JB faz resenha de denúncias que rondam Eike Batista

novelos

A matéria abaixo publicada pelo Jornal do Brasil é, na verdade, uma resenha de várias notícias que estão sendo publicadas ou circulando no mercado de ações. E ao que tudo indica a situação de Eike Batista é daquele tipo “mais enrolado que novelo de lã”.

Os indícios que estão sendo levantados apontam para uma série de contradições, negócios obscuros e possíveis violações das regras do mercado de ações. Até a Prumo Logística (ex- LL(X)) pode ser afetada por uma herança maldita envolvendo negócios pouco claros dos tempos em que Eike Batista era o controlador. Esta situação por si só coloca em dúvida ainda mais as chances reais do Porto do Açu entrar, desculpe-me o trocadilho, no “prumo”.

Com tantas denúncias envolvendo Eike, como recuperação judicial foi concedida? 

Por Jornal do Brasil

Na mesma velocidade com que o patrimônio de Eike Batista se desintegra, as denúncias e suspeitas envolvendo suas empresas e negócios vêm à tona, mostrando que há ainda muito a ser desvendado. Com todas estas revelações, uma pergunta fica no ar: como Eike conseguiu na Justiça o direito à recuperação judicial? Com a palavra, o juiz que concedeu a recuperação.

Com apenas 6 anos, OGX tem direito à recuperação?

Na edição deste domingo (15), a Folha de S. Paulo  traz reportagem na qual revela que, cinco meses antes de quase quebrar, a OGX pagou uma comissão de US$ 40 milhões a uma empresa desconhecida de Hong Kong para intermediar a instalação de uma plataforma de petróleo. O que chama a atenção, de acordo com a reportagem, é que depois que o dinheiro foi pago, a petroleira desistiu do serviço e a construção do equipamento foi abandonada. “Ou seja, pagou-se uma comissão milionária para nada”, diz o texto.

A empresa de Hong Kong era a World Engineering Services (WES). De acordo com a reportagem, ela foi contratada para atuar como uma espécie de corretora para intermediar o aluguel do navio que faria a instalação da plataforma. A comissão da corretora foi paga sem nenhum contrato entre a OGX e a empresa dona do navio, a italiana Saipem.

Eike Batista
Eike Batista

Ainda segundo o texto, o valor da comissão ficou muito acima da média do mercado. “No setor de petróleo, corretores de navios cobram de 1% a 4% do montante do contrato. A WES recebeu 16% dos US$ 250 milhões que a Saipem cobraria para alugar o navio se a operação fosse efetivamente concluída. A empresa de Hong Kong nem sequer aproximou OGX e Saipem, pois elas já negociavam havia meses.”

De acordo com a Folha, o contrato com a WES, obtido pela reportagem, foi assinado em 28 de março pelo ex-presidente da petroleira Luiz Carneiro e pelo ex-diretor de relações com mercado Roberto Monteiro.

“Apenas 42 dias depois, a WES conseguiu o que executivos envolvidos no negócio consideram “milagre”: furou uma fila de nove meses e convenceu a Saipem a instalar a plataforma para a OGX em janeiro de 2014″, diz o texto.

Contudo, de acordo com a reportagem, o “milagre” da WES nunca rendeu benefícios para a OGX. Um mês depois de a empresa de Hong Kong receber sua comissão, o grupo EBX parou de pagar à Techint, que construía a plataforma.

Segundo executivos envolvidos, um empréstimo do BNDES não foi liberado.

O texto termina acrescentando que, nos meses seguintes, “a OGX oficializou que suas reservas de petróleo eram muito menores que o divulgado, embora já tivesse estudos que indicassem isso um ano antes. As reservas de Tubarão Martelo foram reduzidas para cerca de um terço.”

E ainda que “a plataforma – cuja instalação era tão urgente que justificava uma comissão de US$ 40 milhões a um corretor – está inacabada no litoral do Paraná. Eike tenta vendê-la para pagar dívidas do grupo.”

Estas denúncias se juntam a muitas outras envolvendo o empresário. Um grupo de acionistas minoritários da OGX decidiu entrar com ações contra a empresa, Eike Batista e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles acusam a política de divulgação da OGX, que anunciou informações otimistas sobre o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. Em julho deste ano, o bloco foi devolvido por não ser viável economicamente.

