E o mar voltou a invadir ruas na Barra do Açu

Após meses de agitação por causa da erosão da faixa central da Praia do Açu, os moradores da localidade de Barra do Açu estavam tendo um início calmo em 2015. A calma foi tanta que algum gaiato da Prefeitura de São João da Barra havia mandado recolocar os quiosques na praia, os quais haviam sido retirados quando o processo de erosão os colocou sob risco de cair no mar.

Pois bem, acabo de receber imagens tiradas há poucos minutos na Praia do Açu mostrando que a aparente calmaria das últimas semanas acabou, e as águas do mar voltaram a “escapar” para dentro das ruas próximas à zona de rebentação. Essa nova intrusão de águas deverá colocar novamente a preocupação dos habitantes da Barra do Açu, e reaviva a necessidade de que sejam tomadas efetivas acerca do prometido plano de recuperação das praias de São João da Barra. E nem é preciso dizer, creio eu, que quanto antes, melhor!

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Ainda sobre o avanço da erosão no entorno do Porto do Açu

erosão

Já de volta à Campos dos Goytacazes, voltei novamente as minhas atenções para um tópico que vem me interessando nos últimos meses: a erosão que está afetando a região costeira dentro da área de influência do Porto do Açu. A manifestação mais recente se deu H na curva da pista Maria Rosa, que até recentemente ligava as localidade de Barra do Açu (São João da Barra) e Farol de São Thomé (Campos dos Goytacazes). 

Como tinha uma vaga lembrança de ter em meus arquivos eletrônicos a página do RIMA do Porto do Açu que delimitava as áreas de influência direta e indireta do empreendimento, pus-me a procurá-la, e voilá, achei-a. 

AID PORTO

Como os leitores deste blog poderão observar, a nova frente da “língua” erosiva está dentro da chamada “Área de Influência Indireta”  (AII) do Porto do Açu, e bem próxima do limite da Área de Influência Direta (AID).  E o que isto significa em termos objetivos? No mínimo que o Porto do Açu não pode ser descartado como um dos fatores responsáveis pelo avanço do mar sobre a região litorânea em seu entorno imediato.

Em função disso, há que se cobrar tanto da Prumo Logística Global os dados do monitoramento que estaria realizando na AID e na AII do Porto do Açu. Já do INEA, o que se espera é que faça mais do que simplesmente enviar seus técnicos para verificar in loco os estragos que estão ocorrendo em função deste avanço do mar. Simples assim!

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Nova frente erosiva causa mais preocupação sobre possíveis efeitos do Porto do Açu na costa norte fluminense

Clique na foto para ampliá-la

Estou sendo contactado por diferentes órgãos da imprensa regional sobre uma nova frente erosiva na orla marítima na área de influência do Porto do Açu, agora no trecho entre o Farol de São Thomé e a Barra do Açu.  Jornal  O Diário já até produziu uma matéria relatando o problema (Aqui!), e pelo que pude ler a coisa é realmente preocupante.

De toda forma, as notícias que me chegam é que parte da estrada que ligava as duas localidades já foi engolida pelo mar, o que vem causando graves preocupações sobre o futuro dessa área. A resposta que tenho dado é que não há como apontar uma ligação imediata entre o avanço das obras do quebra-mar do Terminal 2 do Porto do Açu e essa nova frente de erosão na orla marítima. Agora, como também não é possível descartar que haja essa ligação, ganha ainda mais urgência a divulgação dos dados de monitoramento que a Prumo Logística diz estar realizando nas áreas de influência direta e indireta do Porto do Açu.

Além disso, como as licenças ambientais emitidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) determinavam uma série de medidas de contingência para serem cumpridas, o que deve ser cobrado é a publicização da aplicação dessas medidas.

Por outro lado, o trabalho que vem sendo realizado pelo Ministério Público Federal para avaliar as possíveis implicações ambientais e sociais que podem ter sido causadas pelo Porto do Açu ganha uma nova frente. E como estão me narrando que a velocidade da destruição é alta, a pressão pela ação do MPF também deverá aumentar por parte da população que se preocupa com o que está presenciando.

Finalmente, como a frente erosiva parece estar atingindo agora partes do município de Campos dos Goytacazes, o problema deixou de ser exclusivamente sanjoanense. Vamos ver se agora se as autoridades públicas municipais começam a cooperar. Antes que o problema ganhe dimensões incontroláveis é o que preferem os moradores das áreas que estão sendo atingidas.

