Trabalhadores fecham Ponte Rio-Niterói em protesto contra demissões no Comperj

ponte rjnit

Trabalhadores do Comperj fecharam, desde às 11:30 h, a ponte Rio-Niterói no sentido Rio de Janeiro e realizam protesto contra as milhares de demissões que vem ocorrendo, a falta de pagamento de indenizações trabalhistas e diversos outros ataques às suas condições de trabalho.

O Comperj vive situação muito complicada desde a forte queda que se abateu sobre o setor de commodities (matérias-primas), como o petróleo, que derrubaram os preços internacionais dos seus derivados, e com a crise que se abate sobre a Petrobras por conta dos escândalos de corrupção.

Manifestamos todo nosso apoio aos operários e operárias do Comperj e exigimos o atendimento imediato de todas as suas reivindicações.

FONTE: https://www.facebook.com/psturj/photos/a.138827042982625.1073741826.138826966315966/321733954691932/?type=1&theater

Guapimirim: Área de Proteção Ambiental faz 30 anos sob ameaça de complexo petroquímico

Felipe Werneck

Último grande remanescente de manguezais da Baía de Guanabara, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim acaba de completar 30 anos sem motivo para comemoração. A criação da reserva foi resultado de grande movimento em defesa da baía, na virada dos anos 1980, que obrigou o governo a desistir de liberar terrenos para indústrias e para a especulação imobiliária na região.

Situada no recôncavo leste, no fundo da baía, a APA abrange os últimos rios limpos da bacia hidrográfica. Hoje, um dos ativistas é o pescador Alexandre Anderson, da Associação Homens do Mar (Ahomar). Envolvido nos conflitos socioambientais resultantes da mudança no perfil de uso da baía, com a instalação de complexos industriais, ele já recebeu ameaças de morte e foi obrigado a deixar a Praia de Mauá, no município de Magé.

“Isto aqui está destinado a acabar”, diz ele ao percorrer com a reportagem o ainda preservado Rio Macacu, dentro da APA. Anderson referia-se aos impactos provocados pelo Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), projeto bilionário da Petrobrás. Em 2011, a empresa foi obrigada a compensar danos ao meio ambiente causados pela obra. O termo de compromisso previa o plantio de mudas nativas de Mata Atlântica em uma área de 4.584 hectares, maior que o Parque Nacional da Floresta da Tijuca. No entanto, segundo o último balanço da Petrobrás, a recomposição havia atingido apenas um trecho de 500 hectares.

“O cumprimento das condicionantes não é característica marcante dos licenciamentos que envolvem a Petrobrás. Diante do quadro negativo, com a Operação Lava Jato e a queda das ações da empresa, o risco de não serem cumpridas é muito grande e compromete a própria validade da licença ambiental”, diz o analista Rogério Rocco, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e ex-superintendente do Ibama no Rio.

Sem herdeiros

O pescador Marcelo Rodrigues, de 37 anos, relata que precisa trabalhar todos os dias para juntar cerca de R$ 700 no fim do mês. “A pesca diminuiu muito na baía. O que prejudica é a poluição e essas obras e plataformas, que limitam o nosso espaço.” Ele não quer que os dois filhos sigam a profissão. “O camarão, que era o nosso décimo terceiro nesta época, sumiu. A pescaria não tem futuro na baía.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://atarde.uol.com.br/brasil/noticias/1649708-area-de-protecao-ambiental-faz-30-anos-sob-ameaca-de-complexo-petroquimico

“Somos homens do Mar”: a resistência dos pescadores artesanais na Baía de Guanabara

Alexandre Anderson na Universidade Federal Fluminense, outubro 2014. Foto de Grettel Navas.

Alexandre Anderson na Universidade Federal Fluminense, outubro 2014. Foto de Grettel Navas.

Por Grettel V. Navas, da ALBA SUD, na Adital

No sábado, 11 de outubro, tive a oportunidade de conversar com Alexandre Anderson, pescador, fundador e atual presidente da Associação Homens e Mulheres do Mar (Ahomar), organização de 1.870 pescadores e pescadoras da Baía de Guanabara, no Estado do Rio de Janeiro. Desde o ano 2000, ele lidera uma luta contra a contaminação e os efeitos negativos das construções da empresa de capital brasileiro Petrobras, entre os que se destaca o Complexo Petroquímico no município de Itaboraí (a 25 quilômetros da Baía).

