20 Maracanãs queimados! Essa é a primeira estimativa sobre a área atingida pelo fogo no entorno do Porto do Açu:

Ontem após o fogo que ocorreu nas terras que a empresa controladora do Porto do Açu herdou da falecida LL(X) li uma matéria que dizia que um equivalente a dois campos de futebol teria sido atingido pelas chamas que duraram quase 24 horas.

Pois bem, hoje me dirigi ao Earth Google e defini a área mínima que pode ter sido queimada, e cheguei ao valor de 20.7 hectares, o que equivaleria a 20 e não 2 campos de futebol. Em suma, em vez de 2 Maracanãs, tivemos pelo menos uns 20 Maracanãs pegando fogo!

Aviso logo que eu usei a área mínima baseado numa estimativa conservadora, pois possivelmente a área atingida foi maior. Lá no Paraná, onde minha família possui uma série de pequenas propriedades rurais, um incêndio desta magnitude seria seguido imediatamente por uma visita de técnicos ligados ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) que iriam lavrar autos de infração e aplicar multas ambientais.

Eu fico imaginando se o INEA já fez essa visita para apurar a dimensão do dano ambiental causado por um incêndio cujo controle para impedir sua ocorrência caberia tanto à Prumo Logístico como à Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) que possuem terras afetadas pelo sinistro em questão. 

Será que esta visita já aconteceu, ou vai ter que esperar a abertura de outro processo pelo Ministério Público Federal (MPF)? Afinal, a estiagem não poderá ser usada como bode expiatório para mais este incidente no entorno do Porto do Açu. É que se perguntarem para qualquer agrônomo recém formado na UENF, a resposta mais provável é de que a magnitude deste incêndio não tem nada de natural, mas de manejo de áreas de pastagens abandonadas.

Em tempo: nos próximos dias irei fazer análises mais rigorosas sobre a área queimada em caso de precisar confeccionar outro relatório para o MPF!

Salinização: polêmica continua no 5º distrito de SJB

Blog do Pedlowski
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nova amostra da água coletada no entorno do aterro da LLX constatou salinidade e risco para agricultores
Carlos Grevi / Ag Ururau
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Prumo alega fazer monitoramento da água
Phillipe Moacyr / Arquivo
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René Justen, do Inea, aponta regressão do mar como culpada

Fernanda Moraes

Apesar de a Prumo Logística (ex-LLX), empresa responsável pelas obras do Porto do Açu, no município de São João da Barra (SJB), informar que as medidas de controle implementadas por ela foram eficazes e que o Canal do Quitingute apresenta atualmente índices normais de salinidade, o professor Marcos Pedlowski, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), afirma que o problema persiste. 

Pedlowski, que é PhD em Planejamento Regional, disse que, em agosto deste ano, coletou uma amostra da água no entorno do aterro hidráulico construído pela LLX no Porto, e encontrou água salobra. “Se o problema realmente não existe mais, que eles apresentem os dados, pois os relatórios continuam não sendo públicos”.

Em novembro de 2012, um dos tanques de transferência da LLX apresentou uma falha técnica durante as perfurações e extração do sal para a construção do porto, provocando um derrame de água salgada que atingiu córregos, rios e propriedades dos pequenos agricultores da região.

Estudo aprofundado na região

Pedlowski revelou que vai realizar um estudo aprofundado e sem data para conclusão dos efeitos que o desastre ambiental provocou naquela área. “Esse trabalho vai adentrar 2015 e não vou me restringir ao Canal de Quintigute”, adiantou.

