Plágio acadêmico e o surgimento dos antídotos, pagos, é claro

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Em meio ao avanço dos casos de plágios dos mais variados que estão sendo cometidos em diferentes níveis de formação acadêmica no Brasil, um colega que é também professor na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) me chamou a atenção para a existência de um software que pode ser usado online, o qual possui diferentes serviços que ajudam na detecção, mas também nas formas de se cometer plágio de forma não intencional. A ferramenta no caso é a Turnitin (Aqui!).  

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Visitando a página do Turnitin cheguei a uma matéria produzida pela Ciência Hoje já em 2012, onde as diversas facetas do uso deste software são abordadas (Aqui!).O que mais me chamou atenção na matéria, e esse é um aspecto que me colega da Uenf também me apontou pessoalmente, é que a questão do plágio não decorre necessariamente apenas da decisão individual de alguém de violar as regras acadêmicas, mas também por falta de conhecimento de como proceder em termos de reconhecer de forma própria a autoria intelectual de um dado documento científico.

Como um das características dos tempos que vivemos é da “fastfoodização” de todas as esferas de vida, e que na ciência se manifesta também na forma do “trash science“, o que deveria estar sendo tratado nas universidades brasileiras, e aparentemente isto está acontecendo em um número ainda reduzido, é de como a pressão por resultados rápidos (e não necessariamente qualificados e devidamente reconhecidos) contribui para a disseminação de casos de plágio, como venho abordando aqui no blog.

De toda forma, como existem ferramenta como o Turnitin para serem utilizadas para prevenir a disseminação e naturalização do plágio, este desvio de conduta não pode ser mais ignorado sob a alegação que inexistem as formas para identificar, corrigir ou, ainda, punir quem for flagrado usando o trabalho alheio para se autobeneficiar. 

Jeffrey Beall disseca o “article spinning”, uma técnica de plágio para o Século XXI

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Artigo Spinning: Um técnica de plágio para o Século 21

Por Jeffrey Beall

Esteja preparado para o “Article spinning!

Article spinning é uma técnica cada vez mais popular para a criação de artigos acadêmicos plagiados que os software de detecção de plágios nem sempre conseguem detectar. O “article spinning” envolve o uso de um software para copiar e reformular um acadêmico publicado para criar um novo artigo. A partir dessa técnica, termos e frases no artigo original são substituídas por sinônimos. Aqui está um exemplo.

O primeiro dos dois artigos abaixo é o original. O segundo duplica grande parte do conteúdo usando a técnica de “article spinning”, substituindo palavras e frases com palavras e frases sinônimos.

Zai, M. A. K. Y., Ansari, M. K., Quamar, J., Husain, M. A., & Iqbal, J. (2010). Stratospheric ozone in the perspectives of exploratory data analysis for Pakistan atmospheric regions. Journal of Basic and Applied Sciences, 6(1), 45-49.

Mian, K., Abbas, S. Z., Kazimi, M. R., Rasheed, F. U., Raza, A., & Iqbal, S. M. Z. (2015). Study heftiness in the astrophysical turbulence at Pakistan air space. European Academic Research, 2(12), 15697-15709.

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Exemplo de texto do artigo original

b) Para os dados normais, a média da amostra e a variância são os avaliadores imparciais sobre localização da distribuição subjacente. A maioria dos conjuntos de dados físicos não são distribuídos normalmente, mesmo depois de transformação, porque o pressuposto subjacente de uma distribuição normal é uma idealização matemática que nunca é cumprida exatamente na prática, porque grandes conjuntos de dados inevitavelmente contém valores atípicos.

Exemplo de texto do artigo que resultou do “spinning”

(c) Para os dados de Gauss, o exemplo desagradável e alteração são os avaliadores imparciais sobre a localização da distribuição de Gauss. Maiores círculos de informação corporais não são distribuídos de forma suave após alteração, uma vez que a suposição de uma distribuição de Gauss é um romantismo exato que não é sempre que encontrado precisamente na repetição desde grandes grupos de dados inevitavelmente cobrem valores atípicos [10].

