A crise de Pezão é seletiva. Provas emergem na saúde pública privatizada

prol facility

A imagem acima é reveladora em vários aspectos, uns mais óbvios do que os outros. A primeira é a manchete da reportagem que nos revela que toneladas de remédios estão perdidos nos depósitos da Secretaria Estadual de Saúde, enquanto milhares de cidadãos do Rio de Janeiro padecem pela falta dos mesmos.

Um primeiro aspecto não tão óbvio é que o deputado que faz a denúncia, Pedro Fernandes, do Solidariedade, não é membro da bancada de oposição, mas sim um situacionista clássico.  

E o segundo aspecto não tão óbvio, mas potencialmente explosivo, é que Pedro Fernandes, sabe-se lá por quais razões, traz a público um fato que tem sido negligenciado por todos os que acompanham a crise financeira que Pezão usa para cassar direitos e atrasar salários. É que desde o primeiro (des) governo de Sérgio Cabral, e continuado no de Pezão, quem gerencia boa parte dos serviços de saúde terceirizados é o consórcio Log Rio, formado pelas empresas Prol e Facility (que, aliás, são de propriedade nominal de um fundo de “private equity”).

Para quem não se lembra do caso da Facility, a empresa era de propriedade de um grande amigo de Cabral e Pezão, o Sr. Arthur Cezar Fernandes, o famoso Rei Arthur. E no meio desse imbróglio todo ainda há que se lembrar do ex-secretário de Saúde, Sérgio Cortes, que agora é um executivo da Rede D´Or.

Ao levantar essa imensa lebre, o deputado Pedro Fernandes está colocando o foco na nebuloso aplicação de bilhões de reais em empresas cujos proprietários estão providencialmente protegidos pela condição da empresa-mãe, o Rise International (Aqui!).

Como se vê, cada vez que se apura minimamente as raízes da crise é possível ver que a mesma é extremamente seletiva: de um lado padecem servidores e a população, enquanto de outro as corporações privadas multinacionais se refastelam com bilhões de reais saídos dos cofres públicos.

Crise no Rio de Janeiro: em mais uma prova da seletividade, (des) governo Pezão entrega milhões para um torneio de tênis

Em plena crise, sem conseguir pagar os servidores, com a saúde em estado lastimável e sem investimentos em educação, o (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando pezão, abriu mão de mais de R$9 MILHÕES para um torneio internacional de tênis. As isenções saíram da secretaria do filho do ex-governador Sérgio Cabral.

E os beneficiários dessas isenções: CLARO, ORTOBOM E AMBEV.  A imagem produzida pelo mandato do deputado estadual Eliomar Coelho (PSOL) mostra de forma didática a distribuição de mais essa “generosidade” do (des) governo Pezão com o dinheiro público.

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Agora, prezados leitores deste blog, a propalada crise que impede o pagamento de salários de servidores e o correto financiamento de hospitais, escolas e universidades é seletiva ou não?

Pesquisadores declaram guerra a Pezão após corte de 50% na Faperj

Da Redação do “Conexão Jornalismo”

Pezão: corte de verba

Pezão: corte de verba

O anúncio do governador Luiz Fernando Pezão de cortar em 50% o orçamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Rio de Janeiro (FAPERJ) desagradou aos pesquisadores. A proposta de Pezão tem o objetivo de ajustar as contas do estado, que passa por severa crise financeira. Contudo, alguns pesquisadores acreditam que o ajuste poderia se dar de outra forma.

“Entendemos que existe um problema nas contas do estado derivada da crise do petróleo. Mas não é possível que o custo da crise recaia sobre a saúde, educação ou ciência”, diz o cientista político Theófilo Rodrigues, diretor da Associação de Pós-Graduandos da PUC-Rio.

Theófilo defende que o ajuste se dê em outras áreas. “O governador poderia cortar da verba oficial de publicidade do estado. Ou então propor uma parceria com a prefeitura do Rio para municipalizar setores como o Bonde de Santa Teresa e o Theatro Municipal, por exemplo” afirma o cientista político.

