Eike Batista: de multibilionário a administrador de ativos de credores. A estranha odisseia de um “campeão nacional” do Neodesenvolvimentismo

Acuado pela Justiça, Eike se defende e diz que seus ativos são de credores

Por Rafael Rosas, Ana Paula Ragazzi e Francisco Góes | Do Rio

Patrick Fallon/Bloomberg

Batista, em entrevista na antiga sede da EBX, diz que nunca teve a intenção de ludibriar os investidores e que não usou informação privilegiada para fazer negócios

Réu em uma ação penal na Justiça Federal do Rio, o empresário Eike Batista decidiu romper o silêncio. Fazia cerca de um ano e meio que ele se mantinha recluso, sem falar sobre a derrocada do grupo EBX. Em pouco mais de meia hora de conversa em seu escritório, na zona sul do Rio, Eike fez sua autodefesa. Disse que nunca teve a intenção de ludibriar nenhum investidor pois colocou todo o seu patrimônio nos projetos do grupo e ofereceu garantias pessoais aos bancos credores. Hoje, depois de um longo processo de reestruturação de dívidas que ainda está em curso, disse ter patrimônio negativo de cerca de US$ 1 bilhão.

Apontado como oitavo homem mais rico do mundo, com patrimônio de US$ 30 bilhões em 2012, segundo a “Forbes”, transformou-se em uma espécie de administrador de ativos que pertencem aos credores: Mubadala (empresa de investimentos de Abu Dhabi), além dos bancos Itaú e Bradesco.

Eike vem trabalhando na criação de valor para os ativos em que ainda tem participação acionária, mas cuja posse está em mãos desses credores. “Ouso dizer que essa [da EBX] vem a ser a maior reestruturação do mundo de um grupo de empresas. Não tem nada igual”, disse. A frase mostra que, apesar da debacle, ele continua a usar superlativos para definir seus negócios.

Ele recebeu o Valor na antiga sede da EBX, no 10º andar de um prédio comercial na Praia do Flamengo, para onde voltou depois de deixar o luxuoso Edifício Serrador, no centro da cidade. Diferentemente do período áureo, quando chegou a ocupar todo o Serrador, um dos prédios mais tradicionais do Rio, o escritório atual é austero e tem poucos funcionários. A sala de Eike tem vista para a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, mas desta vez ele não quis fotos. Vestido de camiseta azul escura, camisa social rosa e terno cinza com listras, com aspecto cansado e mais grisalho, admitiu que a crise afetou “muito” o lado pessoal. “Mas sou um cara que sempre construí minhas coisas do zero”, frisou.

Apesar das dificuldades, ele mostrou-se otimista. Disse acreditar que, ao fim do processo de renegociação das dívidas, terá possibilidade de criar valor e, eventualmente, em um encontro de contas, ainda sobrem ativos para ele. Eike afirmou que a prioridade tem sido pagar todas as dívidas, sem redução de valores, mas com alongamento nos prazos de vencimento. “O cash se foi e os ativos estão penhorados nos bancos. As participações que ainda tenho em algumas empresas são dos bancos, não tenho ativos, porque eles [os ativos] eram meu avais pessoais. As pessoas esquecem disso”, afirmou. Ele disse só ter falado agora, quase dois anos depois do grupo ter sido arrastado pela crise da petroleira OGX, porque precisava de tempo para achar novos sócios. “Eu estava desacreditado,” lamentou.

No começo da entrevista, acompanhado pelo advogado Sergio Bermudes, Eike leu nove tópicos alinhados em duas folhas sob o título: “Fatos”. No documento, ele repetiu ideias que havia exposto em artigo publicado no Valor em julho do ano passado, e apresentou novos argumentos. Disse que sempre acreditou no Brasil e por isso investiu no país. Admitiu que os problemas na antiga OGX, hoje OGPar, contaminaram todo o grupo. Segundo ele, ocorreu uma espécie de fenômeno “darwiniano” [de seleção]. “Criou-se desconfiança que afetou todas as empresas [do grupo], uma espécie de corrida bancária que me forçou a fazer uma megareestruturação buscando novos grandes investidores”.