Segundo o professor, enquanto pesquisador gostaria que os agricultores afetados fossem procurados pela empresa para a compensação financeira dos prejuízos, o que não teria acontecido até hoje.
Um desses agricultores é Durval Ribeiro Alvarenga, que tem uma propriedade na localidade de Água Preta, no 5º distrito de SJB. Ele disse que, após ter as terras invadidas pelas águas salgadas, perdeu a plantação de cana-de-açúcar e abacaxi, além da produção diária de leite, que chegava a 100 litros.
“Percebi que havia algo de errado em minha propriedade porque o gado não queria mais beber a água”, contou Durval, que moveu uma ação contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro pedindo indenização. O agricultor calcula que seu prejuízo, desde 2012, chegue a R$ 1 milhão.

Empresa: ‘evento pontual’

Em nota enviada por e-mail, a Prumo argumentou ainda que realiza o monitoramento permanente do Canal do Quitingute e de suas frentes de obra, sendo os resultados enviados ao Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). “É importante salientar que a alteração do índice de salinidade ocorrida no Canal do Quitingute foi um evento pontual e temporário, não havendo qualquer evidência de que haja um processo de salinização regional decorrente da implantação do empreendimento. O referido evento teve origem em uma frente de obra acessória ao empreendimento e foi agravado pelas restrições de vazão do Canal de Quitingute, causadas por obras civis realizadas por terceiros e por pontos de assoreamento, além da condição de seca e estiagem verificada à época na região”, alegou a nota.

A empresa disse ainda que é importante destacar que a Prumo mantém um amplo monitoramento das condições ambientais no território e caso, em algum momento, seja identificada qualquer situação que possa acarretar prejuízos à comunidade do entorno do empreendimento, as devidas providências serão tomadas.

Inea e IFF divergem sobre a questão da contaminação

O superintendente do Inea, em Campos, René Justen, disse que, desde que o caso foi denunciado ao órgão, o monitoramento do Canal de Quintigute é feito a cada 15 dias. “Todos os resultados atuais não apontam contaminação na água”, disse ele, destacando que o problema da salinização foi decorrente de uma regressão do mar ocorrida no passado e não pelas obras do Porto.

Diretor geral da Unidade de Pesquisa e Extensão Agro-ambiental do Instituto Federal Fluminense (IFF), Vicente de Paulo Santos de Oliveira, que coordenou um estudo detalhado do solo e da água da Microbacia do Rio Doce, explicou que, pela região ser uma área de restinga, o problema da salinidade é natural, mas as obras do Porto contribuíram para seu agravamento.

Vicente disse que o estudo, que apresenta um diagnóstico socioambiental que contém de cinco a seis relatórios, foi uma exigência do Inea/Rio à LLX. “No início do ano passado a empresa nos procurou para esse diagnóstico”, afirmou ele, destacando que foram coletadas amostras da água, solo e plantas e encaminhadas para o laboratório do Centro de Tecnologia Agrícola (Campo), em Paracatu de Minas.
“Foi constatado que 30% das 180 propriedades apresentaram níveis de contaminação fora dos padrões normais na água e no solo”, explicou. Ele disse, no entanto, não ter conseguido chegar à conclusão de que o problema foi ocasionado somente pelas obras de construção do Porto. “A salinização naquela área é normal, mas, como já disse, houve um agravamento por causa das obras. Só não saberia quantificar o quanto agravou”.

Segundo Vicente, após a entrega do relatório à LLX, o Ministério Público Federal (MPF), em Campos, requisitou cópia do documento. “Em um relatório a parte, colocamos uma proposta de compensação indenizatória aos produtores rurais”.

Ação civil pública, além de queixa-crime devido ao problema

Em janeiro de 2013, o MPF, em Campos moveu uma ação civil pública contra o Grupo EBX e as subsidiárias LLX e OSX por causa de problemas ambientais causados pelas companhias nas obras do Porto do Açu.
Na ação, o MPF pedia a interrupção das obras que causaram a degradação ambiental e o adiamento do início das atividades operacionais do porto. Na ocasião, de acordo com o órgão, uma pesquisa da Uenf apontava aumento dos índices de salinidade em áreas do solo, canais, lagoas e em reservatórios de água tratada para o consumo humano, no 5º Distrito de SJB. A salinidade, segundo o estudo, seria efeito das obras realizadas pelas empresas. Também são réus o Inea e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), o empresário Eike Batista e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, são alvos de uma queixa-crime, que foi aceita pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto de 2013. O objetivo é responsabilizá-los pelos problemas ambientais e que afetam a população na zona rural de SJB por causa das obras do Porto.