Algumas entidades representativas de pós-graduandos preparam para essa sexta-feira às 10 horas da manhã um ato na porta da FAPERJ contra o corte. Sobre o assunto o governador preferiu ainda não se pronunciar.

Abaixo segue a nota divulgada hoje pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) contra o corte no orçamento da FAPERJ:

Nota da ANPG contra corte de 50% no orçamento da FAPERJ

Custo da crise não pode atingir Saúde, Educação ou Ciências

Custo da crise não pode atingir Saúde, Educação ou Ciências

Seguindo uma agenda de ajustes orçamentários para enfrentar a crise econômica no Estado, foi apresentada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pelo Poder Executivo, a PEC 19/2016, que propõe um corte de 50% no orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.

A FAPERJ é responsável pelo fomento à Ciência e à formação cientifica e tecnológica necessárias ao desenvolvimento sócio cultural do Estado do Rio de Janeiro, através do pagamento de bolsas e materiais para pesquisas.

Desde 2007 o governo destina 2% da receita líquida para Ciência, Tecnologia e Inovação, conforme a constituição estadual. Esse investimento possibilitou que os centros de pesquisa do Rio de Janeiro se tornassem líderes nacionais e internacionais em várias áreas e terem 22% dos programas de pós-graduação mais bem avaliados do país.

Esse corte representa um retrocesso histórico do papel da Fundação e uma grave ameaça às pesquisas desenvolvidas no Rio de Janeiro, como a recente formação da maior rede brasileira de pesquisa em zika, chicungunha e dengue, constituída por 379 grupos, reunindo mais de mil pesquisadores fluminenses.

No momento, as milhares de bolsas de pesquisa pagas pela FAPERJ estão em atraso: uma situação recorrente desde o início de 2015, quando o governo vem sucessivamente atrasando o repasse à Fundação.

A ANPG e as associações de pós-graduandos do Rio de Janeiro repudiam mais esse ataque à Ciência e Tecnologia do estado, que tem reflexos diretos na Ciência brasileira.

Pedimos aos parlamentares estaduais o VETO a esta proposta e impeçam a paralisação das atividades da FAPERJ!

FONTE: http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/rio/pesquisadores-declaram-guerra-a-pezao-apos-corte-de–porcento-na-faperj-77-42705

A crise do Rio de Janeiro é seletiva e a Light é prova disso

pezão compre

Tenho dito aqui  que a alardeada crise do estado do Rio de Janeiro possui um caráter claramente seletiva. Enquanto para servidores públicos e a população sobram cortes e condições terríveis de funcionamento da máquina estadual, o (des) governador Luiz Fernando Pezão continua dispensando centenas de milhões de reais para as corporações na forma de isenções fiscais.

A última “bondade” decidida pelo (des) governo estadual é de arcar com parte dos R$ 460 milhões para o aluguel de geradores da Light, que serão utilizados no Centro de Transmissão das Olimpíadas em agosto de 2016. Segundo notícia repercutida pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Edução do Rio de Janeiro (Sepe/RJ), o (des)governo Pezão vai deixar de arrecadar R$ 170 milhões de receitas do ICMS devidos pela concessionária para garantir a sua parte nos gasto (Aqui!).

É como se a Light já não estivesse faturando o suficiente com as salgadas contas que oferece aos seus consumidores cativos (já que não há oportunidade de trocar de fornecedor  no setor elétrico!). Enquanto isso, temos cada dia mais escolas e hospitais estaduais fechando por falta de serviços de limpeza, segurança, água e, sim, eletricidade!

Denunciar essa seletividade da crise que o Ro de Janeiro enfrenta é a primeira tarefa que deve ser encaminhada por todos os que se opõe verdadeiramente ao desmanche da máquina pública fluminense e à privatização do Estado em benefício de corporações multinacionais como é o caso dos proprietários da Light.