Valor produz matéria elucidativa sobre situação financeira do Porto do Açu

O Jornal Valor Econômico produziu uma matéria que considero bastante elucidativa da situação que a Prumo Logística Global está enfrentando para viabilizar o Porto do Açu, e que foge do tratamento “entre amigos” que é dispensado pela imprensa regional (Aqui!). A matéria mostra que apesar do cenário ter alcançado uma estabilidade maior a partir de uma injeção de capitais realizada pela EIG Global Partnerns, a Prumo Logística deverá entrar dificuldades em 2015 e 2016.

É que além de ter uma portfólio ainda restrito de contratos, a Prumo Logística possui dívidas bilionárias de curto prazo, o que implica na persistência de uma situação de caixa negativo. Em outras palavras, a situação melhorou, mas não melhorou tanto assim, e os atuais controladores ainda vão ter que enfrentar um cenário global que joga contra seus interesses, especialmente no tocante ao preço, em queda livre, do minério de ferro. Isto tornará fundamental que a Prumo Logística atraia empresas do setor de óleo e gás, principalmente a Petrobras, para atuar no Porto do Açu. Acontece que a situação na Petrobras deverá ser de extrema cautela até que se resolvam os problemas gerados pelos escândalos associados à Operação Lava Jato.

Um detalhe a mais na matéria é o fato de que Eike Batista agora está com apenas 6,7% das ações da Prumo Logística, o que lhe retira qualquer participação significativa nas decisões sobre os rumos do empreendimento. Isto é ironicamente bem visto pelo mercado, mas deve doer muito no ego ainda muito dolorido do ex-bilionário e suas muitas viúvas no Norte Fluminense.

Finalmente, eu indicaria aos leitores que olhem com atenção os números acerca do comportamento financeiro do Poto do Açu, tanto em termos de receitas, mas principalmente de despesas. É que enquanto as receitas aparecem ainda modestas, as das despesas são bastante polpudas. Se não for por nada, que sirva de cautela para quem quiser todas as suas fichas depositadas no porto. A ver!

O tudo ou nada de Malu Gaspar: a ascensão e queda de Eike Batista, e a ameaça da Fênix

Passei os últimos dias de 2014 e os primeiros de 2015 lendo os capítulos que me restavam da obra “Tudo ou Nada” da jornalista Malu Gaspar cujo mote é analisar a ascensão e queda do império “X” de Eike Batista. A obra que está dividida em um prologo, 22 capítulos e um epílogo e que consome 494 páginas para realizar uma narrativa de tirar o fôlego de todas as idas e vindas, peripécias e personagens que serviram de escada de Eike Batista em seu processo de passar de milionário e bilionário, e depois, como ele mesmo disse, de volta à “classe média”.

Como Malu Gaspar reconhece que o livro começou a ser escrito em 2006, eu até entendo porque os capítulos que narram a ascensão e a incipiente permanência de Eike Batista no topo da glória são mais cativantes e ocupam um número maior de capítulos, enquanto a maioria dos dedicados à debacle são mais curtos e menos detalhados. Eu atribuo isso à debandada de funcionários, diretores e Chief Executive Oficcers (CEOs) que certamente abasteceram a autora com detalhes tão íntimos quanto picantes sobre o cotidiano de Eike Batista e seu conglomerado financeiro. No entanto, no conjunto da obra, este desiquilíbrio acaba não afetando a qualidade do seu conteúdo.  Não como negar, o livro de Malu Gaspar é muito informativo e elucida as entranhas do maior colapso financeiro ocorrido na história das bolsas de valores latino-americanas.

Uma reserva que eu tenho é o roll restrito de vítimas desse processo, já que Malu Gaspar acabou restringindo sua análise ao âmbito do mundo financeiro. Fora disso, todos são invisíveis e aparentemente secundárias na grande narrativa estabelecida no livro. Esse é um detalhe que pode parecer secundário, mas não é. É que se levarmos o único caso em que Malu Gaspar vislumbra a oportunidade de que haja algum tipo de legado histórico, o Porto do Açu, existem tantas vítimas deixadas na obscuridade que, se reveladas, deixariam os acionistas minoritários da G(X) parecendo apenas como personagens merecedoras de seu cadafalso. É que, para começo de conversa, ninguém colocou a Polícia Militar para obrigar ninguém a comprar as ações turbinadas da OG(X), como aconteceu com os agricultores do V Distrito de São João da Barra, os quais continuam até hoje abandonados à própria sorte. Neste aspecto em particular, Malu Gaspar simplificou o enredo. Mas como nunca declarou que iria dar uma fotografia completa, talvez nem devesse ser criticada por essa “pequena” lacuna.

