Perigo no Shopping Estrada é agravado por falta de policiamento

Uma colega da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e sua mãe passaram por momentos de grave risco na noite de ontem (01/07) ao sofrerem um assalto nas imediações no terminal rodoviário de Campos dos Goytacazes em torno das 20:00 horas. O risco aumentou porque de forma espontânea, a mãe dessa colega começou a admoestar o gatuno que, sabe-se lá porquê, resolveu se evadir do local sem perpetrar algo mais grave.

Um detalhe ainda mais grave foi vivenciado quando se procurou algum tipo de autoridade policial para se relatar o incidente. É que não foram encontrados policiais militares ou guardas civis municipais no terminal.

Então o que estamos esperando? Que algum tipo de problema mais grave aconteça para depois se lamentar? Espero que não.

O Coronel reformado e o bebê: entre a maldade e a impunidade

pedofilia

Não me considero uma pessoa ingênua e sei que o mundo está cheio de pessoas com deformidades morais e éticas graves. Agora, o caso envolvendo o coronel reformado Pedro Chavarry Duarte que foi preso sob a alegação de que estaria molestando sexualmente uma menina de dois anos de idade (Aqui!) transcende a minha compreensão de quão maldoso o mundo pode ser.

É que se a pedofilia já é algo a ser observado com extremo rigor, o que dizer quando o caso envolve uma criança pobre e com tão pouca idade? Para mim faltam palavras para definir de forma cordata o que penso desse caso.

Mas pior ainda é ler que o coronel Pedro Chavarry já possui um histórico de envolvimento com crianças que chega até a acusação de tráfico e que, por causa disso, já foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro na década de 1990 (Aqui!).

Assim, como explicar como uma pessoa com este tipo de comportamento estivesse não apenas ileso em termos criminais, mas como também fosse desde 2010 o presidente da Caixa Beneficente da Polícia Militar do Rio de Janeiro? 

Para mim apenas uma cadeia de omissões justifica que alguém acusado de forma repetida por este tipo de crime pudesse ainda estar numa condição de comando dentro de uma entidade que cuida das vidas de milhares de policiais.

Aliás, há que se notar que os malfeitos do coronel Pedro Chavarry podem ter chegado finalmente ao fim porque dois policiais militares resolveram cumprir o seu papel e não aceitaram ser pressionados ou subornados. A esses dois policiais, o que se espera é o devido reconhecimento da sociedade. Já ao coronel Pedro Chavarry, que se cumpra com ele o que determina a justiça.

A vergonhosa prisão de Eduardo Suplicy e suas múltiplas revelações sobre a realidade brasileira

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A mídia corporativa está dando alguma repercussão ao ato de resistência seguido de prisão do ex-senador Eduardo Suplicy (ver vídeo abaixo) durante uma ação de reintegração  de posse na cidade de São Paulo.

Entretanto, para além dos lugares comuns de ter um político famoso e carismático sendo preso, o que essa ação da PM de São Paulo evidencia é aquilo que pode acontecer nas áreas periféricas onde as “reintegrações” ocorrem sem que haja alguém desse quilate para defender os pobres.

Afinal, o que pode fazer quem arrasta Eduardo Suplicy pelas ruas às vistas da equipes de TV em momentos em que só os pobres estão presentes para vivenciarem a ação policial?

A resposta mais óbvia foi dada durante a desocupação da Favela do Pinheirinho em São José dos Campos onde grosseiras violações contra os direitos humanos dos moradores foram cometidas e que permanecem até hoje impunes (Aqui!).

De toda forma, as cenas do ex-senador Eduardo Suplicy sendo arrastado pela rua certamente serão positivas potencialmente em uma coisa: convencer muitos ativistas sociais de que é necessariamente superar as divagações inúteis e partir para a organização política dos mais pobres. Pelo menos é o que eu sinceramente espero!

