Batatas fritas como ferramentas do complexo industrial militar capitalista?

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A indústria de alimentos (?) de fast food gera doenças e erosão cultural. A saída de corporações como Coca Cola, Mc Donald´s e Starbucks da Rússia por causa da ação militar na Ucrânia pode ter o efeito inesperado que é o de diminuir os níveis de doenças entre os russos

Um desdobramento curioso da ação militar da Rússia na Ucrânia foi a saída das redes americanas de “fast food” do mercado russo em uma ação que claramente é uma espécie de retaliação gastronômica das corporações capitalistas da área de alimentos (sendo Coca Cola, McDonald´s e Starbucks apenas as bandeiras mais pesadas que já o fizeram) contra o governo de Vladimir Putin.

Deixando de lado o fato de que essas redes de “fast food” não apenas oferecem pseudo alimentos que nada de têm de saudáveis, e que são vendidos a preços exorbitantes enquanto os empregados das lojas franquiadas recebem salários miseráveis, o que essa ação das corporações multinacionais ocidentais demonstra é que até as batatas fritas vendidas pelo McDonald´s são parte integrante do chamado complexo industrial militar, ou mais simplesmente da indústria da guerra.

É que se pensarmos bem, a Rússia não é nem de perto quem lucra quando permite que as corporações do fast food operem em seu território.  Se analisarmos melhor o que essas corporações realizam na prática é a eliminação de alimentos locais, muitas vezes mais nutritivos e saudáveis do que qualquer “burguer” que a McDonald´s e seus congêneres fabricam.  Aliás, a saída da Starbucks deverá causar uma diminuição no custo de vida russo, na medida que após pagar preços miseráveis aos cafeicultores no Sul Global essa multinacional estadunidense, que possui mais de 30 mil lojas distribuídas em 80 países, vende cafés a preços ultrajantes para clientes que nunca param para pensar que estão sendo vítimas de um golpe financeiro.

Mas então por que essas corporações estadunidenses e outras de outros países do centro capitalista resolveram dar no pé da Rússia? Provavelmente por razões que misturam o medo de sua clientela nos países centrais se irritar com a permanência na Rússia após meses de propaganda russofóbica por parte da mídia corporativa, ou ainda porque receberam ordens dos controladores do complexo militar para fingirem que se importam com os direitos humanos dos Ucranianos. Há que se lembrar que se preocupação com direitos humanos guiasse as preocupações da McDonald´s ou da Starbucks, seus conselhos diretores já teriam removido as commodities agrícolas brasileiras da sua cadeia de suprimentos dada a magnitude do que está sendo feito na Amazônia, seja contra as florestas ou contra os povos que vivem nelas. Mas salvo engano não se ouviu nada muito indignado por parte da McDonald´s ou do Starbucks contra o que está ocorrendo na Amazônia brasileira.

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Batatas fritas são uma das principais fontes de renda da McDonald´s em que pese os danos causados à saúde humana pelo seu consumo

Um gaiato na internet escreveu que com a saída da Coca Cola e da McDonald´s da Rússia, o mais provável é que caiam os índices de obesos e diabéticos dentro da população russa, e que haja uma espécie de renascimento da demanda por produtos tradicionais da culinária russa, acrescentando ainda que a partida das corporações do fast food ainda deverá permitir uma diminuição das doenças associadas ao seu consumo. Pensando bem, essa afirmação de gaiatice não tem nada.

O fato é que em um país como o Brasil onde a fome está firmemente espalhada dentro da maioria da população, gastar cerca de R$ 50,00 em um “combo” não faz o menor sentido financeiro para a imensa maioria das famílias, mas não é raro ver um trabalhador sacrificado pelas políticas ultraneoliberais dos últimos governos brasileiros gastar essa verdadeira fortuna para quem ganhar salário mínimo para agradar um filho. Por essa falta de sentido é que talvez devêssemos nos antecipar a qualquer abandono futuro do território brasileiro por parte das corporações do fast food e deixar suas lojas vazias. É que agora que está evidente que as batatas fritas superfaturadas da McDonald´s são parte do complexo militar, continuar gastando com este tipo de não alimento é ainda mais contraditório do que sempre foi.

Sindicatos acionam McDonald’s na Justiça por desrespeito às leis trabalhistas

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Entidades sindicais protocolaram na Justiça do Trabalho uma ação civil pública contra a rede de fast-food McDonald’s no Brasil e sua franqueadora Arcos Dourados, por violações às leis trabalhistas.

Segundo as entidades, a empresa cometeu infrações contra trabalhadores e ex-trabalhadores de franquias em todos os estados brasileiros para se tornar mais competitivo diante seus concorrentes e obter vantagem no mercado.

A ação marca o início da Campanha Internacional do Trabalho Decente McDonald’s no Brasil, que tem como objetivo alertar a Justiça e sociedade sobre as diversas práticas ilegais da empresa, como jornada móvel variável, acúmulo de funções sem a devida remuneração, o não reconhecimento à insalubridade de algumas funções, pagamento com valores inferiores ao mínimo estabelecido pela lei, horas extras habituais não remuneradas, supressão de intervalos para descanso e refeições, indícios de fraudes nos holerites e no registro de horas trabalhadas, assim como utilização de mão de obra de menores de idade em atividades proibidas à faixa etária.