Eike virou réu na justiça federal depois de investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acusar o empresário por manipulação de mercado e negociar ações da OGX com informação privilegiada. A autarquia concluiu que os administradores da petroleira poderiam ter avisado o mercado dez meses antes da inviabilidade da empresa. Antes disso, vendeu ações e, ao mesmo tempo, via Twitter, fez declarações otimistas sobre o futuro da empresa. A CVM abriu 22 processos relacionados às suas empresas, na maioria dos casos devido a problemas na divulgação de informações sobre o grupo.

As declarações no Twitter ele justificou pelo fato de acreditar na companhia. Segundo o empresário, foram relacionadas às parcerias que fechava para participar das rodadas de exploração da Agência Nacional de Petróleo (ANP), além de uma associação com a malaia Petronas. “Sócios relevantes como esses acreditavam na companhia. Por que eu não iria acreditar?”, questionou. Por essas razões disse que recebeu o processo na Justiça com “surpresa”.

O juiz Flavio Roberto de Souza, da 3ª Vara Federal do Rio, determinou na terça-feira bloqueio de ativos financeiros de Eike até o limite de R$ 1,5 bilhão, fruto de denúncia do Ministério Público Federal (MPF) acolhida pela Justiça. O arresto de bens do empresário são para cobrir prejuízos a investidores. Ontem seus advogados disseram que R$ 117 milhões encontrados em suas contas referem-se ao total de cotas de um fundo de investimento em debêntures. No início do ano, em outra ação, Eike teve R$ 120 milhões bloqueados.

“Eu, de petróleo, infelizmente, não entendo. Mas contratei os melhores especialistas e cabia a eles escrever o que achavam e a maneira como se divulgava”, disse. Sobre a demora na declaração de inviabilidade da empresa, disse que não se sabia ao certo o futuro. “Sem o estudo final pronto, que foi divulgado em meados de junho do ano passado, me desculpe, mas não dava para falar. Como vai anunciar um negócio que você não sabe? Você tem que fazer a avaliação técnica, que não estava concluída dez meses antes”, disse o empresário.

A trajetória do grupo e seu relacionamento com a mídia mostra que Eike não teve tanto cuidado com a informação quando divulgava dados e projeções otimistas para seus negócios. Nos processos da CVM, enquanto alega que apenas confiou nos técnicos, esses técnicos afirmam que as divulgações eram infladas pelo excesso de otimismo de Eike. Em sua defesa, disse que sempre acreditou na companhia. Vendeu as ações porque estavam comprometidas com os credores e na quantia exatamente necessária. Os recursos da venda, disse, foram diretamente para o Mubadala. “Se usei informação privilegiada, por que não vendi tudo? Não me beneficiei em nada, continuei com 51% da companhia e serei diluído”, afirma. Disse que se não pagasse os credores naquele momento haveria risco sistêmico que levaria o grupo ao default.

Perguntado se arrependeu-se de ter investido no setor de óleo e gás afirmou: ” É claro que eu me arrependo de ter investido em petróleo. Levou todo o meu patrimônio e todos esses projetos fantásticos. Foi a âncora que me puxou para baixo”, afirmou. Segundo ele, grande parte de seu patrimônio, de R$ 8 bilhões, em 2008, foi para dentro dos negócios do grupo EBX. Essa foi uma riqueza construída a partir da venda de ativos de minério de ferro de Eike, no Brasil, para a Anglo American.

“Eu me calei por um ano e meio para reestruturar essa dívida gigantesca. E existe essa visão de que quem cala, consente”, disse o empresário, referindo-se ao fato de que sabe que a história que fica no mercado é que ele se beneficiou dos negócios, vendeu ações, botou dinheiro no bolso e usou dinheiro público para criar sempre estruturas gigantes e não pagou de volta. O que, de certa forma, considera uma injustiça. “Eu investi todo o meu patrimônio em negócios de infraestrutura para o Brasil. Dei avais pessoais e perdi todo o meu patrimônio. Eu não fugi. Estou aqui honrando meus compromissos. Isso as pessoas não sabem”.

Sentado de frente à tela que mostra o Porto do Açu, no norte do Rio, projeto que sempre foi a sua “joia”, Eike falou sobre seu futuro: “É cedo para falar em novos projetos. Mas sou um brasileiro que não desiste nunca.”