Notem como os termos “média da amostra” foi convertida em “exemplo desagradável” e a frase “idealização matemática” foi alterado para “um romantismo exato”, e alteram o sentido em ambos os casos. Existem inúmeros outros casos de parágrafos do artigo sofreram spining e ; de fato; afigura-se que a maior parte do artigo que resultou do spinning é banal e  copiado.

Fui informado, mas não posso  confirmar que o segundo autor listado do artigo que passou pelo spinning, S. Zeeshan Abbas, obteve seu título de doutor na Universidade de Karachi, em grande parte por causa da publicação do artigo copiado no European Academic Research

European Academic Research: Euro-lixo.

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A European Academic Research, onde o artigo resultou do “spinning”  foi publicado, é uma revista de qualidade extremamente baixa, e está incluída na minha lista de revistas questionáveis. O seu co-editor-chefe é Ecaterina Patrascu, uma romena que eu relatei no ano passado quando ela e seus companheiros lançaram a ridícula revista “American Research Toughts“.

Acredito que a European Academic Research é apenas mais um dos modos de Patrascu de fazer dinheiro, e deste artigo lixo na revista é prova disso. Notem que European Academic Research, incluindo o artigo que passou por spinning e que foi descrito aqui, está indexada no Google Scholar, o maior índice mundial de indexação de lixo científico.

Além disso, o título do artigo que passou pelo “spinning”, “Estudo da importância da turbulência astrofísica no espaço aéreo do Paquistão” – é um completo disparate.

Outra complicação: o “The Journal of Basic and Applied Sciences”, onde o artigo original apareceu, é publicado por uma empresa chamada Lifescience Global, uma editora também incluída na minha lista de editoras e revistas predatórias. Na página “números anteriores” da revista, a maioria dos links para volumes e questões anteriores não funcionam adequadamente, e conduzem apenas a anúncios de publicidade, o que significa  que o  conteúdo anterior da revista está perdido, e muitos que pagaram para publicar ali foram roubados.  Aliás, acessei o artigo 2.010 discutido aqui através de uma cópia arquivada no portal “Research Gate“.

O spinning de artigos é usado principalmente como um instrumento de desonesto de Search Engine Optimization (SEO). Existem pacotes de software e sites que fazem o spinning gratuito  de artigos.  O seu uso como descrito aqui é uma readaquação da técnica e oferece aos pesquisadores uma forma de obter publicações acadêmicas sem ter que fazer qualquer tipo de trabalho real. 

FONTE: http://scholarlyoa.com/2015/09/22/article-spinning-a-plagiarism-technique-for-the-21st-century/#more-5968

À guisa de clarificação segue uma definição de “article spininning”: Article spinning consiste em escrever o mesmo artigo, com uma combinação de frases e/ou palavras diferentes, mas mantendo o mesmo sentido, de forma que cada um dos artigos seja conteúdo original (ou substancialmente original). 

Plágio em monografias, dissertações e teses: a face emergente do “trash science” no Brasil

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No dia 07 de junho de 2015 postei aqui no blog uma postagem que atraiu grande atenção ao abordar a cassação de um título de mestre na Universidade Federal de Viçosa por graves violações contra a ética acadêmica por parte de seu autor (Aqui!). 

Pois bem, pouco mais de 90 dias depois a caixa de correio eletrônico do blog está sendo alimentada com diferentes casos de supostos plágios que estariam sendo flagrados em diferentes instituições federais de ensino superior, em algo que parece estar se constituindo numa verdadeira epidemia do “trash science”.

Confesso que, apesar de estar acompanhando o fenômeno do que eu chamo de “trash science”, o número de casos de plágio de monografias de conclusão de curso de graduação, dissertações de mestrado e teses de doutoramento chega a me espantar. Ainda que eu estivesse ciente do papel nefasto que a internet cumpriu na disseminação da prática do plágio, o número crescente de casos de pessoas flagradas praticando plágios em níveis variados é realmente de espantar.

Uma das explicações para essa situação foi a dinâmica produtivista que se apossou de muitos professores/pesquisadores que, sob pressão de publicar, deixarem de cumprir alguns requisitos básicos no processo de acompanhamento de seus orientandos, o que facilitou a difusão das práticas antiéticas que comprometem a lisura do processo de produção científica.

