O Diário: Demitidos de empresa do Porto do Açu assinam rescisão

Isaías Fernandes
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Ex-funcionários da Integra assinam rescisão contratual após demissão em massa

Cerca de 200 funcionários demitidos pelo Consórcio Integra, (OSX e Mendes Junior), que opera no Porto do Açu, em São João da Barra, estiveram nesta quinta-feira (12) no Sindicato dos Metalúrgicos de Campos, na rua Carlos de Lacerda, no Centro da cidade, para assinar a rescisão do contrato. Os trabalhadores foram mandados embora após demissões em massa realizadas pela empresa. Amanhã, mais 200 demitidos devem comparecer ao Sindicato para receber os seus direitos.

As demissões em massa começaram no final do ano de 2014 e continuaram neste mês de fevereiro, atingindo, ao todo, 600 trabalhadores que perderam seus empregos.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campos, João Paulo Cunha, a entidade irá mover uma ação na Justiça contra a Integra.

“A empresa realizou essas demissões em massa sem conversar com o Sindicato. Vários acordos poderiam ter sido feitos, como Programa de Demissão Voluntária, Lay OFF, entre outros acordos, mas não houve diálogo”, afirmou João Paulo, lembrando que ainda há direitos a serem recebidos. “Hoje (ontem) eles estão assinando a rescisão contratual, terão direitos a seguro desemprego e multa rescisória, mas ainda há pendências a serem pagas como adicionais de salubridade, periculosidade, hora in itinere”, ressaltou.

Magio de Jesus Martins Quintanilha, de 27 anos, entrou na empresa com promessa de trabalho com duração de oito anos, mas acabou demitido com apenas sete meses. Decepcionado, o jovem se diz inconformado. “A empresa não conversou com a gente, não chamou a gente para um diálogo, apenas comunicou, não usaram da verdade. Eu ainda sou morador de Campos, mas tem muito trabalhador que vem de longe, com família, filho, aluga casa na esperança de um bom trabalho e agora acontece isso. Eu estou profundamente decepcionado”, lamentou Magio, que trabalhava como meio oficial de pintura na Integra.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/demitidos-de-empresa-do-porto-do-acu-assinam-rescisao-18952.html

Já que é quase Carnaval…. lá vai uma marchinha mediúnica de Hélio Coelho

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Não sei se o professor e escritor Hélio Coelho, e atual presidente da Academia Campista de Letras (ACL), imaginava que estava prevendo o futuro quando apresentou a marchinha ” O X da questão” no segundo concurso de marchinhas carnavalescas de São João da Barra. Mas ele, que ficou em segundo lugar no concurso que ocorreu no dia 07/02/2013, compôs e cantou uma marchinha que hoje parecia estar vendo o futuro de Eike Batista e as consequências que o colapso de seu império de empresas pré-operacionais teria na vida de milhares de famílias sanjoanenses.

E o mais impressionante é que o evento recebeu patrocínio da LL(X) e da OS(X) (Aqui!). Santo financiamento, Batman!

Para quem  ainda não ouviu, aqui vai…. 

 

As vacas e a draga

Ontem estive próximo ao quebra-mar sul do Terminal 2 do Porto do Açu, e ai tive a sorte de poder tirar fotografias que mostram bem alguns dos contrapontos interessantes que cercam a implantação do Porto do Açu numa área que era marcada pela agricultura familiar, pela pecuária e pela pesca artesanal. 

A embarcação mostrada na foto é o navio-draga “Prinz der Nederlander” que está atualmente no Porto do Açu, provavelmente envolvida naquela operação “enxuga gelo” de dragar a entrada do Canal de Navegação que leva ao interior da Zona Industrial do Porto do Açu.

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Porto do Açu: 3 anos depois do derrame de sal, agricultor ainda aguarda ressarcimento de prejuízos

No já distante dia 01 de fevereiro de 2013, o ex-ambientalista Carlos Minc e a presidente do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) realizaram uma coletiva de imprensa para noticiar várias medidas contra a empresa OS(X) por causa da salinização de águas e solos no V Distrito de São João da Barra que decorreu da construção de um aterro hidráulicono entorno do Porto do Açu ( (Aqui!).

