Ricardo Salles aproveita caos da pandemia e age para ampliar devastação na Mata Atlântica

sallesRicardo Salles aproveita o caos causado pela pandemia para descaracterizar a Lei da Mata Atlântica para permitir a ampliação da devastação

Graças a uma reportagem escrita pelo jornalista Maurício Tuffani e publicado pelo “Direto da Ciência”, o Brasil amanhece ciente de que o ministro (ou seria anti-ministro?) do meio ambiente, o improbo Ricardo Salles, depois de afrouxar as amarras na Amazônia, voltou sua mira para ampliar a devastação no que ainda resta da Mata Atlântica.

É que, segundo o que mostra Maurício Tuffani, entre uma demissão de servidor e outra, enviou uma minuta de decreto para ser avaliada pelo presidente Jair Bolsonaro que, se sancionada, permitirá a devastação legalizada de pelo menos 10% da área de remanescentes do bioma da Mata Atlântica.

Segundo o que  disse um técnico da área de análise  de impacto ambiental da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, que  pediu anonimato , as modificações propostas por Ricardo Salles na chamada “Lei da Mata Atlântica”, servirão para  “facilitar o licenciamento ambiental de empreendimentos imobiliários em áreas  de transição entre ecossistemas de Mata Atlântica, principalmente em regiões urbanas”.

Dado que atualmente sobram apenas cerca de 8,0% de um bioma tão ou mais diverso do que a Amazônia, essa tentativa de Ricardo Salles de descaracterizar a Lei daMata Atlântica devem ser objeto de profundo repúdio e pronta ação de organizações da sociedade civil e da própria população.

Por outro lado, essa ação de Ricardo Salles confirma o que já observei em outros momentos acerca do comportamento do governo Bolsonaro em meio a uma pandemia mortal, qual seja, que a eficiência para desmontar (ou pelo menos tentar) as proteções ambientais existentes continua inabalada.

Exposição da Jaguar Parade em São Paulo

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A Jaguar Parade – intervenção artística urbana que reúne obras de onças-pintadas estilizadas – vai reunir as 90 esculturas nos shoppings da rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis) a partir do dia 27 de setembro.

O projeto será a maior exposição a céu aberto da história de São Paulo e tem como objetivo chamar a atenção para a degradação da fauna silvestre do país, em especial da onça-pintada, que corre risco de extinção. Segundo o ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade -, essa espécie é classificada como vulnerável no Brasil. Porém, em alguns biomas como a Mata Atlântica, a espécie é considerada como criticamente ameaçada, pois existem menos de 300 indivíduos em toda sua extensão.

No dia 25 de outubro, as peças ganharão as ruas e praças da capital paulista.

Jaguar Parade

Serviço:

Jaguar Parade

Data: de 27 de setembro a 23 de novembro

Local: Shoppings da Rede Iguatemi (Market Place, JK Iguatemi, Iguatemi SP e Pátio Higienópolis)

Cronograma completo com os artistas: jaguarparade.com/pinturas/

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Informações à Imprensa – Index Assessoria

Erika Sena – erika@indexconectada.com.br

Ministério do Meio Ambiente tira da internet mapas de áreas de conservação

Imagens excluídas indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas e que precisam de proteção

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(foto: Registro de áreas de conservação estão indisponíveis no site do MMA. Foto: Reprodução MMA)

O Ministério do Meio Ambiente tirou da página na internet uma série de mapas de áreas prioritárias para conservação da biodiversidade brasileira. As imagens, que estavam disponíveis na página do Ministério, indicam áreas com ecossistema em extinção ou com espécies endêmicas, isto é, que só existem naqueles locais específicos, e precisam de proteção. Esse zoneamento orienta técnicos da pasta e de autarquias como o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tanto em ações de fiscalização quanto de manejo e uso da terra.

Entre os ecossistemas das áreas prioritárias está a Mata Atlântica. O bioma, que sofreu diversas degradações, atualmente, ocupa menos de 10% do território inicial. A assessoria do Meio Ambiente informou que o hotsite foi retirado do ar,  “pois foi verificada a necessidade de ajustes no mapa das áreas prioritárias para conservação, uso sustentável e repartição de benefícios”. Consta no texto que “os ajustes se fizeram necessários, pois havia um sombreamento entre biomas. A decisão de retirar do ar ocorreu para evitar a disseminação de informação equivocada.”