Finalmente, que país é esse onde se prende e arrasta Eduardo Suplicy, e se deixa solto o outro Eduardo, o Cunha?  No mínimo um onde as prioridades estão totalmente invertidas!

São Paulo: Sindicato protesta contra agressão a jornalistas

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) enviará uma nota de protesto ao Governo do Estado, exigindo o fim da violência contra manifestantes e jornalistas.Ontem (12), durante manifestação organizada pelo Movimento Passe Livre (MPL) contra o aumento da tarifa do transporte público, a Polícia Militar usou de violência contra a imprensa, ao atirar bombas de efeito moral nas jornalistas Camila Salmazio (Rede Brasil Atual) e Fernanda Azevedo (TV Gazeta) e agredir o repórter fotográfico Felipe Larozza (VICE) com golpes de cassetete. Todos os profissionais agredidos estavam fazendo a cobertura do ato.

Camila em contato com o Sindicato, contou que acompanhava um grupo de 150 pessoas que queriam entrar na av. Rebouças para ir ao Largo da Batata. A PM bloqueava a passagem. Na Praça do Ciclista, sem nenhum diálogo, a polícia avançou contra os manifestantes com bombas de efeito moral, balas de borracha e gás de pimenta.

“Não havia para onde correr. A tropa ‘envelopou’ todas as saídas. Então, o dono de um hotel na rua da Consolação permitiu a minha entrada e me ofereceu vinagre para conseguir respirar melhor, quebrando o efeito das bombas”, relatou Camila. Retomando seu trabalho, a jornalista conseguiu alcançar o grupo na rua Sergipe. Mais uma vez, a polícia realizou o “envelopamento”. Desta vez, a jornalista, que acompanhava o final do bloco, foi atingida pelas bombas.

“No meio da fumaça, levantei os braços, segurei meu crachá na tentativa de me identificar e tentei sair do cerco. Um dos policiais apontou a arma para mim, me coagindo para que eu retornasse, e muitas bombas foram estouradas tão próximo que podia sentir os estilhaços”, afirmou. Com problemas para respirar, a jornalista encostou-se a uma parede e conseguiu chegar à rua Mato Grosso. Lá, deitou no chão e foi socorrida pela dona de um bar.

Outros profissionais também foram agredidos pela PM. A jornalista Fernanda Azevedo foi ferida em uma das pernas por um estilhaço de bomba de efeito moral. O repórter fotográfico Felipe Larozza foi agredido com um cassetete ao registrar a detenção de um manifestante, mesmo se identificando com crachá de profissional da imprensa.

Veja a nota do Sindicato:

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo vem mais uma vez repudiar veementemente a ação violenta da Polícia Militar do Estado de São Paulo contra manifestantes e jornalistas durante as manifestações contrárias ao reajuste da passagem de ônibus em São Paulo, ocorridas neste 12 de janeiro, que acabou por ferir jornalistas e impediu o trabalho livre da imprensa.

A ação da polícia, como está relatada por jornalistas que cobriam a manifestação, foi das mais violentas já vista. Nela, houve a inclusão de uma perversa manobra denominada “envelopamento”, que consiste em cercar os manifestantes por todos os lados, impedindo que se dispersem, enquanto se atiram bombas de efeito moral na multidão. É um ato de violência somente imaginável numa ação de guerra, concebida na lógica  do combate ao inimigo interno, herdada da ditadura militar.

Mais uma vez, o Sindicato se manifesta reiterando a necessidade imediata de desmilitarização das polícias, como primeiro gesto para conciliar o Estado com a sociedade democraticamente organizada e, também, com a grande população trabalhadora, comumente vítima da ação truculenta e inúmeras vezes criminosa da Polícia Militar paulista, considerada das que mais matam no mundo.

