Cineb Solar faz sessão especial ao ar do filme “Bacurau” na ocupação do MTST

Bacurau

O CineB Solar, projeto de democratização do cinema brasileiro, realiza sessão especial do filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, no dia 01 de novembro, às 19h, na Ocupação Nova Palestina MTST, ao ar livre. Após a sessão haverá show de FurmigaDub e seu Bando, formado por Mestre Nico, Rafa Ella e David Neves, projeto que mistura a cultura popular nordestina com a música eletrônica.

O premiado filme  que conquistou o júri no Festival de Cannes este ano, conta a história de moradores de um pequeno povoado localizado no sertão brasileiro que aos poucos, percebem algo estranho na região. O evento conta com a presença de Guilherme Boulos, os produtores do CineB Solar e de outras lideranças.

 

 

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A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, lembra do importante papel de transformação que um projeto como o CineB Solar proporciona ,”O nosso sindicato é um sindicato cidadão. E o CineB Solar é mais uma história de sucesso entre as nossas iniciativas. Por que levar cultura e lazer para a população e ajuda a nos transformar em uma sociedade melhor e mais justa”, afirma.

“Nós levamos toda a infraestrutura para montar nossa sala de cinema, que contempla telão, som, cadeiras, projetor, material de divulgação e um pipoqueiro com saquinhos padronizados. Desta forma, o CineB Solar tem ajudado a democratizar o acesso à produção audiovisual nacional, especialmente nas regiões mais carentes da cidade”, diz Cidálio Vieira Santos, coordenador do projeto.

Ainda no mês de outubro, o CineB Solar faz uma sessão especial  com os Curtas de Florianópolis no Núcleo de Convivência de Idoso, às 19h, em Itaquera (dia 31/10).

Sobre o CINEB Solar

O CineB Solar é um circuito itinerante de cinema realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e pela Brazucah Produções. Desde 2007, o já atingiu um público superior a 66 mil espectadores em mais de 550 sessões gratuitas realizadas em comunidades e universidades de São Paulo. A iniciativa busca democratizar o acesso ao cinema nacional e divulgar os filmes produzidos no Brasil. Já foram exibidos na tela do CINEB mais de 130 longas-metragens e 80 curtas-metragens, além da realização de pré-estreias exclusivas.

Blog do CINEB SOLAR : http://cineb.spbancarios.com.br/

Sobre a Brazucah

A Brazucah é uma produtora cultural, que tem como objetivo a formação de público para o cinema brasileiro. Desde 2002 no mercado, a Brazucah desenvolve projetos culturais com foco no cinema nacional e sua democratização, em parceria com organizações, empresas e marcas.  Com seus projetos em conjunto (Cinesolar, CineB e Cine Autorama), a Brazucah realizou mais de 1.500 eventos para um público superior a 200 mil espectadores.

Site: www.brazucah.com.br

Serviço:

Exibição do filme “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles

+ show de Furmiga.Dub e seu Bando – após a sessão.

Dia 01 de novembro, sexta, às 19h

Local: Ocupação Nova Palestina MTST – Av.Clamecy, S/N- Jardim Ângela (SP)

Entrada Gratuita  

Atendimento à Imprensa

ATTi Comunicação e Ideias

Eliz Ferreira e Valéria Blanco

(11) 3729-1456 / 3729-1455

TRAILERS:

Bacurau – www.youtube.com/watch?v=1DPdE1MBcQc

PROGRAMAÇÃO _ CINEB Solar:

CINEMA BRASILEIRO EM ITAQUERA­– NÚCLEO DE CONVIVÊNCIA DE IDOSO                                            

FILME: CURTAS DE FLORIANÓPOLIS

DIA:  DIA 31  DE  OUTUBRO   –QUINTA-FEIRA – 19H

LOCAL:  NÚCLEO DE CONVIVÊNCIA DE IDOSO NOSSA SENHORA DE LOURDES

ENDEREÇO:    AV PIRES DO RIO,3185- ITAQUERA

RETIRADA DE  CONVITES : NO NCI

CINEMA BRASILEIRO NA OCUPAÇÃO NOVA PALESTINA                                                  

FILME:   BACURAU

DIA:   01 DE  NOVEMBRO –SEXTA-FEIRA – 19H

LOCAL:  OCUPAÇÃO NOVA PALESTINA MTST

ENDEREÇO: AVENIDA CLAMECY,S/N- JARDIM ANGELA- SP

Em giro pela Europa, Guilherme Boulos fará ato político em Lisboa

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O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e ex candidato a presidente pelo PSOL, Guilherme Boulos está realizando um giro pela Europa onde vem realizando várias atividades que visa consolidar alianças políticas com partidos de esquerda que possuem representação não apenas em seus países, mas também no Parlamento Europeu.