O declínio da empresa de Eike acontece há mais de um ano, com poços produzindo um montante de barris bem abaixo do prometido. No entanto, os desinvestimentos foram poucos, já que as promessas eram muitas. Os acionistas acreditavam ser apenas uma “fase ruim”. A situação só ficou clara com o anúncio de desistência do campo de Tubarão Azul, mas, nessa altura, já era tarde. “Nós (os acionistas) nos reunimos com regularidade para analisar a situação da empresa e por algumas vezes constatamos que os resultados estavam bem abaixo do prometido, mas acreditamos ser uma falha técnica nos testes de engenharia, eles acontecem”, explica Eduardo Mascarenhas, engenheiro e acionista minoritário da OGX. “Mas quando anunciaram a desistência do campo de Tubarão Azul, foi um absurdo. Como um poço que prometia ser um dos maiores do mundo passa a ser nulo? É grave demais”, completa.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu abrir processo para apurar se o empresário Eike Batista violou a Lei das S.A. (6.404/76) se utilizando das redes sociais para estimular a compra de ações da petrolífera OGX ao mesmo tempo em que vendia papéis da empresa, numa manobra para estimular o aumento de preços e se beneficiar com as vendas. Entre os diversos tweets, chamam a atenção os publicados em 29 de maio de 2013. Eike usou sua conta pessoal no Twitter para pedir paciência aos investidores que o seguiam, além de traçar um cenário positivo para a empresa ao mesmo tempo em que comercializava as ações.

A postagem foi feita no dia 29 de maio deste ano, quando o empresário vendeu cerca de 19 milhões de ações da OGX na Bovespa. A CVM já investiga Eike Batista por descumprimento da lei e as punições a ele poderão ser desde advertência, multas e a cassação do registro para operar. Quando a situação da OGX começou a ficar mais clara para o mercado, os investidores, principalmente os pequenos, se mobilizaram para acionar Eike e tentar o ressarcimento das perdas.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, há informação no mercado envolvendo empresa de logística, de transporte e a mineradora de Eike Batista. Um contrato teria sido realizado para transporte da produção de minério. Contudo, o montante a ser transportado era, na realidade, muito menor do que o previsto. A intenção era fazer com que o mercado acreditasse que a produção era bem maior do que o que acontecia na realidade. Mesmo pagando cifras milionárias para o transporte que não aconteceria, o prejuízo seria menor do que se o mercado descobrisse que as empresas não estavam produzindo tanto quanto anunciavam.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/15/com-tantas-denuncias-envolvendo-eike-como-recuperacao-judicial-foi-concedida/

MP investiga falhas de fiscalização da CVM e ANP sobre OGX

Segundo MP, petroleira divulgou informações otimistas que não se confirmaram

Jornal do Brasil

Um inquérito civil público, instaurado no dia 6 de dezembro, do Ministério Público Federal (MPF) do Rio  de Janeiro vai analisar possíveis falhas de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a atuação da petroleira OGX, de Eike Batista, no mercado.

Segundo o MPF, o processo ocorre porque a empresa de Eike divulgou diversas informações otimistas sobre o avanço na exploração de petróleo em seus blocos. No entanto, as expectativas não se confirmaram. O Campo de Tubarão foi apresentado pela empresa como um ativo que chegaria a produzir 40 mil barris de petróleo por dia. Porém, em julho, foi constatado que o campo não era economicamente viável.

Em outubro, o JB já havia informado que os acionistas minoritários da OGX processariam a petroleira, a CVM, Eike Batista  exatamente pelos mesmos motivos. Segundo eles, “a desistência do Campo de Tubarão foi um grande absurdo”, como disse Eduardo Mascarenhas, engenheiro e sócio minoritário.

A OGX está em processo de recuperação judicial desde outubro. Em seu plano de recuperação, a petroleira declarou dever R$ 11,2 bilhões, descritos como “passivos consolidados”.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/12/mp-investiga-falhas-de-fiscalizacao-da-cvm-e-anp-sobre-ogx/

G1: Eike Batista está com nome ‘sujo’ por calote de R$ 840

Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.

Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.

Simone Cunha e Lilian Quaino, Do G1, em São Paulo e no Rio

Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome “sujo” por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.

A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.

Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.

Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.

Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário,Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.

Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)

A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.

Além de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.

Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.

No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.

Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/eike-batista-esta-com-nome-sujo-por-calote-de-r-840.html

Da coluna do Ancelmo Gois: problemas de Eike Batista chegaram na esfera criminal

A coluna de hoje do jornalista Ancelmo Góis traz uma péssima sinalização para a vida futura de Eike Batista. É que Ancelmo, que nos tempos áureos era uma espécie de oráculo das boas novas de Eike Batista, informou que os problemas do ex-bilionário agoram chegaram à esfera criminal. Tudo isso por causa de postagens que Eike teria feito no seu perfil do Twitter.

Pensando bem, talvez o Twitter seja o menor dos problemas que esperam Eike Batista num futuro não muito distante.

 

Nova frente de problemas

Gente do ramo diz que desde ontem os problemas de Eike Sempre Ele Batista passam também para a esfera criminal, sujeito ao Código Penal, por estelionato (“obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio”).

Tudo por causa das mensagens de Twitter, reveladas pelo GLOBO. Nelas, ele indica compra de ações da OGX, no mesmo dia em que se desfez de 19 milhões de ações da petroleira.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2013/12/06/a-coluna-de-hoje-517380.asp

Minoritários da OGX vão à Justiça contra Eike, seu pai e CVM e prometem novas ações

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SÃO PAULO – Os problemas para Eike Batista parecem estar longe de acabar. Em meio à negociação com credores internacionais e com a recuperação judicial da OGX Petróleo (OGX P3) e da OSX Brasil (OSX B3), acionistas minoritários informaram que iniciarão uma série de ações judiciais contra a petroleira, sendo que a primeira foi encaminhada na véspera à Justiça Federal do Rio de Janeiro.

O grupo que entrou na última quinta-feira com a ação é formado por quatro investidores, que buscam recuperação de danos por fraudes e manipulação do mercado, além de afirmarem que houve violação da lei das SAs. Além de Eike Batista, a ação também envolve o pai do empresário e vice-presidente do conselho de administração da companhia, Eliezer Batista e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

O pai de Eike foi incluído no processo por integrar o conselho de administração, segundo um dos autores da ação ouvido pela Folha de S. Paulo, enquanto a CVM é processada porque os minoritários consideraram que houve omissão. Um grupo de minoritários da OGX, liderados por Jorge Lobo, deve entrar com novas ações.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3091751/minoritarios-ogx-vao-justica-contra-eike-seu-pai-cvm-prometem

Eike deve ficar com apenas 5% da OGX após negociação com credores

Eike deve ficar com apenas 5% da OGX após negociação com credores (Divulgação OGX)

SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) trabalha com um prazo de 15 de dezembro para encerrar as negociações com os detentores de bonds, que começaram na última quarta-feira (4), informou o Valor. Após o acordo, a expectativa é que Eike Batista deixe de ser o acionista controlador e tenha sua participação direta reduzida para 5% sem contar um percentual indireto, por meio da OSX Brasil (OSXB3).

Conforme apurou o jornal, tudo caminha para que a OGX receba US$ 50 milhões de um total de US$ 200 milhões que serão aportados na empresa, dentro do plano de conversão das dívidas em ações. Na véspera, a OGX iniciou a produção do campo de Tubarão Martelo, única esperança dos credores de terem algum retorno do investimento. É nesse campo, atualmente o principal ativo da empresa, que está calcado todo o processo de recuperação judicial da empresa, pedido no início de outubro passado.

A OGX espera recuperar aproximadamente 20% do volume de óleo do reservatório, de cerca de 600 milhões de barris, ou seja em torno de 120 milhões de barris.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/ogxpetroleo/noticia/3091846/eike-deve-ficar-com-apenas-ogx-apos-negociacao-com-credores

Bloomberg: Acciona impede na justiça a recuperação judicial conjunta OGX/OSX


Por Emma Ross- Thomas & Rodrigo Orihuela

A justiça brasileira bloqueou uma tentativa de duas empresas de Eike Batista para terem seus casos de recuperação judicial consideradas conjuntamente. Esta decisão resultou de um pedido feito pela Acciona SA (ANA), segundo o que informou uma porta-voz empresa espanhola que não pode ser identificada por causa de uma política interna da empresa.

A Acciona é credora de cerca de 100 milhões de euros devidos pela OSX Brasil SA ( OSXB3 ), empresa de construção naval de Eike Batista . A decisão, noticiada hoje pelo jornal O Globo, não pôde ser imediatamente verificada nos registros na 14 ª Vara de Apelações do Rio de Janeiro.

