Aquecimento global pode levar 100 milhões de pessoas à pobreza, alerta Banco Mundial

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100 milhões de pessoas ficarão em situação de extrema pobreza até 2030 por causa de aquecimento global

Redação | São Paulo 

Relatório da organização indica que impacto será particularmente forte na Ásia, onde o preço dos alimentos pode aumentar em até 12%
O Banco Mundial alertou, em relatório divulgado no domingo (08/11), que se nada for feito para diminuir o aquecimento global, 100 milhões de pessoas estarão vivendo em situação de extrema pobreza até 2030.

O documento indica que o impacto será particularmente forte na Ásia, onde o preço dos alimentos pode aumentar em até 12%, devido às mudanças climáticas. O resultado será “um golpe para uma região onde o consumo alimentar das famílias mais pobres já representa mais de 60% de seus gastos”, diz o texto.

No sul da Ásia, principalmente na Índia, além da crise agrícola, ocorreria uma rápida propagação de doenças resultantes de perturbações climáticas – malária, febre amarela, diarreias agudas, entre outras. Com isso, mais de 45 milhões de pessoas acabariam vivendo abaixo do limiar da extrema pobreza, isto é, com uma renda de menos de US$ 1,90 por dia (aproximadamente R$ 7,20). 

O documento foi publicado nas vésperas da COP21, Conferência de Paris para o Clima, que acontecerá a partir de 30 de novembro. Nela, os representantes de 196 países irão se reunir para negociar um novo acordo para diminuir a emissão dos gases de efeito estufa, que provocam o aquecimento global e o aumento da temperatura média do planeta.

Para cumprir com este objetivo serão negociadas medidas de redução da emissão de carbono, de adaptação climática e os gastos necessários para que isso se realize.

FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42204/aquecimento+global+pode+levar+100+milhoes+de+pessoas+a+pobreza+alerta+banco+mundial.shtml

Documentário: “Plantar Pobreza, O negócio florestal no Chile”

[“Plantar Pobreza, O negócio florestal no Chile” é um documentário do Jornal “Resumen” que aborda a origem e as consequências da expansão da indústria florestal na zona centro sul do país.]

 chileAs plantações de pinos e eucaliptos, as plantas de celulose e toda a infraestrutura viária e portuária a seu serviço são elementos que, ao invés de constituir a engrenagem de um substancioso e exclusivo negócio, representa a exploração dos territórios que ocupam e o empobrecimento de suas comunidades.

 Atualmente, os lugares que suportam plantações e possuem plantas de celulose não oferecem condições de habitabilidade para sua gente, obrigando-a a emigrar, deixando a completa disposição do negócio florestal os espaços anteriormente usados na produção ou coleta de alimentos e na conservação do bosque. Mostra desta realidade é que as comunas apresentadas como “de vocação florestal” alcançam índices de migração e pobreza que superam a media nacional.

 No entanto, todo este processo se configurou ante o favorecimento e o servilismo das autoridades de turno. Desde a Ditadura Militar até os governos civis, todos defenderam este empresariado, chamando desenvolvimento a abertura de novos focos de extração e serviços para a indústria florestal, chamando as plantações florestais de bosques e chamando estado de direito à imposição da vontade empresarial através da repressão e do terrorismo de Estado.

 “Plantar Pobreza” tem o propósito de contribuir para entender o processo em que se tem expandido esta indústria e seus efeitos em diferentes escalas. Sem ficar em uma constatação de desastres e misérias, “Plantar Pobreza” mostra a possibilidade de reverter as condições provocadas pelo negócio florestal, através do testemunho de comunidades invisibilizadas que realizam experiências de recuperação do bosque, recuperação da água e da soberania alimentar.