A obra é concluída com um interessante capítulo de Epilogo que soa como uma lembrança de que Eike Batista pode, afinal de contas, não estar acabado como muitos vaticinam neste momento, e que ele pode, dadas condições novamente propícias, irromper no cenário restrito dos bilionários. Malu Gaspar sintetiza essa possibilidade do dito galego de que “não creio em bruxas, mas que elas existem, existem“. 

Agora, algo que deveria ser mais bem analisado por todos os interessados nos problemas econômicos afligindo a economia fluminense, e que é apenas insinuado por Malu Gaspar, se refere ao impacto do tombo de Eike Batista sobre as chances de algum tipo de crescimento econômico sustentado no Rio de Janeiro. E se alguém se dispor a fazer essa análise, provavelmente encontrará pela frente não apenas Eike Batista, mas também Sérgio Cabral e todos os que orbitaram ao seu redor nos anos dourados do ex-bilionário.

Finalmente, eu indicaria o livro aos que ainda se iludem com as chances do Porto do Açu vir a ser uma Roterdã dos trópicos. É que apesar de não se prender a prognósticos sobre o futuro do empreendimento “legado”, Malu Gaspar coloca definitivamente “os pingos definitivamente no is”.  Depois de ler o livro, que se iluda quem quiser.

Porto do Açu: à beira da conclusão, mas sem que Eike Batista possa festejar

Enquanto Eike enfrenta julgamento, Porto do Açu é concluído

VEJA SÃO PAULO
Eike Batista

Eike Batista: o porto, idealizado por Eike, finalmente se torna operacional, após atrasos e orçamentos estourados

Juan Pablo Spinetto, da Bloomberg

Rio de Janeiro – O último dos blocos de concreto de 66 metros de comprimento está pronto para ser rebocado para o mar no momento em que o trabalho no porto privado mais caro da América Latina está mais perto de concluir. Para o idealizador do projeto, uma cerimônia de abertura a puro luxo não poderia estar mais distante da realidade.

O projeto do Porto do Açu, de R$ 6,3 bilhões (US$ 2,4 bilhões), no estado do Rio de Janeiro, é uma criação do empreendedor mais famoso do Brasil, Eike Batista. Enquanto o porto finalmente se torna operacional após atrasos e orçamentos estourados, Eike está ocupado defendendo-se das acusações de insider-trading depois que seu império das commodities entrou em colapso.

O Porto do Açu iniciou as operações em outubro, quando um navio carregado com 80.000 toneladas de minério de ferro partiu para a China de um terminal compartilhado pela Prumo Logística SA, a empresa que controla Açu, com a Anglo American Plc. Outro navio atracou no mês passado no berço da National Oilwell Varco Inc., maior fabricante americana de equipamentos para campos petrolíferos, enquanto a Technip SA, com sede em Paris, também amplia uma fábrica de canos flexíveis.

“Essa é uma nova fase”, disse o presidente da Prumo, Eduardo Parente, 43. “Estamos terminando a obra básica da infraestrutura do porto, terminando de equacionar a estrutura financeira, as conversas comerciais estão muito mais simples e já temos as primeiras operações”, disse ele, em visita ao porto neste mês.

Açu, que significa “grandioso” em tupi-guarani, compreende dois terminais ao longo da costa perto de São João da Barra, a cerca de 320 quilômetros a noroeste das famosas praias do Rio. O empreendimento, que ocupa cerca de 90 quilômetros quadrados, comercializa sua proximidade com os campos de petróleo da Bacia de Campos, fonte de cerca de 80 por cento da produção do Brasil, para possíveis clientes.

Após perder cerca de US$ 30 bilhões de sua fortuna pessoal, o envolvimento de Eike com o Porto do Açu foi reduzido para uma participação minoritária. Sobrecarregado por dívidas e pela falta de capital para concluir seus projetos, no ano passado ele entregou o controle à EIG Global Energy Partners LLC, o fundo de private-equity de US$ 15 bilhões com sede em Washington, que agora possui quase 60 por cento da Prumo.

A escala e as ambições do empreendimento também mudaram.

