Do Blog do Prof. Roberto Moraes: Prumo (ex-LLX) recebe o maior crédito do BNDES em 2014

Por Roberto Moraes

A matéria está no Valor Online. Este novo volume de recursos de R$ 1,8 bilhão foi contratado em fevereiro deste ano, volume dividido em R$ 900 milhões para renegociação de empréstimos e outros R$ 900 milhões em dívida nova. Ao todo a Primo (ex-LLX) fica com um crédito contratado ao BNDES de R$ 2,3 bilhões.

Hoje, o fundo (banco) de investidores controla 52% do capital do Porto do Açu e, o empresário Eike batista, seu antigo controlador tem apenas 11,6% da empresa. A Prumo diz que até maio de 2015 os investimentos no Porto do Açu deverão estar concluídos.

Observem que a reportagem ainda trata projetos descartados ou adiados (sine-dia) como importação e movimentação de cargas de carvão (o projeto da Usina Termelétrica a carvão da ex-MPX, atual Eneva, teve sua licença ambiental caçada e o grupo alemão E.ON. controlador atual da Eneva, nada fala sobre o projeto da UTE à gás), e de produtos siderúrgicos (já que as duas siderúrgicas que forma desenhadas para o Distrito Industrial (DISJB), a Ternium e a Whuan desistiram dos seus projetos com a oferta em demasia de aço no mercado mundial.

Prumo tem maior contrato de crédito do BNDES no ano

Por Fábio Pupo | De São Paulo
A Prumo Logística (ex-LLX) figura no topo do ranking dos maiores empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) neste ano, de acordo com balanço divulgado nos últimos dias pela instituição. O montante de R$ 1,8 bilhão, contratado em fevereiro, reforça a política da instituição de dar prioridade a infraestrutura. Mas o mercado e o próprio banco veem o financiamento dos investimentos no setor como um desafio nos próximos anos.
A campeã Prumo faz as obras de implantação do porto de Açu, no município de São João da Barra (RJ), dedicado à movimentação de cargas gerais (carvão mineral, produtos siderúrgicos, granito e contêineres) e a serviços de logística para o setor de óleo e gás na Bacia de Campos.
O empréstimo do BNDES aprovado para a Prumo se divide entre R$ 900 milhões de dívida nova e outros R$ 900 milhões destinados a uma renegociação de empréstimo detido anteriormente por um banco privado.
Ao todo, a Prumo contratou com o BNDES R$ 2,3 bilhões de empréstimo-ponte com garantia dos bancos Bradesco e Santander. Além disso, emitiu R$ 750 milhões em debêntures, distribuídas pela Caixa Econômica Federal (CEF). Outros R$ 2 bilhões são capital próprio (chamado de “equity”). Segundo a Prumo, o montante de empréstimos se justifica pelo porto ser “um dos maiores empreendimentos de infraestrutura em execução no país atualmente”.
O novo empréstimo do BNDES vem após mudança de controle. Antes, a empresa era comandada pelo empresário Eike Batista, cujo conglomerado (o EBX) recebeu vários empréstimos do banco de fomento nos últimos anos – o que chegou a ser alvo de críticas do mercado. Hoje, o grupo americano EIG controla a Prumo (com 52% do capital) e Batista tem uma fatia minoritária de 11,6% da companhia.
A expectativa da Prumo é que os investimentos sejam terminados em maio de 2015, mas a operação já está ocorrendo com autorizações pontuais. “Esperamos, dentro de algumas semanas, obter todas as autorizações necessárias para o início da operação”, diz nota enviada pela assessoria de imprensa da Prumo. Nove empresas já assinaram contrato para instalação no Açu – entre elas, Anglo American, BP e GE.
Além da Prumo, outros exemplos contribuem para a força da infraestrutura na carteira do BNDES. Dos 15 maiores contratos do banco no ano (a análise se baseia no relatório mais recente disponível, sobre o primeiro trimestre), nove estão relacionados ao setor. Entre os responsáveis por influenciar os números, estão as recentes concessões em logística.
O segundo colocado no ranking do BNDES é o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Foram dois contratos que somam R$ 1,5 bilhão. Outra concessionária, a do aeroporto de Brasília, obteve quase R$ 800 milhões para as obras de expansão. Ainda foram contempladas a concessionária da BR-101 no Espírito Santo e parte da Bahia (controlada pela EcoRodovias), que conseguiu R$ 267 milhões, e a concessionária de ferrovias MRS Logística (com R$ 114 milhões).
O peso maior da infraestrutura na carteira do banco no começo deste ano é uma tendência iniciada há cerca de três anos. Em 2010, por exemplo, a indústria tinha 47% de participação nos desembolsos, contra 31% da infraestrutura. Neste ano (dados até abril, os mais recentes), o cenário está invertido: a infraestrutura tem 37% de participação nos desembolsos, enquanto a indústria, 26%.
Claudio Frischtak, fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, vê como um movimento natural o fato de a infraestrutura ocupar mais espaço no cenário do banco – o que pode ser explicado também por uma baixa demanda de crédito da indústria. “A indústria está indo mal e o setor de comercio e serviços também não está ‘bombando’. O que está acontecendo de maneira mais significativa são as obras de infraestrutura, impulsionada também por conta da Copa”, diz.
Apesar de ainda haver crescimento de desembolso neste ano em relação a um ano antes, a preocupação do mercado com a falta de fôlego do banco continua. “Eu sou um pouco cético no ritmo de o banco sustentar esse desembolso. A grande questão é se é sustentável. Acho que o problema maior será em 2015, por causa do progressivo deterioração da situação fiscal do país”, diz Frischtak. O economista se refere à preocupação sobre as contas públicas do país, já que o Tesouro Nacional tem feito repasses ao BNDES para garantir a liquidez da instituição.
Recentemente, foram mais R$ 30 bilhões repassados. Segundo Claudio Leal, superintendente de planejamento do BNDES, o montante foi “fundamental” para dar tranquilidade ao banco frente aos investimentos.
Leal afirma que é um desafio o volume de investimentos exigido pelas obras de infraestrutura no país, impulsionado pelas concessões. “É um desafio inclusive para o país. É preciso mecanismos alternativos e o desenvolvimento do mercado de capitais”, diz.
Apesar de haver prioridade ao setor de infraestrutura, Leal esclarece que essa política se refere a melhores condições de apoio, como em maiores níveis de participação no financiamento, mais prazo e menos custos. “Jamais haveria uma opção do banco de reduzir empréstimo para a indústria, que é algo tão importante”, diz.
Para Leal, a redução dos desembolsos para indústria reflete o momento econômico da atividade privada. “Os projetos de infraestrutura são definidos muito pelo calendário de licitações. Então o ritmo parte de definições regulatórias, ao contrário da definição privada da indústria de investir.”
FONTE: http://www.robertomoraes.com.br/2014/07/prumo-ex-llx-recebe-o-maior-credito-do.html?m=1