Este mês, a queixa retornou do STJ para a Justiça de SJB porque Sérgio Cabral perdeu o foro privilegiado ao renunciar ao mandato de governador, assumindo em seu lugar Luiz Fernando Pezão (PMDB).

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/salinizacao:-polemica-continua-no-5%C2%BA-distrito-de-sjb-15276.html

 

Ururau: fogo nas terras no entorno do Porto do Açu foi controlado

Depois de 21 horas de combate, incêndio é controlado em área do Açu

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Ururau

Fogo começou na parte da tarde e atingiu uma grande área que pertence a Prumo

Bombeiros militares e brigadistas do Porto do Açu controlaram no início da tarde deste sábado (28/09) o incêndio que devastou a vegetação e destruiu grande área desapropriada no 5º distrito de São João da Barra.O fogo, que começou por volta das 15h, desta sexta-feira (26/09) se espalhou rapidamente na vegetação seca, impulsionado pelo vento. Foram 21 horas de trabalho intenso.

Devido a grande proporção do incêndio, brigadas de outras empresas particulares foram chamadas para ajudar. Todo efetivo do Corpo de Bombeiros Militar foi acionado, inclusive militares de folga e de batalhões de outros municípios. A extensão da área devastada ainda não foi calculada. 

Mais de 100 homens passaram a madrugada tentando apagar o incêndio. Um caminhão pipa, com capacidade de 30 mil litros de água do Corpo de Bombeiros passou a ser reabastecido pela própria empresa e pela Prefeitura, para ajudar na contenção do fogo.

Com a persistência das chamas, animais silvestres, como uma cobra apareceu na estrada para fugir do fogo.

A estrada de acesso ao Açu teve que ser fechada na madrugada, o que se repete todas as vezes que a fumaça invade o asfalto, impedindo a visibilidade. Na noite desta sexta, três famílias do distrito tiveram que deixar suas casas por causa da fumaça e ir para casa de parentes. Ainda havia o risco eminente pelo fato de não ser possível naquele momento dimensionar a proporção que o incêndio poderia tomar. Na manhã deste sábado as famílias puderam retornar para suas residências.

Ainda não há confirmação sobre a causa do incêndio, mas a hipótese provável é que seja por causa da seca que atinge a região.

Para este sábado não há previsão de chuva em São João da Barra e na região. Segundo o Climatempo, neste domingo deve chover apenas dois milímetros, entre a tarde e a noite, ou seja, uma quantidade muito pequena.

Por meio de nota à imprensa, a Prumo informou, às 14h04, que já foram controlados todos os focos de incêndio que atingiram a área do complexo industrial do Porto do Açu.

“Cerca de 150 pessoas atuaram desde a tarde de sexta-feira-feira (26) no combate ao incêndio. Entre eles o Corpo de Bombeiros de São João da Barra, Campos, Itaperuna, a Defesa Civil de São João da Barra e a Prefeitura de SJB, além da Brigada de Incêndio da Prumo. As empresas Ferroport, Marpem, Braço Forte, Concremat e HPW também atuaram no combate ao fogo.

A Defesa Civil foi acionada e, junto com a equipe de Responsabilidade Social da Prumo, acompanhou as famílias que estavam na área de risco. A empresa mobilizou ônibus e equipes sociais, que estiveram durante o todo o período na área de risco prestando suporte as famílias. Apesar do fogo não ter atingido nenhuma área residencial, foi necessária a remoção de três famílias, por causa da fumaça que atingiu o local. Elas já retornaram a suas casas.