Cidade ‘X’

Quando Eike Batista iniciou a construção, em 2007, ele previa que o superporto seria a peça central que integraria seus empreendimentos de petróleo, logística e commodities. O projeto de Eike para Açu incluía um complexo industrial com montadoras e usinas siderúrgicas, além de um centro urbano anexo chamado de cidade “X”. Ele usava a letra X nos nomes de suas empresas porque dizia que a letra simbolizava a multiplicação da riqueza.

O porto seria o maior das Américas e estaria entre os três maiores do mundo, dizia Eike, incansavelmente, em seus discursos, com o terminal de minério de ferro inicialmente projetado para iniciar as operações em 2010. O projeto foi mostrado de helicóptero a jornalistas para que eles pudessem apreciar melhor sua magnitude.

“Vai se tornar a Roterdã dos trópicos”, disse ele, em uma mensagem em sua conta no Twitter em março de 2013, comparando o empreendimento com o porto de maior movimentação da Europa.

O empreendedor, cuja participação na Prumo será reduzida para menos de 10 por cento por não conseguir participar de um aumento de capital, no mês passado foi à primeira audiência de um julgamento histórico no Brasil sob a acusação de insider-trading e de manipulação de mercado. Uma segunda sessão, originalmente programada para 17 de dezembro, foi adiada para o início do ano que vem, de acordo com o tribunal que está julgando o caso.

Abordagem conservadora

Eike não respondeu a um pedido enviado por e-mail para comentar sobre o Porto do Açu.

A Prumo adotou uma postura mais conservadora para focar na entrega do porto e atrair clientes, em um momento em que as ações são negociadas a um valor próximo ao seu nível mais baixo desde 2008. A grandiosa cidade “X” de Eike e o centro siderúrgico, industrial e do cimento que ele previa foram descartados.

A empresa espera concluir a instalação dos 47 blocos de concreto necessários para o terminal 1 até abril e dos 42 blocos para o terminal 2 até julho. As unidades da Edison Chouest Offshore International e da Wartsila Oyj deverão começar no primeiro semestre de 2015. A Prumo também espera uma joint venture com a BP Plc para estabelecer um empreendimento de armazenagem e distribuição de combustível marítimo com início das operações no segundo semestre do ano que vem.

“Esse projeto ganhará força agora que entra na fase operacional e que as empresas estão estabelecendo suas bases”, disse Wagner Victer, que desenvolveu o porto-conceito originalmente em 2000, antes de apresentá-lo a Eike Batista quando foi secretário de Energia do Rio. “Ele se tornou realidade mesmo com todas as dificuldades e atrasos óbvios em projetos dessa magnitude”.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/enquanto-eike-enfrenta-julgamento-porto-do-acu-e-concluido

Alerj: Açu pode virar uma ‘nova Macaé’

Alerta é de comissão que votou relatório propondo melhorias em infraestrutura para evitar crescimento desordenado

O DIA

Rio – Impactos sociais e ambientais causados pelo Complexo Logístico do Porto do Açu ameaçam o desenvolvimento das regiões Norte e Noroeste Fluminense. É o que aponta o relatório final da Comissão Especial da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), criada para analisar o processo de instalação do megaempreendimento no município de São João da Barra. Aprovado nesta quarta por unanimidade, o documento aponta deficiências no projeto e traz diversas melhorias a serem implantadas na região.

Para o presidente da comissão, deputado estadual Roberto Henriques (PSD), apesar do potencial de alavancar a economia regional, com reflexos positivos para todo o estado e o país, o porto traz grandes riscos à região. “Nosso principal objetivo é evitar que aconteça o que ocorreu em Macaé e em Duque de Caxias, e o que está acontecendo com Itaboraí, com a instalação do Comperj. Em Macaé, pegaram um elefante branco, a Petrobras, e jogaram em cima de uma formiga, a cidade. Isso trouxe diversos efeitos colaterais negativos”, disse. 

Documento aponta que empreendimento em São João da Barra emprega apenas 30% de mão de obra local

Foto:  Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O relatório propõe sugestões aos governos federal e estadual para tentar minimizar os problemas que podem ser causados, especialmente à logística de transporte, energia, saneamento, urbanização, habitação, educação, segurança e capacitação profissional. O Ministério do Trabalho também será acionado para atuar na fiscalização das empresas que operam no porto e inibir a violação de direitos dos trabalhadores. O documento será enviado ainda à Prumo Logística, que opera o porto, e às prefeituras da região. 