Ururau: acidente na BR-356 mata operários que iriam participar de treinamento de salvatagem no Açu

Duas vítimas fatais e 18 feridos em acidente na BR-356

Um acidente grave envolvendo um Micro-ônibus, um caminhão de gás e um Astra, na BR-356, trecho que liga São João da Barra a Campos dos Goytacazes deixou várias vítimas.

acidente
Com o impacto da colisão várias vítimas foram parar na pista. Crédito: Foto: Kelly Silva

Um acidente grave envolvendo um microonibus, um caminhão e um Astra, na BR-356, altura de Martins Lage, em Campos, deixou dois mortos e 18 feridos, na tarde desta sexta-feira (11/07).

As vítimas foram socorridas e levadas para o Hospital Ferreira Machado (HFM) por ambulâncias do Corpo de Bombeiros Militar de Campos e o Resgate de São João da Barra. A colisão aconteceu no Km 154, próximo ao Casarão.

De acordo com informações do local do acidente, o caminhão da empresa Ultra Gás, com placa de Salvador, seguia sentido Campos e o microonibus no sentido contrário, nas durante uma ultrapassagem acabaram colidindo de frente. Um Astra de cor preta, com placa de São João da Barra, também foi atingido.

Com o impacto da colisão, o microonibus perdeu o controle bateu em um poste e tombou as margens da rodovia. Nele havia 16 passageiros, sendo que dois foram projetados para fora do veículo, ficando um corpo caído no meio da pista e outro preso a uma cerca de arame farpado. Os demais, que chegaram a ficar presos às ferragens, foram resgatados pelos bombeiros. Eles seguiam de Rio das Ostras para a Praia do Açu onde fariam um treinamento de salvatagem.