“Somos ativistas forçados, resistimos ou morremos”

Da cidade do Rio de Janeiro cruzamos a Baía de Guanabara e chegamos a Niterói, onde Alexandre se refugia com sua família (esposa, filhos e neto) em um apartamento pago pelo governo federal. Esta situação é resultado das inúmeras ameaças de morte e seis atentados que recebeu nos últimos anos. Entre 2009 e 2013, Alexandre viveu sob o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, que lhe permitia ter uma escolta 24 horas por dia para garantir sua segurança. Porém, esse formato não é suficiente, pois, mesmo estando sob custódia do Programa, sofreu vários atentados com armas de fogo, que atingiram diretamente seu corpo e o barco no qual viajava. Por essa razão, desde o ano passado, ele se encontra em “situação de exílio”, o que implica em ter que mudar de residência de tempos em tempos pelo Estado, para desviar a atenção daqueles que pagariam por sua vida e, assim, encerrar sua militância contra a empresa Petrobras.

Essa situação, além de perturbar sua família pela mudança constante de residência ou a distancia de Magé, da praia, seu lugar de pesca e da luta, que se deram com os outros e as outras pescadoras. Como teme por sua vida e pela de sua família, Alexandre decidiu realizar uma militância diferente e aumentar a voz dos pescadores tanto no Brasil como no mundo inteiro. Contar a história da Ahomar e gritá-la pelo mundo em diferentes espaços (acadêmicos, organismos internacionais, fundações, congressos…) é importante para ele, na medida em que possa fazer um chamado à comunidade internacional para condenar as ações a que os e as pescadoras da Baía de Guanabara estão expostos, pelo simples fato de resistir e lutar para manter seus modos de vida. Sua exposição internacional o tem levado a receber asilo político por parte da Holanda, Alemanha, Irlanda e Itália.

Crédito Fotografia: Ahomar

Crédito Fotografia: Ahomar, O custo socioambiental do crescimento econômico brasileiro

Em 2007, quando o presidente Lula da Silva estava no poder, o governo brasileiro inaugurou o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que consiste, entre outras coisas, em aumentar o investimento em infraestrutura para a extração de gás e petróleo. Dentro do PAC se encontra a construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que compreende 4.500 hectares, o qual, segundo a documentação do caso no Mapa de conflitos envolvendo injustiça ambiental e saúde no Brasil, terá um investimento de 21 milhões de dólares americanos e tem como objetivo aumentar a capacidade da refinaria da Petrobras e, assim, atender ao aumento da demanda brasileira com outros derivados, como diesel, nafta petroquímica, querosene de aviação, coque e gás de cozinha. As construções começaram em 2008 e se prevê que estarão finalizadas em 2016.

Embora o Comperj seja localizada em outro município, Itaboraí, sua baía, é utilizada para o estacionamento e manutenção de petroleiros, estaleiros e plataformas, para a reparação de barcos e outras instalações, as quais, no entanto, requerem um perímetro de segurança muito mais amplo do que o espaço que ocupam fisicamente e, em todo esse perímetro, é proibida a entrada de qualquer pescador. Além disso, o risco ambiental de ter essas embarcações ameaça, constantemente, os ecossistemas marítimos (que se mantêm vivos) e a atividade produtiva dos pescadores. Então, embora na Baía não se extraia petróleo, localiza-se todo esse maquinário que, juntamente com oleodutos e gasodutos, causa barreiras físicas para os pescadores e mortandade dos peixes pelas altas temperaturas em que circulam.

Para o início das obras, não foi realizado nenhum processo de consulta nem processo participativo com os pescadores, que são reconhecidos pela Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) como comunidades tribais, por serem herdeiros dos saberes ancestrais dos Caiçaras, povo Tupi que habitava a ilha e vivia da pesca desde o século XVI.