A nós que vivemos neste território tentaram convencer de um falso dilema: “Ou há florestais ou há pobreza”. Na realidade, temos visto que nosso empobrecimento se tem agravado na medida que estas se tem expandido. Hoje, a recuperação de nossos territórios se impõe como condição necessária para nossa subsistência e nisto não cabem ambiguidades, a indústria florestal deve acabar e devem implementar-se políticas de reparação ambiental e social. O documentário “Plantar Pobreza”, tenta contribuir para esta luta.

 Abaixo segue o documentário:

Riqueza não é problema, mas pobreza sim. Como assim?

Tem horas que eu acho que o neoliberalismo ferveu o cérebro de seus defensores! É que agora ando lendo um argumento recorrente, principalmente como reação aos achados do francês Thomas Piketty que em seu “best seller” O Capital no Século XXI mostrou os problemas que está sendo causados pela extrema acumulação da riqueza.

Segundo esses neoliberais o argumento de Piketty está errado porque o que causa os problemas são a pobreza, e que estão na base de tudo o que há de errado no mundo.

Essa afirmação é requentada das falácias malthusianas que semearam uma série de formulações desastradas após a Segunda Guerra Mundial. Fora isso, fica sempre a questão básica de que pobreza e riqueza são as duas faces do funcionamento do sistema capitalista.

Assim, qualquer um que tiver um mínimo de discernimento sobre as coisas realmente operam no mundo do capitalismo não terá dificuldade de entender a besteira que é culpar os pobres pela pobreza, enquanto idolatram os super-ricos pela riqueza nababesca em que vivem. Bom, pelo menos aqueles que não tiverem caído na esparrela do neoliberalismo. Para esses não há mais jeito!

 

Alerj: Açu pode virar uma ‘nova Macaé’

Alerta é de comissão que votou relatório propondo melhorias em infraestrutura para evitar crescimento desordenado

O DIA

Rio – Impactos sociais e ambientais causados pelo Complexo Logístico do Porto do Açu ameaçam o desenvolvimento das regiões Norte e Noroeste Fluminense. É o que aponta o relatório final da Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), criada para analisar o processo de instalação do megaempreendimento no município de São João da Barra. Aprovado nesta quarta por unanimidade, o documento aponta deficiências no projeto e traz diversas melhorias a serem implantadas na região.

Para o presidente da comissão, deputado estadual Roberto Henriques (PSD), apesar do potencial de alavancar a economia regional, com reflexos positivos para todo o estado e o país, o porto traz grandes riscos à região. “Nosso principal objetivo é evitar que aconteça o que ocorreu em Macaé e em Duque de Caxias, e o que está acontecendo com Itaboraí, com a instalação do Comperj. Em Macaé, pegaram um elefante branco, a Petrobras, e jogaram em cima de uma formiga, a cidade. Isso trouxe diversos efeitos colaterais negativos”, disse. 

Documento aponta que empreendimento em São João da Barra emprega apenas 30% de mão de obra local

Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O relatório propõe sugestões aos governos federal e estadual para tentar minimizar os problemas que podem ser causados, especialmente à logística de transporte, energia, saneamento, urbanização, habitação, educação, segurança e capacitação profissional. O Ministério do Trabalho também será acionado para atuar na fiscalização das empresas que operam no porto e inibir a violação de direitos dos trabalhadores. O documento será enviado ainda à Prumo Logística, que opera o porto, e às prefeituras da região. 

No relatório, foram listadas obras necessárias para garantir o pleno desenvolvimento da região, como a duplicação da rodovia BR-101; a criação da estrada Translitorânea — que vai ligar os municípios do Norte Fluminense à cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo — e dois novos hospitais, com estruturas que vão beneficiar não só os trabalhadores, mas também os moradores de toda a região. 

Outro ponto abordado na audiência foi a urgente qualificação da mão de obra local, já que, segundo levantamento do Sindicato da Construção Civil da região, dos 11 mil trabalhadores atuantes no porto, apenas 30% são locais — 70% são de outros estados e até de fora do país

FONTE: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2014-12-17/alerj-acu-pode-virar-uma-nova-macae.html