Mas essa pode ser apenas uma explicação parcial, já que existem outros ingredientes importantes como é o processo de distribuição de fomento científico, seja na forma de projetos ou bolsas de produtividade. Além disso, o fato de que a produção de artigos acabou se tornando um elemento primário para valorização salarial, ficamos defrontados com a disseminação de práticas e costumes que podem até assegurar a melhoria salarial, mas que acabam bastardizando a produção científica.

De toda forma, se as evidências que estão surgindo em torno da multiplicação dos casos de plágio se confirmarem, o problema será como adotar práticas que controlem e revertam a predominância do trash science como fonte de obtenção de mérito. E baseado na minha parca experiência, conseguir isso não será tarefa nada fácil. Até porque mesmo o reconhecimento de que o problema existe está limitado, e a maioria prefere fingir que está tudo bem no Quartel de Abrantes.  

UnB cassa diploma de doutora por plágio

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A professora Ana Zuleide é servidora da Universidade Federal de Roraima e perdeu título e gratificação. Cópia teria sido feita de trabalho da UFRJ

MANOELA ALCÂNTARA

Vergonha para o mundo acadêmico, o plágio chegou às teses de cursos de pós-graduação em instituições conceituadas como a Universidade de Brasília (UnB). O assunto é tratado com cautela para evitar escândalos e macular o círculo fechado frequentado por doutores e mestres. Mas o silêncio começa a ser rompido pelas denúncias dos autores que tiveram seus trabalhos copiados. Este ano, a UnB cassou o diploma de doutora de uma ex-aluna e analisa mais dois casos de suspeita de clonagem em dissertações de mestrado.

O diploma cassado foi o de Ana Zuleide Barroso da Silva, professora da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Segundo consta nos processos referentes ao caso, ela teria copiado trechos de um trabalho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para defender a própria tese com o título: “Construção da Governança nos Espaços Protegidos Fronteiriços Brasil – Venezuela”. A professora recorreu da anulação do título de doutora no Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), mas perdeu.

Em setembro de 2011, a professora Ana Zuleide chegou a receber publicamente os parabéns do então reitor da UFRR, Roberto Ramos, junto com outros dois professores. Eles foram homenageados por fazerem as primeiras defesas públicas de teses de doutorado do Estado de Roraima. Ana Zuleide defendeu a tese no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais naquele ano, mas somente em 2013 a instituição de ensino superior brasiliense constatou a fraude.

A denúncia partiu de integrantes da UFRJ. A Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação da UnB abriu um procedimento administrativo para apurar o caso e concluiu pelo plágio. A professora de Roraima pediu na Justiça que permanecesse com o diploma até o julgamento final da demanda. A principal alegação foi o cerceamento ao direito de defesa.

No entanto, a UnB alegou ter seguido todos os procedimentos legais e o juiz federal substituto Bruno Anderson Santos negou provimento à docente: “O agravante teve acesso aos autos do processo administrativo com amplo conhecimento dos fatos investigados, produziu as provas pertinentes e ofereceu defesa escrita….o que afasta qualquer alegação relativa à ofensa ao devido processo legal e à ampla defesa.”

 Sem gratificação

Mesmo diante da decisão da Justiça, Ana Zuleide continuou a receber a gratificação por titulação de doutor e a ocupar o cargo de Diretora do Centro de Ciências Administrativas e Jurídicas da Universidade Federal de Roraima.

Em 5 de março deste ano foi exonerada. Em 7 de maio, foi publicado acórdão dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) determinando que a UFRR suspendesse cautelarmente os pagamentos da professora relativos à titulação de doutorado e de quaisquer rubricas decorrentes do título.

A professora é servidora pública federal efetiva da UFRR e recebeu gratificação pelo título. No Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União, o salário bruto da servidora até março deste ano era de R$ 13.912,17. Depois da decisão do TCU, a remuneração básica bruta passou a ser R$ 7.336,14.

Em nota publicada no site da UFRR sobre o caso, a reitoria reconhece a “dedicação ao trabalho e a eficiência como gestora da professora Ana Zuleide”. No entanto, ressalta que “infelizmente, esses méritos não permitem o descumprimento de uma decisão do TCU”. Afirma que o diploma foi cassado pela UnB e a UFRR não pode julgar o mérito da cassação.

