E o título de traíra mór vai para…..

Faz tempo que eu não me deixo levar pelas falas do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Aliás, desde a inexplicável reforma da previdência que ele ordenou e fez aprovar logo no início do seu primeiro mandato. De lá para cá, sempre me mantive distante da adoração que parte da população lhe concede e da adulação que muitos lhe conferiam.

Dito isso, eu fico imaginando como é que o ex-presidente Lula se sente hoje ao lembrar da foto abaixo onde posava todo faceiro em um grupo de amigos que na última década praticamente acabou com o estado do Rio de Janeiro, e fortemente turbinado por recursos federais. 

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É claro que estou falando do quarteto formado por Pezão, Pedro Paulo, Sérgio Cabral e Eduardo Paes. E é claro que o destaque do dia é para a inseparável dupla Eduardo Paes e Pedro Paulo: o primeiro por liberar o seu secretário para ir votar em Brasília pelo impeachment de Dilma Rousseff, e o segundo por ter feito isso. Em suma, o suprassumo da trairagem.

Mas quer saber, a escolha de amigos traíras quem fez foi o  ex-presidente Lula. Ele que se entenda com eles.

 

PMDB faz festa antecipada em Brasília, enquanto deixa aposentados em condição desesperadora no RJ

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Um artigo publicado pelo site UOL dá conta que na noite de ontem (14/04), o ainda vice-presidente Michel Temer participou de um rega bofe suntuoso em Brasília numa espécie de pré-celebração da vitória do impeachment da presidente Dilma Rousseff (Aqui!).  Os convidados teriam sido recebidos com whisky, vinhos e outras bebidas e massa e risoto.

Já aqui no estado do Rio de Janeiro, o governo do PMDB deixou de pagar as aposentadorias de algo em torno de 120 mil aposentados que ganham acima de R$ 2.000.00. Para esses aposentados, não houve oferta de rega bofe em mansão, mas a dura realidade de não ter como pagar suas contas ou, sequer, enterrar seus mortos.

Se existe alguém que acha que o Brasil vai melhorar num eventual governo comandado por Michel Temer, sugiro que olhe bem para o que está acontecendo no Rio de Janeiro. É que mantido o mesmo estilo de governo, o Rio de Janeiro de hoje sob Pezão é o Brasil de amanhã sob Temer.

E no final sobrou para os aposentados…

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Como servidor público estadual venho acompanhando de perto a crise financeira que vem sendo alardeada pelo (des) governo do Rio de Janeiro para manter o funcionalismo estadual num estado de completo terror.

Pois bem, após vários dias de algo que beira uma campanha de terror psicológico, o (des) governo do Rio de Janeiro anunciou sua “solução” para o pagamento do mês de Março. E, confesso, ela é simplesmente vergonhosa, e pode ser vista abaixo em imagem que reproduz uma postagem feita pela jornalista Alessandra Horta na “Coluna do Servidor” do jornal  O DIA..

APOSENTADOS

Sim, isso mesmo, o ônus da crise seletiva que ocorre no Rio de Janeiro sobrou para os aposentados que ganhem acima de R$ 2.000,00. Essa é uma solução particularmente draconiana porque pune pessoas que serviram à população, se aposentaram segundo critérios determinados pela lei, e agora se vêem privados da sua principal (ou mesma única) fonte de sustento! Como muitas desses aposentados são idosos e gastam verdadeiras fortunas com remédios e assistência médica, não é difícil estimar que esse anúncio esteja deixando muitos deles à beira de um ataque de nervos, ou coisa ainda pior.

E que ninguém que foi poupado da aflição que os aposentados estão sentindo neste momento se anime muito. É que a jornalista Alessandra Horto já avisou que a coisa vai ser ainda pior com relação ao pagamento dos salários de Abril. 

Enquanto isso as empreiteiras, montadoras de carros, cervejarias, joalherias e até saunas que receberam generosas isenções fiscais do (des) governo estadual continuam livres, leves e soltas. Lamentável!

A escandolosa crise financeira da Uenf: cinismo como posição oficial

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A imagem abaixo reproduz uma matéria que foi publicada hoje pelo jornal O Diário e que trata da agonia financeira imposta à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).

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Para começo de conversa, a situação da Uenf é escandalosa sob todos os ângulos. É que na falta de pagamentos para a maioria das suas contas desde o longínquo mês de Outubro de 2015, a universidade beira um caos que ameaça décadas de pesquisas e de material científico acumulado que deveriam ser protegidos como uma mina de ouro que são.

