Exposição da Jaguar Parade em São Paulo

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A Jaguar Parade – intervenção artística urbana que reúne obras de onças-pintadas estilizadas – vai reunir as 90 esculturas nos shoppings da rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis) a partir do dia 27 de setembro.

O projeto será a maior exposição a céu aberto da história de São Paulo e tem como objetivo chamar a atenção para a degradação da fauna silvestre do país, em especial da onça-pintada, que corre risco de extinção. Segundo o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade -, essa espécie é classificada como vulnerável no Brasil. Porém, em alguns biomas como a Mata Atlântica, a espécie é considerada como criticamente ameaçada, pois existem menos de 300 indivíduos em toda sua extensão.

No dia 25 de outubro, as peças ganharão as ruas e praças da capital paulista.

Jaguar Parade

Serviço:

Jaguar Parade

Data: de 27 de setembro a 23 de novembro

Local: Shoppings da Rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis)

Cronograma completo com os artistas: jaguarparade.com/pinturas/

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Informações à Imprensa – Index Assessoria

Erika Sena – erika@indexconectada.com.br

Ministério do Meio Ambiente tira da internet mapas de áreas de conservação

Imagens excluídas indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas e que precisam de proteção

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(foto: Registro de áreas de conservação estão indisponíveis no site do MMA. Foto: Reprodução MMA)

O Ministério do Meio Ambiente tirou da página na internet uma série de mapas de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade brasileira. As imagens, que estavam disponíveis na página do Ministério, indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas, isto é, que só existem naqueles locais específicos, e precisam de proteção. Esse zoneamento orienta técnicos da pasta e de autarquias como o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tanto em ações de fiscalização quanto de manejo e uso da terra.

Entre os ecossistemas das áreas prioritárias está a Mata Atlântica. O bioma, que sofreu diversas degradações, atualmente, ocupa menos de 10% do território inicial. A assessoria do Meio Ambiente informou que o hotsite foi retirado do ar,  “pois foi verificada a necessidade de ajustes no mapa das áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios”. Consta no texto que “os ajustes se fizeram necessários, pois havia um sombreamento entre biomas. A decisão de retirar do ar ocorreu para evitar a disseminação de informação equivocada.”

“Área sombreada” equivaleria a uma marcação de um bioma no mapa que, na verdade, pertence a outro tipo de ecossistema. Uma mancha errada sobreposta no desenho final. Questionada se isso havia ocorrido em todos os mapas, porém, a pasta não respondeu. Além disso, as matérias produzidas pela equipe do ministério e postadas no site a respeito dessas áreas também foram excluídas. Sem as imagens, qualquer iniciativa errônea que prejudique uma área de conservação prioritária, será mais difícil de detectar. “Informamos que os ajustes já estão sendo realizados e encontram-se em fase final. Tão logo seja finalizado, as informações serão republicadas”, respondeu o Meio Ambiente.

rsMinistério do Meio Ambiente é comandado por Ricardo Salles(foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADAO CONTEUDO )

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, comparou a ação no ministério com o processo que o ministro Ricardo Salles sofreu quando atuava como secretário do Meio Ambiente em São Paulo, por irregularidades na elaboração e aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê. “Ele tomou uma atitude grave, que se assemelha a que o levou a sofrer um processo em São Paulo. Ele decidiu apagar os arquivos, tirar do sistema os mapas de áreas prioritárias de conservação, que indicam as áreas mais sensíveis do país”, criticou. O ministro pode recorrer e, a uma emissora de TV, disse que a sentença do juiz reconheceu que não houve dano ambiental nem vantagem pessoal.

Presidente da Associação dos Servidores da Carreira Especialistas em Meio Ambiente do Distrito Federal, Alexandre Bahia Gontijo foi cuidadoso ao comentar o caso. “O cuidado com essas regiões é importante e caro até para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Eu não sei o que o ministro quer ao retirar essas informações da rede. Mas, se as informações não são mais públicas, isso é um problema”, avaliou. Para Gontijo, será importante comparar os mapas anteriores com os que serão postados.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo jornal Correio Braziliense [Aqui!].