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3700716/acuado-pela-justica-eike-se-defende-e-diz-que-seus-ativos-sao-de-credores#ixzz3DfRclsbX

Afundado em dívidas, Eike Batista elege o Porto do Açu como sua tábua de salvação

A matéria abaixo publicada pelo Jornal O GLOBO dá mais pistas sobre o estado de espírito de Eike Batista. Mas vai mais além ao nos informar que o Porto do Açu agora subiu ao posto de joia da coroa do dilapidado conglomerado (conglomerado?) de empresas do ex-bilionário. 

Eu não quero bancar a ave de mau agouro para Eike, mas se o Porto do Açu é a sua maior esperança de sair do vermelho “em cinco a dez anos” (sic!), é possível que ele fique na classe média que lhe causa tanta angústia por um bom tempo. É que além dele ter apenas 20% do negócio hoje controlado pela Prumo Logística, o encolhimento do projeto é a coisa mais concreta que o Porto do Açu tem a oferecer aos seus controladores neste momento.

Eike tem patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo

Empresário afirma ter comprometido tudo o que possui em garantias a negócios do grupo X. E elege Porto do Açu como novo foco para atrair investidores

POR MARIA FERNANDA DELMAS / GLAUCE CAVALCANTI
Eike diz que colocou todo seu patrimônio como garantia para empresas – Michel Filho / O Globo/31-5-2010

Considerado o homem mais rico do Brasil apenas dois anos atrás, Eike Batista diz ter hoje um patrimônio líquido de US$ 1 bilhão negativo. O tombo veio a reboque da derrocada da OGX, petroleira do grupo X, que pediu recuperação judicial em outubro do ano passado. Hoje, após ter virado réu em ação penal da Justiça Federal, o empresário quebrou o silêncio de quase um ano, garantindo trabalhar diariamente pela reestruturação de suas companhias.

— Coloquei todo o meu patrimônio nas empresas. Ele garante empréstimos e negócios do grupo. O problema localizado em uma delas, a OGX, contaminou todo o sistema. O fato do petróleo não ter a produtividade esperada se tornou a raiz de toda essa corrida bancária. E, quando se perde a credibilidade de uma empresa pública, você é massacrado — afirmou o empresário em entrevista ao GLOBO.

Apesar da crise no grupo e da corrida pela manutenção e recuperação das companhias e de seus ativos, Eike afirma que não haveria um caminho diferente do que percorreu. Se pudesse voltar atrás, afirma que fechar o capital da OGX (hoje OGPar) poderia ter sido a escolha mais acertada.

— No todo, não poderia ter sido diferente. Eu acreditava no negócio. Não tinha como não ser otimista com os dados que eu tinha em mãos. Ninguém no mundo tem uma participação tão grande numa empresa de petróleo. Talvez, uma das minhas falhas tenha sido que, no tempo certo, eu deveria ter literalmente fechado o capital da OGX, usado private equity.

O Porto do Açu subiu ao posto de principal joia do grupo, substituindo a antiga posição da OGX. A cada questionamento sobre a situação do grupo, o empresário se agarra ao potencial do projeto, que está muito aquém do prometido quando foi lançado. Ainda assim é citado por Eike como a maior aposta para atrair investidores e novos negócios. Em cinco a dez anos, ele espera não só conseguir pagar sua dívida, como ter 20% de participação no Açu e colocar seu patrimônio novamente no azul.

Eike garante ter aprendido algumas lições com o tombo dos negócios:

— Acho que tocar cinco companhias juntas é muita coisa. Também acho que seria mais fácil não ter capital aberto, o que nos daria de sete a dez anos para trabalhar, já que o grupo tem projetos de infraestrutura de longo prazo.

Apesar do tombo, Eike mantém um discurso calibrado de que não é pessimista em relação ao futuro do grupo, que soma duas empresas em recuperação judicial, a OGX e a OSX (ainda em vias de aprovação do processo), além de ter vendido outras companhias e outros ativos. A LLX, de logística, foi rebatizada como Prumo, tendo passado às mãos da americana EIG; a MPX, de energia, rebatizada como Eneva, tem a alemã E.ON. como sócia majoritária.