Mas a garantia de um futuro ancorado nos ganhos da ciência fluminense não parece ser nem de longe uma prioridade para o (des) governo comandado pelo PMDB.  E ai, como mostra a matéria, diferentes acervos científicos estão neste momento sob ameaça de serem descartados, o que sendo consumado representará a perda de mais uma década de pesquisas.

Entretanto, o maior escândalo que aparece na matéria é, na verdade, a resposta oferecida pelas fontes governamentais ao pedido de esclarecimentos sobre a situação da Uenf que a equipe do O Diário enviou à Secretaria de Fazenda. A resposta é tão lacônica quanto cínica: faltam recursos de caixa para saldar os R$ 11 milhões de dívidas que a Uenf tem com seus fornecedores, fruto da política do (des) governo estadual de usar o dinheiro que foi destinado à ciência em outras áreas.

E de que outras áreas falamos? Aí o escândalo fica ainda maior quando se nota que mais de R$ 138 bilhões foram doados à empreendimentos que vão de saunas, passando por cabeleireiros até chegar na cervejaria onde o presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), dizem ser sócio.

Como venho argumentando há algum tempo, a crise financeira no Rio de Janeiro é extremamente seletiva, já que não se ouve de dificuldades entre os aquinhoados com os empréstimos tomados pelo (des) governo estadual para que toquem seus empreendimentos privados, como foi o caso recente do novo empréstimo de quase R$ 1 bilhão para a conclusão da Linha 4 do metrô carioca.

Agora, que ninguém se esqueça de que enquanto se privilegiou cabeleireiros e cervejeiros, as universidades estaduais foram colocadas em situação falimentar.  

Rio de Janeiro em crise, seletiva! E a pergunta que não quer calar: cadê o dinheiro da arrecadação?

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Graças a colegas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) tive hoje acesso aos dados de arrecadação do estado do Rio de Janeiro para os dois primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, e os resultados são surpreendentes, pelo menos para quem compra a ideia de que vivemos uma crise causada pela diminuição das entradas. A realidade é, na verdade, bem oposta, e para verificar isso basta verificar a tabela abaixo.

crise seletiva

Sim, isso mesmo! A arrecadação estadual aumentou em quase R$ 1 bilhão! Como os salários do funcionalismo público estadual continuam os mesmos de 2015, a pergunta que coloca é a seguinte: para onde está indo todo esse aumento de arrecadação?

As respostas mais óbvias são o pagamento dos juros da monstruosa dívida pública acumulada pelo estado do Rio de Janeiro ao longo dos últimos anos e o custeio das obras supostamente voltadas para os Jogos Olímpicos.

Agora, a população do Rio de Janeiro só vai saber mesmo para onde este dinheiro todo está indo se ocorrer uma auditoria das finanças do (des) governo Pezão/Dornelles. Essa deveria ser uma das principais palavras de ordem do movimento dos servidores e, por que não, da sociedade fluminense. É que algo muito estranho anda acontecendo no reino de Sérgio Cabral, o Proximus da Odebrecht.

A farra continua: Alerj aprova novo empréstimo de R$ 1 bilhão para a Linha 4 do metrô

Faz tempo que eu acho que o sistema partidário do Rio de Janeiro adotou uma inflexão para o cada vez pior, sempre às custas do dinheiro do contribuinte e do sacrifício dos servidores estaduais.

Uma prova cabal disso é a aprovação do empréstimo  R$ 1 bilhão que foi solicitado pelo ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão . Com mais este empréstimo, o valor da obra já supera os R$19 BILHÕES (!!) contra um valor inicial de R$5,3 BILHÕES!

O pior  é que o próprio governo estima que a obra da Linha 4 não será concluída a tempo para ser usada nos Jogos Olímpicos que ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro. Em outras palavras, todo esse endividamento de um estado que já beira a falência não resultará na conclusão desta obra bilionária.

Nunca é demais lembrar que participam do consórcio encarregado de construir a Linha 4 várias empreiteiras implicadas no escândalo da Lava Jato, a começar pela Odebrecht. 

Enquanto isso, o (des) governo do Rio de Janeiro ainda não sabe quando conseguirá pagar os salários de Março de quase 600 mil servidores (incluindo os da ativa e os aposentados), o que deverá gerar um caos social sem precedentes.