Ainda não se sabe a causa do incêndio, que foi propagado pelos fortes ventos na área”. 

FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades49492_Depois-de-21-horas-de-combate,-inc%C3%AAndio-%C3%A9-controlado-em-%C3%A1rea-do-A%C3%A7u

Incêndio em áreas próximas do Porto do Açu está controlado, mas ainda existem focos de fogo

A imprensa regional vem dando uma ampla cobertura ao mega incêndio que ocorreu em terras pertencentes aos controladores do Porto do Açu (Aqui!Aqui!Aqui! e Aqui!). Estive esta manhã na região afetada pelo fogo e conversei com bombeiros militares que passaram a noite combatendo o incêndio, e eles me disseram que a situação agora estava sob controle. No entanto, percorrendo toda a região afetada pude notar que ainda existem vários focos ativos de fogo, o que deverá demandar uma atenção específica ao longo deste final de semana, já que perduram as condições de vento forte e não há previsão de chuvas para o município de São João da Barra.

Uma coisa que me ocorreu ao verificar as áreas que queimaram foi a seguinte: será que ninguém nos atuais dirigentes da Prumo Logística, empresa que atualmente é a controladora do Porto do Açu, ouviu falar da necessidade de se construir aceros para impedir exatamente este tipo de problema? E se, por causa da falta de aceros, o fogo viesse a se alastrar por propriedades rurais dos pequenos proprietários rurais que teimosamente ainda resistem em produzir alimentos no V Distrito de São João da Barra? Quem iria arcar com os custos e consequências de mais esse evento?

E o pessoal do INEA? Andei por todo o perímetro incendiado e não vi nenhum veículo do órgão circulando na região para inspecionar possíveis danos à vegetação de restinga existente dentro da área afetada pelo incêndio. Que mais dizer senão… que lamentável!

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Jornal da Band mostra ao Brasil o avanço do mar na Praia do Açu

Como informado aqui, a edição do Jornal da Band desta sexta-feira (26/09) trouxe uma matéria mostrando o processo de erosão em curso na Praia da Açu, contando com a participação de moradores e do professor Eduardo Bulhões, coordenador do curso de Geografia da UFF.

As imagens e declarações de moradores e do professores Bulhões foram resumidas num sumário bastante ácido do âncora do Jornal da Band, jornalista Ricardo Boechat. Abaixo segue um vídeo da matéria.

Quotidiano: Incêndio em área do Complexo Industrial do Açu está sem controle

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br
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Fogo pode atingir comunidades.Ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para expansão. A orientação para a população é que fique atenta ao menor risco

 Iniciou na tarde desta sexta-feira (26), um incêndio nos arredores de onde será instalado o Polo Metal Mecânico do Complexo Industrial do Açu, no quinto distrito de São João da Barra, que atinge proporções alarmantes. O forte vento nordeste está contribuindo para estender a área atingida na Fazenda Papagaio e se espalha para o Trevo de Pipeiras, podendo atingir comunidades.

No local – agora à noite – trabalham cerca de 100 pessoas ligadas às brigadas de incêndio da Prumo – empresa proprietária do Porto/Complexo do Açu – da Ferroport e de outras empresas que prestam serviços no Porto. A Brigada de Incêndio do Grupo Thoquino também foi acionada, Corpo de Bombeiros e a secretaria municipal de Meio Ambiente.

Segundo informações, ainda não se sabe a causa do incêndio, mas o tempo seco contribuiu para sua expansão. A orientação para a população local é que fique atenta ao menor sinal de risco.  

Franciane Toledo, moradora de Água Preta, postou em seu perfil nas redes sociais sua preocupação perante o ocorrido. “Hoje a natureza mostra outra vez sua força, um incêndio sem controle ceifa a vegetação precária de nosso tão amado e querido quinto distrito”, diz.

Segundo o blog do professor Pedlowski, a falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas podem ter causado o incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. 