A pesca artesanal como atividade produtiva está ameaçada em todo o mundo e os conflitos entre pequenos pescadores e a pesca industrial são cada vez mais comuns. No entanto, no caso da Ahomar, o conflito se instalou, principalmente, por duas causas: a apropriação do espaço físico da Baía (pelas construções da Petrobras) e a contaminação de suas águas (que respondem a políticas de saneamento historicamente disfuncionais).

Baía de Guanabara, ao fundo construções da PETROBRÁS. Foto de Grettel Navas

Baía de Guanabara, ao fundo construções da PETROBRÁS. Foto de Grettel Navas

A Baía de Guanabara está localizada no Estado do Rio de Janeiro, compreende 4.066 km² e, além de ser a segunda maior Baía do Brasil (depois da Baía de Sepetiba), é uma das mais contaminadas. Sua degradação progressiva se deve às políticas (inexistentes ou precárias) de saneamento do Estado do Rio de Janeiro. A maioria das águas negras, dejetos industriais e resíduos sólidos da cidade, desemboca na baía, o que, desde ano passado, tem produzido a mortandade de diferentes espécies de animais e afetado diretamente sete municípios e ilhas que banham a Baía.

No entanto, por suas características biofísicas, a água da Baía está em constante intercâmbio com as do oceano e, aparentemente, ela se regenera, tem resiliência suficiente e se autolimpa constantemente. Para os pescadores da Ahomar, se a contaminação fosse a única ameaça haveria atividade pesqueira por mais dois anos. Sua verdadeira consequência – segundo afirma Alexandre Anderson – é a indústria gasífera e petrolífera, que se impôs desde a construção da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que iniciou sua atividade em 1961. Esta refinaria foi, lamentavelmente, notícias no ano 2000 por um dos maiores acidentes ambientais que já ocorreram no Brasil, quando, por negligência, ocorreu o vazamento de 1.3 milhões de litros de petróleo. As consequências são vistas até os dias de hoje, já que a contaminação a Baía não pode regenerar.

Resistência dos pescadores artesanais na Baía de Guanabara

No ano 2000, depois do vazamento de petróleo pela Reduc, os pescadores e pescadoras começaram a denunciar esse e outros efeitos negativos na Baía. Segundo eles, viram-se obrigados a criarem uma organização de participação legítima para a defesa de seus direitos como cidadãos, daí a ideia da criação da organização Ahomar, alegando que, muito além de serem pescadores, eles eram “homens e mulheres do mar”. A associação foi legalizada em 13 de janeiro de 2007 com 498 pescadores e pescadoras que, atualmente, chega a 1.870, com o objetivo de proteger a Baía e as atividades da pesca artesanal.

O conflito foi se intensificando e, em 2009, os pescadores da Ahomar ocuparam as obras nas quais estava sendo construído um gasoduto submarino e terrestre para a transferência de gás natural (GNL) e de gás liquefeito de petróleo (GLP). Essa construção deixaria totalmente disfuncional a pesca na praia de Mauá – Magé, lugar de origem de Alexandre e onde pescam a maioria dos associados da Ahomar. A ocupação durou 38 dias e foi o marco que iniciou um conflito muito mais violento entre a Petrobras e os pescadores da Ahomar. A partir desse momento, os pescadores têm sido ameaçados, quatro deles foram assassinados e um deles se suicidou pelo estresse do conflito, segundo afirmou Alexandre.

Ocupação do gasoduto. Foto de Ahomar.

Ocupação do gasoduto. Foto de Ahomar.

Em maio de 2009, Paulo Santos Souza, naquele momento tesoureiro da Ahomar, foi vítima de um assassinato em sua própria residência. Em 2010, um dos fundadores da Ahomar, Márcio Amaro também foi assassinado. O fato ocorreu em frente da sua esposa e filhos. Os últimos assassinatos foram os de Almir Nogueira de Amorim e João Luiz Telles Penetra, em junho de 2012. O manifesto de repúdio a esses fatos foi assinado por mais de 100 organizações de diversas partes do mundo. Nele, é relatado o que está acontecendo do seguinte modo: “ambos desapareceram na sexta 22 de junho de 2012 quando saíram para pescar. O corpo de Almir foi encontrado no domingo, 24 de junho, amarrado junto ao barco, que estava submerso próximo a praia de São Lourenço, em Magé, Rio de Janeiro. O corpo de João Luiz Telles (Pituca) foi encontrado na segunda, 25 de junho, com os pés e mãos amarrados em posição fetal, próximo a praia de São Gonçalo, Rio de Janeiro” (Ahomar, 2012).