Coletiva sobre ações da SEA-INEA 01 091

Além de aplicar uma multa no valor irrisório de  R$1,3 milhão e uma obrigação de investir outros R$ 2 milhões na estruturação do Parque Estadual da Lagoa do Açu, Minc anunciou que a OS( X) também seria notificada para ressarcir em até 60 dias agricultores que tiveram suas lavouras prejudicadas por danos ambientais, como o aumento da salinidade do lençol freático de onde captavam água para suprir suas necessidades.

Pois bem, passados 739 dias daquela audiência do hoje deputado estadual Carlos Minc, visitei a propriedade do Sr. Durval Ribeiro de Alvarenga cuja propriedade foi inundada pela água do mar que invadiu a região próxima do aterro hidráulico. As dificuldades com a salinização das terras da propriedade do Sr. Durval continuam evidentes como o sal que teima em brotar no solo, e o Sr. Durval hoje considera que boa parte da propriedade de pouco mais de 16,0 hectares foi inutilizada para a agricultura e bastante limitada para a pecuária. Além das perdas iniciais que girariam em torno de R$ 1 milhão, o Sr. Durval gasta hoje em torno de R$ 4 mil para comprar cana e alugar pasto para manter o rebanho bovino que ele declara manter apenas pelo costume de criar animais.

Mas o que mais deixa o Sr. Durval irritado é a ausência de qualquer contato por parte do (des) governo do Rio de Janeiro ou dos controladores do Porto do Açu para, ao menos, dar satisfações sobre o que está sendo feito para minimizar as pesadas perdas que ele vem acumulando há mais de dois anos.  É que como um bom cumpridor de suas obrigações pessoais, o Sr. Durval diz que esperaria um tratamento recíproco por parte de quem estragou suas terras.

Abaixo imagens do Sr. Durval em sua propriedade,  com detalhes do gado sendo alimentado por restos da produção de abacaxi que ele ainda cultiva numa propriedade vizinha, e de uma área em que ele tentou em vão reiniciar o plantio de cana para alimentar seu rebanho.

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O DIÁRIO: Trabalhadores demitidos do Porto do Açu fazem protesto na BR-101

Manifestação contra demissões no Porto do Açu

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Trabalhadores realizaram ato contra demissões em massa no Porto do Açu

Dezenas de trabalhadores demitidos do consórcio Integra, do Porto do Açu, realizaram uma manifestação na manhã desta terça-feira (10) na BR-101, em Campos. Com o apoio de um mini-trio elétrico e munidos de faixas e bandeiras, eles saíram de frente da igreja do Saco, no Parque Leopoldina, e caminharam até o Trevo do Índio, na entrada de Campos. Duas viaturas da Guarda Municipal e duas viaturas da Polícia Militar (PM) acompanharam o ato, que ocupou apenas uma pista da BR.

O Consórcio Integra, que é união das empresas OSX e Mendes Júnior, demitiu 200 funcionários no mês de dezembro e agora mandou embora mais 400 trabalhadores, no último dia 2.

O ato, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campos, João Paulo Cunha , é em repúdio às demissões em massa e também um protesto contra as Medidas Provisórias 664 e 665 do Governo Federal, que determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários.

A vaca tossiu

Os trabalhadores levaram para a manifestação um boi pintadinho que representava “uma vaca tossindo”. O ato simbólico, segundo João Paulo Cunha, é por conta do discurso da presidente Dilma durante a sua campanha de reeleição.

“Dilma disse que não mexia com os direitos dos trabalhadores ‘nem que a vaca tussa’ e ela mexeu. Não conversou com nenhuma representação da classe. Esta atitude fere principalmente os trabalhadores mais novos, pois hoje o mercado de trabalho tem uma grande rotatividade. Então a vaca tossiu, vomitou e foi para o brejo”, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos.

