Estação recorde de incêndios no Brasil

Maior perda de floresta desde o início do monitoramento por satélites

fogo brasil

Por Norbert Suchanek para a Neues Deutschland

Enquanto o coronavírus faz mais e mais vítimas no Brasil e está se espalhando por todo o país, apesar das medidas de quarentena, outra tragédia já dura semanas. No sul e no oeste do Brasil, as florestas estão queimando desde o início do ano como não acontecia há décadas.

De 1º de janeiro a 25 de maio deste ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo monitoramento ambiental por satélite no Brasil, contabilizou 2.646 florestas e incêndios florestais nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, 338% a mais que no mesmo período do ano anterior. O INPE nunca registrou tantos incêndios nesta região nos primeiros cinco meses do ano, desde o início do monitoramento por satélite em 1999.  Os incêndios ocorrem principalmente em áreas de Mata Atlântica. Neste ano, 3.859 quilômetros quadrados desse ecossistema florestal, extremamente rico em espécies, foram destruídos por chamas. O estado recordista na destruição da floresta por supostos incêndios antrópicos é Santa Catarina, onde o INPE registrou 711% mais incêndios neste ano do que em 2019.

Incêndios recordes como nunca antes também são registrados nos vizinhos do sul do Brasil. Desde o início do ano, os satélites registraram 14.078 focos de fogo, 314% a mais que no ano anterior. No Paraguai, por outro lado, mais de três vezes mais incêndios florestais e selvagens estão ocorrendo este ano do que em 2019 e no Uruguai quase quatro vezes mais.

No oeste brasileiro, por outro lado, o Pantanal, conhecido por sua abundante fauna, está queimando como nunca desde o início do ano. Até o final de maio, o INPE contabilizou 2.040 incêndios nesta maior área úmida do mundo, 185% a mais do que no mesmo período do ano anterior. No final de abril deste ano, as chamas devoraram uma área de 3.686 quilômetros quadrados nos 138.183 quilômetros quadrados da parte brasileira deste pantanal transfronteiriço. A própria estação seca e a estação dos incêndios florestais na região, de julho a outubro, ainda estão por vir.

Uma das causas desses numerosos incêndios florestais e incêndios florestais neste canto de quatro países do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que é dominado por plantações de soja e fazendas de gado, é uma seca incomum para esta época do ano, o que torna o trabalho dos incendiários muito mais fácil. Segundo especialistas, a maior parte dos incêndios no Pantanal foi iniciada por mãos humanas, como foi o caso dos incêndios recordes no segundo semestre do ano passado, para a criação de novas pastagens. Só em abril passado, o Tribunal de Justiça Mato Grosso do Sul autorizou a agroindústria Majora Participações a desmatar 42,5 mil hectares no Pantanal Sul.

De fato, esta paisagem inundada, única no mundo, está há anos exposta a uma mudança estrutural almejada pelo estado no sentido de uma intensificação da pecuária, independentemente da vegetação natural. “As mudanças na pecuária do Pantanal são a principal causa do desmatamento na região”, disse Elton Antônio Silveira, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente de Mato Grosso no ano passado. As pastagens nativas seriam substituídas por gramíneas exóticas para atender às necessidades da raça Nelore de gado zebu, que substituiu o tradicional gado pantaneiro.

Há mais de 250 anos, a pecuária extensiva e sustentável, utilizando a paisagem natural, é praticada no Pantanal. Do cruzamento de onze velhas raças de gado de Portugal e da Espanha, surgiu o robusto gado pantaneiro, adaptado à planície de inundação tropical. Há vários anos, porém, uma nova geração de engenheiros agrônomos e empresas do agronegócio que estão comprando grandes áreas contam com a produção intensiva de carne com raças otimizadas de gado em pastagens com gramíneas africanas. Medida que o instituto estadual de pesquisas agropecuárias Embrapa recomenda aos pecuaristas para aumentar a produtividade e que também está legalmente aprovada desde 2012.

As perdedoras são as espécies animais e vegetais do Pantanal e do Gado Pantaneiro, que agora está na lista vermelha das espécies extintas da pecuária. Apenas cerca de 500 animais dessa raça milenar, dos quais cerca de três milhões já perambularam pelo Pantanal, sobreviveram à transformação estrutural, segundo dados da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS).

Outra possível causa da conflagração é o avanço das fazendas de soja, que agora ocupam grandes pastagens na orla do Pantanal. Entre 2009 e 2016, a área plantada com soja dobrou de 300 mil para cerca de 600 mil hectares, segundo dados do instituto ambiental SOS Pantanal, que vê a expansão da soja como a maior ameaça ao pantanal hoje. O cultivo da soja, com ou sem variedades geneticamente modificadas, não só leva os pecuaristas a desmatarem novas áreas, como também contamina as águas com agrotóxicos e fertilizantes artificiais.

