Riqueza não é problema, mas pobreza sim. Como assim?

Tem horas que eu acho que o neoliberalismo ferveu o cérebro de seus defensores! É que agora ando lendo um argumento recorrente, principalmente como reação aos achados do francês Thomas Piketty que em seu “best seller” O Capital no Século XXI mostrou os problemas que está sendo causados pela extrema acumulação da riqueza.

Segundo esses neoliberais o argumento de Piketty está errado porque o que causa os problemas são a pobreza, e que estão na base de tudo o que há de errado no mundo.

Essa afirmação é requentada das falácias malthusianas que semearam uma série de formulações desastradas após a Segunda Guerra Mundial. Fora isso, fica sempre a questão básica de que pobreza e riqueza são as duas faces do funcionamento do sistema capitalista.

Assim, qualquer um que tiver um mínimo de discernimento sobre as coisas realmente operam no mundo do capitalismo não terá dificuldade de entender a besteira que é culpar os pobres pela pobreza, enquanto idolatram os super-ricos pela riqueza nababesca em que vivem. Bom, pelo menos aqueles que não tiverem caído na esparrela do neoliberalismo. Para esses não há mais jeito!

 

Ministério do mercado reitera vazio político de uma esquerda perdida e oportunista

Por PAULO PASSARINHO  


Já virou rotina. Depois de mais uma campanha eleitoral onde a candidatura do lulismo ataca a direita e denuncia banqueiros – como o mal maior a ameaçar direitos e conquistas dos trabalhadores – o ato imediato protagonizado por suas lideranças é a celebração de acordos com o mercado financeiro, para garantir o que se chama de “governabilidade”.

Em 2002, o acordo foi audacioso: a campanha vitoriosa, que levou a esperança a vencer o medo, foi buscar em Washington o armistício, anunciando na capital do Império o nome de um alto executivo do BankBoston, um de seus ex-presidentes e deputado eleito pelo PSDB, Henrique Meirelles, para o comando do Banco Central (BACEN). A esperança, portanto, ficou no passado da campanha e o temor, ou insegurança, predominou.

Em 2006, o nome do banqueiro tucano foi o primeiro a ser confirmado para continuar na equipe de Lula, já como ministro, pois Lula a ele conferiu esse privilégio, no seu primeiro mandato, elevando o status do presidente do Banco Central a essa posição, por um motivo bizarro: permitir que o cidadão obtivesse o chamado foro privilegiado do Supremo, pois Meirelles havia sido acusado pelo Ministério Público por crimes fiscais, falsidade ideológica e evasão de divisas.

Em 2010, Dilma Rousseff decidiu, finalmente, substituí-lo na montagem da sua equipe de governo. Mas, em seu lugar, ficou um dos seus diretores no BACEN e seu pupilo, Alexandre Tombini. Não sem razão – e apesar da conjuntura internacional ainda se ressentir da crise financeira de 2007/2008 – a primeira medida adotada pelo novo presidente foi dar início a um novo ciclo de elevação da taxa Selic, medida absolutamente na contramão do que se poderia imaginar como razoável para um governo que se autorrotulava como neodesenvolvimentista.

Agora, em 2014, e buscando recuperar o que se chama de credibilidade junto aos mercados, a ideia inicial foi convidar o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para o comando do Ministério da Fazenda. O convite não foi aceito. O Bradesco prepara Trabuco para ser o próximo presidente do seu Conselho de Administração, sucedendo a Lázaro Brandão e priorizando o seu valioso quadro para a sua própria instituição. Porém, o banco não deixou Dilma na mão: indicou para o posto um de seus funcionários de confiança, Joaquim Levy. Secretário Nacional do Tesouro, na gestão do primeiro mandato de Lula, e ex-integrante da equipe econômica de Pedro Malan, na gestão de FHC, o economista parece se encaixar no figurino desejado por Dilma para o posto de novo comandante da área econômica.