Para Alexandre, esses assassinatos foram, além de grandes perdas para a organização, uma mensagem direta aos membros da Ahomar para que cessem sua luta. O ocorrido entristeceu profundamente os pescadores, os debilitou e gerou medo na Baía, mas não os desmobilizou, mas os empurrou para lutar com mais força e afinco, agora também pela lembrança dos que se foram. Alexandre afirma que, além dessas mortes e do suicídio por estresse de outro companheiro, dezenas de pescadores já sofreram “assassinatos invisíveis”, e que ele mesmo é vítima, ao sentir uma profunda tristeza por não poder pescar, viver sob ameaças e fora do seu local de residência.

Segundo o Deadly Environment, o Brasil é o país do mundo com mais mortes de ambientalistas, com 448 casos reportados entre os anos de 2002 e 2003, seguido por Honduras, com 109 no mesmo período. O aumento de mortes é uma constante na América Latina, assim como sua impunidade. Nessa questão, o Brasil não tem sido uma exceção e, apesar dos manifestos e relatórios da Anistia Internacional e outras agências, nenhuma das quatro mortes foi esclarecida, nem tampouco os atentados diretos que Alexandre sofreu. Embora, segundo a Ahomar, os assassinos são pagos por pessoas que estão obtendo ganhos econômicos com a industrialização da Baía, funcionários do Estado do Rio de Janeiro, do governo municipal e da segurança pública local.

Fortalecimento da organização e novas estratégias de resistência

Quando ocorreu o vazamento da Reduc, quem avisou sobre a contaminação ambiental foram os pescadores, assim como quando a Baía sofre algum dano são os pescadores quem, por sua relação tão próxima, se dão conta, de forma imediata, dessas irregularidades. A ação do governo brasileiro em tomar decisões que só têm enfoque economicista e de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto], como a exploração de petróleo e de gás, sem levar em conta as comunidades, é excluir aqueles que poderiam ser os melhores aliados para a segurança social, ambiental e econômica da Baía. No entanto, essas sinergias, pelo choque de percepções, de valores e da intensidade do conflito, parecem agora impossíveis. Ao que parece, a Petrobras designou um porta-voz para iniciar um diálogo com os pescadores e cessar o conflito, mas, quando foi perguntado, recentemente, a Alexandre sobre como haviam sido essas abordagens, ele respondeu não haver estado em nenhum diálogo.

O conhecimento e os saberes ancestrais que têm os pescadores sobre a Baía, sobre seus ciclos, suas espécies, seu zoneamento, não são levados em conta por parte do governo brasileiro que, por meio da Petrobras, vê a Baía somente como um espaço para o estacionamento de navios, de experimentação e limpeza de barcos. Tampouco levam em conta os habitantes da cidade do Rio de Janeiro, que percebem a Baía como um depósito de águas residuais, de dejetos sólidos e industriais. As tentativas de limpeza da Baía começaram nos anos 1990, destas a mais conhecida é o “Programa de Descontaminação da Baía de Guanabara”, financiado pelo governo japonês e que terminou em um desperdício de recursos econômicos sem mudanças reais.

A Ahomar tem realizado também um esforço por inovar e ampliar suas estratégias de luta para proteger a Baía e garantir a atividade daqueles jovens – cada vez menos – que querem seguir o exemplo de seus pais e serem pescadores. Uma delas consiste em mostrar a “face bonita” da Baía, explicar que esta tem vida e seus ecossistemas, embora se encontrem em uma situação muito crítica, podem ser salvos. Assim, há três anos, e com ajuda de estudantes de mestrado e doutorado, estão criando mapas para um melhor conhecimento da Baía, indicando as possíveis zonas de exclusividade e, dessa forma, no futuro, tentar influir nas decisões políticas tomadas em relação à Baía.