A epidemia de coronavírus e a atual alta taxa de câmbio do dólar em relação às moedas sul-americanas drasticamente desvalorizadas, como o real e o peso, são mais um incentivo para cortar e queimar. Os agricultores de soja que produzem para exportação estão, portanto, tendo lucros mais altos do que nunca. Lucros elevados, por sua vez, geralmente levam à expansão da área plantada com soja, geralmente comprando ou deslocando pastagens para gado, vizinhos e pequenos proprietários, o que por sua vez estimula o corte e a queima.

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Este artigo foi escrito originalmente em alemão e publicado pela Neues Deutschland [Aqui!].

Romeu Zema impõe “passa boiada ambiental” na implantação ilegal de duas hidrelétricas no Rio Airuoca

Hidrelétricas no Rio Airuoca: como essas obras podem afetar Resende e a região das Agulhas Negras?

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Um grupo de seis associações sem fins lucrativos, entre elas a Crescente Fértil, com sede no distrito da Serrinha, em Resende, entraram nesta sexta-feira, dia 7, com uma Ação Civil Pública contra o estado de Minas Gerais, a Prefeitura de Alagoa, a Superintendência Regional de Meio Ambiente Sul de Minas (Supram) e as empresas Alagoa 2 Energia Ltda e a Polifértil Energia Eireli. Elas tentam embargar as obras da construção de duas Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), Navitas Energia Sacramento II e Navitas Energia Sacramento III, no rio Aiuruoca, no município de Alagoa, município localizado no Sul de Minas (ver vídeo abaixo).

As seis entidades se manifestaram com base no artigo 4º da Lei Federal nº 7.347/85, com o objetivo de evitar um dano ambiental ainda maior para a área. A ação defende que os dois empreendimentos estão sendo construídos em pleno “bioma da Mata Atlântica, de vital importância para as comunidades humanas e não humanas nas terras altas da Mantiqueira, que possui forma especial e constitucional de proteção”. E que o “Ministério Público (de MG), com muita razão, sustenta que a autorização legal para a instalação dos empreendimentos é incompatível com o modelo de licenciamento simplificado, de cunho autodeclaratório, da Superintendência Regional Ambiental (Supram), do Sul de Minas e do Município de Alagoa”. Além disso, a ação cita que “as obras não são de baixo impacto”.

Para entender toda essa história envolvendo um dos rios mais importantes da Mantiqueira, e também um dos que têm a nascente mais alta do país, situada a mais de 2 mil metros de altitude, o jornal BEIRA-RIO entrevistou o diretor executivo adjunto da Crescente Fértil, Luis Felipe César; e a historiadora Aline Rochedo Pachamama, que atua em outra organização participante, a Nova Cambuquira, de Cambuquira/MG, apesar de hoje morar no lado resendense de Visconde de Mauá. A historiadora também é a responsável por ter criado uma petição que ultrapassou as 10 mil assinaturas previstas neste domingo, dia 9, pedindo o embargo das obras.

– Essa petição é importante porque ela ultrapassou o número de habitantes de Alagoa, que é a cidade onde vem sendo fomentada essa ideia das hidrelétricas. Ou seja ultrapassa o número de habitantes da região. A gente tem que entender esse rio como patrimônio nacional, não só na jurisdição de quem mora na região. É um decisão de toda a sociedade dizer não às hidrelétricas. Sua construção mobilizou grupos da sociedade civil tanto do lado de Minas quanto do lado do Rio de Janeiro. Espero que o pessoal de Resende se envolva, e nós estamos nessa intenção de ter um desdobramento maior para as questões do Rio Preto e também para o Paraíba do Sul, que já se encontra totalmente degradado em Resende, não tem uma política pública que cuide do direito a água.

Pachamama explica que, embora Cambuquira não seja banhada pelo Aiuruoca, a cidade se encontra inserida dentro da Mantiqueira. “Nós originários não vemos essas divisões regionais de limites e territórios como os não indígenas, essa é a região de origem da minha família. Estou envolvida em um projeto que é o Fórum das Águas. E esse grupo Nova Cambuquira já faz um trabalho de preservação das águas minerais há muitos anos, e por isso é importante a nossa participação”.

A historiadora destaca que o episódio ocorrido no rio Aiuruoca pode também afetar a região onde está inserida Resende por causa do Rio Preto. “Todos os rios que perpassam a Mantiqueira é como se fossem as nossas veias. Embora a gente pense que o rio Aiuruoca não vai nos afetar por não estar no estado do Rio, tudo que acontecer com ele também atingirá o Rio Preto. Esse movimento pela não construção das hidrelétricas é para que nenhuma delas adentre o nosso território. O rio é um reservatório natural de águas, portanto é que não podemos encarar uma hidrelétrica como algo natural, que vem para destruir esse rio”, opina.