O Sindicato dos Jornalistas abre suas portas a todos os profissionais que queiram se manifestar contra a truculência policial no Estado, convoca a auditoria da PM a se manifestar imediatamente para coibir ações semelhantes e responsabiliza o governador Geraldo Alckmin (PSDB), responsável maior na hierarquia de comando da PM, pela situação, e se dirige ao governador no sentido de que interrompa a violência policial contra o direito de manifestação e contra os jornalistas, que não fazem mais do que exercer o ofício de registrar e relatar os fatos de interesse público.

FONTE: http://jornalistasp.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=5990%3A-sindicato-protesta-contra-agressao-a-jornalistas

Jornalistas do Rio irão à Justiça em busca de proteção contra polícia

Alana Gandra – Agência Brasil

O Sindicato dos Jornalistas do Rio se reúne hoje (16) com um advogado para analisar que medida deverá ser tomada pela entidade após a prisão da jornalista Vera Araújo, do jornal O Globo, quando tentava filmar um torcedor detido por policiais militares por estar urinando na rua. A presidenta do sindicato, Paula Máiran, disse que não vê a prisão como um ato isolado ou um desvio pontual de conduta. “A gente entende que há uma política de estado que justifica um relatório nosso”, disse.

Ela argumentou que de maio do ano passado até maio último, dos 72 jornalistas que respondem por mais de 100 casos de agressão sofridos pela categoria no Rio, “cerca de 80% são de responsabilidade de policiais militares”. Paula Máiran explicou que embora Vera Araújo conte com o apoio da empresa para a qual trabalha, o sindicato pretende tomar uma medida de interesse coletivo, visando a obter prevenção jurídica para esse tipo de episódio.

A sindicalista lembrou que as autoridades foram notificadas em abril deste ano, por ocasião de episódio similar, quando outro jornalista do jornal O Globo, Bruno Amorim, foi detido por policiais militares quando fazia fotos da ação policial na desocupação da Favela da Oi, no Engenho Novo. “A gente tinha encaminhado um ofício e aí, infelizmente, um fato semelhante se repete”. O sindicato não recebeu resposta ao ofício encaminhado às autoridades no caso de Bruno Amorim. Recebeu apenas notificação da 25ª Delegacia Policial, relacionada ao inquérito.  “Mas nenhuma resposta formal ao ofício”, disse.

Paula lembrou que uma conquista obtida pelos jornalistas na semana passada foi a recomendação do Ministério Público do Trabalho com 16 itens relacionados à segurança dos profissionais “que precisam ser observadas pelas empresas”. “A gente vê, por um episódio como esse da Vera Araújo, que a responsabilidade não cabe só às empresas. Há também uma parcela muito importante que é do Estado”, destacou a  presidenta.

Ela avaliou que a punição do policial militar identificado como sargento Edmundo Faria, “que fez o ato de cerceamento contra Vera Araújo”, não é suficiente. “A gente entende que a violência não foi só prender e ferir, foi também torturar. Porque circular com ela de carro, durante algumas horas antes de levar para a delegacia, infere em tortura psicológica. A punição do indivíduo não basta. Os fatos e as estatísticas comprovam que isso não resolve a questão”. Segundo Paula Máiran, é preciso trabalhar o modelo de segurança pública “que tem jornalistas como alvo específico de perseguição”.

De acordo com relato da jornalista Vera Araújo ao jornal O Globo, durante o percurso até a delegacia, seu celular foi tomado pelo sargento Faria, quando ela tentava fazer contato com o jornal e com representantes da Polícia Militar para explicar o mal entendido. Faria decidiu, então, parar o veículo e algemá-la. “Ele apertou tanto que os meus pulsos estão machucados”, relatou Vera ao jornal. Na delegacia, acompanhada por um advogado, a jornalista registrou o caso como abuso de autoridade. Após ser liberada do trabalho nesta segunda-feira, ela não foi encontrada pela Agência Brasil para comentar o caso.

Editor Beto Coura

FONTE: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/06/jornalistas-do-rio-irao-a-justica-em-busca-de-protecao-contra-policia