Neste sábado, Boulos estará realizando uma atividade pública em Lisboa no tradicional “Mercado Forno do Tijolo “, na companhia de deputados do Bloco de Esquerda e da presidente da Fundação José Saramago (ver imagem abaixo).

boulos lisboa

Este giro pela Europa é uma demonstração clara de que Guilherme Boulos não só entendeu as tarefas políticas que terá pela frente a partir da posse do presidente eleito, mas também da sua própria importância na condução das mesmas.

A minha única dúvida é qual tarefa política Boulos considera mais prioritária dentro de uma conjuntura histórica tão complexa. Se ele optar por uma ação democrática mais radical para fazer frente aos fortes ataques que estão sendo anunciados contra os direitos dos trabalhadores e da juventude, Guilherme Boulos tem tudo para cumprir um papel relevante na reorganização das forças de esquerda não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina.  A ver!

Boulos lança sementes e sairá maior do que entrou na campanha presidencial

Manifestação contra o presidente interino Michel Temer

Já abordei por mais de uma vez os problemas cercando a candidatura do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, à presidência pelo PSOL. Esta candidatura nasceu sobre o desígnio de uma decisão de cima para baixo dos setores que hegemonizam a direção do PSOL que preferiu apostar num “outsider” a bancar uma figura que estivesse há mais tempo envolvido na construção do partido. 

Depois que a candidatura foi imposta e oficialmente lançada, o problema parece ter se movido para o campo dos pragmatismos que têm marcado a existência do PSOL, mormente a opção por aumentar as bancadas estaduais e a federal.  Em função disso, Guilherme Boulos tem sido deixado, com todas as suas próprias contradições, como se estivesse num barco à deriva, já que os recursos curtos são direcionados ao objetivo de aumentar bancadas. Por isso, Boulos continua marcando traço nas seguidas pesquisas eleitorais, perdendo ou empatando com os candidatos do PSTU (Vera Lúcia) e do Patriota (Cabo Daciolo).

Felizmente, Guilherme Boulos tem sabido navegar nas águas turvas em que foi jogado, e vem efetivamente abrindo canais de diálogo com setores com os quais o PSOL demoraria ainda algumas décadas (isto se o partido resistir à passagem do tempo) e lançando as bases para a construção de bases políticas que permitam o fortalecimento de uma perspectiva classista que se insira de forma decisiva na luta de classes no Brasil.

Assim, Guilherme Boulos, em que pesem suas vacilações em face do PT e do lulismo, vai se alçando a ocupar um papel de frente nos anos duros que teremos pela frente. É isto talvez a única notícia realmente positiva de toda a conjuntura política em que estamos imersos. É que finalmente está surgindo uma nova liderança política que aponta para a necessidade de se fortalecer o processo de organização dos pobres para que estes possam de forma autônoma lutar pelos seus direitos.  E mesmo que isto não se transforme imediatamente em votos, o fato é que Boulos está agindo para que possamos avançar para além da hegemonia que o PT efetivamente possui dentro da esquerda brasileira.

Como já disse antes, Guilherme Boulos sairia maior da campanha eleitoral do que entrou, e me parece que isto está efetivamente acontecendo por méritos essencialmente dele. Resta a expectativa de que as sementes que Boulos está lançando possam germinar e desabrochar, em que pese o terreno árido em que nos encontramos neste momento.

Por fim, para aqueles que acham que essas sementes devem germinar, o maior desafio é não cair na pressão do voto útil. Essa pressão visa e tão somente esterilizar as sementes que Guilherme Boulos está lançando. 

A corrida de Michel Temer expõe a insatisfação dos pobres

 

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O vídeo abaixo mostra a saída a la leão da Montanha do presidente “de facto” Michel Temer do entorno dos escombros de um prédio que era ocupado por militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e que foi alvo de um fulminante incêndio na região central da capital paulista.

O que essas imagens mostram é que o aparente clima de calma que existe no Brasil em que pesem os ataques frontais que têm sido realizados com os trabalhadores brasileiros pelo governo que emergiu fruto do golpe parlamentar desfechado contra a presidente Dilma Rousseff pode ser rompida a qualquer momento, precisando apenas de uma fagulha para que isto ocorra.

É que as imensas regressões que foram impostas aos trabalhadores pelo presidente “de facto” já estão sendo fortemente sentidas, em meio a um crise social e econômica que parece longe de terminar.