O Rio Preto – que é sub-afluente do Paraíba do Sul, que fica na divisa entre Rio e Minas, em Visconde de Mauá – também é lembrado pelo diretor executivo adjunto da Crescente Fértil, que reconhece a possibilidade de um dia o local também receber empreendimento semelhante.

– Esse empreendimento não vai trazer consequências ambientais para o município de Resende. Ele pode trazer consequências estratégicas e políticas na medida que projetos similares sejam licenciados e realizados com base nessa mesma lógica de estudos superficiais e sem participação da sociedade. E aí cito especificamente o Rio Preto, que é um rio por qual pairam dois projetos de CGHs (pequenas centrais hidrelétricas) que podem representar uma situação semelhante (a do Aiuruoca) em uma área muito próxima da gente – cita Luís Felipe, que destaca a participação de grupos criados na região de Resende, como o coletivo Águas da Mantiqueira e o Fórum Popular da Natureza como contrários ao empreendimento mineiro.

População surpreendida durante a pandemia

Além disso, o documento também destaca que em tempos de isolamento (devido a pandemia do coronavírus), os moradores da região foram surpreendidos ao perceberem a instalação dos CGHs sem qualquer tipo de consulta popular prévia, ou procedimentos mais complexos de avaliação e quantificação dos possíveis danos ambientais. Sem falar que os empreendimentos foram autorizados sem a ciência ou a anuência do Comitê de Bacia do Rio Verde do Alto Rio Grande, do Comitê da APA da Serra da Mantiqueira e da administração do Parque Estadual da Serra do Papagaio (Pesp).

As entidades ainda temem que sem a participação popular ou processos de licenciamento mais complexos, haja “o risco da diminuição de volumes das bacias hidrográficas, prejudicando a biota/comunidade aquática e, assim, desconsiderando os impactos ambientais, que devem ser entendidos de forma mais complexa, considerada toda a rede de relações de um ecossistema”. Sem contar que “os dois empreendimentos tiveram, isoladamente, as licenças simplificadas concedidas, apesar de estarem a apenas 2,5 km (dois quilômetros e meio) um do outro, sem considerar o conjunto dos danos”.

Elas encerram o documento requerendo as intervenções e o “acolhimento urgente do pedido ministerial” para suspensão imediata do licenciamento ambiental do empreendimento responsável pela CGH Alagoa II, e “do Documento de Autorização para Intervenção Ambiental (Daia) para a supressão de vegetação nativa em estágio inicial e médio para intervenção em APP (Bioma Mata Atlântica)”. Assim como também a suspensão do licenciamento do empreendimento responsável pela CGH Alagoa III, além da “Autorização para Intervenção Ambiental (AIA) para supressão com destoca de vegetação nativa em estágio inicial de regeneração do Bioma Mata Atlântica”.

Além da Crescente Fértil e da Nova Cambuquira, também assinam o documento as organizações Instituto Sintropia, de Aiuruoca/MG; Fundação Matutu, também de Aiuruoca; Aliança em Prol da APA da Pedra Branca, de Caldas/MG; e Sociedade Amigos do Parque das Águas, de Caxambu/MG.

MP de Minas Gerais pede paralisação das obras

Esta não é a única denúncia noticiada na imprensa contra as empresas e autoridades que permitiram as obras das hidrelétricas. Em reportagem veiculada em uma emissora de TV regional neste sábado, dia 8, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu na justiça a paralisação das obras depois que o Coletivo SOS Rio Aiuruoca, que é formado por pelo menos 12 entidades de defesa do meio ambiente, pesquisa, e cultura radicadas na serra da Mantiqueira, afirmou, segundo a reportagem de um portal de notícias, do último dia 2, que “o empreendimento será instalado em área com prioridade para conservação da biodiversidade muito alta”.

A mesma reportagem revelou que as duas centrais hidrelétricas obtiveram licenças ambientais sem que a APA (Área de Proteção Ambiental) da Mantiqueira tomasse ciência do impacto da instalação e operação dos empreendimentos. E que a reportagem do portal apurou que a Superintendência Regional Ambiental Sul de Minas (Supram) não informou devidamente qual será o impacto ambiental causado pelos empreendimentos, nem como será feita a mitigação desse impacto, para a APA, órgão federal responsável que determina as regras de proteção do meio ambiente na serra, entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

De acordo com uma denúncia feita pelas entidades do Coletivo ao Ministério Público estadual, que pede o embargo imediato das obras, as hidrelétricas não poderiam ser consideradas empreendimentos distintos e optar pelas licenças ambientais simplificadas que lhes foram concedidos, pois “estão sendo instaladas em áreas contíguas”. As obras seguem acontecendo no local há um ano e estariam próximas do encerramento.