Mas nada disso parece intranquilizar os deputados da base governista. Vamos ver até quando durará tamanha tranquilidade. Uma coisa é certa: estão brincando com fogo, e podem acabar tostados. 

 

Os custos irrecuperáveis da destruição da Uenf

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Estou na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) desde janeiro de 1998. Ao longo de 18 anos eu nunca vi uma situação tão calamitosa na instituição. Estamos sob a ameaça de cortes de serviços essenciais como água e eletricidade, e já não temos acesso a serviços telefônicos desde fevereiro.

O custo de colocar as contas da Uenf em dia, R$ 11 milhões, é um pingo de água num orçamento anual de quase R$ 80 bilhões.  Assim, não é o valor das contas que emperra que o (des) governo do Rio de Janeiro faça a liquidação das dívidas acumuladas. 

Então qual é a razão de se colocar um patrimônio inestimável como a Uenf sob risco de fechar? A decisão tem que ser política, e bem calculada.  Uma possibilidade é realizar a privatização parcial da Uenf sob o argumento de que o Estado não possui a necessária capacidade de financiamento.

Esta posição é desmentida pelos bilionárias isenções fiscais que foram concedidas desde a chegada de Sérgio Cabral ao Palácio Guanabara. Em um relatório, técnicos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) estimaram que o total dessas benesses chegou a R$ 138 bilhões, sem que se tenha notícia de um retorno mínimo aos cofres estaduais por parte das empresas beneficiadas.

Mas voltando à Uenf,  a instituição vem demonstrando ao longo de seus poucos mais de 22 anos de existência que o dinheiro investido em seu financiamento dá um retorno excelente. Aqui não falo apenas da formação de recursos humanos em nível de graduação e pós-graduação, mas principalmente no desenvolvimento de conhecimento científico que, lamentavelmente, os ocupantes do Palácio Guanabara preferem ignorar.

À luz do caos instalado na Uenf pelo (des) governo comandado por Sérgio Cabral/Pezão/Francisco Dornelles, há que se apontar que os custos do desmantelamento da universidade trará custos irreparáveis para o futuro do Norte Fluminense. Mas ainda há tempo de se reagir.  Mas a reação demorar um pouco demais, a Ampla e a Águas do Paraíba vão cortar os serviços e os danos irreparáveis se tornarão realidade. A ver!

(Des) governo do Rio de Janeiro brinca com fogo. Pode sair tostado!

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Em meio a toda a crise instalada no (des) governo do Rio de Janeiro tenho tentado entender quais critérios podem estar guiando algumas decisões estapafúrdias que aumentam o grau de endividamento do tesouro estadual no mesmo momento em que se atrasam os salários dos servidores estaduais que apenas na ativa representam mais de 230 mil trabalhadores.

Mas diante da informação fornecida pelo mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) que o (des) governo do Rio de Janeiro está tentando obter a autorização da Assembleia Legislativa para se endividar em mais R$ 1 bilhão para terminar a interminável linha 4 do metrô carioca em cuja construção participa ninguém mais do que a Odebrecht, eu só posso concluir que está a se brincar com a paciência dos servidores estaduais.

O problema é se brincar demais com a paciência de tanta gente num momento em que se diz que não há dinheiro para pagar salários. Das duas uma: ou se está apostando na mansidão do funcionalismo estadual ou se está querendo ver o circo pegar fogo. A ver!

A compreensão que pede aos servidores lhes é negada pelos bancos

Em meio a atrasos salariais e ameaças de cassação de direitos trabalhistas, os servidores do Rio de Janeiro estão tentando obter dos bancos com os quais possuem dívidas a mesma compreensão que lhes é solicitada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão.

Abaixo segue, como forma de ilustração, a resposta que uma servidora pública obteve do Banco Itaú quando foi tentar obter um pouco de compreensão em face do atraso do seu salário que impede, entre outras coisas, que ela possa pagar uma dívida contraída com essa instituição financeira.

Como se vê, ao contrário de suas astronômicas taxas de juros, quando se trata de compreender a situação dos servidores com salários atrasados, a taxa de compreensão do Banco Itaú, e de outras bancos é preciso dizer, é Zero!

E depois que Pezão e o seu saltitante secretário de Fazenda, Júlio Bueno, não acabarem tendo em seu colo pedidos de prisão ou, ainda, de impeachment. A ver!