Terminal da Edison Chouest no Porto do Açu e suas promessas fabulosas de geração de empregos

Vista aérea do T2

A mídia corporativa regional e nacional estão trombeteando a aprovação de mais um financiamento público para o Porto do Açu e aproveitando a ocasião para anunciar a geração de milhares de novos empregos (Aqui!Aqui!Aqui!Aqui!).

Confesso que esperei um pouco para comentar sobre mais esse desembolso milionário no Porto do Açu por não ter identificado claramente quem iria bancar mais essa fatura de R$ 610 milhões. Agora, me parece que mais essa “bagatela” sairá dos cofres do tesouro nacional via a Secretaria Nacional dos Portos.  Só esse aspecto já merece um comentário inicial que é de como deve ser maravilhoso atuar num país que oferece dinheiro público subsidiado para empresas e fundos de investimentos que remeter quase todos os seus lucros para os países centrais onde suas sedes estão localizadas, nem sempre em prédios claramente identificados.

O outro elemento que me parece peculiar se refere à promessa de geração de novos empregos. Como em todos os casos anteriores que se referiam ao anúncio de investimentos públicos no Porto do Açu, a entrega de adicionais R$ 610 milhões é acompanhada pela promessa de, pelo menos, 26.100 empregos. Esse número é curioso porque não se explica onde eles aparecerão dentro do empreendimento ou fora dele. É que algumas matérias falam de empregos diretos e indiretos, sem explicar a diferença. Além disso, a menção é de que eles se materializarão na “região”, deixando propositalmente imprecisa a distribuição espacial onde os postos serão gerados. 

Acho particularmente estranho que um terminal portuário possa gerar milhares de novos empregos após iniciar seu funcionamento, já que o normal é que ocorra o oposto. Mas é provável que a imprecisão sobre localização e distribuição dos novos postos sirva exatamente apenas a um propósito: gerar expectativas exageradas de empregos para justificar o dispêndio de recursos públicos vultosos num período em que hospitais e escolas estão sendo fechados por falta de recursos.

Em meio a esse descompasso entre a propaganda e o que efetivamente poderá ocorrer, a imagem mais reveladora que encontrei é da própria cerimônia realizada no Palácio Guanabara para celebrar a aprovação do dispêndio em favor da Brasil Port Logística Offshore (subentenda-se Edson Chouest) e que vai logo abaixo.

pezao neco

Será que sou só que noto as face contritas do (des) governador Luiz Fernando Pezão e do ainda prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, popularmente conhecido como Neco? Para uma ocasião tão festiva seria de se esperar que os sorrisos estivessem presentes e aqueles famosos momentos de “olhos nos olhos” aparecessem em alegre profusão.  Mas não é isso o que se vê, o que não deixa de ser curioso.

O pior é que enquanto centenas de milhões são disponibilizados para o Porto do Açu, a vida de agricultores e pescadores que habitam o V Distrito de São João da Barra continua sendo marcada por grandes dificuldades. Erosão, salinização, fechamento de áreas de pesca e expropriação de terras são até agora as principais marcas do legado dos bilhões de dinheiro públicos que foram colocados no empreendimento iniciado pelo ex-bilionário Eike Batista, e que hoje é controlado pelos fundos internacionais EIG Global Partners e Mubadala.

E aqueles milhares de empregos que foram prometidos por Eike Batista? Obviamente ficaram muito aquém do prometido.  O pior é que não há qualquer garantia que a história não se repita com essa nova liberação para a Edson Chouest. Simples, mas tragicamente assim.

(Des) governo Pezão está afundado em dívidas. E os servidores pagam a conta

contas

Como mostra a imagem acima, o dia de hoje será de alta tensão para quase 500 mil servidores que estão na espera do seu salário de janeiro.  A demora dos salários foi determinada pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão sob a desculpa de que o estado está quebrado.