Prefeitura fala sobre autorizações

A Prefeitura de Alagoa/MG divulgou uma nota de esclarecimento endereçada às “inúmeras reclamações e indagações da População de Alagoa referente à construção da Central de Geração Hidrelétrica – CGH Alagoa III nas imediações da Itaoca/Pedreira/Morro Vermelho”, defendendo que “a obra foi licenciada pelo Governo do Estado de Minas Gerais através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) sendo emitido o Certificado 101/2018 datado de 21/06/2018 com validade até 21/06/2028”. Em relação a outorga da água, disse que a autorização foi concedida “pela Agência Nacional de Águas (ANA) através da Declaração CNARH Nº 281777 na Resolução nº 972, de 05 de Junho de 2017 / Documento nº 00000.034011/2017-40 o uso de recursos hídricos de domínio da União para geração de energia elétrica por 35 anos”.

A nota ainda destaca que o uso de explosivos teve a autorização concedida pelo Ministério da Defesa, além da autorização dos proprietários de imóveis rurais da localidade. Quanto a fiscalização ambiental, a Prefeitura também disse ter sido informada pela Polícia Militar Ambiental, órgão responsável pela fiscalização do empreendimento, que a obra está sendo executada em conformidade com a Autorização fornecida pelo Órgão Estadual. E que “o empreendimento foi autorizado pelos órgãos competentes em âmbito Estadual e Federal fugindo da alçada municipal a capacidade de autorização e fiscalização da referida obra”.

Mais informações sobre esta situação absurda podem ser obtidas [Aqui!].

Fotos: Divulgação/Coletivo SOS Aiuruoca

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Este texto foi originalmente publicado pelo jornal Beira-Rio [Aqui!].

Estudo aponta que grandes propriedades apresentam maiores áreas de déficit ambiental em municípios da Mata Atlântica

Gestores de 117 municípios podem utilizar dados para a tomada de decisão quanto ao uso e conservação do bioma

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Mata Atlântica. Ao fundo, cidade do Rio de Janeiro. Foto: Dmitry V. Petrenko/ Shutterstock.com

A Fundação SOS Mata Atlântica e o Imaflora (Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola) lançam o sumário executivo “Resumo Fundiário, Uso do Solo e de Remanescentes Florestais de 117 Municípios da Mata Atlântica“, como parte de um relatório mais abrangente que reúne uma série de estudos sobre conservação, uso e ocupação do solo no bioma. O objetivo da iniciativa é oferecer conhecimento sobre a situação atual dos municípios para auxiliar gestores públicos na tomada de decisão de políticas públicas ambientais. Além de estatísticas, o relatório traz mapas de todos os municípios analisados. A apresentação do relatório aconteceu durante webinar nesta quinta (30), às 15h.  

Acesse o sumário executivo

Para solicitar o relatório completo entre em contato com info@sosma.org.br

Segundo o estudo, nos municípios analisados, as grandes propriedades – que correspondem a 3% do total, apresentam as maiores áreas de déficit de Área de Preservação Permanente (APP), com 46,6%, e de Reserva Legal, com 69,6%. Enquanto o ativo de vegetação natural em pequenas e médias soma 55,6%. Ao relacionar por tamanho das propriedades rurais (pequenas, médias e grandes), as grandes propriedades representam 48%, totalizando 5.659.506 hectares da área. Além disso, foi possível identificar uma predominância de vegetação natural nos municípios, com 6.326.971 de hectares, ou 37.7% do total, seguido da classe de agricultura com 5.167.435 de hectares, ou 30.8% do total.

“A Mata Atlântica foi o bioma mais impactado pelas anistias do novo Código Florestal, com um uma redução de 27%, uma área maior que a do estado do Sergipe. A falta de planejamento territorial contribui para uma gestão ineficiente dos recursos, causando, por exemplo, supressão de vegetação nativa, escassez hídrica e degradação do solo. E isso ocasiona a perda de serviços ecossistêmicos fundamentais e contribui para as mudanças climáticas, já cada vez mais acentuadas. Por isso, queremos colaborar com conhecimento para o melhor gerenciamento por partes dos gestores públicos locais”, afirma Rafael Bitante Fernandes, gerente de Restauração Florestal da Fundação SOS Mata Atlântica.

O impacto ao meio ambiente também é visto como prejudicial à economia e à imagem do Brasil. Recentemente, um grupo de investidores que detém uma carteira de US﹩ 4,1 trilhões direcionou suas preocupações ambientais às embaixadas brasileiras em oito países. Empresários brasileiros também se uniram para pedir o combate ao desmatamento em todos os biomas do país.

Transparência, rastreabilidade, compromissos e ações em sinergia com meio ambiente são pilares cada vez mais estratégicos no mundo dos negócios, o que para o poder público e iniciativa privada podem ser uma grande oportunidade. Uma política pública ainda pouco utilizada e que vai ao encontro a isso são os Planos Municipais da Mata Atlântica (PMMAs), e esse relatório traz subsídios concretos para colocar isso em prática.