Em nota pública da Confederação Nacional de Reservas Particulares de Patrimônio Natural condena ameaças em Casimiro de Abreu

A nota abaixo assinada pelo presidente da Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CNRPPN) relata situação de ameaça ao Sr. Luiz Nelson, proprietário da RPPN Fazenda Bom Retiro que fica localizada no município de Casimiro de Abreu.

Já tive a oportunidade de visitar a RPPN Fazenda Bom Retiro e conversar pessoalmente com o Sr. Luiz Nelson sobre o impacto esforço de preservação socioambiental que ele vem liderando, de forma praticamente solitária, há quase três décadas.

Qualquer ameaça à sua integridade física é, acima de tudo, uma ameaça à proteção ambiental da Mata Atlântica fluminense. Desde já considero que é fundamental que sejam tomadas providências para apurar este caso e assegurar a proteção do Sr. Luiz Nelson.

CNRPPN

Minhas posses são poucas, mas isso não quer dizer que não sejam valiosas

Ao contrário de muitos que vêem na acumulação de posses um caminho de afirmação, faço questão de não acumular propriedades. É que existem muitas coisas nesse mundo que eu prefiro ver e presenciar, em vez de me preocupar com as contas que imóveis nababescos com que sonha a classe média sempre acarretam. Essa é uma decisão que muitos estranham, mas que me mantem relativamente saudável dos pontos de vistas mental e financeiro.

A única propriedade que eu possuo, e graças a uma herança, é um pedaço de floresta de Mata Atlântica no município paranaense de Ortigueira que nós alcunhamos de “Sítio Esperança”. Lá pretendo viver um dia para passar meus melhores dias com o som da natureza como meu background cotidiano.

E como não sou mesquinho, compartilho abaixo a visão e o som que emerge de um dos vários riachos que cortam a área de 15,0 hectares cuja propriedade divido em condomínio com meus 3 irmãos e minha irmã. E, um conselho aumentem o volume da caixa de som!

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Marketing acadêmico: 10 anos do Herbário da UENF

Apesar de todas as pressões negativas causadas pelos que não querem universidades públicas, gratuitas e de qualidade, a vida ainda pulsa! Uma prova disso são 10 anos de existência do herbário da Uenf, no que se constitui num esforço vitorioso de acumulação e transmissão de conhecimento acerca da biodiversidade, especialmente a existente no interior do bioma da Mata Atlântica.

As atividades são de livre acesso aos interessados. Abaixo o material de divulgação que foi preparado para informar os interessados em participar do evento.

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Marketing Acadêmico: defesa de tese de doutorado no Programa de Ecologia e Recursos Naturais da UENF

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Em que pese o momento complicado que a Uenf vive neste momento, na próxima segunda-feira (18/05) deverá ocorrer a defesa de tese de doutorado do meu orientando Vinicius Rocha Leite que realizou seu trabalho no Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais.

O título da tese é “Análise da efetividade de unidades de conservação para proteção de ecossistemas localizados em paisagens fragmentadas e sob intensa pressão antrópica no bioma da Mata Atlântica”.  A expectativa é de que em sendo aprovada a tese, as descobertas acadêmicas que o mesmo traz possam ter utilidade nos esforços de proteção e conservação do que ainda resta do riquíssimo bioma da Mata Atlântica.

 Abaixo vai o convite para esse evento que espero seja interessante para todos, especialmente o candidato a doutor que neste dia terá a tarefa de defender o rigor científico do seu trabalho.

vinicius

Do Blog do Maurício Tuffani: Desmatamento na Amazônia mantém tendência de dobrar,

Por MAURÍCIO TUFFANI 

A estimativa da devastação florestal na Amazônia em março feita pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) não afastou a perspectiva de dobrar a taxa anual do desmatamento na região, que deverá ser divulgada no segundo semestre pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Os dados mais recentes do SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento), do Imazon, apontaram um aumento de 214% no corte raso na floresta Amazônica brasileira de agosto do ano passado a março deste ano em comparação com o mesmo período de oito meses de 2013 a 2014, como mostra o gráfico a seguir, extraído do boletim divulgado na semana passada pela ONG.

