Em visita ao Ceará, Jair Bolsonaro sente o gosto amargo da vaia popular

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Acostumado ao ambiente seguro do cercadinho em frente ao Palácio do Planalto para onde acorrem seus apoiadores mais fanáticos, o presidente Jair Bolsonaro sentiu ontem os efeitos ruidosos de uma vaia que ocorreu após ele citar o nome de um parlamentar aliado (o deputado federal Pedro Bezerra (PTB/CE), o que causou uma abrupta mudança de expressão facial (ver vídeo abaixo).

É interessante notar que mesmo que a vaia não tenha sido lhe diretamente direcionada na cidade de Juazeiro, Jair Bolsonaro já deve saber que se arriscar a subir em palanques fora de redutos mais propensos a apoiar seu governo, o risco que corre é de ser fortemente apupado, vistos os efeitos econômicos e sociais desastrosos que suas políticas criaram para a maioria dos brasileiros.

Somado a um descontentamento em expansão, Bolsonaro ainda tem que conviver com os problemas judiciais que ele mesmo criou para si mesmo ao atacar o judiciário, e sabotar os esforços de contenção da pandemia da COVID-19 no Brasil. 

Com isso, as próximas semanas deverão ser marcadas por gestos histriônicos e mais verborragia por parte de um presidente que parece ter também perdido a serventia para significativos segmentos da burguesia brasileira que o levou ao poder.  De certa forma, as vaias de Juazeiro do Norte são uma espécie de prenúncio de tempos difíceis que Jair Bolsonaro deverá ter até o final do seu mandato.