— O foco é reerguer o negócios. Não dá para investir em novas frentes. Estamos nos recuperando. Os investidores estrangeiros encaram esse movimento como natural.

Ironicamente, o empresário que sempre afirmou acreditar no país, vê agora a maior parte de seus negócios passarem para as mãos de investidores estrangeiros. Eike afirma segue trabalhando, sem jamais ter considerado a possibilidade de deixar o grupo ou o Brasil. Ontem, por determinação da Justiça, ele teve R$ 117 milhões em ativos bloqueados.

— Fui educado como um jovem de classe média. E a gente não perde isso — afirmou.

FONTE:  http://oglobo.globo.com/economia/eike-tem-patrimonio-liquido-de-us-1-bilhao-negativo-13968641#ixzz3DcjMhO2d

Devendo 1 bilhão de dólares e de volta à classe média, Eike Batista ainda fala em “legados”

O jornal Folha de São Paulo acaba de colocar no ar uma entrevista com Eike Batista, onde ele reconhece que atualmente tem um saldo negativo de US$ 1 bilhão, mesmo que vende o que ainda possui nas empresas que ainda é controlador (OGPar, OS(X) e MM(X),  e naquelas que possui ações depois de ter repassado o controle (Prumo (ex LL(X) Eneva (ex MP(X)) (Aqui!). Após chegar aos píncaros da glória corporal/especulativa, Eike Batista diz que voltou à classe média e que isto representa um baque gigantesco na família dele.

Ao ser perguntado sobre uma afirmação polêmica de que seus negócios eram à prova de idiotas, emitida nos tempos em que reinava soberano e desfrutava de companhias importantes como Lula, Sérgio Cabral e Dilma Rousseff, Eike Batista respondeu dizendo que existem vários legados em fase de conclusão, citando os portos Sudeste e do Açu.

De minha parte, Eike Batista parece ainda não ter entendido o buraco em que se meteu, já que a entrevista representa uma espécie de defesa prévia contra as pesadas acusações que está sofrendo do Ministério Público Federal em São Paulo e Rio de Janeiro. Para mim, em particular o problema é ele falar que deixou legados. Se examinarmos de perto, o belo “legado” que está plantado no V Distrito de São João da Barra, veremos que a coisa está mais para praga do que para benção. Basta perguntar às centenas de famílias que tiveram suas terras expropriadas ou salgadas que elas vão logo dizer qual é o “legado” de Eike Batista nas vidas delas. Aliás, perguntem aos moradores da Praia do Açu para ver o que eles acham deste “legado” de Eike Batista, e talvez a resposta que virá não seja tão adequada à visão positiva que ele tenta disseminar. 

De toda forma, o destino pessoal de Eike Batista é irrelevante para mim. Importa mais analisar o tipo de modelo econômico que permitiu que ele tivesse uma ascendência tão meteórica quanto sua queda, onde os custos efetivos estão sendo distribuídos e colocados nas costas de quem não tem nada a ver com o peixe. E de quebra, vemos a desnacionalização de recursos estratégicos e dos pesados investimentos que foram feitos em suas empresas pré-operacionais. É deste legado que deveríamos nos ocupar. Eike Batista, como outros no passado, é apenas um pião no tabuleiro.

Visita do vereador Franquis Arêas para entregar relatório da Prumo sobre erosão na Praia do Açu

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Acabo de receber o vereador sanjoanense Franquis Arêas (PR) na sala que eu e meu grupo de pesquisas ocupamos no Centro de Ciências do Homem da UENF. A razão da visita de Franquis Arêas foi a entrega  de uma cópia do relatório preparado pelos especialistas contratados pela Prumo Logística sobre o processo erosivo em curso na Praia do Açu. 

Me comprometi com o vereador a ler o relatório e atender quaisquer solicitações que ele me faça acerca do problema no futuro, já que considero que é meu papel oferecer todas as informações que meu grupo está colhendo sobre este problema.

Em tempo, o vereador Franquis Arêas me confidenciou sua preocupação com o problema, já que como morador da Barra do Açu nunca havia presenciado este fenômeno. Pela disposição que notei no vereador, a audiência do dia 01 de outubro deverá ser para lá de interessante. A ver!

