O TEMPO –> Anglo American: Mineradora será denunciada

Ministério do Trabalho encontrou funcionários em condições análogas ao trabalho escravo

B-G62VJ

Denúncia. Empresa não incluiu na jornada de trabalho o tempo gasto em deslocamento pelos trabalhadores e é questionada por isso

A Anglo American e 23 empresas que prestam serviço para a mineradora na obra do projeto Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas, serão denunciadas pelo Ministério do Trabalho por uma série de problemas trabalhistas. Condições análogas à escravidão por jornada exaustiva e por situação degradantes, terceirização ilícita, irregularidades no banco de horas, contratação de pessoas jurídicas para burlar a legislação e não pagamento de direitos trabalhistas são alguns dos problemas descritos em um relatório que o MTE entrega, hoje, ao Ministério Público do Trabalho (MPT), ao Ministério Público Federal (MPF) e à Receita Federal.

O documento é fruto de seis meses de trabalho e tem 1.601 páginas com fotos, depoimentos e documentos que embasam as acusações. “Essa foi a maior fiscalização já feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, com o maior volume de autos de infração já visto”, afirma o coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Marcelo Campos.

A devassa nas obras do Minas-Rio começou em novembro do ano passado, a pedido da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, que também receberá uma cópia do relatório. Neste período, foram gerados 818 autos de infração, sendo 116 apenas da empresa Anglo American.

A acusação mais grave é a de trabalho escravo. Foram 358 trabalhadores encontrados nessa condição, sendo 173 por condição degradantes e 185 por jornada exaustiva. No primeiro caso, eram haitianos e nordestinos instalados em alojamentos que não atendiam às condições mínimas de higiene. No segundo, os trabalhadores eram submetidos a jornadas que chegavam a 88 dias seguidos e até 20 horas diárias.

Os haitianos foram contratados pela construtora Diedro, que prestava serviço à Anglo. Eles foram libertados em novembro de 2013. Já os que eram submetidos a jornadas exaustivas eram contratados pela Tetra Tech, também terceirizada da Anglo. Neste caso, porém, o MTE considerou a terceirização ilegal e os funcionários foram considerados como diretamente contratados pela Anglo American. A operação foi realizada em abril deste ano.

Lista Suja

As empresas que são classificadas como empregadoras de mão de obra em condições análogas à escravidão entram para a Lista Suja do MTE e ficam impedidas de receber financiamento público e privado por dois anos, além de não poderem negociar com um grupo de 200 empresas que assinaram um pacto pela erradicação do trabalho escravo no Brasil. A lista existe desde 2011 e é atualizada semestralmente.

FONTE: http://www.otempo.com.br/capa/economia/mineradora-ser%C3%A1-denunciada-1.858480

Valor: Ministério Público vai apurar danos ambientais da MMX em Serra Azul

serra azul

Por Marcos de Moura e Souza | Valor

BELO HORIZONTE  –  O Ministério Público Estadual de Minas Gerais instaurou um inquérito civil público para apurar danos ambientais que teriam sido cometidos pela MMX no projeto de minério de ferro Serra Azul.

O inquérito é um desdobramento de uma investigação que levou a promotoria a denunciar funcionários do governo de Minas por práticas de crimes que, segundo o órgão, favoreceram a mineradora de Eike Batista.

Em 10 de abril, o Ministério Público denunciou quatro funcionários ligados à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e também o ex-secretário Adriano Magalhães.

A Justiça determinou o afastamento de todos eles de suas funções públicas mesmo antes de decidir se aceita ou não a denúncia. Segundo escreveram os promotores, o grupo se associou “para o fim específico de cometer crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazer interesses pessoais e de terceiros”.

A denúncia foi noticiada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” na edição desta quinta-feira. Adriano Magalhães foi secretário do Meio Ambiente entre janeiro de 2011 e abril de 2014, quando o governador era Antonio Anastasia (PSDB). O secretário foi exonerado em 4 de abril — dias antes, portanto, de os promotores apresentarem a denúncia. Ele saiu no mesmo dia que Anastasia renunciou para poder disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

Magalhães também integrava o conselho da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) indicados pel o governo de Minas. Ele estava no conselho desde dezembro de 2009. Seu mandato terminou no último dia 30 e ele não foi reconduzido ao cargo, informou a assessoria de imprensa de empresa.