A OGX Petróleo e Gás Participações SA ( OGXP3 ), empresa de petróleo de Batista , e a  OSX tentavam unificar seus casos de recuperação judicial para acelerar o processo,  segundo o que afirmaram duas fontees familiarizadas com o assunto  no mês passado. Eike Batista criou a OSX para fornecer navios para OGX que, no momento está lutando para produzir petróleo após cortar estimativas de reservas e devolver blocos de exploração ao governo federal. Duas das plataformas da OSX estão no Brasil, enquanto  uma terceira está ancorada na Malásia.

Sérgio Bermudes, advogado da OGX , não ofereceu nenhum comentário imediato quando contactado pela Bloomberg. Já a assessoria de imprensa da OSX não respondeu a um pedido de informação feita por correio eletrônico.

A Acciona foi contratada pela OSX , como parte da construção de seu estaleiro naval no norte do estado Rio de Janeiro. A OSX entrou com um pedido de recuperação judicial no dia 11 de novembro, e não incluiu sua unidade de leasing, através do qual a empresa é dona de três plataformas de petróleo, como parte da recuperação judicial.

“Eles (a Acciona) podem estar pedindo para que os casos executado separadamente para proteger os ativos da OSX dos credores da OGX, ” afirmou por telefone Leonardo Theon de Moraes,  advogado de um escritório especializado em processos de recuperação judicial sediado em São Paulo Mussi, Sandri & Pimenta Advogados. “Se eu fosse um advogado de detentores de obrigações ou credores da OGX, eu pediria ativos OSX para ajudar a pagar os empréstimos”, disse Leonardo Moraes.

FONTE: http://www.bloomberg.com/news/2013-12-05/osx-ogx-joint-bankruptcy-cases-blocked-by-court-acciona.html

Pelo Twitter, Eike Batista indicou OGX no mesmo dia em que vendeu ações da empresa

Para analistas, ele violou Lei das S.A. na rede de microblogs. Minoritários vão à Justiça contra empresário, Eliezer e CVM

Desde 25 de junho, Eike Batista não dá as caras no Twitter, microblog que frequentou assiduamente por mais de um ano. Mas deixou um rastro de mensagens que vem dando munição a investidores dispostos a entrar na Justiça contra o empresário. Entre os diversos tweets, chamam a atenção os publicados em 29 de maio de 2013. Nesse dia, Eike vendeu 19 milhões de ações da OGX Petróleo e Gás na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Enquanto vendia, o empresário travava diálogos com seus seguidores em pleno pregão, pedindo “paciência” e traçando um cenário promissor para a petroleira.

Para especialistas, independentemente do conteúdo das mensagens, Eike violou a Lei das S.A. (6.404/76) ao usar canais extraoficiais para falar sobre seus negócios, provocando assimetria de informação entre investidores. Se for provado que infringiu a lei, o empresário pode ter de ressarcir danos causados a investidores. E ser punido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM, “xerife” do mercado de capitais), que já o investiga por descumprimento da lei. As punições aplicáveis vão de advertência a cassação do registro para operar.

Acionistas da OGX mais exaltados vão além e veem na atitude do empresário crimes de manipulação do mercado e de insider trading (quando alguém negocia ações com informação privilegiada). Um grupo deles, liderado pelo economista Aurélio Valporto e pelo advogado Márcio Lobo, ajuizará hoje a primeira de uma série de ações contra Eike. Neste processo, que também tem como réus o pai de Eike e conselheiro da OGX, Eliezer Batista, e a CVM, os investidores pedem ressarcimento pelos prejuízos causados pela derrocada da petroleira.

 FONTE: http://oglobo.globo.com/economia/pelo-twitter-eike-batista-indicou-ogx-no-mesmo-dia-em-que-vendeu-acoes-da-empresa-10972989

Eike Batista está sendo investigado pela CVM por violação da lei

Jornal do Brasil

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vai abrir processo para apurar se o empresário Eike Batista violou a Lei das S.A. (6.404/76) se utilizando das redes sociais para estimular a compra de ações da petrolífera OGX ao mesmo tempo em que vendia papéis da empresa, numa manobra para estimular o aumento de preços e se beneficiar com as vendas. Entre os diversos tweets, chamam a atenção os publicados em 29 de maio de 2013. Eike usou sua conta pessoal no Twitter para pedir paciência aos investidores que o seguiam, além de traçar um cenário positivo para a empresa ao mesmo tempo em que comercializava as ações.