 

O DIÁRIO: Reunião da Câmara de São João da Barra via analisar estudo da Prumo sobre erosão na Praia do Açu

Avanço do mar no Açu é tema de reunião

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A Câmara de São João da Barra vai promover no dia 01 de outubro, às 19h, uma reunião pública a fim de esclarecer questionamentos do vereador Franquis Arêas se as obras do Porto estariam causando a erosão e o avanço do mar na praia do Açu. O pedido foi feito pelo vereador, por meio de requerimento aprovado em plenário no dia 05 de agosto. No documento, Franquis solicitou informações sobre o assunto à Empresa Prumo Logística Global, atual responsável pelas obras do empreendimento.

Em contato com o presidente da Câmara, Aluizio Siqueira, o Relações Institucionais da Prumo, Caio Cunha, confirmou presença ao encontro e informou que a empresa vai apresentar ao público, o estudo denominado “Sobre a evolução da linha de costa adjacente aos molhes do Terminal TX2 do Porto do Açu e a necessidade de transposição de sedimentos”.

O estudo – enviado pela empresa à Secretaria da Câmara na última segunda-feira (15) – foi coordenado pelo engenheiro Paulo César Colonna Rosman, que também estará presente ao encontro. Rosman é professor do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ e do Programa de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ.

Segundo o vereador Franquis, que mora no Açu, o mar avançou muito e a praia já não tem mais orla, o que anda preocupando os moradores do 5º Distrito. “Não estou afirmando que esse avanço está sendo causado pelo porto, mas precisamos estar atentos e esta reunião será muito importante para tirarmos todas as dúvidas”, destacou Franquis.

A reunião pública estava marcada para o dia 03 de setembro, mas teve sua data transferida porque um dos representantes da Prumo não poderia estar presente na data.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/avanco-do-mar-no-acu-e-tema-de-reuniao-14953.html

Processo de desapropriação arquivado pela CODIN foi desarquivado. Que lições a leitura de seu conteúdo nos trará?

No dia 06 de Setembro notei aqui neste blog o estranho arquivamento de um processo de desapropriação movido pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro contra um “réu ignorado” no V Distrito de São João da Barra (Aqui!).

Pois bem, um causídico sanjoanense que é leitor deste blog  (sim, este blog tem leitores!) achou o caso estranho e resolveu pedir o desarquivamento do processo, no que foi atendido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

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Agora a cópia do processo já está nas mãos do requerente, e sua leitura com lupa aumentada deverá trazer luz a alguns aspectos pouco claros ao escabroso processo de desapropriações que a CODIN realizou no V Distrito de São João da Barra em benefício do conglomerado de empresas do ex-bilionário Eike Batista.

Duas coisas já são sabidas após uma rápida leitura do processo: 1) a propriedade está localizada dentro da área desapropriada, e 2) a ignorância em relação ao réu não se sustenta.

Outras “novidades” certamente deverão surgir com o passar dos dias. A ver!

 

Matéria do “O GLOBO” sobre regiões do Rio de Janeiro traz depoimento de Noêmia Magalhães, da ASPRIM sobre as desapropriações no Porto do Açu

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Uma reportagem que inicia uma série sobre todas as regiões do estado do Rio de Janeiro abordou hoje o drama vivido centenas de famílias de agricultores no V Distrito de São João da Barra por causa das desapropriações promovidas pelo (des) governo Cabral/Pezão para beneficiar o conglomerado econômico do ex-bilionário Eike Batista .

A reportagem traz um depoimento da senhora Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da ASPRIM, associação que lidera a resistência das famílias desapropriadas. Dona Noêmia falou inclusive das ameaças que ele e seu marido Valmir sofreram por se recusarem a vender o Sítio do Birica.

Quem desejar assistir ao vídeo, basta clicar (Aqui!)

 

Mar avança e causa preocupação na Praia do Açu

A população da Barra do Açu no V Distrito de São João da Barra teve motivos para aumentar a preocupação já alta em torno do processo erosivo que afeta a Praia do Açu na tarde deste sábado (13/09). É que  mar jogou água na rua do DPO perto do Posto de Saúde e na rua da Escola Municipal Chrisanto Henrique de Souza.

