Propaganda ou anti-propaganda? (Des) governo do Rio de Janeiro entrega micro-casas aos pobres em ritmo de campanha eleitoral

O jornal Folha da Manhã traz uma matéria sobre a entrega de casas construídas com verbas estaduais e federais pelo vice (des) governador Luiz Fernando, o Pezão (Aqui!). O que mais me chamou a atenção nessa notícia não foi a entrega das 138 casas que foram construídas por “módicos” R$ 6.045.571,62. O que realmente me chamou a atenção foi o tamanho das “casas”: 31 m2 para pessoas sem necessidades especiais e 41 m2 para pessoas portadoras!

Com certeza nenhum dos políticos que estarão entregando essas dádivas arquitetônicas deve viver numa sala de estar que seja menor que a maior das unidades! E o pior é que esses pseudo-conjuntos habitacionais na maioria das vezes sequer possuem áreas para expansão, o que dado o tamanho médio das famílias brasileiras deixa pouco mais de 6 m2 por pessoa. Esse tipo de adensamento forçado dos pobres é um acinte ao direito democrático à cidade. Além disso, como já tive a oportunidade de orientar uma dissertação de mestrado justamente sobre a construção de conjuntos habitacionais para os pobres, sei que além de não resolverem a questão da moradia de qualidade, esses conjuntos contribuem para precarizar a renda e aumentar o grau de segregação social que sues moradores já sofriam nos seus locais de origem.

Em suma: essas micro-casas só servem mesmo para criar uma falsa sensação de melhoria da moradia. E bastaria enviar os políticos para morar lá que logo veríamos isso mais claramente.  E quanto ao preço das unidades? Essa já é uma questão para outra postagem!

Manhã de caos no sistema de trens no Rio de Janeiro

A situação caótica do (des)governo de Sérgio Cabral está exposta mais uma vez na manhã desta 5a. feira com o apagão do serviço de trens que é prestado na região metropolitana pela empresa SuperVia. Nunca é demais lembrar que a SuperVia tem em seu quadro de advogados ninguém menos do que a esposa do (des) governador, a advogada Adriana Ancelmo.

Ainda que não seja nova, esta situação explicita os efeitos da privatização dos serviços de transporte público que no (des) governo Cabral foi acompanhada por uma proximidade perigosa entre interesses privados de governantes e empresas. A recente nomeação de pessoas ligadas às concessionárias para a “Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro” (AGETRANSP) foi apenas um capítulo a mais nessa novela de horror que se abate diariamente sobre os trabalhadores fluminenses.

Agora quem deve estar coçando a cabeça em desespero é o vice-governador Luiz Fernando, o Pezão, que vai assumir o (des) governo do Rio de Janeiro em meio às proximidades da Copa do Mundo, onde o total despreparo do sistema privatizado de transportes certamente ficará escancarado.

Cabral diz que vai mesmo renunciar em março. Renuncia agora, (des) governador!

O (des) governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, anda dizendo que vai renunciar ao cargo no final de março para melhorar a condição do seu pré-candidato, o vice-governador Luiz Fernando Pezão. Mas a estas alturas até o próprio Pezão sabe que suas chances para ocupar o Palácio Guanabara são mínimas, na melhor das hipóteses.

A verdade é que Sérgio Cabral, provavelmente o governador fluminense que recebeu mais verbas federais desde o final do regime militar de 1964 está numa condição desesperadora, tal é a crise de credibilidade que conseguiu amealhar junto à população fluminense em função do (des) governo em que meteu o Rio de Janeiro.

Por essas e outras é que Cabral deveria antecipar logo sua renúncia. Afinal de contas, até de ex-governador ele já foi rotulado. Melhor seria se pedisse logo o banquinho e saísse de cena de fininho. Por via das dúvidas, bem que a população do Rio de Janeiro poderia começar o movimento “Renúncia já, (des) governador!”