A postagem foi feita no dia 29 de maio deste ano, quando o empresário vendeu cerca de 19 milhões de ações da OGX na Bovespa. A CVM já investiga Eike Batista por descumprimento da lei e as punições a ele poderão ser desde advertência, multas e a cassação do registro para operar. Quando a situação da OGX começou a ficar mais clara para o mercado, os investidores, principalmente os pequenos, se mobilizaram para acionar Eike e tentar o ressarcimento das perdas.

No dia 9 de outubro deste ano, o Jornal do Brasil denunciou as possíveis manobras de Eike (leia aqui a matéria) no mercado acionário para se beneficiar com informações exclusivas de suas empresas. Na época, os acionistas minoritários revelaram ao JB  que estavam preparando um verdadeiro dossiê sobre essas manobras e entrariam com ação de ressarcimento contra o empresário. Eles não acreditavam que no início da derrocada da OGX a empresa estava apenas passando por uma fase ruim. A situação só ficou clara com o anúncio de desistência do campo de Tubarão Azul, mas, nessa altura, já era tarde.

Conforme publicado em outubro pelo JB, em um vídeo (assista abaixo), Eike Batista chega a dizer que a OGX detinha um trilhão de dólares em valor de petróleo em águas rasas. “Ele nunca fez estimativas e prospecções, sempre falava como uma certeza incontestável. Todo mundo foi acreditando até chegar em um ponto em que não conseguíamos nem desinvestir. Quem ia querer comprar ações de uma empresa que caía 30%, 40% por dia?”, conta Maurício Narras, programador e acionista da OGX.

“Nós (os acionistas) nos reunimos com regularidade para analisar a situação da empresa e por algumas vezes constatamos que os resultados estavam bem abaixo do prometido, mas acreditamos ser uma falha técnica nos testes de engenharia, eles acontecem”, explica Eduardo Mascarenhas, engenheiro e acionista minoritário da OGX. “Mas quando anunciaram a desistência do campo de Tubarão Azul, foi um absurdo. Como um poço que prometia ser um dos maiores do mundo passa a ser nulo?”, pergunta Mascarenhas.

O economista Aurélio Valporto, outro acionista da empresa, revelou em outubro ao Jornal do Brasil que havia indícios de fraude também por parte dos diretores da OGX. “As informações faziam parecer que o investimento era muito seguro. Numa entrevista foi perguntado a Eike o que precisava ser feito para que os brasileiros enxergassem como as ações estavam baratas e promissoras. Hoje em dia, é mais claro perceber como tudo aquilo era combinado”, diz Aurélio. Segundo ele, a CVM, que é responsável por regular os mercados de bolsa, e a BM&F Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, também serão processados porque foram negligentes em relação à OGX, faltando rigor na inspeção das informações divulgadas pela empresa.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/05/eike-batista-esta-sendo-investigado-pela-cvm-por-violacao-da-lei/

E Eike Batista ficou, mais uma vez, no quase

FICOU NO QUASE

Eike: em recuperação

Pedidos de recuperação judicial quase aceitos

Os advogados de Eike Batista quase conseguiram neste fim de semana incluir na recuperação judicial da OGX, a OGX Internacional, com sede na Holanda, e OGX Áustria, cujos pedidos foram negados no mês passado pelo juiz Clóvis Matos, da 4a Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A manobra, contudo, não vingou – por pouco, mas não vingou.

Na sexta-feira, os advogados da OGX entraram com um recurso na 14ª Câmara Cível para a inclusão das OGX no exterior na recuperação judicial.

Como o relator Gilberto Guarino não estava, o polêmico desembargador Edson Scisinio, presidente da 14ª Câmara,  avocou para si o recurso e, num ato inusitado, revogou a decisão de Clóvis Matos. A praxe nestes casos é enviar para a distribuição.

A história, porém, teve um novo desfecho hoje, quando Gilberto Guarino retornou ao trabalho e cassou a decisão inusual de Scisinio.

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/economia/a-ogx-quase-conseguiu-uma-importante-vitoria-na-justica-quase/