimento de alimentação dentro do campus da UENF, nem dá nenhum apoio para o custeio das despesas com moradia. Os estudantes denunciaram ainda os gastos com a Copa FIFA e exigiram mais verbas para serviços públicos de educação.

Um dos cânticos que foram usados desafiava a dupla Sérgio Cabral/Pezão a viver apenas com uma bolsa de R$ 300,0, como fazem muitos estudantes da UENF. Além disso, também sobrou uma menção pouca elogiosa ao reitor da UENF, Silvério Freitas, que estaria tratando a instituição como seu latifúndio.

Os estudantes devem realizar uma assembléia na próxima segunda-feira para decidir os próximos passos do movimento que já teve uma primeira vitória que foi o anúncio de que o (des) governo Cabral liberou mais R$ 700 mil para a conclusão do bandejão da UENF. Os estudantes agora querem saber qual será a política de uso do bandejão, incluindo preço e qualidade.

Como se vê não são apenas os professores que estão demandando mudanças substanciais na forma com que a UENF é tratada pela dupla Cabral/Pezão. 

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