No caminhão, além do motorista, que precisou ser socorrido para o Ferreira Machado, estava um carona, que saiu ileso. Ele contou que foi tudo muito rápido.

De acordo com Rogério da Glória, membro do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário, que estava no local do acidente, o socorro às vítimas foi dificultado por enxame de abelhas que caiu sobre o microonibus. As abelhas estavam em um buraco no poste de iluminação pública atingido pelo veículo. “Alguns populares ajudaram no socorro às vítimas que gritavam muito, alguns chegaram a ser picados pelas abelhas”, disse Rogério.

O motorista do Astra, o caldeireiro Waltemir Fanz, de 45 anos, sofreu um corte no rosto. De volta ao local do acidente, uma hora depois do ocorrido, ele contou que deixou o local por estar sendo atacado por abelhas.

“Eu seguia para São João da Barra quando o microonbus passou pelo meu carro. Chovia muito no momento e o microonibus chegou a derrapar na pista e não conseguiu voltar para a mão dele. Só vi quando capotou e foi deslizando em direção ao meu carro que ficou preso na traseira”, relatou o caldeireiro acrescentando ainda que alguns passageiros que conseguiram sair do coletivo foram atacados pelas abelhas, inclusive ele levou picadas na cabeça.

Uma das pessoas que morreu [homem que teve corpo preso ao arame fardado] teve o corpo tomado por abelhas. O Corpo de Bombeiros Militar chegou a usar um extintor com a finalidade de dispersar os insetos e prestar socorro à vítima, mas a mesma não resistiu e foi a óbito no local.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46692_Dois-mortos-e-18-feridos-em-colis%C3%A3o-com-tr%C3%AAs-ve%C3%ADculos–na-BR-356

Ururau: noticia forte possibilidade de nova greve no Porto do Açu

Funcionários do Porto ameaçam parar as atividades na próxima semana

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

 Isaias Fernandes – O Diário / Marcelo Esqueff

Segundo trabalhadores, empresas não teriam cumprido com reivindicações

Trabalhadores de empresas do Porto do Açu, em São João da Barra, compareceram ao Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil e Mobiliário de Campos (Sticoncimo), na tarde desta terça-feira (01/07), para formalizarem um aviso de manifestação contra suas empregadoras que não cumpriram com as reivindicações exigidas pela categoria.

Na última sexta-feira (26/06), cerca de 400 funcionários fecharam os dois acessos ao Porto, impedindo a passagem dos funcionários. As principais reivindicações eram: reajuste de 30% de periculosidade; uma área de convivência (lazer); alimentação adequada; reajuste por desvio de funções, Participação nos Lucros e Resultados das empresas (PLR) e horas in itinere. Outra reclamação dos funcionários se refere a maus tratos. 

A insatisfação é de trabalhadores das empresas FCC –Tarrio, Acciona e Armatek. De acordo com um dos funcionários da empresa FCC, a presença dos funcionários no sindicato é uma forma da manifestação ser regularizada.

“Na última sexta-feira, quando realizamos a manifestação ficamos sabendo que ela foi considerada ilegal, por não termos avisado ao Sindicato. Após a manifestação apresentamos um documento com as reivindicações às empresas, mas até o momento nenhuma posição positiva nos foi apresentada, portanto, decidimos vir aqui hoje para pedir uma liberação para realizarmos a manifestação que deverá acontecer até a próxima segunda-feira (07/07)”, explicou o funcionário ressaltando que na próxima manifestação cerca de 3 mil funcionários devem fechar a rodovia que dá acesso ao Porto.

Segundo o presidente do Sindicato, José Carlos da Silva Eulálio, um ofício será enviado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MPT) ainda nesta terça-feira, para que a manifestação seja feita de forma correta.

“Na primeira manifestação, que ocorreu na sexta-feira, não recebemos nenhum aviso dos trabalhadores, ou seja, ela se tornaria irregular para o Ministério Público do Trabalho e Emprego, o que arrecadaria em uma multa diária de R$ 10 mil ao Sindicato, o que nos impossibilitou de estarmos presentes”, disse José Eulálio.