Paradoxalmente, o governador do Rio de Janeiro, juntamente com a organização das Olimpíadas de 2016, expõe a Baía de Guanabara como um espaço atrativo para as competições de vela. Talvez a pressão dos atletas ou sua rejeição em entrar na Baía por causa da contaminação ambiental e da violência social mencionada anteriormente sirvam como medida de pressão para se concretizarem as promessas. O tempo já começa a apertar.

Fonte: http://racismoambiental.net.br/2014/11/08/somos-homens-do-mar-a-resistencia-dos-pescadores-artesanais-na-baia-de-guanabara/

Divulgação! UENF dá início ao projeto Territórios do Petróleo

Dez municípios do Norte Fluminense serão atendidos

A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) está iniciando o projeto Territórios do Petróleo, uma condicionante de licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), desenvolvido em parceria com a Petrobras. O projeto faz parte do Programa de Educação Ambiental da Bacia de Campos (PEA-BC), e atuará em dez municípios da região, tais como: Arraial do Cabo, Armação dos Búzios, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Carapebus, Casimiro de Abreu, Macaé, Quissamã, Rio das Ostras e São João da Barra.

O projeto Territórios do Petróleo atende as diretrizes do IBAMA e responde à linha de ação, da Nota Técnica CGPEG/DILIC/IBAMA N.01/10, que debate o “Controle Social da Aplicação de Royalties e de Participações Especiais da Produção de Petróleo e Gás Natural” e tem como objetivo apoiar um público diversificado no acompanhamento, divulgação e discussão pública em torno da distribuição e aplicação dos recursos financeiros. O projeto é resultado direto do diagnóstico participativo do PEA-BC, documento no qual a população apontou um grave déficit de informações sobre os Royalties e as participações especiais.

Atualmente, o Territórios do Petróleo está em fase de apresentação e mobilização junto às comunidades da sociedade civil organizada e poder público dos municípios atendidos. Ainda este ano, o projeto entrará em seu Ciclo de Sensibilização, que percorrerá as cidades com uma caravana itinerante, que contará com as seguintes atividades:

– tótens com conteúdos interativos relacionados aos temas desenvolvidos pela caravana;

– exposição com painéis relatando as diferentes formas de uso da energia ao longo da história;

– jogo educativo com conceitos de controle e participação social; educação e licenciamento ambiental e royalties;

– mostra de cinema com exibição de filmes que abordem questões socioambientais e outros temas relacionados ao projeto;

– oficinas para discutir agendas prioritárias em cada município;

– mesa redonda para promover e debater diversos temas de interesse; O projeto Territórios do Petróleo conta ainda com os ciclos de Nivelamento, Formação – etapa em que será promovida capacitação na área de comunicação audiovisual – e de Implantação dos Núcleos de Vigília, etapa em que será realizado um estudo dirigido sobre os royalties e participações especiais.

A Caravana em São João da Barra,funcionará do dia 28/01 ao dia 04/02 das 9h às 12h e das 16h às 22h. Aos finais de semana o horário de funcionamento será das 9h às 16h.  Estaremos localizados na Avenida Beira Mar, no Espaço da Ciência, s/n, ao lado do Balneário de Atafona.

Desmobilização em Suape só é similar à da construção de Brasília, afirma secretário

 Por Paulo Veras

Obras da refinaria Abreu e Lima. Foto: Heudes Regis/JC Imagem.

“Na história do Brasil, só houve desmobilização similar quando Brasília foi construída. E a gente sabe como é o entorno de Brasília até hoje”, afirmou nesta terça-feira (2) o secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, ao comentar a demissão de trabalhadores no Complexo Industrial e Portuário de Suape, na Região Metropolitana do Recife (RMR), onde foram construídos, nos últimos anos, grandes empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima e os estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), cerca de 42 mil trabalhadores devem ser demitidos só da Refinaria em 2015. Para efeito de comparação, Stefanni explicou que existem 25 mil trabalhadores diretos em Suape, enquanto as obras do empreendimento da Petrobras concentram até 112 mil pessoas.