No dia 30 de dezembro a Presidente da República editou as Medidas Provisórias nº 664 e 665, que, entre outros assuntos, determinam novas regras para acesso a benefícios previdenciários como Abono Salarial, Auxílio Doença e Seguro Desemprego, que, com a nova regra, por exemplo, passa a ter carência de 18 meses na primeira solicitação; 12 meses na segunda e seis meses a partir da terceira. Antes, porém, a carência era de seis meses de trabalho.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/manifestacao-contra-demissoes-no-porto-do-acu-18895.html

Torre sem fio, placas desbotadas no chão… essa é a realidade no entorno do Porto do Açu

Quem anda pelas terras tomadas dos agricultores do V Distrito de São João da Barra e que foram inicialmente entregues ao ex-bilionário Eike Batista para a construção de um “distrito industrial” pode ver duas coisas que eu considero altamente simbólicas e que aparecem nas imagens abaixo: uma linha de transmissão de energia que espera há anos pelos cabos, e  um número incalculável de placas (muitas delas caídas pelas propriedades tomadas) os “donos” das terras tomadas como pertencentes à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) ou à extinta LL(X).

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Torre de transmissão incompleta, o que obriga o uso de geradores movidos a óleo diesel para fazer o Porto do Açu funcionar.

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Placa anunciando a área como destinada a abrigar instalações de uma siderúrgica, e que hoje jaz caída e desbotada numa terra desapropriada.

Essas imagens são altamente simbólicas do que aconteceu no V Distrito sob a batuta de Sérgio Cabral, Eike Batista e Júlio Bueno, aquele que um dia desdenhou o maxixe e hoje virou o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro. Aliás, se alguém nutrir alguma esperança nas habilidades de Júlio Bueno para tirar o Rio de Janeiro da enrascada em que Sérgio Cabral e Pezão nos colocaram, basta olhar as imagens para ter sérias dúvidas sobre nosso futuro!

Cada visita uma novidade! Porteira lacra estrada municipal no V Distrito de São João da Barra

Estive hoje no bonito evento  de congraçamento que ocorreu no Sítio do Birica que se tornou uma fortaleza da resistência contra os desmandos cometidos contra os agricultores familiares e pescadores artesanais do V Distrito de São João da Barra. Conversa vai, conversa vem, eis que um morador da localidade de Água Preta me chamou a atenção para algo que eu já havia visto, mas nunca tinha me atinado. É que, segundo este morador, desde os tempos da LL(X) uma porteira impede a circulação da população pela estrada municipal, supostamente a SB 42, que é conhecida como Estrada do Saco Dantas.

Após sair do Sítio do Birica me dirigi ao local, e pude verificar que o que me havia sido revelado era,surpresa das surpresas, verdade! Basta conferir a imagem abaixo..

Estrada fechada

Porteira fechando acesso à trecho de estrada municipal no V Distrito, com placa da LL(X) à esquerda e posto de vigilância à direita. Há ainda o detalhe da rede elétrica ao longo da via!

Para quem não conhece a região, coloco abaixo uma seção de uma imagem de satélite Landsat disponibilizada pelo Google Earth mostrando a localização exata da Estrada do Saco Dantas, bem como sua ligação com a Estrada do Galinheiro que, por sua vez, dá acesso ao Porto do Açu.

Saco DantasImagem de satélite com marcador para localizar a Estrada do Saco Dantas.

Como essa situação me parece, no mínimo, curiosa, aproveito do espaço deste blog para perguntar às autoridades municipais de São João da Barra, vereadores inclusos, se o fechamento de uma via municipal está prevista para continuar existindo após a aprovação da nova versão Plano Diretor Municipal .

SB 42

Porção do plano viário de São João da Barra como prevista na nova versão do Plano Diretor Municipal

E se não, quem é que autorizou a colocação da bela porteira que aparece na imagem abaixo e que hoje impede a livre circulação dos habitantes do V Distrito. É que também fui informado que o fechamento desta via pública vem causando uma série de problemas a uma comunidade que já está assoberbada por uma sucessão de fatos negativos que decorreram da implantação do Porto do Açu.

Com a palavra, o prefeito, seus secretários, e também os vereadores de São João da Barra.

Porto do Açu: vencidas a insensibilidade da Prumo e a omissão da CODIN, o gado finalmente matou a sede!