As investigações do Ministério Público sobre Secretaria de Meio Ambiente rastrearam ações de funcionários em relação ao projeto da MMX desde pelo menos 2012. Na denúncia, consta que em julho daquele ano analistas ambientais da Superintendência Regional de Regularização Ambiental da Central Metropolitana (Supram) determinaram o embargo da operação da Mina Serra Azul, devido à degradação ambiental e os “impactos irreparáveis” que os trabalhos podiam causar numa área de cavernas na região do empreendimento.

O projeto de Serra Azul se estende pelo território de três municípios mineiros: Igarapé, Brumadinho e São Joaquim de Bicas. Em agosto de 2012, segundo o Ministério Público, a determinação do embargo chegou às mãos da subsecretária de Meio Ambiente, Maria Cláudia Pinto, então subsecretária Estadual de Gestão e Regularização Integrada. Ela ordenou que a obra não fosse embargada e, de acordo com a denúncia, ela procurou o secretário Adriano Magalhães. “Este, após alguma indecisão, determinou que não fosse efetivado o embargo devido e que ninguém fosse ao empreendimento da MMX Mineração Sudeste”, escreveram os promotores.

Os promotores incluíram na denúncia trechos de gravações telefônicas como forma de ilustrar o que consideram práticas irregulares na secretaria então comandada por Adriano Magalhães em favor da MMX.

Numa das conversas, Maria Cláudia diz a uma interlocutora: “E outra coisa também Dani, é que a gente fica o tempo inteiro blindando demais o Adriano, blindando demais a imagem do Estado”. E em seguida diz que a MMX  fez “uma lambança nas cavidades lá” e que a recomendação dos técnicos da Supram era “parar a MMX”.

No mesmo diálogo, Maria Cláudia diz que recomendou que esperassem. “Aí, um dia  eu conversava com o Adriano, ele: ‘Não, pode ir lá parar a MMX tem problema não’”. E continua ela: “Aí, no dia estava tudo combinado que eu avisava para ele, ‘Adriano, a gente [vai olhar] a MMX amanhã’. “Não, não, não, vai não!” “Não vai não, porque não sei o quê…” Ele falou isso umas quatro vezes, sabe?”

Os promotores escrevem na denúncia que “sem ter mais como sustentar a falta de fiscalização e embargo em relação à MMX, a associação criminosa teve que adotar alguma providência para mascarar suas omissões e retardamentos injustificados”.

Em dezembro de 2013 — mais de um ano depois da determinação não acatada do embargo — a secretaria ordenou uma fiscalização, que ainda no relato dos promotores, confirmou o impacto ambiental nas cavernas e que este foi agravado pelo fato de as atividades da MMX não terem sido embargadas.

Na denúncia, o Ministério Público não cita se a MMX teria exercido alguma influência sobre os funci onários da secretaria para que estes retardassem a vistoria e o embargo.

Promotores envolvidos no caso disseram ao Valor que somente depois de os denunciados terem prestado depoimentos é que o governo de Minas determinou o embargo de parte de uma área da mineração que fica num raio de proteção das cavernas.

Na quarta-feira da semana passada, dia 28 de abril, os promotores instauraram um inquérito civil público para apurar destruição e outros danos causados pela MMX a cavernas na área do empreendimento. No Ministério Público de Minas, segundo apurou o Valor, a avaliação é que inquérito poderá levar a empresa a ter de pagar uma indenização ou até suspender atividades que se mostraram danosas à estrutura das cavernas.

O Ministério Público abriu outras investigações referentes a questões ambientais no governo de Minas. Leonardo Bandeira, advogado de Magalhães e Maria Claudia, disse que a denúncia é baseada em “suposições” e que “não existe absolutamente nada de concreto que autorize o Ministério Público a chegar às conclusões que chegou”. O advogado disse ainda que a investigação foi arbitrária.

“O Adriano sequer foi intimado pelo Ministério Público para prestar esclarecimentos e a Maria Cláud ia, quando foi ouvida, não foi questionada sobre os fatos que estão na denúncia.” Bandeira disse que já encaminhou a defesa de ambos.