“Com os Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), por exemplo, os gestores podem usar estes dados para apontar o que fazer, como e onde priorizar ações de uso e conservação”, reforça Rafael Bitante Fernandes.

A realização deste estudo se baseou em quatro critérios: remanescente de vegetação nativa; desmatamento; adequação do Código Florestal e uso do solo. Para a definição dos municípios analisados, foi feita uma análise multicritério em que foram escolhidas variáveis como desmatamento após 2008, déficit total, área de vegetação nativa, área de agronegócio, entre outras.

“O contexto atual reforça aquilo que já vínhamos demonstrando há décadas: não há dicotomia entre produção e conservação, pelo contrário. Não só é possível como, cada vez mais, urgente e obrigatório levar em conta os dados científicos disponíveis para a tomada de decisões de políticas públicas”, acredita Luis Fernando Guedes Pinto, Gerente de Políticas Públicas, engenheiro agrônomo e pesquisador do Imaflora. “Quem se propuser a utilizar tais dados para construir políticas de regeneração estará dando um sinal positivo para investidores, eleitores e a sociedade em geral.”

Para obter tais dados, os pesquisadores analisaram diversas pesquisas e metodologias, como o estudo “Números detalhados do novo Código Florestal e suas implicações para os PRAs”, do Imaflora; bases de dados governamentais públicas; o Atlas da Agropecuária brasileira; a base vetorial de hidrografia da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS); o MapBiomas e o Atlas da Mata Atlântica.

Em vista das eleições municipais no segundo semestre deste ano, o estudo traz importantes contribuições para que os atuais e futuros gestores destas cidades possam incluir a agenda ambiental como tema estratégico em seus planos.

“Assim como os órgãos estaduais de meio ambiente, a esfera municipal é crucial neste momento de pandemia e diante das fragilidades de políticas federais. Os órgãos municipais podem exercer cada vez mais um papel preponderante e protagonista na construção de uma agenda positiva e estratégica no campo da conservação e recuperação da Mata Atlântica. Principalmente para que sejam ativo essencial para o enfrentamento dos impactos do clima, na gestão da água, nas áreas protegidas, na sustentabilidade das atividades econômicas, na qualidade de vida e bem-estar da população”, conclui Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

A Fundação SOS Mata Atlântica é uma ONG ambiental brasileira criada em 1986 para inspirar a sociedade na defesa da floresta mais ameaçada do Brasil. Atua na promoção de políticas públicas para a conservação da Mata Atlântica por meio do monitoramento do bioma, produção de estudos, projetos demonstrativos, diálogo com setores públicos e privados, aprimoramento da legislação ambiental, comunicação e engajamento da sociedade em prol da restauração da floresta, valorização dos parques e reservas, água limpa e proteção do mar. Os projetos e campanhas da ONG dependem da ajuda de pessoas e empresas para continuar a existir. Saiba como você pode ajudar em www.sosma.org.br.

Sobre o Imaflora

O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) é uma associação civil brasileira sem fins lucrativos, criada em 1995 sob a premissa de que a melhor forma de conservar as florestas tropicais é dar a elas uma destinação econômica, associada a boas práticas de manejo e à gestão responsável dos recursos naturais. O Imaflora busca influenciar as cadeias dos produtos de origem florestal e agrícola, colaborar para a elaboração e implementação de políticas de interesse público e, finalmente, fazer a diferença nas regiões em que atua, criando modelos de uso da terra e de desenvolvimento sustentável que possam ser reproduzidos em diferentes municípios, regiões e biomas do país. Mais informações: http://www.imaflora.org

Informações à imprensa

Fundação SOS Mata Atlântica

Luiz Soares,  Tel.: (11) 96199-1050, Email.: luiz@sosma.org.br

Imaflora

Israel Lippe,  Tel.: (11) 95041-3625,  Email.: israel.lippe@profilepr.com.br

 

 

P&G anuncia compromisso de ter todas as suas operações carbono neutro nesta década e realizará projeto de restauração da Mata Atlântica no Brasil

Até 2030 a companhia reduzirá emissões de gases de efeito estufa em 50% e chegará a utilizar 100% de eletricidade renovável em todas as fábricas no mundo; parte integral desse esforço é projeto de restauração que inclui Mata Atlântica brasileira

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A P&G acaba de anunciar o compromisso de que todas as suas operações sejam neutras em carbono nesta década, com intervenções de restauração da natureza, uma vez que os próximos dez anos representam uma janela crítica na luta contra o aquecimento global. No período, a P&G se compromete a ir além das metas anteriormente definidas, desenvolvendo projetos de restaurações ambientais. Dentre as iniciativas, a companhia, em parceria com a World Wildlife Fund for Nature (WWF) e a Suzano, traz planos para a Mata Atlântica, no estado do Espírito Santo, com recuperação da paisagem florestal, gerando benefícios para a biodiversidade e as comunidades locais, além de segurança hídrica e captura de carbono.