Desmatamento por corte raso até março

Gráfico comparativo dos registros de desmatamentos na Amazônia Legal nos períodos de agosto de 2013 e julho de 2014 (barras azuis) e de agosto de 2014 a março de 2015 (barras vermelhas) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia). Imagem: SAD/Imazon/Divulgação

Esses dados mostram a manutenção da tendência que vem sendo apontada pelo Imazon, que no mês passado apontou o aumento de 215% no corte raso de agosto do ano passado a fevereiro deste ano em comparação com o período equivalente de sete meses de 2013 a 2014, com mostrou a figura a seguir, que já havíamos apresentado neste blog no post A volta da pátria desmatadora (22.mar).

Desmatamento por corte raso até fevereiro

Gráfico comparativo dos registros de desmatamentos na Amazônia Legal nos períodos de 2013-2014 e 2014-205 pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia). Imagem: SAD/Imazon/Divulgação

A redução de um ponto percentual nessa comparação, estendida com o acréscimo dos dados de março, não atenua a tendência de a devastação dobrar na parte brasileira da floresta Amazônica. O corte raso, que havia sido reduzido com sucesso de 2005 a 2012,  já havia voltado a crescer no período 2012-2013.

Degradação

No corte raso foi registrado o total de 1.761 km2 de áreas de floresta derrubada nesses oito meses, em comparação com os 560 km2 no mesmo período entre 2013 e 2014, segundo o SAD. Os três maiores desmatadores continuaram sendo os mesmos: Mato Grosso (639 km2), Pará (434 km2) e Rondônia (347 km2).

Além do dobro do corte raso, o SAD registrou também que cresceu mais de sete vezes a degradação sem derrubada total da floresta agravada por secas e queimadas e induzida por extração seletiva e outras formas de exploração, como mostram as barras cor de laranja na figura a seguir.

Degradação da floresta sem corte raso até março

Degradação florestal sem corte raso até março: gráfico comparativo dos registros de áreas degradadas de floresta sem derrubada total na Amazônia Legal nos períodos de agosto de 2013 a julho de 2014 (barras pretas) e de agosto de 2014 a março de 2015 (barras cor de laranja) pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente na Amazônia). Imagem: SAD/Imazon/Divulgação

Os boletins do SAD são mensais. Para o mês de fevereiro, apesar de mais da metade (59%) da área florestal da Amazônia Legal ter sido coberta por nuvens, esse sistema detectou 42 km2 de desmatamentos. Esse dado corresponde a quase o triplo (282%) dos 11 km2 registrados em fevereiro de 2014, quando a cobertura de nuvens foi maior (69%).

Mata Atlântica

Como já havia assinalado este blog, o aumento da devastação florestal com queda na economia é ainda mais preocupante. Até alguns anos atrás os períodos de desaquecimento da atividade econômica sempre dificultaram os desmatamentos, chegando até a reduzi-los.

Antes da fase de reduções das taxas anuais de desmatamento da Amazônia por meio de programas de fiscalização do governo federal, a partir de 2007, o índice mais baixo havia sido o de 1991, ano posterior ao início do governo de Fernando Collor (1990-1992), que congelou investimentos, inclusive cadernetas de poupança.

Entre outros fatores, não há como desvincular esse retrocesso do esquartejamento do Código Florestal que foi alterado por uma lei aprovada em 2012, desprovida da sistematização normativa de preceitos ambientais e fundamentos científicos. Algumas pesquisas já deixaram clara essa conexão, como uma publicada pela revista Science em maio do ano passado.

Até julho de 2014 foram desmatados 764.061 km2 da floresta Amazônica, uma área pouco maior que a da metade do Amazonas ou do triplo do Estado de São Paulo —ou do triplo do Reino Unido, se for preferível uma comparação internacional. E​ssa extensão corresponde a 19,1% da extensão original da floresta Amazônica, que era de aproximadamente 3,99 milhões de quilômetros quadrados.

PS – Desde o dia 13 assumi a função de editor-chefe da revista “Scientific American Brasil”. Desse modo, não estou mais colaborando com reportagens diárias para a Folha, mas continuo com a satisfação de manter o blog. Aproveito para agradecer aos leitores por toda a atenção dispensada e também pela participação com sugestões, críticas e comentários.

FONTE: http://mauriciotuffani.blogfolha.uol.com.br/2015/04/21/desmatamento-na-amazonia-mantem-tendencia-de-dobrar/