MMX

A MMX, por meio de nota, disse: “A MMX desconhece por completo o teor da denúncia em questão e esclarece que segue com suas operações na Unidade Serra Azul, obedecendo às recomendações determinadas pelo órgão licenciador”. A empresa ainda informou que ano passado produziu 5,4 milhões de toneladas de minério de ferro na Unidade Serra Azul.

O projeto foi formado com a aquisição de minas entre 2006 e 2007. O plano era elevar a produção para 29 milhões de toneladas por ano. A empresa chegou a fazer terraplanagem, comprar equipamentos pesados e a ter uma licença de instalação. Mas a crise no grupo de Eike Batista obrigou a direção da MMX rever o projeto e hoje, se conseguir um novo sócio, planeja ampliar a produção para 15 milhões de toneladas.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais afirmou em nota que está reunindo as documentações correlacionados aos fatos para a apuração devida no âmbito administrativo. “Esclarece ainda que, tão logo noticiada a denúncia do Ministério Público, foram procedidas as exonerações dos envolvidos, conforme publicação no Diário Oficial do Estado.”

(Marcos de Moura e Souza | Valor )

FONTE:http://www.valor.com.br/empresas/3575788/ministerio-publico-vai-apurar-danos-ambientais-da-mmx-em-serra-azul#ixzz33oBSwdiB

Ministério Público de Minas denuncia ex-Secretário e outros altos funcionários da SEMAD por crimes em favor da MMX

Por Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

 

SEMAD hierarquia

A notícia abaixo, que mantenho como complemento, foi divulgada ontem, 6 de maio, no Hoje em Dia. Paralelamente, entretanto, recebemos outros documentos que esclarecem melhor a questão. A imagem acima está na página 4 da Denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Minas ao Juizado da  8ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, no dia 10 de abril. Nela, quatro Promotor@s denunciam os funcionários públicos Adriano Magalhães Chaves (ex-Secretário Estadual de Meio Ambiente), Maria Cláudia Pinto (ex-Subsecretária Estadual de Gestão), Luciano Junqueira de Melo (ex-Coordenador do Núcleo de Atendimento a Projetos Públicos e Privados da Subsecretaria Estadual de Gestão) e Anderson Marques Martinez Lara e Diogo Koiti de Brito respectivamente ex-Diretor Técnico e Superintendente Regional de Regulação Ambiental da Central Metropolitana), por diversas “práticas delituosas”, efetivadas na Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD).

Segundo a Denúncia, os cinco, “prevalecendo-se de seus respectivos cargos, associaram-se para o fim específico de praticar crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazerem interesses pessoais e de terceiros”. No processo, que pode ser baixado na íntegra aqui, o MPE detalha o envolvimento de cada um dos acusados nas suas relações com a empresa MMX Sudeste Mineração Ltda., O documento inclui trechos de interceptações telefônicas e mostra, em gráfico, a “rede” que elas permitem traçar, envolvendo os acusados (página 9).

Ao final, os Procuradores Andrea de Figueiredo Soares, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, Marcos Paulo de Souza Miranda e Mauro da Fonseca Ellovitch solicitam a “imediata suspensão do exercício de função pública pelos acusados”. Parabéns a eles, e que a Justiça seja feita!

Justiça apura favorecimento à MMX na Semad em Minas

Mina da MMX em Serra Azul: necessidade de paralisação das atividades já era conhecida há um anoMina da MMX em Serra Azul: necessidade de paralisação das atividades já era conhecida há um ano

Bruno Porto – Hoje em Dia

A 8ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte determinou o afastamento cautelar de quatro funcionários de alto escalão da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad). Eles teriam omitido informações que favoreceram a MMX Mineração e impediram que as operações da empresa fossem embargadas após constatada depredação ao patrimônio espeleológico.

A decisão da Justiça foi tomada há 22 dias e, após serem notificados, os envolvidos tem 15 dias para apresentar defesa. Após colher depoimento dos envolvidos, o juiz decidirá se acata ou não a denúncia, que foi feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e se abre processo criminal contra os suspeitos.

A decisão foi tomada após ser deflagrada a Operação Espeleo, do MPMG, que já havia conseguido autorização da Justiça para interceptação telefônicas dos suspeitos.