“A mudança climática está acontecendo e são necessárias ações agora. Ao reduzir nossa pegada de carbono e investir em soluções climáticas naturais, seremos neutros em carbono em todas as nossas operações e ajudaremos a proteger ecossistemas vulneráveis e comunidades em todo o mundo”, diz David Taylor, CEO da P&G. Com base nas estimativas atuais, a companhia precisará equilibrar aproximadamente 30 milhões de toneladas de carbono de 2020 a 2030 e continuará buscando novos projetos eólicos, solares e geotérmicos para acelerar ainda mais a transição para energias renováveis.

Além de sequestrar mais carbono, um aspecto importante dos projetos de restauração é o potencial de gerar outros benefícios ambientais e socioeconômicos significativos, a fim de proteger e aprimorar a natureza, e melhorar os meios de subsistência das comunidades locais.

Junto com a Conservation International e a WWF, a P&G vem trabalhando para identificar e financiar uma série de projetos voltados para proteger, melhorar e restaurar ecossistemas críticos. Adicionalmente ao projeto no Brasil, os demais incluem:

– Evergreen Alliance com a Arbor Day Foundation:reunião de empresas, comunidades e cidadãos em ações críticas para preservar as necessidades das vidas afetadas pelas mudanças climáticas, plantio de árvores no Norte da Califórnia e na Alemanha para restaurar áreas devastadas por incêndios florestais.

– Proteção de Palawan, nas Filipinas, com a Conservation International: para proteger, melhorar e restaurar os manguezais e ecossistemas críticos de Palawan, a quarta área mais “insubstituível” do mundo para a vida selvagem única ameaçada.

No Brasil, a implementação do projeto conta com a experiência da Suzano, parceira da P&G na cadeia produtiva. “Essa aliança representa o olhar de futuro comum que une a Suzano, a P&G e o WWF em torno do desenvolvimento sustentável. A recuperação da Mata Atlântica tem importantes impactos ambientais e sociais positivos para a região e está alinhada com as nossas metas de longo prazo, que visam mitigar os efeitos causadores das mudanças climáticas e contribuir para maior desenvolvimento social das comunidades regionais”, diz Walter Schalka, Presidente da Suzano.

Período crítico

Relatórios recentes destacam que o mundo está abaixo das reduções de emissão de gases de efeito estufa necessárias, e a próxima década representa um período crítico para reduzir as emissões e estar no caminho de limitar o aumento da temperatura em até 1,5° C. Essa tarefa ficará muito mais difícil se a sociedade não começar a reduzir as emissões antes que a década acabe. Em 2050, as emissões de carbono devem cair para zero ou perto disso. A falta de ação agora colocará as gerações futuras em maior risco com os impactos das mudanças climáticas e dificultará o alcance das metas globais do Acordo de Paris.

“A natureza deve ser uma parte essencial de qualquer estratégia para combater a crise climática. Pesquisas mostram que não podemos cumprir nossas metas climáticas, a menos que protejamos, restauremos e melhoremos o gerenciamento de ecossistemas ricos em carbono. Feitos corretamente, esses esforços podem fornecer um terço das reduções de emissões necessárias na próxima década e, principalmente, apoiar os meios de subsistência das comunidades nas linhas de frente das mudanças climáticas. Estamos muito satisfeitos por trabalhar com a P&G para proteger a natureza – um investimento que é uma vitória para as pessoas e para o planeta”, explica Dr. M. Sanjayan, CEO da Conservation International.

“Trabalhamos com a P&G para impulsionar o progresso climático e salvaguardar as florestas, há mais de uma década, porque o escopo de seus negócios significa que eles podem fornecer resultados em uma escala que importa. É importante ressaltar que esse progresso não se limitou à sua presença corporativa. A P&G foi uma das primeiras parceiras da Renewable Energy Buyers Alliance que ajudou a expandir as compras corporativas de energia renovável nos EUA. O anúncio de hoje marca mais progresso, colocando um foco maior no papel que a preservação da natureza pode desempenhar – não apenas na absorção de emissões de carbono, mas no fornecimento de serviços e recursos que sustentam a vida na Terra. Esperamos trabalhar com a P&G para alcançar esses novos compromissos na próxima década”, comenta Carter Roberts, presidente e CEO dos EUA da WWF.