Considerado um economista ortodoxo, caberia a Levy dar início a um processo de ajuste fiscal, em combinação com a manutenção e ampliação do atual ciclo de elevação da taxa de juros, conforme vem sendo sinalizado pelo Banco Central. É a velha fórmula do contracionismo fiscal e arrocho monetário, como medidas para o relançamento posterior da economia, a partir desta freada de arrumação. A ideia é preservar as regras do jogo da abertura financeira e fortalecer os grupos financeiros que se beneficiam da transferência de renda embutida no processo de rearrumação das contas públicas, em prol especialmente dos credores da dívida pública.

A incógnita dessa estratégia é como enfrentar a necessidade do ajuste cambial, através da desvalorização do Real. Sob o regime de câmbio flutuante, a elevação da taxa de juros estimularia a entrada de divisas, em um momento onde novamente deveremos fechar o ano com um déficit em conta corrente em torno de US$ 80 bilhões. Contudo, é crescente a pressão de setores exportadores e industriais por uma correção da taxa cambial.

Nesse sentido, o anúncio, não confirmado, dos nomes de Kátia Abreu, para o Ministério da Agricultura, e de Armando Monteiro Neto, para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, reforça a ideia da formação de um ministério que traga para o seu interior os diferentes interesses da elite econômica dominante, que se beneficia do atual modelo econômico. Armando, senador pelo PTB de Pernambuco, já ocupou a presidência da Confederação Nacional da Indústria, e Kátia, também senadora, por Tocantins, é a presidente da Confederação Nacional da Agricultura e uma espécie de liderança maior do agronegócio. Divergências e a necessidade de ajustes que possam surgir, portanto, na implementação da estratégia em curso, deverão, a depender da vontade de Dilma, ser resolvidas no interior do próprio governo.

Surpresa?

Quem não vem gostando nem um pouco dessa arquitetura política e da estratégia econômica em formulação são os signatários de um manifesto recém lançado, subscrito por intelectuais e lideranças sociais do campo lulista. O manifesto Em Defesa do Programa Vitorioso nas Urnas tem todo o direito, a partir do papel que esses setores desempenharam na vitória de Dilma, de reivindicar e pressionar por mudanças políticas e econômicas.

Entretanto, não pelos argumentos falaciosos apresentados. Na sua abertura, por exemplo, é destacado que “a campanha presidencial confrontou dois projetos para o país no segundo turno. À direita, alinhou-se o conjunto de forças favorável à inserção subordinada do país na rede global das grandes corporações, à expansão dos latifúndios sobre a pequena propriedade, florestas e áreas indígenas e à resolução de nosso problema fiscal não com crescimento econômico e impostos sobre os ricos, mas com o mergulho na recessão para facilitar o corte de salários, gastos sociais e direitos adquiridos”.

Somente aos que se deixam levar pela marquetagem oficial ou pela irracionalidade passional que tomou conta do país, especialmente no segundo turno, pode simplificar o embate político que vivemos dessa maneira.

Quem nos últimos doze anos aprofundou a inserção subordinada do país ou a expansão dos latifúndios do agronegócio, sepultando qualquer traço de estratégia nacional séria para atenuar nossa dependência econômica e nosso subdesenvolvimento, foram os governos de plantão. Quem renunciou a qualquer pretensão mais séria de reverter o processo de desnacionalização do nosso aparato produtivo, implementar uma política industrial de substituição de importações ou reformas estruturais como a agrária, a agrícola, a tributária ou a fiscal, incluindo o rompimento da subordinação da administração da dívida pública a uma irresponsável política monetária, foram os governos presididos por Lula e Dilma.

Mesmo se levarmos em conta os ditos apoios aos dois candidatos que disputaram o segundo turno, vamos observar que a elite econômica dominante se dividiu e, sob o ponto de vista financeiro, com vantagem para a candidata à reeleição.

Portanto, reforçar a falsa ideia de dois projetos em disputa é lamentável e deseducativo. Mantém a mitificação e a impostura de caracterizar o pacto social implementado pelo lulismo, em torno do modelo dos bancos e multinacionais, como neodesenvolvimentista, capaz de distribuir renda ou sustentar uma política externa independente.

A verdade que esses setores – que se dizem de esquerda, mas prestam um vassalo apoio aos governos de plantão – não querem enfrentar é a necessidade de rompimento com o lulismo. Enquanto esse movimento não se der, manifestações de crítica ou descontentamento pontual tenderão a cair no vazio. O vazio do oportunismo e da indigência ideológica e política de uma esquerda que se perdeu.