As cenas abaixo ocorreram na manhã de hoje, e o que pode se ver é que vencida a insensibilidade da Prumo Logística Global e cumprida a decisão judicial que autorizou a limpeza dos tanques, o gado que morria de sede no V Distrito acorreu rapidamente para finalmente matar a sede que os matava. Talvez seja por isso que as cenas abaixo mostram que o gado mal esperou o trabalho terminar para se aproximar dos tanques.

Será que depois de ver as imagens, o pessoal que manda na Prumo Logística vai entender a gravidade de situação que está ocorrendo nas áreas desapropriadas?

De toda forma, a boa notícia é que a abertura de tanques deverá continuar na semana que vem, gostem disso ou não a Prumo e a CODIN, onde outros proprietários do alvará deveram ser atendidos. 

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A internet guarda informações preciosas que pulverizam recente nota da CODIN sobre as desapropriações no Porto do Açu

Em nota recente, a assessoria de comunicação da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro divulgou uma nota que foi repercutida pelo site “Parahybano” dando a versão do (des) governo do Rio de Janeiro sobre o processo de desapropriações realizado no V Distrito de São João da Barra (Aqui!). Apesar de eu já ter destrinchado o conteúdo daquela nota, encontrei duas matérias jornalísticas que colocam em dúvida dois aspectos cruciais da nota da CODIN: 1) o pagamento de indenizações aos agricultores desapropriados, e 2) o reassentamento das famílias desapropriadas na chamada “Vila da Terra.

Vejamos o que diz o título da matéria publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 16/02/2010 em relação ao número de desapropriados:

título  da matéria

O que se vê é o número de 600 famílias! E qual seria o problema então? É que na matéria abaixo, publicada pelo jornal “Brasil Econômico” aparecem números precisos sobre quantas famílias teriam sido beneficiadas por um auxílio-produção de um a cinco salários mínimos por dois anos, e pelo reassentamento na Vila da Terra  (Aqui!).

números

A matemática colocada na matéria é simples: 190 famílias teriam sido beneficiadas pelo auxílio-produção e 35 pelo assentamento na Vila da Terra.

Vejamos agora o saldo dessa matemática trágica: 600 famílias afetadas pelas desapropriações – 190 que receberam auxílio produção = 410 famílias desapropriadas que ficaram sem indenização, ou 600 famílias desapropriadas – 35 famílias assentadas na Vila da Terra= 565 famílias desapropriadas que não foram reassentadas. Em outras palavras, temos em torno de 400 a 500 famílias que foram afetadas pelas desapropriações, mas que não foram indenizadas e nem reassentadas!

Será que sou só eu que vê uma tremenda injustiça nesses números?

Agora vamos esperar a próxima nota da CODIN para ver se aparecem novos números…. ou não!

Foi bonita a festa, pá! ou… o dia em que agricultores V Distrito venceram a intransigência e fizeram a água brotar no V Distrito!

O vídeo acima é para mim o melhor tributo que eu posso oferecer aos agricultores do V Distrito de São João da Barra que hoje venceram a intransigência da Prumo Logística Global e conseguiram limpar os tanques aterrados de onde brotou a água que milhares de animais buscavam por ela em vão. Há que se lembrar que muitos desses tanques foram aterrados ainda no tempo em que Eike Batista ainda era um bilionário e a LL(X) reinava absoluta nas terras que foram tomadas de centenas de famílias de agricultores que, até hoje, esperam as devidas indenizações.

Lamentável é saber que os agricultores, que tinham em mãos uma autorização judicial para adentrar as suas terras em litígio com o (des) governo do Rio de Janeiro, tiveram que enfrentar a intransigência da segurança privada e dos advogados da Prumo Logística Global (com a inexplicável cobertura da Polícia Militar que deveria ter ido lá defender o cumprimento da decisão judicial!). 

Mas as imagens abaixo mostram que pelo menos hoje, a festa foi bonita e a intransigência foi vencida. E que venham mais vitórias como essa! Afinal, como canta Chico Buarque eu digo aos agricultores do V Distrito para “Eu queria estar na festa, pá. Com a tua gente.E colher pessoalmente, uma flor no teu jardim!”

Abaixo algumas imagens desse dia vitorioso para a resistência em defesa da agricultura familiar no V Distrito de São João da Barra!

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