Mas depois de hoje é bem provável que Michel Temer não se disponha mais a ir onde os pobres estão. É que da próxima vez ele pode não ter a mesma sorte que teve hoje. Simples assim!

Decisão do STF sinaliza que muralha de Sérgio Moro começar a vazar

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A decisão do dia de ontem em que a 2a. turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retirou das mãos do juiz Sérgio Moro o caso do sítio do Atibaia, de suposta propriedade oculta do ex-presidente Lula, revela muito mais do que um simples movimento de colocar nas mãos de um juiz natural o andamento de um dado processo [1].

Para mim o que está sendo posto em movimento é a fritura de Sérgio Moro por causa do fiasco em que está se transformando a condenação do ex-presidente por também ser o dono oculto de um tríplex no Guarujá. É que as revelações que começaram a aparecer em cascata após a ocupação realizada no imóvel pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a situação ficou muito periclitante para Sérgio Moro e a turma da Lava Jato de Curitiba. 

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É que, além de se mostrar de forma objetiva que o tal tríplex é muito mixuruca, a ocupação feita pelo MTST revelou a farsa das tais reformas milionárias cujas notas fiscais foram emitidas por empresas localizadas na cidade de Curitiba onde, pasmemos todos, a proprietária de uma delas é filiada ao PSDB (ver ilustração abaixo).

É muita lambança junta! Mas quem conhece, digamos, as práticas judiciais do juiz Sérgio Moro sabe que lambança é uma coisa que o acompanha desde que o bilionário caso do Banestado foi jogado fora por uma série de erros processuais pelo meritíssimo que foi alçado aos píncaros da glória pelas Organizações Globo. O detalhe é que naquele processo havia muito tucano de plumagem real envolvido, e nenhum deles acabou preso.

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Mas então como explicar esse repentino movimento da 2a. turma do STF de retirar o caso do sítio de Atibaia das mãos de Sérgio Moro e, por extensão, do TRF 4? A resposta parece simples: conter a lambança, de modo a evitar que o próprio STF seja arrastada correnteza abaixo se o caso do tríplex do Guarujá trouxer ainda mais revelações ruins sobre as entranhas do sistema judiciário brasileiro.

Eu só fico imaginando se Guilherme Boulos e o MTST sabiam o tamanho da bomba que iriam explodir quando decidiram ocupar o tríplex do Guarujá.


[1] http://painel.blogfolha.uol.com.br/2018/04/25/decisao-do-stf-pode-tirar-lula-das-maos-de-moro-e-tambem-das-do-trf-4/

O “Triplex do Lula” visto por dentro: mais escadas do que área plana

Graças à ocupação realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na manhã desta 3a feira (16/04), agora podemos ver o interior do famigerado “Triplex do Lula” que foi usado pelo juiz Sérgio Moro para colocar na prisão o ex-presidente Lula (ver vídeo abaixo).

O que chama a atenção não é apenas a simplicidade do imóvel e as múltiplas escadas, mas a ausência das fantásticas e milionárias reformas que teriam sido feitas pela empreiteira OAS em troca de favores especiais por parte do ex-presidente Lula.

O que me causa espécie é o fato de não ter sido o PT ou os advogados de Lula os primeiros a veicular um vídeo que mostrasse o interior do famoso triplex. É quase certo que se essas imagens tivessem sido mostradas antes, o ex-presidente Lula não estaria preso neste momento. É que, convenhamos, esse triplex é muito mequetrefe e, acima de tudo, impraticável para pessoas da idade de Lula.

 

Nova Palestina: quem são os sem-teto que protestam em São Paulo

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Acampamento de 8 mil famílias na Zona Sul revela que programas oficiais não resolveram déficit habitacional. Assembleias diárias reúnem 4 mil pessoas

Por Camila Maciel, na Agência Brasil

Programas como o “Minha Casa Minha Vida” são suficientes para assegurar o Direito à Habitação no Brasil? Ao interromperem o tráfego da Marginal Pinheiros — uma das principais vias rápidas de São Paulo — milhares de pessoas ofereceram, esta madrugada, uma resposta sonora à pergunta. Elas são parte de um elemento novo na paisagem da metrópole. Na região do Jardim Ângela, a 25 quilômetros do Centro, uma área urbana imensa (um quilômetro quadrado, ou cem campos de futebol) foi ocupada em outubro, por famílias participantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto — MTST. A novidade alastrou-se rapidamente. Hoje, 8 mil famílias já habitam o que chamam de “latifúndio urbano” e há mais 2,5 mil inscritas. Formam uma comunidade mais populosa que milhares de municípios brasileiros. Deram, ao lugar em que agora moram, o nome significativo de Nova Palestina.