A denúncia apresentada acusa os envolvidos de “associaram-se para o fim específico de cometer crimes, retardar e deixar de praticar, indevidamente, atos de ofício para satisfazerem interesses pessoais e de terceiros”.
As gravações telefônicas auxiliaram na busca por indícios de que a Semad suprimiu do licenciamento ambiental e de seu banco de dados, auto de fiscalização e de infração na mina da MMX, em Serra Azul, que apontavam a necessidade do embargo das atividades da companhia em virtude de danos causados ao meio ambiente.

Grutas destruídas

Em 27 de abril de 2012, analistas ambientais da Semad fiscalizaram o empreendimento da MMX como parte do processo de licenciamento ambiental da empresa.

Foi constatada a necessidade de paralisação das operações uma vez que o nível de degradação ambiental “podia resultar em impactos negativos graves e irreparáveis ao patrimônio natural e cultural nas áreas de ocorrência de cavidades subterrâneas da Mina Serra Azul”.

Em 13 de dezembro do 2013, nova fiscalização apontou supressão de quatro grutas e, em outras três, a averiguação foi impossibilitada por se encontrarem em área de grande instabilidade.

Os técnicos concluíram que a degradação se agravou por falta de embargo das atividades, como havia sido determinado há mais de um ano, e emitiram novo auto de infração. Até o dia 31 de março de 2014, a MMX não havia recebido qualquer auto de infração ou sofrido o embargo das atividades, o que reforça a tese de omissão da Semad.

As interceptações telefônicas levantaram indícios de omissão da Semad em diálogo entre servidores públicos.

“E a gente tentando resolver, pedindo pra MMX apresentar os estudos pra reanalisar e conceder licença já com as habilitações feitas, (…) Enrola, não responde o Ministério Público. Eu fui enrolano, liguei pro Dr. (…), enrolado… enrolado… Agora chega intimação pra depor no Inquérito”, diz um trecho.

“E a gente tentando resolver, pedindo pra MMX apresentar os estudos pra reanalisar e conceder licença já com as habilitações feitas, (…) Enrola, não responde o Ministério Público. Eu fui enrolano, liguei pro Dr. (…), enrolado… enrolado… Agora chega intimação pra depor no Inquérito”, diz um trecho.

FONTE:  http://racismoambiental.net.br/2014/05/combate-especial-ministerio-publico-de-minas-denuncia-ex-secretario-e-outros-altos-funcionarios-da-semad-por-crimes-em-favor-da-mmx/

Prejuízo da MMX cresce 1.100% em um ano e bate R$ 1,2 bilhão

mmx

SÃO PAULO – O prejuízo da MMX Mineração (M M XM 3 ) cresceu 1.100% entre o terceiro trimestre de 2012 e de 2013, comunicou a empresa nesta sexta-feira (29), atingindo os R$ 1,21 bilhão. A companhia foi a última do Ibovespa a divulgar seu balanço.

A empresa viu uma queda de 30% no patrimônio líquido, que caiu de R$ 2,5 bilhão para R$ 1,75 bilhão. A mineradora atingiu receita líquida de R$ 339 milhões, alta de 38% se comparada com o mesmo período do ano passado.O Ebitda (Lucro antes de juros impostos depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 69,8 milhões, levando a Margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) para 20,6% negativos.

“Este foi um trimestre de realizações importantes para a MMX, fundamentalmente orientadas para reposicionamento estratégico da Companhia. Diante de um cenário desfavorável de crédito, a diretoria manteve as mesmas diretrizes do trimestre anterior, buscando preservar ao máximo o caixa da empresa sendo obrigada a praticamente parar as obras de implementação do projeto Serra Azul bem como desacelerar as atividades do Superporto Sudeste”, afirmou o management da companhia.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mmxmineracao/noticia/3082849/prejuizo-mmx-cresce-100-ano-bate-bilhao

Mais uma empresa “X” dá prejuízo bilionário: agora foi a MMX

MMX amplia prejuízo no 3º trimestre para R$1,2 bi

Maior impacto negativo, de R$ 913 milhões, foi relativo ao reconhecimento de redução do valor recuperável dos ativos de Serra Azul

Rich Press/Bloomberg

MMX

Caminhão na mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas GeraisMina de ferro da MMX: receita operacional líquida ficou em 339 milhões de reais no período de julho a setembro

 Rio de Janeiro – A mineradora MMX registrou prejuízo líquido de 1,2 bilhão de reais ante resultado negativo de 100,6 milhões de reais um ano antes, informou a empresa nesta sexta-feira.