No relatório, foram listadas obras necessárias para garantir o pleno desenvolvimento da região, como a duplicação da rodovia BR-101; a criação da estrada Translitorânea — que vai ligar os municípios do Norte Fluminense à cidade de Presidente Kennedy, no Espírito Santo — e dois novos hospitais, com estruturas que vão beneficiar não só os trabalhadores, mas também os moradores de toda a região. 

Outro ponto abordado na audiência foi a urgente qualificação da mão de obra local, já que, segundo levantamento do Sindicato da Construção Civil da região, dos 11 mil trabalhadores atuantes no porto, apenas 30% são locais — 70% são de outros estados e até de fora do país

FONTE: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2014-12-17/alerj-acu-pode-virar-uma-nova-macae.html

Portal OZK: Falha faz equipamento da FCC adernar no Porto do Açu

Falha em bomba faz Caixoneiro Mar Del Enol da FCC inclinar no Porto do Açu, em São João da Barra

Por LEONARDO FERREIRA 

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As primeiras informações que chegam a redação do Portalozk.com dão conta de que o Caixoneiro Mar Del Enol da FCC, no Complexo Portuário do Açu, está afundando.

A estrutura, situada em um dos píeres do Porto do Açu, em São João da Barra, ficou bem inclinada na tarde desta quinta-feira (11), o que assustou trabalhadores no local.

Caixoneiro Mar Del Enol é uma especie de forma para fabricação de moldes para blocos gigantes de concreto.

ATUALIZAÇÃO 16h30 – A Assessoria da empresa Prumo Logística entrou em contato com a redação do Portalozk.com e esclareceu que houve uma falha em uma das bombas de sustentação do equipamento, por volta de meio-dia, mas que o problema já foi solucionado. A Prumo informa, ainda, que ninguém ficou ferido, que o problema não causou nenhum impacto na obra e nos trabalhos do Porto do Açu. Uma nota será emitida ainda hoje, com maiores detalhes a respeito do ocorrido.

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FONTE: http://portalozk.com/dlf/noticias/um-dos-pilares-da-empresa-fcc-esta-afundando-no-porto-do-acu-em-sao-joao-da-barra/

Portal OZK: Professor da UENF identifica “visitante” na Praia do Açu. Qual será a próxima “novidade” no Porto do Açu?

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A matéria abaixo foi produzida pelo portal sanjoanense de notícia, o OZK News, e nos informa que o professor da UENF, Ronaldo Novelli, identificou o animal que anda chegando em grandes quantidades à área de influência do Porto do Açu. Na matéria duas informações são tranquilizadoras: 1) o animal não é exótico, e 2) a substância que libera para se defender não é tóxico para seres humanos.

Uma questão que a matéria não abordou e que teria sido importante o jornalista abordar tem a ver com a explosão populacional deste animal. É que em qualquer circunstância, o aumento populacional expressivo de qualquer espécie acaba implicando na diminuição de recursos para outra ou outras espécies. 

Além disso, há que se lembrar que a aparição do que foi identificado como o “Aplysia fasciata” em grandes quantidades é apenas outro sinal de desiquilíbrio ambiental na área de que poderá virá depois? Com a palavra o INEA e o IBAMA que deveriam estar monitorando o empreendimento. 

 

EXCLUSIVO: Professor de Biologia identifica animal que apareceu nas praias sanjoanenses

Por LEONARDO FERREIRA 

O Professor de Biologia da UENF Ronaldo Novelli identificou nesta segunda-feira (08), a pedido do Portalozk.com , o animal que apareceu nas praias sanjoanenses no final de semana e que deixou a população em total curiosidade.

De acordo com Novelli, o animal que apareceu em muita quantidade nas praias de Atafona, Grussaí e principalmente no Açu, trata-se de Aplysia fasciata, um opistobrânquio marinho, um gastrópode da família Aplysiidae. Existe quem classifique esta mesma espécie como sinônimo de Aplysia brasiliana. Esta espécie possui vários nomes em português, tal como: lebre-do-mar-negra, devido à existência de 02 rinóforos (antenas cefálicas) na cabeça que se assemelham às orelhas de lebre; e vinagreira-negra, derivado à cor purpura do líquido não tóxico que libertam quando estão em stress.

O professor explicou que o líquido liberado pela Aplysia encontrada no Açu, de cor avermelhada, explica-se por causa da água e da alimentação e o motivo de ter aparecido tantos dessa espécie na região, pode ter sido o Porto do Açu.