Estão em área de proteção ambiental, próxima à represa de Guarapiranga. O prefeito Fernando Haddad, acossado pela mídia e atingido por decisões judiciais que reduziram o orçamento do município, afirma que não tem recursos para desapropriar a área — mas não oferece alternativas. Por isso, o protesto de hoje. Na reportagem abaixo, a jornalista Camila Maciel descreve a área e a notável mobilização de seus ocupantes, que realizam assembleias diárias com 4 mil pessoas. organizam-se em 21 grupos de trabalho e cuidam, por si mesmas, de tarefas como alimentação coletiva, limpeza e segurança. (A.M.)

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Em um terreno de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados, na zona sul da capital paulista, quase 8 mil famílias acampam em barracas de lona, desde o dia 29 de novembro, para reivindicar o direito à moradia digna. A ocupação, que começou há pouco mais de um mês, com cerca de 2 mil famílias, já quadruplicou. Além disso, cerca de 2,5 mil famílias aguardam vaga em uma lista de espera, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Para os coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o rápido crescimento da comunidade, batizada de Nova Palestina, mostra como é grande o déficit habitacional da região. “As pessoas que estão aqui não têm condições de pagar aluguel, algumas moravam na rua, outras na casa de parentes. Aqui, eles têm a esperança de conseguir um teto. É uma região muito carente”, explicou Helena Santos, coordenadora estadual do MTST. Ela, que é militante há cinco anos, conta que nunca viu uma procura tão grande por vaga em uma ocupação. “Já participei de outras e essa é a maior”, disse. A ocupação é dividida em 21 grupos, cada um com coordenação própria. Cada área possui uma cozinha comunitária e dois banheiros, sendo um masculino e um feminino.

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 Diariamente, cerca de 4 mil pessoas participam de uma assembleia no acampamento, na qual são repassadas informações sobre as negociações por moradias definitivas, dentre outras decisões. O estatuto da ocupação, por exemplo, foi aprovado em assembleia. Entre os pontos acordados, está a proibição do consumo de bebida alcoólica, de drogas e também agressões. “Caso ocorra algum problema, nós conversamos e, caso continue, a pessoa pode ser convidada a se retirar”,  destacou.

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Tauana Oliveira da Silva, de 18 anos, vive em um barraco com o marido e os três filhos – o mais novo de apenas 3 meses. “É a primeira vez que participo de uma coisa assim. Foi meu marido que trouxe a gente. Foi a única forma que a gente viu de ter uma casa”, relatou. Marx William, 24 anos, também trouxe os poucos pertences que tem para viver com a mãe e os filhos na ocupação. “A gente pagava R$ 450 de aluguel, sendo que nossa renda é R$ 800. Ficava faltando [dinheiro] para as outras coisas”, destacou.

Helena explica que estruturas de alvenaria não são permitidas e que o objetivo é conseguir moradias dignas para os que participam da mobilização. “Nossa primeira ideia é construir as casas aqui. Se a prefeitura disser que vai fazer, saímos. Também pedimos auxílio-aluguel, mas já disseram que não tem verba”, disse.

A destinação do terreno é objeto de conflito com a prefeitura, pois um decreto municipal estabelece que a área deve ser transformada em um parque público. “A maior parte não pode ser usada para edificar moradias, porque é uma área de preservação ambiental e o proprietário tinha, sob pena inclusive de responder por crime ambiental, que cuidar para que não fosse invadido”, declarou o prefeito Fernando Haddad. Ele destacou que, neste momento, não há ação cabível ao governo municipal, por se tratar de área privada. Além disso, não há recursos para o processo de desapropriação.

O movimento, por sua vez, questiona a posição da prefeitura, pois a classificação da área como Zona de Proteção e Desenvolvimento Sustentável (ZPDS) permite edificações em 10% do total, o que corresponderia a mil moradias. “Agora, inclusive, nós estamos ocupando somente a área permitida. Não houve nenhum desmatamento para colocar as barracas”, disse Helena. O MTST propõe, ainda, que o terreno seja transformado em Zona Especial de Interesse Social 4, o que permitiria a construção de edificações em 30% da área. Diante do impasse, o movimento planeja um protesto para esta sexta-feira (10), ainda sem horário e local divulgados.

FONTE: http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/nova-palestina-quem-sao-os-sem-teto-que-protestam-em-sao-paulo/