E como mostra a matéria abaixo assinada pela jornalista Fabiana Paiva e que foi publicada na coluna de Berenice Seabra do jornal Extra, a coisa está realmente feia já que o (des) governador Pezão opera um governo à beira do precipício. Aliás, se o estado do Rio de Janeiro fosse uma empresa é possível que seus credores já tivessem pedido sua falência.

Entretanto, a nota é esclarecedora no sentido de mostrar que não são os servidores, que implicam no menor gasto proporcional com folhas salariais entre todos os estados brasileiros, a causa desta falência.  Mas isto não impede que sejam eles e os serviços que prestam que estejam sendo apresentados como os vilões da crise.

A verdade dura é que a política de endividamento adotada por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão para atender interesses diversos, a maioria privados,  está na raiz da grave crise financeira que assola o Rio de Janeiro. Simples assim!

Na raiz da crise financeira do estado

Por Fabiana Paiva 
Governador Pezão: mais de R$ 6 bilhões em dívidas para pagar em 2016
Governador Pezão: mais de R$ 6 bilhões em dívidas para pagar em 2016 Foto: André Coelho / Agência O Globo

Ao pedir à Assembleia Legislativa que autorize a extinção de seis fundações e uma autarquia, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) jura que a reestruturação vai gerar uma economia de R$ 88 milhões.

Mas o montante é irrisório perto das pendências que o moço tem para pagar este ano.

Mesmo com a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que excluiu royalties do cálculo da dívida com a União, Pezão ainda tem que arcar com cerca de R$ 6,6 bilhões de juros, encargos e amortização.

Trocando em miúdos, são mais de R$ 500 milhões por mês em pagamento de dívidas.

Diante disso, o que são estes R$ 88 milhões?

Crédito

E Pezão está com a margem de endividamento bem limitada — ou seja, tem pouco espaço para novos empréstimos.

De acordo com cálculos do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), presidente da Comissão de Tributação da Assembleia Legislativa, o governador só pode contrair mais R$ 1,1 bilhão em dívidas.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/extra-extra/

Na surdina, Pezão tenta destruir a Faperj

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Depois de negar que iria cortar 50% do financiamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj), o (des) governador Luiz Fernando Pezão acaba de enviar um projeto de emenda constitucional (PEC) para fazer justamente isso!

Se aprovada a PEC 03/2016 irá representar um duro golpe no desenvolvimento científico e tecnológico fluminense, visto que a Faperj é efetivamente o único órgão de fomento estadual para essa área estratégica.

O incrível é que esse movimento de sucateamento da Faperj ocorre num momento crítico para a vida da população, incluindo a epidemia do vírus Zika. Sem as verbas da Faperj não haverá como as universidades e institutos de pesquisa se autofinanciarem para prosseguir os estudos que já estão realizado.

Mas é preciso lembra que também vivemos um período em que o financiamento das pesquisas deveria ser apoiada para que se alcancem novas formas de geração de novas alternativas de desenvolvimento econômico, especialmente por causa da profunda diminuição das rendas obtidas com o petróleo.

Entretanto, o (des) governador prefere conceder concessões bilionárias às montadoras e cervejarias que, convenhamos, expressa bem o tipo de uso que pouco ou nenhum retorno oferece para um novo modelo de desenvolvimento.

Assim, é fundamenal que se inicie um movimento de repúdio a mais este ataque do (des) governo Pezão ao futuro do Rio de Janeiro. Sem esse movimento, é muito provável que o sistema fluminense de ciência e tecnologia vá se deteriorar rapidamente. Simples assim, mas ainda muito trágico!

Sob o escudo da crise, Pezão quer congelar salários dos servidores para avançar a terceirização

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Estou entre aqueles que acham que a alardeada crise financeira do estado do Rio de Janeiro é um tanto seletiva. De um lado, temos concessões fiscais bilionárias e gastos vultosos com a terceirização de setores inteiros do serviço público e, de outro, uma dura perseguição aos servidores concursados e a precarização do que ainda de resto de público nos serviços essenciais.