Paulo Passarinho é economista e apresentador do programa de rádio Faixa Livre.

FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10290%3Apassarinho281114&catid=58%3Apaulo-passarinho&Itemid=124

 O ministério de Dilma e a esquerda dos manifestos

Por Sérgio Domingues
A nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda foi saudada pelos editoriais da grande imprensa e pelo “mercado”. O indicado promete “ajuste fiscal”. Definição genérica para mais apertos nos já estrangulados programas sociais. Enquanto isso, continua o pagamento dos juros da ilegítima dívida pública que come metade dos orçamentos públicos. 

Dias atrás, intelectuais e dirigentes de movimentos sociais divulgaram um manifesto contra a indicação de Levy e Kátia Abreu para o ministério. Foi assinado por lideranças e personalidades que apoiaram a reeleição de Dilma.

O episódio poderia lembrar as reações do PCB ao ministério montado pelo governo Goulart no início dos anos 1960. Os comunistas faziam pressões para que o presidente nomeasse ministros menos hostis às lutas populares e operárias. Mas a comparação é frouxa. 

São momentos históricos bem diferentes. Goulart era um latifundiário que foi empurrado para a esquerda pelos golpistas de sua própria classe. Os governantes petistas se jogaram nos braços da direita porque viraram as costas para a classe da qual surgiu e onde se fortaleceu.

Por outro lado, acerta quem diz que Dilma não tinha opção. Há 12 anos, o PT governa sem romper com o essencial da política neoliberal. Agora que o País caminha para uma crise econômica e a reeleição foi conquistada a duras penas, os petistas jamais mudariam de rumo. 

Muito mais grave é a fragilidade da reação da maior parte das forças de esquerda. Nos anos 1960, o PCB também ficou a reboque de um governo reformista. Mas, pelo menos, convocou uma greve geral por um “gabinete nacionalista”. Hoje, nos limitamos ao lançamento de manifestos. 

FONTE: http://pilulas-diarias.blogspot.com.br/2014/11/o-ministerio-de-dilma-e-esquerda-dos.html

Campus militarizado e bandejão privatizado. Essas são as opções neoliberais da reitoria da UENF

A atual reitoria da UENF é definitivamente um símbolo marcante das políticas de privatização do Estado que  foram aplicadas pela dupla Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão. A UENF, que vive uma grave crise financeira, não para de dar maus exemplos de como se deve gerir uma universidade que foi criada para dinamizar e alavancar o processo de desenvolvimento econômico do Norte/Noroeste Fluminense.

Num longo corolário de concessões às políticas privatistas ditadas pela dupla Cabral/Pezão, duas recentes mostram a face mais escancarada de um neoliberalismo canhestro.  A primeira foi a militarização da segurança interna, sob a desculpa de aplacar a incapacidade de pagar a segurança privada. Com isto, a UENF paga à Polícia Militar para que esta realize serviços que deveria prestar de graça e, pior, com o uso de profissionais que terão de abrir mão de sua merecida folga para ter acesso a uns míseros trocados.  Mais neoliberal do que isso é quase impossível, mas a reitoria da UENF tenta!

Essa tentativa fica transparente no modelo de funcionamento do bandejão que será totalmente privatizado e dependente de verbas federais e do estado para que um preço relativamente caro em relação ao resto do país seja suavizado para os estudantes, enquanto professores e servidores técnicos não terão subsídios, sob a desculpa de que recebem vale refeição. O que a reitoria da UENF propositalmente esquece é que o vale refeição dos servidores da UENF teve seu último reajuste há quase uma década! 

O essencial disto tudo é que essa marcha para a privatização já está presente em outras áreas, e representa um sucateamento do projeto político pedagógico e institucional que foi idealizado por Darcy Ribeiro.  Este avanço das políticas neoliberais precisa ser contido com a máxima urgência na UENF. Do contrário em um dia desses a reitoria vai decretar o pagamento de mensalidades escolares sob a desculpa de que esse é o único jeito de fazer a instituição funcionar!