O maior impacto negativo, de 913 milhões de reais, foi relativo ao reconhecimento de redução do valor recuperável dos ativos de Serra Azul e direitos minerários de Bom Sucesso.

A companhia afirmou que do lado operacional, ainda apresenta desafios na busca de maior eficiência.

“Diante de um cenário desfavorável de crédito, a diretoria manteve as mesmas diretrizes do trimestre anterior, buscando preservar ao máximo o caixa da empresa sendo obrigada a praticamente parar as obras de implementação do projeto Serra Azul bem como desacelerar as atividades no Superporto Sudeste”, disse a empresa em seu relatório de resultados.

A receita operacional líquida ficou em 339 milhões de reais no período de julho a setembro, aumento de 38 por cento na comparação com o mesmo período de 2012.

Em meio ao difícil cenário para a empresa no terceiro trimestre, a MMX reiterou a contratação de consultores externos para buscar “alternativas e oportunidades de negócios”.

A empresa revisou seu plano de negócios e celebrou contratos com a Trafigura e Mubadala para venda de 65 por cento do capital social da MMX Porto Sudeste, além de acordo para venda da totalidade de ações da Unidade Chile junto a Inversiones Cooper Mining. “E está em andamento a venda da Unidade Corumbá”, disse em seu relatório.

A companhia disse ainda ter enfrentado durante o terceiro trimestre problemas operacionais na Unidade Serra Azul (MG), o que levou uma queda na produção.

A MMX registrou queda de 33 por cento na produção de minério de ferro, que totalizou 1,4 milhão de toneladas, que também foi afetada pela paralisação das atividades da unidade de Corumbá e restrições operacionais na MMX Sudeste.

“No Sistema Corumbá, optou-se pela parada na produção desde julho procurando adequar a demanda da região ao estoque disponível com foco nos ajustes de custos da empresa.” No final do terceiro trimestre, a posição de caixa da MMX era de 87 milhões de reais, e a dívida financeira estava em 2,7 bilhões de reais.

O Ebtida (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi negativo em 69,8 milhões de reais, ante um resultado positivo de 47,1 milhões de reais um ano antes.

Segundo a empresa, o Ebitda foi afetado negativamente em 113,4 milhões de reais pelo provisionamento dos valores relativos à multa do contrato de operação portuária entre a MMX Porto Sudeste e Usiminas.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/mmx-amplia-prejuizo-no-3o-trimestre-para-r-1-2-bi

Exame: MMX quer US$ 550 mi para porto do Sudeste

Empreendimento localizado em Itaguaí (RJ) pode começar a operar no terceiro trimestre de 2014
 Divulgação
 Porto Sudeste da MMX

Porto do Sudeste, da MMX: projeto depende de reestruturação de dívida e de nova injeção de capital. 

 Rio – O Porto do Sudeste, em Itaguaí (RJ), pode começar a operar no terceiro trimestre de 2014. Mas a viabilidade do projeto depende de uma bem sucedida reestruturação de dívida e de nova injeção de capital. O plano da MMX prevê investimento adicional de US$ 550 milhões para tornar o porto operacional. A partir do rearranjo do endividamento, os compradores de 65% do porto – o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, e a Impala, divisão da trading holandesa Trafigura – fariam um aporte de capital de US$ 400 milhões.

Além disso, o BNDES poderia liberar recursos ainda não desembolsados à companhia. O banco é peça chave na conclusão do acordo anunciado com Mubadala e Trafigura em outubro, criando a PortCo (que assume o porto).

Em contratos com a MMX Porto Sudeste, a instituição exigiu preferência como credor. Isso classifica sua dívida como “sênior” em relação às demais. Por causa da preferência do BNDES, o gatilho para o pagamento dos royalties mudou. Antes, seria quando houvesse “lucro bruto suficiente”. Agora, será a existência de “caixa disponível”. A fórmula para calcular o caixa prevê o desconto prévio de recursos para honrar o serviço da dívida com o BNDES.

O plano de reestruturação apresentado aos acionistas aponta que em torno de US$ 1,1 bilhão em dívidas passarão à PortCo, para quem é transferido o endividamento da mina da MMX. A renegociação com o BNDES já foi feita e deverá passar pelo conselho de administração da MMX ainda este mês.