Ainda de acordo com o presidente, estas mesmas reivindicações já foram enviadas ao Ministério do Trabalho e Emprego desde o mês de maio. “Desde o dia 19 de maio deste ano, quando também foi feita uma manifestação de trabalhadores, enviamos um ofício ao MPE para que alguma solução fosse dada, mas até agora nenhum fiscal compareceu ao Porto para constatarem estas irregularidades”.

A equipe do Site Ururau entrou em contato, por telefone, com  as empresas citadas. A advogada da FCC – Tarrio, Fernanda Santana, explicou a situação da empresa.

“A empresa FCC está absolutamente aberta para qualquer tipo de reivindicações que seja dentro dos limites legais. Com relação a Participação de Lucros e Resultados da empresa que os funcionários pedem, no próximo dia 07 de julho será iniciada uma negociação para tratar deste assunto, ou seja, estamos dentro do prazo. Com relação a área de convivência, ela está sendo construída, portanto, não tem porque a reivindicação. Já com relação aos maus tratos, precisamos que alguma prova seja apresentada, para que a partir daí possamos tomar uma providência penal e administrativa. Com relação a alimentação, constantemente são feitos teste bacteriológicos destes alimentos e nunca ficamos sabendo de alguma irregularidade quanto a isso, portanto a empresa acha que a esta manifestação prevista para os próximos dias é totalmente contra a lei de greve”, disse a advogada.

Já a assessoria de comunicação da Acciona, informou que as reivindicações nada tem haver com seus funcionários e que os compromissos trabalhistas da empresa estão em dia. A empresa Armatek não se posicionou.  

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46300_Funcion%C3%A1rios-do-Porto-amea%C3%A7am-parar-as-atividades-na-pr%C3%B3xima-semana

Acciona emite nota sobre última paralisação de trabalhadores do Porto do Açu

Recebi e publicizo nota recebida da Assessoria de Comunicação da Acciona sobre a última paralisação dos trabalhadores do Porto do Açu que resultou de reclamações dos trabalhadores sobre o não-pagamento de salários e outras irregularidades trabalhistas que estariam sendo cometidas na construção do complexo portuário idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista.

Nota da  nota da Acciona sobre a notícia das manifestações no Porto do Açu

Devido a citação da Acciona nas matéria publicadas recentemente por conta da greve que aconteceu na localidade de São João da Barra no dia 27/06/2014, a empresa esclarece que seus funcionários trabalharam com normalidade e portanto, não integraram as manifestações que ocorreram no Porto do Açu.

Caderno Norte Fluminense de “O GLOBO” traz reportagem sobre legado maldito de Eike Batista no Porto do Açu

O caderno Norte Fluminense do jornal ‘O GLOBO” traz uma ampla reportagem sobre o legado maldito que o ex-bilionário Eike Batista deixou no V Distrito de São João da Barra. A reportagem traz os vários ângulos de uma situação que hoje combina injustiça social e degradação ambiental como nunca antes visto na história desse país, e em plena segunda economia da federação brasileira. O mais impressionante é que quem lê a reportagem e vê os discursos do INEA e da Prumo (sucessora da LLX) parece que tudo é céu de brigadeiro no V Distrito. Felizmente, essa reportagem deu voz a quem nunca é permitido tamanho espaço para mostrar a realidade como ela é, e não como a propaganda quer fazê-la.

Eis a reportagem logo abaixo.

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Porto do Açu: um padrão de desrespeito aos direitos dos trabalhadores

O material abaixo foi publicado pelo site jornalístico URURAU e representa uma tentativa de esclarecimento público da FCC-Tarrio sobre os problemas trabalhistas que resultaram num protesto que fechou as entradas das obras do Porto do Açu no dia de ontem (28/06). Eu só tenho um comentário a fazer sobre esta nota: o uso da desculpa de que o culpado é o mordomo (no caso a empresa terceirizada pela FCC-Tarrio) é tão velha quanto o costume de violar direitos trabalhistas.

Como essa é uma multinacional espanhola, eu lembro ainda que outra firme desse país, a Acciona, recebeu acusações semelhantes e, na época, jogou a responsabilidade também sobre uma firma terceirizada, no caso a Hispabrás (Aqui!). Como se vê, nem a saída de Eike Batista e da LL(X) e a entrada da EIG Global Partners e da Prumo serviu para queo respeito aos direitos trabalhistas garantidos pela legislação brasileira sejam respeitados.