“A professora não praticou nenhum ilícito no exercício da gestão como diretora. O problema é de outra índole, a UFRR não tem nada a investigar num PAD (Processo Administrativo Disciplinar). Trata-se de mero cumprimento de decisão de instância legalmente instituída. Os acórdãos do TCU são títulos executivos cujo cumprimento é irrecorrível para quem não tenha competência para fazê-lo, como no caso específico a Reitoria não tem”, diz o comunicado.

Providências

Preocupada com os prejuízos que o plágio de dissertações e teses pode trazer à instituição, a Universidade de Brasília adotou medidas mais rigorosas para descobrir e combater a clonagem. No momento, mais dois casos estão em investigação. Se as denúncias forem comprovadas, dois mestres vão perder seus títulos. Os processos correm em segredo de Justiça e até que sejam apurados não podem ser divulgados. De acordo com o decano de Pesquisa e Pós-graduação da UnB, Jaime Martins de Santana, a universidade é cautelosa, porém criteriosa em qualquer caso de plágio.

Brasília (DF) 01/09/2015 - Na foto, o decano de pesquisa e pós-graduação da UnB, Jaime Martins de Santana no predio da Reitoria da UnB - Foto, Michael Melo

Brasília (DF) 01/09/2015 – Na foto, o decano de pesquisa e pós-graduação da UnB, Jaime Martins de Santana no prédio da Reitoria da UnB – Foto, Michael Melo

“Temos que educar, mas também coibir irregularidades. Não vamos admitir plágios.” Jaime Martins de Santana

Outra medida: será criado na biblioteca um sistema para informar à comunidade científica sobre como proceder para identificar corretamente a literatura. “Se a pessoa faz a devida citação, não é plágio. Vamos informar o que pode e o que não pode. A intenção é informar, educar”, completa o decano.

Além disso, um aplicativo fará o rastreamento para identificar possíveis cópias. “Com o software, poderemos fazer as comparações com teses de outros países, até da Rússia, por exemplo. O sistema vai pegar 90% das fraudes”, afirma.

Praga mundial
Para o decano, o plágio virou uma praga mundial. “O orientador é um especialista na área de atuação. Mesmo que ele leia muito não vai decorar detalhes, citações”, analisa. O professor Célio Cunha, do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Brasília (UCB), concorda. “Se um aluno decide, por exemplo, copiar um trabalho em um centro pouco conhecido da Ásia e traduzir, é muito difícil pegar”, afirma. No entanto, a ressalva do especialista é para que a análise comece desde a aprovação para o programa de pós-graduação.

De acordo com a Portaria 174, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação, cada orientador fica condicionado a acompanhar, no máximo, oito alunos. Mas esse número é ultrapassado em algumas universidades. Célio da Cunha acredita que a pressão para se formar cada dia mais doutores vai aumentar os casos de plágio nos próximos anos.

Não é fácil fazer um doutorado. É difícil ser original. O que as pessoas precisam ter em mente é que devem ser honestas, fazer as citações.”
Célio Cunha, professor

Segundo Cunha, os meios de burlar as regras são inúmeros. Por isso, cabe também aos orientadores ficarem atentos aos assuntos estudados. “Existem professores que conferem todas as citações de uma dissertação, de uma tese, mas é impossível fazer isso com todos os trabalhos”, completa.

A reportagem do Metrópoles tentou contato com a professora que teve a tese clonada, na UFRJ, e com a professora Ana Zuleide, mas não obteve sucesso. O advogado de Ana Zuleide nos processos, Bernardino Dias, também não atendeu as ligações para o celular e para o escritório dele.

Outros casos de plágio
Onze estudantes da especialização em Relações Internacionais da UnB perderam todo o dinheiro investido no curso, em 2001, por plágio em trabalhos de uma disciplina. Os alunos entraram com recursos na Justiça, mas perderam em todas as instâncias.