“O McDonald’s pensa que o Brasil é uma terra sem lei. Qualquer empresa tem que ter contrato social formal e outro com a sociedade. Se essa empresa não tem responsabilidade social com o trabalhador brasileiro, não está cumprindo suas obrigações”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Moacyr Roberto Tesch Auersvald, à Agência Brasil.

Para Moacyr, as ações podem forçar a rede a se enquadrar à legislação brasileira e regularizar a situação de seus funcionários. “Ou então, que fique proibida de abrir novas lojas no País para simplesmente massacrar e trazer um trabalho similar à escravidão. Nós precisamos de trabalho decente”, acrescentou.

Procurada pelo Brasil Post, a assessoria de imprensa do McDonald’s informou que a empresa ainda não foi notificada oficialmente sobre a ação, “no entanto, a companhia reforça que tem absoluta convicção de suas práticas laborais e do cumprimento de todas as normas e legislações às quais está sujeita nos locais nos quais atua.”

Por nota, ainda afirma cumprir todos os acordos firmados com o Ministério Público em todo o Brasil. “Todos os empregados da companhia são registrados de acordo com a legislação e recebem remuneração e benefícios conforme as convenções coletivas validadas pelos diversos sindicatos que regem a categoria no País.”

FONTE: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-02/entidades-sindicais-acionam-o-mc-donalds-na-justica-do-trabalho

McDonald’s está em decadência?

Por Altamiro Borges
 
Um dos símbolos do capitalismo mundial e do imperialismo ianque, a rede de fast-food McDonald’s está passando por um período de acentuado declínio. Nesta segunda-feira (19), o site da “Economist” divulgou longa reportagem sobre as dificuldades da multinacional – que engorda as crianças, estimula péssimos hábitos alimentares, abusa da publicidade infantil e esfola seus milhares de funcionários no mundo inteiro, entre outros crimes. A matéria aponta algumas das razões da queda nas vendas globais da empresa desde meados do ano passado.

“Os restaurantes da rede McDonald’s estão entre as maiores histórias de sucesso do capitalismo americano. Fundada num único estabelecimento simples em 1948, a ênfase da rede de fast-food no serviço rápido e no cardápio padronizado ajudou-a a se expandir para mais de 35 mil endereços em todo o mundo. O negócio foi rentável: depois de um período de instabilidade no início da década de 2000, o preço das ações da empresa foi de US$ 12, em 2003, para mais de US$ 100 ao final de 2011. Mas agora o McDonald’s perdeu o brilho. As vendas globais estão em queda desde julho”.
 
O que deu errado? – pergunta a Economist, porta-voz dos interesses do capital. Segunda a publicação, a atual crise do McDonald’s decorre de “problemas operacionais em todo o mundo. Em particular, a unidade asiática – responsável por quase um quarto da renda global da empresa – foi atingida por vários escândalos de vigilância sanitária. As vendas na China tiveram queda acentuada depois que revelou-se em julho que um de seus fornecedores usava carne bovina e de frango com o prazo de validade expirado. Mais recentemente, vários fregueses japoneses informaram ter encontrado pedaços de plástico e até um dente na comida”.
 
No ano passado, alguns estabelecimentos da rede na Rússia também foram fechados temporariamente por inspetores locais, “aparentemente como retaliação pelas sanções anunciadas por europeus e americanos contra o país em decorrência da intervenção militar na Ucrânia. Alguns políticos russos chegaram a pedir que a empresa fosse expulsa do país de uma vez”. Mas os problemas não ocorrem apenas nas filiais no exterior. O McDonald’s enfrenta dificuldades em sua própria casa, nos EUA.
 
“Há a concorrência de rivais do fast-food como Burger King, que aumentam sua fatia do mercado com uma versão mais simples e barata do cardápio do McDonald’s. E a rede sofre a pressão de restaurantes de padrão um pouco mais elevado e estética ‘casual’ como Shake Shack e Chipotle Mexican Grill, em rápido crescimento. Estes têm afastado os fregueses – principalmente os mais jovens – dos nuggets de frango do McDonald’s, por exemplo, ao oferecer comida de qualidade um pouco melhor, um alto nível de personalização e serviço parcial de atendimento nas mesas”.
 
Diante deste cenário preocupante – para a empresa e não para seus frequentadores -, Economist até dá alguns conselhos. “O McDonald’s parece ter duas opções: imitar rivais como Burger King e retornar às raízes, ou incrementar suas instalações e concorrer com nomes como Shake Shack. A rede parece tentar ambas as coisas… Enquanto tenta se reinventar, talvez a rede descubra que livrar-se de sua imagem tradicional será uma tarefa bem mais difícil”. E olha que a mídia venal – mundial e brasileira – protege um bocado a imagem desta gulosa multinacional.