Complementando todos os esforços da P&G em prol do meio ambiente, em conjunto com a National Geographic, uma mesa-redonda com especialistas e líderes ambientais foi realizada para discutir o poder da natureza como uma solução climática. O CEO da P&G, David Taylor; a Chief Sustainability Officer da P&G, Virginie Helias; a CEO da Conservation International, Dr. M. Sanjayan; a CEO da Roberts, Carter Roberts, e defensores do clima, Kehkashan Basu, Jiaxuan Zhang, Vanessa Nakate e Clover Hogan, juntam-se para essa discussão, no dia 16 de julho. Para conferir o conteúdo, acesse http://www.nationalgeographic.com/its-our-home-2020/.

“Nosso papel como líderes é tornar possível uma economia e um estilo de vida com menos emissões, acessíveis e desejáveis ​​para todos. É nossa responsabilidade proteger reservas críticas de carbono e investir em soluções que regenerem nosso planeta. Os consumidores também querem fazer mais para lidar com as mudanças climáticas. Como empresa, tocamos 5 bilhões de pessoas com nossas marcas, estamos nos esforçando para fazer a diferença todos os dias, incentivando o consumo responsável com produtos eficazes e intuitivos, para adotar novos hábitos de menor emissão”, finaliza Virginie Helias, CSO da P&G.

 

Ricardo Salles aproveita caos da pandemia e age para ampliar devastação na Mata Atlântica

sallesRicardo Salles aproveita o caos causado pela pandemia para descaracterizar a Lei da Mata Atlântica para permitir a ampliação da devastação

Graças a uma reportagem escrita pelo jornalista Maurício Tuffani e publicado pelo “Direto da Ciência”, o Brasil amanhece ciente de que o ministro (ou seria anti-ministro?) do meio ambiente, o improbo Ricardo Salles, depois de afrouxar as amarras na Amazônia, voltou sua mira para ampliar a devastação no que ainda resta da Mata Atlântica.

É que, segundo o que mostra Maurício Tuffani, entre uma demissão de servidor e outra, enviou uma minuta de decreto para ser avaliada pelo presidente Jair Bolsonaro que, se sancionada, permitirá a devastação legalizada de pelo menos 10% da área de remanescentes do bioma da Mata Atlântica.

Segundo o que  disse um técnico da área de análise  de impacto ambiental da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que  pediu anonimato , as modificações propostas por Ricardo Salles na chamada “Lei da Mata Atlântica”, servirão para  “facilitar o licenciamento ambiental de empreendimentos imobiliários em áreas  de transição entre ecossistemas de Mata Atlântica, principalmente em regiões urbanas”.

Dado que atualmente sobram apenas cerca de 8,0% de um bioma tão ou mais diverso do que a Amazônia, essa tentativa de Ricardo Salles de descaracterizar a Lei daMata Atlântica devem ser objeto de profundo repúdio e pronta ação de organizações da sociedade civil e da própria população.

Por outro lado, essa ação de Ricardo Salles confirma o que já observei em outros momentos acerca do comportamento do governo Bolsonaro em meio a uma pandemia mortal, qual seja, que a eficiência para desmontar (ou pelo menos tentar) as proteções ambientais existentes continua inabalada.

Exposição da Jaguar Parade em São Paulo

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A Jaguar Parade – intervenção artística urbana que reúne obras de onças-pintadas estilizadas – vai reunir as 90 esculturas nos shoppings da rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis) a partir do dia 27 de setembro.

O projeto será a maior exposição a céu aberto da história de São Paulo e tem como objetivo chamar a atenção para a degradação da fauna silvestre do país, em especial da onça-pintada, que corre risco de extinção. Segundo o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade -, essa espécie é classificada como vulnerável no Brasil. Porém, em alguns biomas como a Mata Atlântica, a espécie é considerada como criticamente ameaçada, pois existem menos de 300 indivíduos em toda sua extensão.

No dia 25 de outubro, as peças ganharão as ruas e praças da capital paulista.

Jaguar Parade

Serviço:

Jaguar Parade

Data: de 27 de setembro a 23 de novembro

Local: Shoppings da Rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis)

Cronograma completo com os artistas: jaguarparade.com/pinturas/

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Informações à Imprensa – Index Assessoria

Erika Sena – erika@indexconectada.com.br

Ministério do Meio Ambiente tira da internet mapas de áreas de conservação

Imagens excluídas indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas e que precisam de proteção

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(foto: Registro de áreas de conservação estão indisponíveis no site do MMA. Foto: Reprodução MMA)

O Ministério do Meio Ambiente tirou da página na internet uma série de mapas de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade brasileira. As imagens, que estavam disponíveis na página do Ministério, indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas, isto é, que só existem naqueles locais específicos, e precisam de proteção. Esse zoneamento orienta técnicos da pasta e de autarquias como o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tanto em ações de fiscalização quanto de manejo e uso da terra.