Desafios

ESCRITO POR PAULO PASSARINHO* 

O Brasil encontra-se em um momento extremamente delicado. Após vinte anos da experiência da abertura liberal, estamos vivendo um quadro que combina incerteza econômica, descrença com a institucionalidade vigente e crescente tensão social, por conta da incapacidade da sociedade de encontrar respostas para gravíssimos e diversos problemas sociais que, sem soluções, apenas se agravam.

As manifestações que surpreenderam o país no ano passado não foram raios em céu azul. Refletiram o descontentamento reprimido e iludido por uma era de imposturas, em que o controle da inflação, a redução da miséria, a recuperação do poder de compra dos salários mais baixos – puxada pelos reajustes reais do salário-mínimo – e a expansão do emprego de baixa qualificação foram apresentados como indicadores insofismáveis de uma nova era, de desenvolvimento e combate às desigualdades.

Rigorosamente, essas mudanças, que de fato ocorreram e beneficiaram os “de baixo”, infelizmente tiveram o efeito de legitimar o modelo econômico introduzido no país com a eleição de Collor, com a sua pregação pela abertura econômica e a redução do papel do Estado, e consolidado com as reformas patrocinadas especialmente por FHC.

Lula, com muita habilidade e faro político, construiu um pacto social em torno justamente desse modelo. Garantiu ganhos aos mais pobres e manteve o arcabouço jurídico, político e econômico que interessa aos bancos, multinacionais e agronegócio – setores dominantes e estratégicos de um modelo que aprofunda a dependência produtiva, tecnológica e científica do país e, consequentemente, o nosso subdesenvolvimento.

Uma das consequências mais graves desse processo foi a transformação que o lulismo provocou no bloco de forças – de esquerda – que desde a segunda metade dos anos 1970 havia iniciado um percurso que acabou por levá-lo ao governo federal. A metamorfose política e ideológica do PT, do PCdoB e do PSB – combinada com a crise do trabalhismo brizolista – deixou um vazio à esquerda no cenário político.

O momento atual reflete em boa medida este vazio. As contestações aos partidos e sindicatos, observadas nas jornadas de junho do ano passado, são um exemplo desse fenômeno. A verdadeira rebelião de muitas bases de trabalhadores, conforme temos visto com frequência, atropelando direções sindicais pouco combativas, mostram, igualmente, a insatisfação dos que querem lutar por uma nova ordem e acabam por não encontrar canais de representação à altura da disposição de luta presente.

Contudo, há no Brasil uma esquerda partidária que não se rendeu, procura manter os seus vínculos com os movimentos sociais e, em especial, com os trabalhadores em luta. Entretanto, carece hoje de maior representatividade. O lulismo continua absolutamente hegemônico no movimento sindical e apenas o PSOL, dentre os partidos realmente de esquerda, dispõe de representação parlamentar no Senado e na Câmara Federal, ainda que extremamente minoritária.

Além disso, essa esquerda partidária, é forçoso reconhecer, em boa medida guarda uma grande dificuldade em compreender e dialogar com os movimentos sociais que vêm tomando as ruas do país, embalando uma juventude com pautas de reivindicações as mais variadas, formas de luta e manifestação inovadoras, muita disposição e energia, mas em sua maioria desvinculada e até mesmo refratária à política partidária.

Mas, talvez, a maior dificuldade que essa esquerda legítima apresenta – e que reforça a sua incapacidade em aproveitar o atual momento para se fortalecer – seja a sua incapacidade em formular um programa adequado às condições que a realidade brasileira apresenta, com suas imensas contradições e as exigências que cotidianamente reforçam a luta popular. Bandeiras como a defesa de um “governo dos trabalhadores”, do “poder popular” ou de um genérico “socialismo” são por demais abstratas, propagandísticas e distantes do atual nível de consciência, organização e estágio em que se encontram as lutas concretas dos trabalhadores.

Na maior parte das vezes, aprisionadas a uma visão doutrinária e academicista, as direções desses partidos resistem em apresentar propostas objetivas de reformas da atual institucionalidade, em especial, no campo da economia. Possivelmente, em função do temor de um posicionamento desse tipo vir a ser confundido com o vulgar revisionismo – tão caro e desastroso na história da esquerda –, esses partidos se mostram tão pouco ousados em avançar objetivamente na defesa, por exemplo, de um novo modelo macroeconômico, que dê respaldo a um conjunto de outras reformas estruturais que os brasileiros em luta vêm exigindo.