“Como lá no Açu, na região portuária, tem muitas pedras, e este animal se alimenta de algas que ficam nas pedras, além de se reproduzirem de forma cruzada, por se tratarem de animais hermafroditas, colocando seus ovinhos nas pedras, é provável que com a quantidade de alimento tenha desenvolvido esses animais. Espanta é a quantidade, mas essa espécie não é desconhecida na região. Em Guaxindiba, por exemplo, vê-se bastante, como também em Manguinhos. Acredito que houve a migração dos ovos que aparenta ser macarrão, são vários grudados uns nos outros, impulsionados pelas ondas e correntezas, levando-os para as pedras do Açu, onde chegaram a se desenvolver. Esses animais, na fase adulta, não conseguem nadar, são moluscos, de corpinhos muito moles e pesados, eles não consegue fazer essa migração na fase adulta”, disse ao Portalozk.com o professor de Biologia Ronaldo Novelli.

A Aplysia percorre o fundo do mar lentamente, para ir se alimentando, principalmente nas pedras, onde se encontram as algas. São moluscos muito semelhantes em aparência às lesmas. Possuem, no entanto, uma concha que está coberta pelo manto. O nome comum do derivado líquido de cor púrpura que liberam quando estão em stress ou quando são molestadas é “vinagre tinto”. Estes animais são bastante frequente nos meses de Verão, sendo mesmo possível encontrar aglomerações de vários indivíduos. Não é raro ver indivíduos a nadar em águas abertas, usando os parapódios como barbatanas.

Sobre o medo da população com relação a este animal, o professor tranquiliza.

“Não precisa haver preocupação. Esse animal se alimenta de algas e o derivado que ele libera, não é tóxico. Ele não morde, pica, nada. Pode pegar na mão, sem problema nenhum. O que não pode, e nem deve, é maltratar o animal. Ele não representa perigo nenhum para o ser humano”, disse.

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FONTE: http://portalozk.com/dlf/noticias/exclusivo-professor-de-biologia-identifica-animal-que-apareceu-nas-praias-sanjoanenses/

 

Salinização no entorno do Porto do Açu: evidências teimam em desmentir versões oficiais

A contaminação de sal que foi causada pela construção pelo aterro hidráulico que circunda o Porto do Açu é furiosamente desmentida toda vez que se fala na persistência do problema que teve seu momento agudo em novembro de 2011. De lá para cá, já se ouviu tantos dos donos do Porto do Açu, atualmente a Prumo Logística, como dos técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) que o incidente da salinização foi pontual, tanto temporal como espacialmente.

Como sou geógrafo e conhecido minimamente o funcionamento dos ecossistemas nunca acreditei nessa versão, mesmo porque tenho encontrado evidências de que o problema não foi pontual e que seus efeitos continuam persistindo nas áreas mais afetadas pela intrusão de água salina.

Mas tudo bem, as pessoas podem achar minha opinião suspeita já que sou visto como um crítico do Porto do Açu. Eis que agora um grupo de pesquisadores da UENF está atuando num projeto que os levou a encontrar na região da Barra do Açu famílias que estão reclamando e pedindo ajudando para que se verifique de forma mais apurada os impactos da salinização em suas propriedades já que de 2011 para cá muitas áreas se tornaram impróprias para a prática da agricultura. E como os sintomas que os agricultores estão apontando são similares aos causados por excesso de sal, não é preciso ser nenhum Einstein para formular a hipótese de que passamos da fase aguda do problema para a crônica. A questão é que seja rápida ou lentamente, o prejuízo econômico não cessou e continua se acumulando.

Um dos desafios da ciência é produzir evidências empíricas que resistam às tentativas de descrédito que normalmente ocorrem quando determinados resultados vão de encontro aos interesses das corporações e de seus aliados dentro do aparelho de Estado.  Além disso, o tempo da ciência é sempre mais lento do que os dos afetados por este tipo de evento.  Ai se cria a percepção de que a universidade não está preocupada ou antenada com os problemas da vida real, sendo quando muito uma torre de marfim que pouco retorno à sociedade.

No caso da salinização causada pelo aterro hidráulico do Porto do Açu essa percepção é até correta, pois noto que os esforços acadêmicos de documentar o problema têm ficado aquém das necessidades dos afetados. Mas com  o tipo de evidência empírica que as famílias que continuam resistindo e praticando agricultura no V Distrito de São João da Barra, é bem provável que esta novela da salinização ainda venha a ter novos e emocionantes capítulos. E uma coisa é totalmente certa: a novela ainda não acabou!