  • Por conta de uma denúncia de plágio feita por uma professora da Bahia, um estudante teve de voltar à Universidade de Brasília (UnB), em dezembro de 2005, para reapresentar uma dissertação de mestrado defendida em 2001. A comissão responsável por avaliar o caso optou pela reorganização do estudo.
  • Em 2008, a Universidade Federal Fluminense (UFF) cassou o diploma de um doutor que defendeu a tese pelo Programa de Pós-Graduação em História. Ele havia apresentado o trabalho em 2003, mas cinco anos depois um amigo do autor plagiado percebeu a fraude. Na ocasião, identificou-se a cópia de 120 páginas da tese, além de tabelas e gráficos.
  • Em 2011, a reitoria da Universidade de São Paulo (USP) demitiu um professor com mais de 15 anos de atuação por entender que o docente havia liderado pesquisas com trechos plagiados de outros pesquisadores. O caso também levou à cassação do título de doutora de outra professora.
  • Em fevereiro de 2011, o promotor de Justiça Paulo José Leite Farias, do Ministério Público do DF, admitiu ter usado trechos de um documento defendido por uma aluna da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) em um concurso de dissertações. Ele devolveu o prêmio de R$ 1,5 mil que havia ganhado.
  • Em 2013, a ministra da Educação da Alemanha, Annette Schavan, renunciou ao cargo após ter perdido o título de doutora pela Universidade Heinrich Heine, de Dusseldorf, sob a acusação de plágio. A instituição cancelou o título após uma investigação interna que comprovou a cópia.

FONTE: http://www.metropoles.com/distrito-federal/educacao-df/unb-cassa-diploma-de-doutora-por-plagio

UFRGS disponibiliza ferramentas para detectar plágio em trabalhos acadêmicos

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Um dos aspectos mais comentados em relação às repercussões da postagem que fiz aqui neste blog sobre a cassação de um título de mestre e da retratação de um artigo científico é a preocupação com a disseminação das práticas que levaram a este desfecho tão lamentável.

O fato é que graças à internet e a disseminação da “Lei de Gerson” nos diferentes aspectos que compõe a produção de documentos acadêmicos não apenas no Brasil, mas no mundo, uma série de ferramentas estão sendo desenvolvidas para detectar as práticas variadas de plágio.  E muitas instituições, como mostra o material abaixo, estão tentando se prevenir contra os mais variados tipos de fraude que estão sendo cometidas nos vários níveis de formação. No caso específico, o núcleo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) reuniu e disponibilizou uma série de endereços onde se pode verificar o grau de comprometimento frente ao plágio que determinados documentos podem possuir. 

Mas é preciso que se diga que não há programa mais eficiente do que o orientador, pois se esse fizer seu trabalho com o devido cuidado, o plágio nem ocorrerá já que, em minha opinião, uma das causas fundamentais do problema é justamente a permissividade que está instalada nas relações entre orientandos e orientadores. E ressalto que não se trata apenas de problemas pessoais, mas de toda uma lógica produtivista que degrada aspectos da formação acadêmica a níveis completamente surreais. E  o pior é que retomar o caminho da qualidade não será fácil, pois, como já tentei demonstrar aqui nesse blog, o problema está ocorrendo desde os pontos mais altos até os níveis mais iniciais da comunidade científica brasileira e, sim, mundial.

Mas existem caminhos para reverter o problema. Resta saber se os que dirigem a ciência nacional estão dispostos a fazer um “mea culpa“.

 

Os seguintes links de ferramentas servem para detecção de plágio, tendo utilidade principalmente para as equipes de produção de material didático e professores/tutores.

 

Plágio de textos: Serviços online

* Turnitin – http://turnitin.com/pt_br

* Plagiarism.org. – http://www.plagiarism.or

* Glatt Self-Detection Test – http://www.plagiarism.com/self.detect.ht

* iThenticate – www.ithenticate.com

* Approbo – http://approbo.citilab.eu/

 

Plágio de textos: Software

* ephorus – www.ephorus.pt

* Safe Assign – www.mydropbox.com/

* JPlag – www.jplag.de

* Essay Verification Engine – www.canexus.com/eve

* WCopyfind – www.plagiarism.phys.virginia.edu/Wsoftware.htm

* DOC Cop – www.doccop.co

* Etblast – http://etest.vbi.vt.edu/etblast3

* Ferret – http://homepages.feis.herts.ac.uk/~pdgroup

* Farejador de plágio – www.farejadordeplagio.com.b

FONTE: http://www.ufrgs.br/uab/ferramentas-para-detectar-plagio-em-trabalhos-academicos