Entre os ecossistemas das áreas prioritárias está a Mata Atlântica. O bioma, que sofreu diversas degradações, atualmente, ocupa menos de 10% do território inicial. A assessoria do Meio Ambiente informou que o hotsite foi retirado do ar,  “pois foi verificada a necessidade de ajustes no mapa das áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios”. Consta no texto que “os ajustes se fizeram necessários, pois havia um sombreamento entre biomas. A decisão de retirar do ar ocorreu para evitar a disseminação de informação equivocada.”

“Área sombreada” equivaleria a uma marcação de um bioma no mapa que, na verdade, pertence a outro tipo de ecossistema. Uma mancha errada sobreposta no desenho final. Questionada se isso havia ocorrido em todos os mapas, porém, a pasta não respondeu. Além disso, as matérias produzidas pela equipe do ministério e postadas no site a respeito dessas áreas também foram excluídas. Sem as imagens, qualquer iniciativa errônea que prejudique uma área de conservação prioritária, será mais difícil de detectar. “Informamos que os ajustes já estão sendo realizados e encontram-se em fase final. Tão logo seja finalizado, as informações serão republicadas”, respondeu o Meio Ambiente.

rsMinistério do Meio Ambiente é comandado por Ricardo Salles(foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADAO CONTEUDO )

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, comparou a ação no ministério com o processo que o ministro Ricardo Salles sofreu quando atuava como secretário do Meio Ambiente em São Paulo, por irregularidades na elaboração e aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê. “Ele tomou uma atitude grave, que se assemelha a que o levou a sofrer um processo em São Paulo. Ele decidiu apagar os arquivos, tirar do sistema os mapas de áreas prioritárias de conservação, que indicam as áreas mais sensíveis do país”, criticou. O ministro pode recorrer e, a uma emissora de TV, disse que a sentença do juiz reconheceu que não houve dano ambiental nem vantagem pessoal.

Presidente da Associação dos Servidores da Carreira Especialistas em Meio Ambiente do Distrito Federal, Alexandre Bahia Gontijo foi cuidadoso ao comentar o caso. “O cuidado com essas regiões é importante e caro até para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Eu não sei o que o ministro quer ao retirar essas informações da rede. Mas, se as informações não são mais públicas, isso é um problema”, avaliou. Para Gontijo, será importante comparar os mapas anteriores com os que serão postados.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo jornal Correio Braziliense [Aqui!].

Em nota pública da Confederação Nacional de Reservas Particulares de Patrimônio Natural condena ameaças em Casimiro de Abreu

A nota abaixo assinada pelo presidente da Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CNRPPN) relata situação de ameaça ao Sr. Luiz Nelson, proprietário da RPPN Fazenda Bom Retiro que fica localizada no município de Casimiro de Abreu.

Já tive a oportunidade de visitar a RPPN Fazenda Bom Retiro e conversar pessoalmente com o Sr. Luiz Nelson sobre o impacto esforço de preservação socioambiental que ele vem liderando, de forma praticamente solitária, há quase três décadas.

Qualquer ameaça à sua integridade física é, acima de tudo, uma ameaça à proteção ambiental da Mata Atlântica fluminense. Desde já considero que é fundamental que sejam tomadas providências para apurar este caso e assegurar a proteção do Sr. Luiz Nelson.

CNRPPN

Minhas posses são poucas, mas isso não quer dizer que não sejam valiosas

Ao contrário de muitos que vêem na acumulação de posses um caminho de afirmação, faço questão de não acumular propriedades. É que existem muitas coisas nesse mundo que eu prefiro ver e presenciar, em vez de me preocupar com as contas que imóveis nababescos com que sonha a classe média sempre acarretam. Essa é uma decisão que muitos estranham, mas que me mantem relativamente saudável dos pontos de vistas mental e financeiro.

A única propriedade que eu possuo, e graças a uma herança, é um pedaço de floresta de Mata Atlântica no município paranaense de Ortigueira que nós alcunhamos de “Sítio Esperança”. Lá pretendo viver um dia para passar meus melhores dias com o som da natureza como meu background cotidiano.

E como não sou mesquinho, compartilho abaixo a visão e o som que emerge de um dos vários riachos que cortam a área de 15,0 hectares cuja propriedade divido em condomínio com meus 3 irmãos e minha irmã. E, um conselho aumentem o volume da caixa de som!

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Marketing acadêmico: 10 anos do Herbário da UENF

Apesar de todas as pressões negativas causadas pelos que não querem universidades públicas, gratuitas e de qualidade, a vida ainda pulsa! Uma prova disso são 10 anos de existência do herbário da Uenf, no que se constitui num esforço vitorioso de acumulação e transmissão de conhecimento acerca da biodiversidade, especialmente a existente no interior do bioma da Mata Atlântica.

As atividades são de livre acesso aos interessados. Abaixo o material de divulgação que foi preparado para informar os interessados em participar do evento.

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