“Não há muito o que o Estado de Pernambuco possa fazer”, explicou o secretário, lembrando que a relação trabalhistas entre a Petrobras e os funcionários não é mediada pela administração de Suape.

Stefanni garantiu que a Secretaria de Trabalho de Pernambuco tem trabalhado para realocar essas pessoas. O secretário também disse que algumas obras tocadas no Estado; como o Arco Metropolitano, a Transnordestina, a fábrica da Fiat e a construção de barragens; podem atender aos trabalhadores desligados de Suape.

Nesta terça, o próprio governador João Lyra Neto (PSB) saiu em defesa dos terceirizados que atuaram na construção da refinaria, que alegam estar sem receber salários. “Não temos nenhum envolvimento direto com a ação, mas enquanto Governo temos responsabilidade com trabalhadores que precisam de apoio”, disse.

“As pessoas estão abandonadas e sem dinheiro, devido ao atraso nos pagamentos das indenizações. Muitos trabalhadores são de outros estados e estão sem recursos para se manter em Pernambuco”, defendeu Lyra.

Nas últimas semanas, a Petrobras chegou a ter valores bloqueados em suas contas pela Justiça do Trabalho de Pernambuco para garantir o pagamento dos terceirizados, que têm protestado em Suape e nas ruas do Recife.

A Petrobras já reconheceu que deve R$ 50 milhões com a empresa terceirizada Alusa e teve contas neste valor congeladas pelo judiciário.

FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/12/02/desmobilizacao-em-suape-e-similar-da-construcao-de-brasilia-afirma-secretario/

Comte Bittencourt cobra transparência na licitação que favoreceu o Porto do Açu e prejudicou Macaé

O deputado Comte Bittencourt (PPS) fez um discurso no plenário da Alerj na última 4a. feira (26/11) onde instou os  parlamentares presentes com ele uma representação pedindo o cancelamento definitivo do processo de licitação, realizado pela Petrobras por carta-convite, dos contratos de operação logística portuária para atender às bacias de Campos e do Espírito Santo e que privilegiou o Porto do Açu.

Entre outras coisas Comte Bittencourt questionou o uso pela Petrobras do instrumento chamado “carta-convite” para definir o vencedor da licitação, e que no final acabando privilegiando diretamente o ex-bilionário Eike Batista.

Abaixo o vídeo com a manifestação de Comte Bittencourt cobrando mais transparência neste processo

MPF: Petrobras é condenada a pagar R$ 3 milhões por danos ambientais em Campos (RJ)

Plataformas descartaram no mar água com concentração de óleo e graxas acima do permitido

PLATAFORMA

 Após ação do Ministério Público Federal (MPF) em Campos dos Goytacazes (RJ), a Justiça Federal condenou a Petrobras ao pagamento de R$ 3 milhões por danos ambientais causados na Bacia de Campos. O valor será revertido para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, que financia projetos nas áreas de meio ambiente, defesa do consumidor, dentre outros (Processo nº 0000961-77.2011.4.02.5103)

Confira aqui a íntegra da sentença.

Em 2011, o MPF moveu um ação civil pública contra a Petrobras  para que a empresa implantasse em todas as suas plataformas situadas na Bacia de Campos um sistema de tratamento eficiente, afim de garantir que o descarte no mar de água produzida observasse sempre os limites mensais e diários de concentração de óleos e graxas estabelecidos na legislação ambiental. O MPF pediu ainda a condenação da empresa pelos danos causados por descartes realizados fora dos padrões através das plataformas P-26 e P-19.

De acordo com informações do Ibama presentes no processo, “a água produzida é composta basicamente dos mesmos constituintes da água do mar, porém com diferentes concentrações, além de uma fração de óleo e graxas que, mesmo após os diversos tratamentos, ainda está presente no fluido, podendo vir a se tornar uma fonte significativa de poluição crônica de óleo e de outras substâncias, sendo que algumas destas substâncias podem ser tóxicas ao meio ambiente marinho”.

