Viação 1001: tudo o que dizem de ruim é pouco

 

Após muito tempo conseguindo evitar viajar de forma repetida nos ônibus da “Auto Viação 1001” em curtos espaços de tempo, tive que voltar a fazê-lo nas duas últimas semanas. De quebra, por causa do caos que impera na chegada da cidade do Rio de Janeiro e o horário dos voos que tive que pegar, sai de Campos dos Goytacazes de madrugada. Aí eu não sei se foram as condições horripilantes em que se encontra o terminal rodoviário “Shopping Estrada”, mas a minha impressão ao entrar nos veículos da Viação 1001 foi de extrema sujeira e desconforto. Mas como a sensação permaneceu na volta, vamos dar um desconto para as condições do Shopping Estrada, que são sim horripilantes, e nos concentrar nos ônibus da Viação 1001. Ontem ao voltar num horário “executivo”, a impressão era de estar num veículo que não é limpo devidamente faz muito tempo. Além de o banheiro exalar um cheiro fétido, até a água oferecida estava quente!

Como a “Auto Viação 1001” cobra preços bem salgados por um trajeto pelo qual eu pago bem menos em outras empresas, me vem à cabeça a seguinte pergunta: onde andam as agências responsáveis por verificar a qualidade dos serviços prestados pela Auto Viação 1001? Aliás, onde andam a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que foram tão rápidos para auxiliar na volta da cobrança do pedágio na BR-101 que nada fazem? Falta de reclamações não deve ser, pois se eu que não sou nem um usuário contumaz, e já senti de perto a baixa qualidade dos serviços, imagina as pessoas que precisam (como por exemplo os trabalhadores da Petrobras e suas terceirizadas) os serviços da “Auto Viação 1001” todos os dias?

Aliás, lembro ainda que o deputado Roberto Henriques andou prometendo ações legislativas para fazer com que a “Auto Viação 1001” melhorassem e depois a coisa caiu no mais absoluto silêncio. Como ele andou criticando o seu colega de parlamento Marcelo Freixo por deixar o caso das “Meninas de Guarus” de lado, eu penso que nada mais justo lembrar que milhares de seus concidadãos continuam sofrendo nas mãos de uma empresa que parece imune à ação dos órgãos reguladores. 

Mas uma coisa é certa: a situação a que os usuários da “Auto Viação 1001” estão sendo submetidos clama pela quebra do monopólio; Afinal, só com uma boa concorrência haverá chance de que não fiquemos todos assistindo pacifica e ordeiramente as práticas corporativas que hoje torna a viajar pela empresa quase que uma experiência de expiação digna do inferno ou, pelo menos, do purgatório. Em relação ao “Shopping Estrada”, depois volto numa postagem particular sobre o assunto.