A próxima disputa presidencial abre, potencialmente, uma enorme possibilidade de se apresentarem propostas sistêmicas, para se enfrentar a atual crise brasileira, que se manifesta da esfera econômica até o âmbito da representação política dos cidadãos, passando pelo conjunto das políticas sociais e de responsabilidade do Estado.

Por que, portanto, não se avançar com propostas que, a partir de uma mudança substantiva da política econômica da abertura financeira, dos juros altos e do câmbio valorizado – que nos amarra e nos atrasa desde os anos 1990 –, abra de fato uma nova conjuntura no país?

A partir de uma nova política macroeconômica, abrir-se-ia a oportunidade de enfrentarmos as graves deformações que temos observado do atual modelo de desenvolvimento – calcado nos interesses das grandes corporações financeiras – e que têm nos condenado ao subdesenvolvimento.

Nosso atual subdesenvolvimento se traduz, por exemplo, na desnacionalização e regressão tecnológica do nosso parque industrial e na dependência a um modelo de política agrícola voltado às exportações e sustentado por um padrão tecnológico atrasado, baseado em pesada carga de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Modelo que – além de inviabilizar uma reforma agrária popular, baseada na agroecologia – envenena nossas terras, rios e a saúde de milhões de brasileiros.

A necessária mudança da política econômica terá de nos permitir enfrentar – com recursos orçamentários – uma urgente revolução no padrão de prestação de serviços sociais pelo Estado, com políticas universais e de alta qualidade, conforme reivindicam milhões que se manifestam a favor de um “padrão FIFA” para as políticas de saúde, de educação ou de mobilidade urbana.

Mas, acima de tudo, a própria campanha eleitoral desse ano, mais do que nunca, nos permitirá denunciar o domínio econômico do processo eleitoral e a defesa de um novo modelo de financiamento das eleições e de eleição dos chamados representantes do povo, para os poderes Legislativo e Executivo. As propostas elaboradas pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, e já incorporadas por um conjunto significativo de entidades da sociedade civil e movimentos sociais, nos permitiriam avançar para um novo modelo de eleições, onde a vontade popular, e não a força do dinheiro, fosse o seu vetor determinante.

Por tudo isso, me parece essencial que esses partidos realmente da esquerda, uma esquerda que não se rendeu ao lulismo, procurassem um caminho de unidade tática. Não se trata de pretender que cada uma dessas organizações políticas abandone os seus respectivos programas e suas formas próprias de organização. Apenas constato que estamos diante de dramáticos desafios.

Considerando o paupérrimo quadro partidário a que estamos reduzidos, apenas essas esquerdas, com sensibilidade e sintonia às aspirações populares que surgem nas ruas e locais de trabalho os mais variados, poderão evitar o acelerado processo de crise de legitimidade política que vivemos.

*PAULO PASSARINHO é economista

FONTE: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=9636:submanchete230514&catid=72:imagens-rolantes

Beneficiários do modelo

Por Milton Temer

Aí vai a relação das 15 “famiglias” que mais se locupletaram ao final de duas décadas de governos pautados por privatizações financiadas pelo próprio Tesouro, e por isenções tributárias ao grande capital – simultâneas à manutenção da injusta tributação indireta, via consumo (onde miliardários e sem-teto pagam o mesmo imposto em tudo o que compram). Governos dos tucano-pefelistas e governos do neoPT, ambos sob a companhia do austero e íntegro PMDB. 

Empreiteiros, latifundiários do agronegócio e banqueiros, estão aí os principais maganos. Para completar a lista, os proprietários das maiores empresas de comunicação, aquelas que organizam o pensamento dos mais reacionários segmentos da sociedade brasileira, e que continuam contempladas com as maiores fatias publicitárias das verbas do governo e das estatais ainda existentes. 

Tragédia difícil de recuperar no futuro mais imediato,

bilionáris 1 bilionários 2

 

FONTE: https://www.facebook.com/miltontemer/posts/686704681366154