Segundo MP, petroleira divulgou informações otimistas que não se confirmaram

Um inquérito civil público, instaurado no dia 6 de dezembro, do Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro vai analisar possíveis falhas de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a atuação da petroleira OGX, de Eike Batista, no mercado.
Segundo o MPF, o processo ocorre porque a empresa de Eike divulgou diversas informações otimistas sobre o avanço na exploração de petróleo em seus blocos. No entanto, as expectativas não se confirmaram. O Campo de Tubarão foi apresentado pela empresa como um ativo que chegaria a produzir 40 mil barris de petróleo por dia. Porém, em julho, foi constatado que o campo não era economicamente viável.
Em outubro, o JB já havia informado que os acionistas minoritários da OGX processariam a petroleira, a CVM, Eike Batista exatamente pelos mesmos motivos. Segundo eles, “a desistência do Campo de Tubarão foi um grande absurdo”, como disse Eduardo Mascarenhas, engenheiro e sócio minoritário.
A OGX está em processo de recuperação judicial desde outubro. Em seu plano de recuperação, a petroleira declarou dever R$ 11,2 bilhões, descritos como “passivos consolidados”.