FONTE: http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/01/mcdonalds-esta-em-decadencia.html

McDonald’s e Yum pedem desculpas após novo escândalo alimentar na China

A notícia, que deu foco ao McDonald’s e à Yum, leva o par de companhias de volta à linha de fogo após o escândalo de 2012 que envolveu frango com excesso de antibióticos

Adam Jourdan, Reuters

CHINA

XANGAI (Reuters) – O McDonald’s e a Yum Brands estão enfrentando um novo temor sobre segurança alimentar na China, o que tem afetado os esforços das gigantes do fast food para fortalecer sua reputação e negócios, que foram afetados por um escândalo em 2012 em um de seus maiores mercados.

O McDonald’s e a controladora do KFC, a Yum, pediram desculpas a consumidores nesta segunda-feira, depois que reguladores chineses fecharam uma fornecedora local de carne em reação a uma reportagem na televisão que mostrou trabalhadores pegando pedaços de carne do chão de uma fábrica e misturando carne com validade vencida à carne fresca. As empresas disseram que não vão mais usar a fornecedora.

A notícia, que deu foco ao McDonald’s e à Yum, leva o par de companhias de volta à linha de fogo após o escândalo de 2012 que envolveu frango com excesso de antibióticos. Não está claro se a fornecedora de carne, unidade local da fornecedora de alimentos norte-americana OSI Group, pode ter vendido os produtos para outros clientes.

A Yum está apenas começando a se recuperar do escândalo de 2012 em seu mercado mais importante. O McDonald’s disse que agora pode enfrentar uma escassez de produtos em seu terceiro maior mercado em número de lojas.

“Se comprovadas, as práticas descritas nas reportagens são completamente inaceitáveis ​​para o McDonald’s em qualquer lugar no mundo”, disse à Reuters uma porta-voz do McDonald’s baseada na China. Ela afirmou que a empresa usou “alguns fornecedores de proteína” na China.

Representantes da Yum na China não responderam aos pedidos por comentários.

FONTE: http://www.administradores.com.br/noticias/negocios/mcdonalds-e-yum-pedem-desculpas-apos-novo-escandalo-alimentar-na-china/90344/

Protestos de funcionários do McDonald’s aumentam nos EUA

Empregados da rede de fast-food pedem aumento do salário mínimo

Ansa

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Cerca de cem manifestantes foram presos durante protesto em ChicagoAFP

Protestos pelo aumento do salário mínimo e melhores condições de trabalho no McDonald’s se estendem pelos Estados Unidos. Uma manifestação em Chicago resultou ontem em mais de cem detenções — de um grupo de 1.500 funcionários que protestavam em frente a sede central do restaurante.

Eles ignoraram ordens para deixar o local e acabaram presos.

As detenções, no entanto, não impediram a realização de outros protestos ocorridos hoje, em paralelo à reunião anual de acionistas do McDonald’s em Oak Brook, nas proximidades de Chicago.

Os protestos tiveram início há cerca de um ano atrás, quando os funcionários começaram a exigir melhores condições de trabalho e, em particular, um aumento de salário para R$ 33 (US$ 15) por hora.

Atualmente, o salário mínimo de um empregado de um “fast food” nos Estados Unidos é de cerca de R$ 19 (US$ 9) por hora. Funcionários do McDonald disseram que se sentiam frustrados com os baixos salários e falta de resposta da empresa mesmo diante das várias greves realizadas nos últimos meses.

“Queremos ter certeza de que nos escutem e vejam como estamos perto da linha de pobreza”, disse um dos manifestantes.

FONTE: http://noticias.r7.com/internacional/protestos-de-funcionarios-do-mcdonalds-aumentam-nos-eua-22052014

McDonald’s admite que está perdendo relevância

Depois de um 2013 fraco, rede de fast food pretende repensar seu negócio para reconquistar os clientes

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Daniela Barbosa, de

Paulo Pampolin / Hype

Funcionário do McDonald's oferece batatas fritas

McDonald’s: rede acredita que está perdendo relevância

São Paulo – 2013 não foi um dos melhores anos para os negócios do McDonald’s. Diante de resultados financeiros fracos, a rede de fast food mais famosa do mundo admitiu que está perdendo relevância diante dos clientes.

Em teleconferência na última quinta-feira, Don Thompson, presidente do McDonald’s, afirmou que a rede precisa melhorar suas ofertas de cardápio e proporcionar mais valor aos consumidores.

“O segredo vai ser realmente restabelecer a confiança dos clientes. Isso quer dizer que precisamos comprovar que o nosso menu é realmente relevante”, disse o executivo em teleconferência.

Segundo ele, 2013 foi um ano desafiador e janeiro de 2014 ainda não apresentou melhoras.  “Queremos mostrar que nossos restaurantes preparam alimentos frescos e de qualidade e vamos passar essa mensagem”, disse.

Em 2014, o McDonald’s quer abrir 1.600  lojas e reformar cerca de 1.000 já em funcionamento. Para isso, a rede tem um orçamento de 3 bilhões de dólares.

No último trimestre do ano, o McDonald’s registrou lucro líquido de 1,4 bilhão de dólares. A receita total cresceu 2%, totalizando 7,09 bilhões de dólares.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mcdonald-s-admite-que-esta-perdendo-relevancia