“Área sombreada” equivaleria a uma marcação de um bioma no mapa que, na verdade, pertence a outro tipo de ecossistema. Uma mancha errada sobreposta no desenho final. Questionada se isso havia ocorrido em todos os mapas, porém, a pasta não respondeu. Além disso, as matérias produzidas pela equipe do ministério e postadas no site a respeito dessas áreas também foram excluídas. Sem as imagens, qualquer iniciativa errônea que prejudique uma área de conservação prioritária, será mais difícil de detectar. “Informamos que os ajustes já estão sendo realizados e encontram-se em fase final. Tão logo seja finalizado, as informações serão republicadas”, respondeu o Meio Ambiente.

rsMinistério do Meio Ambiente é comandado por Ricardo Salles(foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADAO CONTEUDO )

O deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP), que preside a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, comparou a ação no ministério com o processo que o ministro Ricardo Salles sofreu quando atuava como secretário do Meio Ambiente em São Paulo, por irregularidades na elaboração e aprovação do plano de manejo da Área de Proteção Ambiental Várzea do Rio Tietê. “Ele tomou uma atitude grave, que se assemelha a que o levou a sofrer um processo em São Paulo. Ele decidiu apagar os arquivos, tirar do sistema os mapas de áreas prioritárias de conservação, que indicam as áreas mais sensíveis do país”, criticou. O ministro pode recorrer e, a uma emissora de TV, disse que a sentença do juiz reconheceu que não houve dano ambiental nem vantagem pessoal.

Presidente da Associação dos Servidores da Carreira Especialistas em Meio Ambiente do Distrito Federal, Alexandre Bahia Gontijo foi cuidadoso ao comentar o caso. “O cuidado com essas regiões é importante e caro até para organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Eu não sei o que o ministro quer ao retirar essas informações da rede. Mas, se as informações não são mais públicas, isso é um problema”, avaliou. Para Gontijo, será importante comparar os mapas anteriores com os que serão postados.

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Este artigo foi originalmente publicado pelo jornal Correio Braziliense [Aqui!].

Em nota pública da Confederação Nacional de Reservas Particulares de Patrimônio Natural condena ameaças em Casimiro de Abreu

A nota abaixo assinada pelo presidente da Confederação Nacional de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CNRPPN) relata situação de ameaça ao Sr. Luiz Nelson, proprietário da RPPN Fazenda Bom Retiro que fica localizada no município de Casimiro de Abreu.

Já tive a oportunidade de visitar a RPPN Fazenda Bom Retiro e conversar pessoalmente com o Sr. Luiz Nelson sobre o impacto esforço de preservação socioambiental que ele vem liderando, de forma praticamente solitária, há quase três décadas.

Qualquer ameaça à sua integridade física é, acima de tudo, uma ameaça à proteção ambiental da Mata Atlântica fluminense. Desde já considero que é fundamental que sejam tomadas providências para apurar este caso e assegurar a proteção do Sr. Luiz Nelson.

CNRPPN

Minhas posses são poucas, mas isso não quer dizer que não sejam valiosas

Ao contrário de muitos que vêem na acumulação de posses um caminho de afirmação, faço questão de não acumular propriedades. É que existem muitas coisas nesse mundo que eu prefiro ver e presenciar, em vez de me preocupar com as contas que imóveis nababescos com que sonha a classe média sempre acarretam. Essa é uma decisão que muitos estranham, mas que me mantem relativamente saudável dos pontos de vistas mental e financeiro.

A única propriedade que eu possuo, e graças a uma herança, é um pedaço de floresta de Mata Atlântica no município paranaense de Ortigueira que nós alcunhamos de “Sítio Esperança”. Lá pretendo viver um dia para passar meus melhores dias com o som da natureza como meu background cotidiano.

E como não sou mesquinho, compartilho abaixo a visão e o som que emerge de um dos vários riachos que cortam a área de 15,0 hectares cuja propriedade divido em condomínio com meus 3 irmãos e minha irmã. E, um conselho aumentem o volume da caixa de som!

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Marketing acadêmico: 10 anos do Herbário da UENF

Apesar de todas as pressões negativas causadas pelos que não querem universidades públicas, gratuitas e de qualidade, a vida ainda pulsa! Uma prova disso são 10 anos de existência do herbário da Uenf, no que se constitui num esforço vitorioso de acumulação e transmissão de conhecimento acerca da biodiversidade, especialmente a existente no interior do bioma da Mata Atlântica.

As atividades são de livre acesso aos interessados. Abaixo o material de divulgação que foi preparado para informar os interessados em participar do evento.

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Marketing Acadêmico: defesa de tese de doutorado no Programa de Ecologia e Recursos Naturais da UENF

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Em que pese o momento complicado que a Uenf vive neste momento, na próxima segunda-feira (18/05) deverá ocorrer a defesa de tese de doutorado do meu orientando Vinicius Rocha Leite que realizou seu trabalho no Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais.

O título da tese é “Análise da efetividade de unidades de conservação para proteção de ecossistemas localizados em paisagens fragmentadas e sob intensa pressão antrópica no bioma da Mata Atlântica”.  A expectativa é de que em sendo aprovada a tese, as descobertas acadêmicas que o mesmo traz possam ter utilidade nos esforços de proteção e conservação do que ainda resta do riquíssimo bioma da Mata Atlântica.

 Abaixo vai o convite para esse evento que espero seja interessante para todos, especialmente o candidato a doutor que neste dia terá a tarefa de defender o rigor científico do seu trabalho.

vinicius