E nisso tudo eu fico me perguntando onde andam o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o sindicato que representa a categoria, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

 

Esclarecimento da FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda.

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

 Divulgação

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

Informe Publicitário

A FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda. torna público esclarecimentos sobre o envolvimento do nome da empresa com questão trabalhista de funcionários de uma das suas terceirizadas, amplamente divulgada pela imprensa local nos meses de maio e junho deste ano.

NOTA NA ÍNTEGRA


Recentemente, a FCC TARRIO TX-1 CONSTRUÇÃO LTDA., empresa do grupo espanhol FCC Construcción, que opera no segmento de obras de infraestrutura em todos os continentes, e que hoje é a responsável pela construção do quebra-mar no terminal 1 do Porto do Açu, teve o seu nome relacionado com uma questão trabalhista, na qual foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores.

O fato é que a FCC-Tarrio foi envolvida neste cenário por uma de suas terceirizadas, não sendo, assim, responsável de forma direta pelos problemas criados por esta empresa, que por sua vez, para cumprimento do escopo contratual de montagem de estruturas metálicas, teve autonomia total na administração das suas atividades, incluindo-se a contratação de pessoal e fornecedores.

Prejudicados, já que não receberam pagamentos de salários, direitos trabalhistas e multas rescisórias desta empresa, dezenas de trabalhadores realizaram manifestações e acionaram o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

Além do transtorno causado aos funcionários, diversos fornecedores do ramo de hotelaria e restaurantes também não receberam da empresa os pagamentos pelos serviços prestados e sentiram-se no direito de também manifestarem pelo recebimento de seus débitos.

Apesar de a FCC-Tarrio juridicamente não ser obrigada a arcar com os danos causados por esta empresa, uma vez que a responsabilidade pelos compromissos assumidos ser somente da terceirizada, decidiu, em prol do bem estar da população de São João da Barra e região, honrar com todos os pagamentos atrasados e devidos aos trabalhadores, assim como saldar débitos de grande parte dos fornecedores.

“Embora a responsabilidade dos pagamentos pertencerem a esta empresa terceirizada, nós, da FCC-Tarrio, muito mais preocupados com o bem-estar dos trabalhadores e fornecedores, resolvemos arcar com as despesas, que acumulou custos consideráveis. A nossa prioridade naquele momento foi realizar o pagamento dos funcionários e, posteriormente, baseados em lista gerada pela empresa terceirizada, acertar os débitos com os fornecedores”, explicou o gerente de Recursos Humanos da FCC-Tarrio Francisco Gandra.

Em coerência com o discurso de Gandra, Weliton da Fonseca, dono do restaurante Boi Grill, em São João da Barra, ratifica ter recebido suas pendências financeiras geradas pelo não pagamento da terceirizada: “A terceirizada, cujo nome prefiro não citar, nos contratou para fornecermos alimentação aos seus funcionários. Mas, após semanas de fornecimento, esta empresa não honrou com os compromissos. Fomos procurados por alguns representantes da FCC-Tarrio e conseguimos receber tudo aquilo que era nosso por direito. Eu só tenho elogios a fazer, pela transparência e respeito que fomos tratados. Nossas portas sempre estarão abertas para a FCC-Tarrio”, afirma Weliton.

Sobre a FCC-Tarrio


A FCC-Tarrio iniciou suas atividades no Porto do Açu terminal 1 em janeiro de 2013 com o objetivo principal de construir a estrutura de quebra-mar que possibilitará a atracação de navios de grande porte, os quais facilitarão as importações e exportações de comodities (especialmente minério de ferro e petróleo), produtos estes tão importantes para o desenvolvimento da região, do Estado e até mesmo do País.

Hoje, no Porto do Açu, a empresa conta com 650 colaboradores na sua folha de pagamento e 780 funcionários contratados pelas suas 24 terceirizadas, totalizando, assim, 1430 trabalhadores envolvidos diretamente no projeto.

“O foco principal da empresa é primeiramente honrar com todos os seus compromissos assumidos com seus colaboradores, fornecedores e cliente, priorizando a segurança no trabalho, a qualidade e o prazo de execução dos serviços. Nos sentimos honrados em poder participar de tão importante empreendimento, o qual trará inúmeros benefícios a toda região”, afirma o diretor do projeto, Antonio Piqueras.