Incêndio em 2010

Em 2010 houve um incêndio de grandes proporções. Na época, o fogo atingiu a Mata do Caroaca, uma reserva de restinga de grande relevância ambiental que foi adquirida pela LLX (comprada pela Prumo) e que deve se tornar uma Unidade de Conservação. A fauna e flora da reserva são exuberantes. Por lá encontramos jararacas pico-de-jaca, jibóias da restinga, tamanduás-de-colete, preguiças-de-coleira, ouriço caixeiro, pequenos roedores, guaxinim (mão pelada), caracarás (carcarás), gaviões, sabiás-da-praia, anuns, tiê-sangue, lagartos teiú, lagartos-do-Rabo-verde, cactáceas, bromeliáceas, abaneiros, calombos, muricis, gravatás entre outras espécies relevantes e em extinção. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1529/incendio-em-area-do-complexo-industrial-do-acu-esta-sem-controle-

 

Corpo de bombeiros tenta controlar fogo nas terras no entorno do Porto do Açu

Acabo de receber mais imagens do fogo que até pouco tempo continuava ocorrendo nas terras adquiridas pelo conglomerado do ex-bilionário Eike Batista no V Distrito de São João da Barra, agora com a presença do Corpo de Bombeiros. 

Alguns moradores que tentavam chegar em suas propriedades no início da noite foram impedidos de continuar viagem por causa do risco imposto pela intensidade das chamas.

Abaixo mais algumas imagens que acabo de receber da área incendiada.

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Erosão no Açu vai ser mostrada hoje na edição nacional do Jornal da Band!

O caso do processo erosivo que está ocorrendo na Praia do Açu deverá sair da mídia local. É que na edição do Jornal da Band desta sexta-feira, o caso será apresentado a partir do levantamento de campo feito por uma equipe  de jornalistas que esteve visitando a região esta semana.

Para quem estiver interessado, a matéria deverá ser apresentada em torno das 19:20.

 

 

Porto do Açu: desapropriações, salinização, erosão costeira, e agora fogo nas pastagens. Que legado é esse, Eike Batista!?

A falta de chuvas e a existência de áreas pastagens secas acaba de causar um incêndio de grandes proporções nas terras que foram adquiridas pelo Grupo EB(X) nas proximidades do Porto do Açu. Segundo o que acaba de me ser informado, o incêndio teria começado na rotatória próxima à localidade de Água Preta e se estendeu até a chamada Estrada do Galinheiro.

O incêndio que teria tido início das 13:00 horas desta sexta-feira estaria sendo controlada por uma brigada anti-incêndio, provavelmente vinda do Porto do Açu. Mas a estas alturas a fumaça já pode ser visualizada na localidade Barra do Jacaré!

Uma preocupação adicional ficaria para os agricultores que tiveram suas terras desapropriadas, mas que até hoje não passaram por perícias. É que se o fogo atingiu essas propriedades, como é que a justiça poderá atribuir um valor correto como é reclamado pelos desapropriados?

Mas agora vejamos: desapropriações, salinização, erosão marinha e, agora, fogo.   Mas que legado é esse, Eike Batista! Isto está parecendo as dez pragas do Egito!

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Erosão na Praia do Açu é objeto de reportagem na Rede InTerTV

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A Rede InTerTV do Norte Fluminense produziu uma matéria sobre o processo erosivo em curso na Praia do Açu e a mesma foi veiculada na edição da segunda-feira passada (23/09).

Abaixo segue o link de acesso a mais esta matéria que trata de um assunto que está deixando a população da Barra do Açu, localizada no entorno imediato do Porto do Açu, para lá de preocupada.

http://g1.globo.com/rj/norte-fluminense/rjintertv-2edicao/videos/t/edicoes/v/faixa-de-areia-da-praia-do-acu-em-sao-joao-da-barra-rj-encolheu-2km-em-dois-anos/3653415/