Pezão e Cabral em campanha eleitoral. Pode isso, TRE?

pezao na estrada

A imagem acima do blog do jornalista Alexandre Bastos (Aqui!) e mostra a participação do (des) governador Sérgio Cabral e seu vice-(des) governador Luiz Fernando Pezão na entrega de ônibus escolares no município de São Fidélis. Como o vice-(des) governador é candidato declarado do PMDB de Cabral, essa participação se coloca, pelo menos, no campo da campanha eleitoral antecipada. Em outras palavras, Pezão está cometendo um ilícito eleitoral, e deveria ser punido por esse desrespeito à legislação eleitoral.

Já Sérgio Cabral começou a ventilar recentemente que será candidato ao senado. E se essa não for mais uma invenção do (des) governador, a participação nesse tipo de evento também se coloca no mesmo plano, e ele deveria ser igualmente punido.

Mas como estamos no Brasil e, mais especificamente, no Rio de Janeiro, esse tipo de estripulia deverá passar em branco ou com uma multa irrisória para o proprietário de duas mansões luxuosas no condomínio de luxo Porto Bello que fica em Mangaratiba. 

Enquanto o povo sofre com chuvas, (des) governador Sérgio Cabral afunda na lama política

A matéria abaixo traz um retrato sinistro para o (des) governador Sérgio Cabral e seu vice Luiz Fernando Pezão que, depois de gastar milhões em propaganda, achavam que iam melhorar a avaliação de seu (des) governo. A verdade nua e crua desses números é que a situação dos dois é desesperadora e possui pouquíssima chance de ser revertida.  Só para começo de conversa, 61% dos consultados pelo IBOPE disseram que não aprovam a maneira como Cabral vem administrando o Rio, e 65% afirmaram não confinar nele.

Esses números apontam para um fato quase inexorável: Pezão não será o candidato a sucessão de Cabral. O escolhido para representar a continuidade desse (des) governo poderá ser o senador Lindenbergh Farias que poderia ser a aposta natural daqueles que querem a continuidade da aliança PT/PMDB também no Rio de Janeiro.

Mas como muita chuva teima em cair em terras fluminenses, muita água ainda poderá passar por debaixo da ponte. Agora, que Pezão e Cabral estão literalmente afundando na lama, isto estão. E daqui a pouco, se a coisa não mudar, o abandono da barca de Cabral será amplo, geral e irrestrito.

Em tempo: esta pesquisa foi feita antes do dilúvio que se abateu sobre a cidade do Rio de Janeiro nesta semana, onde ficou evidente o fracasso das obras feitas pelos (des) governos de Sérgio Cabral e Eduardo Paes!

Cabral tem a terceira pior avaliação entre os 27 governadores, diz CNI/Ibope

Jornal do Brasil

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi o terceiro pior avaliado do país, de acordo com a Pesquisa Ibope/CNI divulgada nesta sexta-feira (13). De acordo com o levantamento, para 47% a avaliação é ruim ou péssima, para 33% é regular, e para 18%, é ótima ou boa.

Cabral está na frente apenas de Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte – considerada ruim ou péssima por 74% da população, e que está no cargo por força de uma decisão judicial -, e de Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, que tem uma reprovação de 62%.

De acordo com a pesquisa, 61% dos consultados disseram que não aprovam a maneira como Cabral vem administrando o Rio, e 65% afirmaram que não confiam  em Cabral. A saúde foi apontada por 63% dos entrevistados como a pior área administrada pelo Estado; 40% manifestaram preocupação com a violência; 36% com combate às drogas e 30% com o crescimento do Estado.

Para 47%, avaliação de Sérgio Cabral é ruim ou péssima
Para 47%, avaliação de Sérgio Cabral é ruim ou péssima

O levantamento ouviu 15.414 pessoas acima de 16 anos em 727 municípios, das 27 unidades da federação, entre os os dias 23 de novembro e 2 de dezembro.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/12/13/cabral-tem-a-terceira-pior-avaliacao-entre-os-27-governadores-diz-cniibope/