Agora, o (des) governador Luiz Fernando Pezão, sabedor que não poder terceirizar todo o serviço público em seu mandato, achou uma fórmula “genial” para forçar a saída de milhares de servidores, principalmente aqueles com maiores possibilidades de serem atraídos por outros governos ou até mesmo a iniciativa privada. É que no seu “pacote de maldades” recentemente enviado para apreciação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro está, como mostra em sua coluna de hoje o jornalista Fernando Molica, o congelamento dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

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Antes que eu me esqueça, quero lembrar que o Rio de Janeiro é o estado que menos gasta percentualmente com salários de servidores públicos, e um dos que mais gasta com a terceirização de serviços.

Pezão e seus secretários sabem muito dessa realidade de pauperização salarial a que os servidores vêm sendo submetidos nas últimas décadas, especialmente após a entrada do PMDB no Palácio Guanabara. Mas a “crise” está oferecendo uma chance de ouro para que a agenda neoliberal de encolhimento do Estado e de ataques aos direitos dos trabalhadores seja efetuada sob a fanfarra da mídia corporativa.

Mas que ninguém deixe se enganar. O problema financeira no Rio de Janeiro existe, e não vai diminuir se esse congelamento vergonhoso de salários for aprovado. É que na raiz da pindaíba que o Rio de Janeiro estão as bilionárias e insustentáveis isenções fiscais, muitas para financiadores da campanha eleitoral da dupla Cabral/Pezão, bem como a tomada de porções inteiras da máquina do Estado.  Em outras palavras, a culpa da pindaíba é da privatização que os recursos públicos estão sofrendo pelas mãos do PMDB sob a batuta de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Agora se Pezão acha que não haver resistência, ele está enganado. Tanto que uma nova manifestação de servidores públicos já está marcada para o início de março. E lá o foco não vão ser apenas os salários atrasados, mas também,  e principalmente, a tentativa que Pezão esta fazendo de destruir o serviço público do Rio de Janeiro.

Servidores públicos mostram sua força em protesto na frente da Alerj

O jeito titubeante com que o (des) governador Luiz Fernando Pezão se posicionou na entrevista que concedeu no programa “Bom dia, Rio” da Rede Globo parecia antever que o protesto que ocorreria hoje nas escadarias do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, seria grande.

Se Pezão tem o dom da clarividência ou não, eu não sei. Mas que as múltiplas imagens que estão me sendo enviadas por colegas servidores que estão participando do protesto mostra que Pezão tem realmente com o que se preocupar.

É que vencidas múltiplas barreiras impostas sobre os seus sindicatos, os servidores estão dando uma demonstração de que a resistência aos planos de sucateamento do serviço público e precarização salarial vai ser forte. 

Abaixo algumas das imagens que recebi.

Lauro Jardim e o Rio falido por Cabral e Pezão

lauro jardim

A imagem acima reproduz uma postagem do jornalista Lauro Jardim ontem em seu blog no O Globo,  A postagem é curtam as traz duas informações indigestas: a primeira é de que a estimativa de que o déficit financeiro do estado do Rio de Janeiro deverá ser de R$ 20 bilhões em 2016, enquanto que a segunda é de que o (des) governador Pezão não sabe ainda de onde vai tirar para pagar os salários de janeiro dos servidores estaduais.

Lauro Jardim deixou de dar duas informações importantes nesta postagem. A primeira é de que os servidores do Rio de Janeiro não tem nada a ver com esse déficit, pois são os que consomem a menor porção do orçamento estadual entre todos os estados brasileiros.  Jardim também deixou de mencionar que se o (des) governador Pezão e seu padrinho político, Sérgio Cabral, não tivessem feito uma verdadeira farra com o dinheiro público com obras faraônicas ou com concessões bilionárias com isenções fiscais, é bem provável que não estivéssemos na pindaíba em que o Rio de Janeiro se encontra neste momento.

Mas pensando bem, pedir essas duas últimas informações de Lauro Jardim talvez seja demais dado o veículo de imprensa para o qual ele trabalha.