Na sentença, a 1ª Vara Federal de Campos dos Goytacazes entendeu que houve dano ambiental, independente da quantidade de água contaminada derramada, conforme informações técnicas do Ibama. Para quantificação do valor da indenização, a Justiça considerou diversos autos de infração contra a Petrobras no período de novembro de 2007, janeiro e fevereiro de 2008, março, maio, julho e agosto de 2009, evidenciando que os danos foram reiterados.

FONTE: Assessoria de Comunicação Social, Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro

Íntegra do acordo de delação premiada do caso Petrobras

Recebi na tarde de hoje a íntegra do acordo de delação premiada firmado pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, com o Ministério Público Federal, e o torno disponível aos interessados.

 

 

Uma rápida leitura inicial dos termos deste acordo confirmam que a ida ao congresso foi apenas um jogo de cena, pois qualquer declaração invalidaria o protocolo firmado para que Costa fosse beneficiado pelo instituto da delação premiada.

GE Oil & Gas assina contrato com a Petrobras depois de sair do Porto do Açu

Logo após sair do Porto do Açu acaba de assinar um contrato de US$ 300 milhões com a Petrobras para entregar produtos que seriam aparentemente o centro da sua produção no porto sanjoanense.  Apesar de não parecem diretamente conectados, essa notícia deverá jogar um nuvem de dúvidas sobre potenciais investidores no porto que é a nova joia da cora do ex-bilionário Eike Batista. É que a GE saiu do Açu por faltarem as devidas estruturas para funcionar a contento, o que certamente será um elemento de contenção de interessados após esse contrato exitoso com a Petrobras. A ver!

 

GE Oil & Gas assina contrato de mais de US$ 300 mi com a Petrobras

Por Alessandra Saraiva | Valor

RIO  –  A GE Oil & Gas  informou nesta quinta-feira ter assinado contrato de mais de US$ 300 milhões com a Petrobras para o fornecimento de sistemas de “manifold” (junção de tubos e canais) para águas ultraprofundas. O valor do acordo chega a mais de US$ 300 milhões, segundo a GE. 

De acordo com a GE, serão os primeiros “manifolds” da subsidiária brasileira da empresa norte-americana a serem utilizados em campos do pré-sal, localizados na costa brasileira, a aproximadamente 2.500 metros de profundidade.

Em comunicado, a GE detalhou que o contrato com a Petrobras prevê fornecimento de oito manifolds de injeção modular alternada de água e gás, além dos equipamentos de controle das máquinas, o que permite o controle da entrada ou saída de mais de quatro poços. 

Na análise do CEO de Subsea Systems da companhia, Rod Christie, o contrato permitirá que a  GE Oil & Gas expanda o seu portfólio de soluções fornecidas para suportar o desenvolvimento nos campos do pré-sal. A subsidiária brasileira informou ainda que os equipamentos serão produzidos no Brasil. 

No informe, a presidente e CEO da GE Oil & Gas para a América Latina, Patricia Vega, lembrou que sua empresa tem relacionamento de longa data com a Petrobras para desenvolver equipamentos e soluções essenciais para suportar as operações offshore no Brasil, principalmente no pré-sal. 

A GE lembrou, no comunicado, que em 2012, a Petrobras assinou contrato para aquisição de longo prazo dos chamados sistemas de cabeça de poço da GE, que também serão utilizadas nos campos do pré-sal. 

FONTE http://www.valor.com.br/empresas/3701058/ge-oil-gas-assina-contrato-de-mais-de-us-300-mi-com-petrobras#ixzz3DfSsXGZr

Élio Gaspari: Trafigura, que comprou o porto Sudeste da MMX, pode estar implicada no Petrolão

sudeste

O jornalista Élio Gáspari publicou em sua coluna de hoje no jornal “O GLOBO”  que a Trafigura, empresa que comprou parte do Porto Sudeste da MM(X) do ex-bilionário Eike Batista pode estar enredada no escândalo da Petrobras (Aqui!).

O ponto de ligação entre o delator, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, e a Trafigura seriam recibos de transferência de dinheiro que beneficiavam o operador do esquema de propinas que está sendo alcunhado de Petrolão.

Élio Gáspari lembrou ainda que a Trafigura foi condenado por exportar lixo tóxico para a África, e encrencou-se com uma história de propinas para o secretário geral do governo em Zãmbia.