A FCC-Tarrio está à disposição da população para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46168_Esclarecimento-da-FCC-Tarrio-TX-1-Constru%C3%A7%C3%B5es-Ltda.

Acessos ao Porto do Açu amanhecem novamente fechados pelos trabalhadores

porto

Acabo de receber informações vindas do V Distrito de São João da Barra que está em curso um novo trancamento das vias de acesso ao Porto do Açu. Se isto se confirmar, restará saber qual foi a razão para mais essa manifestação dos trabalhadores. Uma coisa é certa: nem tudo anda tão calmo nas obras do porto que o ex-bilionário Eike Batista seria a “Roterdã dos trópicos”. 

Por outro lado, eu não ficaria surpreso se mais esse fechamento dos acessos aos Porto do Açu envolvesse não apenas questões salariais, mas também problemas relacionados às condições em que os trabalhadores estão vivendo. 

Agora vamos esperar que as informações comecem a fluir para sabermos o que de fato causou mais este lacramento do Porto do Açu. Uma coisa é certa: a Prumo vai ter que trabalhar duro, me perdoem o trocadilho, para as coisas não saírem de vez do prumo.

Noêmia Magalhães fala da importância da luta em defesa dos agricultores desapropriados pelo Porto do Açu

Como prometido publico hoje o depoimento da Sra. Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da ASPRIM, sobre a importância da luta que foi travada para defender centenas de famílias que tiveram suas vidas devassadas pelas indecorosas desapropriações realizadas pelo (des) governo Cabral/Pezão no V Distrito de São João da Barra para beneficiar o conglomerado de empresas pré-operacionais do ex-bilionário Eike Batista.

Por conhecê-la praticamente desde que a ASPRIM começou essa luta contra gigantes, sei que a importância que a Dona Noêmia possui num enfrentamento total desigual, e suas palavras merecem todo crédito e respeito.

E uma pergunta que continua aparecendo e se repete nesse depoimento: o que vai ser feito com tanta terra que hoje se encontra efetivamente improdutiva?

Sai de cena o CEO da EIG que comprou o Porto do Açu de Eike Batista

 

A notícia de que Kevin Korrigan, chefe do escritório brasileiro da EIG Global Partners, passou despercebida pela mídia brasileira, mas foi dada pela Bloomberg News (Aqui!). Entre os dois principais negócios de Korrigan está justamente a compra da LL(X) do ex-bilionário Eike Batista, agora rebatizada como Prumo, que se tornou detentora do Porto do Açu e das terras desapropriadas pela CODIN no V Distrito de São João da Barra.

Apesar de Korrigan ter dito na matéria que está se aposentando após cumprir mais tempo no Brasil do que havia prometido aos seus patrões, eu fico pensando se Korrigan não está seguindo o mesmo destino da ex-CEO da Anglo American, Cynthia Carroll, que pediu demissão após os prejuízos causados pelo negócio que fez também com Eike Batista para comprar as reservas de minério de ferro na região de Conceição do Mato Dentro. A ver.

Vozes do Açu: Noêmia Magalhães fala dos diferentes significados do Sítio do Birica

 

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Neste sábado (21/06), estive novamente no V Distrito de São João da Barra para gravar um depoimento da Sra. Noêmia Magalhães, uma das principais lideranças da resistência que foi colocada por centenas de famílias de agricultores familiares contra o indecoroso processo de expropriação de terras conduzido pelo (des) governo liderado por Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão para beneficiar o ex-bilionário Eike Batista e seu conglomerado de empresas pré-operacionais.

Fui colher um depoimento e colhi dois. Abaixo segue aquele onde a “Dona Noêmia”, como ela é conhecida no V Distrito, fala dos diferentes significados que sua propriedade, o Sítio do Birica, possui na sua e na vida de seu esposo, o Sr. Valmir Batista. Para quem nunca foi ao V Distrito, é importante saber que o Sítio do Birica, além de ser um símbolo da resistência contra o (des) governo do Rio de Janeiro e o Grupo EBX, se tornou um dos principais refúgios para muitas espécies que foram ecologicamente desapropriadas pelo gigantesco desmatamento que foi feito para a construção do Porto do Açu.

Abaixo segue o primeiro depoimento da Dona Noêmia, avisando que o outro irá ser postado amanhã.