Segundo o que me informou um morador do local, o mar nem estava tão agitado hoje, e a preocupação é com a entrada de uma frente fria que poderá agravar ainda mais o fenômeno.

Abaixo algumas imagens do processo que está preocupando os habitantes da Barra do Açu.

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Porto do Açu ficou mais modesto: GE rescinde contrato com Prumo sobre futura unidade

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A notícia abaixo publicada pelo Jornal Valor Econômico traz uma notícia cujo impacto inicial é aumentar a área ociosa dentro do Porto do Açu, já que a tão propalada unidade da GE Oil & Gas do Brasil não vai mais existir.

E como já havia adiantado a matéria da Revista Exame, essa situação colocará ainda mais pressão sobre a Prumo Logística para demonstrar que o porto será realmente uma realidade, e não ficará apenas na fase das intenções. A ver!

 

GE rescinde contrato com Prumo sobre unidade no porto do Açu

Por Rafael Rosas | Valor

RIO  –  (Atualizada às 10h30) A Prumo Logística (antiga LLX) informou hoje, em fato relevante, que a GE Oil & Gas do Brasil decidiu rescindir o contrato firmado em novembro de 2012 para a instalação de uma unidade industrial no porto do Açu, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.

A área que seria ocupada pela GE localiza-se na retroárea do porto do Açu, distante aproximadamente 10 quilômetros do Canal do Terminal 2.

“A Prumo esclarece que, desde sua assinatura, o contrato não havia gerado receita de aluguel recorrente à companhia, uma vez que as condições impostas para o início do pagamento não haviam sido implementadas.”

A companhia acrescentou que o porto do Açu tem atualmente clientes com unidades industriais em operação e espera iniciar a atividade com embarcações no Canal do Terminal 2 nos “próximos dias”.

A Prumo também rescindiu o contrato de locação celebrado em 2010 com a UTE Porto do Açu S.A. e a Eneva, devido à “não observância de condições comerciais”. A Eneva (antiga MPX) tinha um contrato de aluguel firmado com a empresa de logística para construir um complexo termelétrico, a carvão e gás natural, no porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

“A Prumo Logística comunica que exerceu o seu direito de resilir o contrato de locação celebrado em 24 de novembro de 2010, entre a subsidiária integral LLX Açu Operações Portuárias S.A., a UTE Porto do Açu S.A. e Eneva S.A., devido à não observância de condições comerciais”, afirmou a empresa, em comunicado divulgado ao mercado.

Em matéria publicada pelo Valor em março deste ano, a Eneva havia informado que estava renegociando preços com a Prumo no contrato de aluguel de uma área no Açu. Na ocasião, a geradora havia acrescentado que mantinha o interesse em desenvolver os projetos térmicos a carvão e gás no local. 

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3693038/ge-rescinde-contrato-com-prumo-sobre-unidade-no-porto-do-acuy

Matéria da Revista Exame faz um Raio-X realista do Porto do Açu: entre o que era para ter sido com Eike e o que poderá ser com a Prumo

A última edição da Revista Exame traz uma pedagógica matéria produzida pela lavra do jornalista Bruno Villas Bôas que traça um Raio-X realista da situação do Porto do Açu. Apesar do tom basicamente positivo, a matéria traça um cenário que nada tem a ver com os arroubos grandiloquentes que lemos na imprensa regional. Aliás, o que a matéria faz de melhor é confirmar o que venho dizendo aqui neste blog faz algum tempo: o Porto do Açu poderá chegar a funcionar, mas será numa versão que está mais para mini (mais modesto segundo Villas Bôas) do que para o propalado “super”. 

Uma questão que me deixou deveras curioso é aquela onde Villas Bôas nota que a Prumo quer incentivar incorporadoras para que construam bairros no entorno do Porto do Açu para resolver um profundo gargalo do empreendimento que é a falta de moradias no seu entorno.  A minha curiosidade é a seguinte: em quais terras? Só não pode ser nas terras que estão sendo desapropriadas pela CODIN, pois estas se destinam a atividades industriais. A não ser que esteja vindo por ai uma nova mudança radical no zoneamento da terra no município de São João da Barra!

Para quem tiver curiosidade de ler a matéria na sua totalidade, a mesma segue abaixo. Boa leitura!

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Exame 6

Exame 7