Onde estão as prometidas soluções para a erosão na Praia do Açu?

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A volta das águas do mar às ruas que circundam a Praia do Açu me fizeram lembrar que no início de Dezembro passado (no dia 8 para ser mais preciso), a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São João da Barra circulou uma nota sobre o problema da erosão costeira (Aqui!) que continha a seguinte informação:

O prefeito José Amaro de Souza Neco se reúne na próxima quarta-feira, 10, com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu. O projeto deverá ser elaborado pelo INPH e a secretaria de Estado do Ambiente (SEA), através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).”

Bom, mais de 30 dias depois da liberação desta nota e de contínuas manifestações de que o problema da erosão não desapareceu num passe de mágica, cabe perguntar à Prefeitura de São João da Barra a quantas andam as negociações com o INPH para a realização de tal projeto. Já para a Prumo Logística caberia nos informar o montante que a empresa já alocou para para financiar a realização deste projeto. Quanto ao INEA, deixa para lá!

E o mar voltou a invadir ruas na Barra do Açu

Após meses de agitação por causa da erosão da faixa central da Praia do Açu, os moradores da localidade de Barra do Açu estavam tendo um início calmo em 2015. A calma foi tanta que algum gaiato da Prefeitura de São João da Barra havia mandado recolocar os quiosques na praia, os quais haviam sido retirados quando o processo de erosão os colocou sob risco de cair no mar.

Pois bem, acabo de receber imagens tiradas há poucos minutos na Praia do Açu mostrando que a aparente calmaria das últimas semanas acabou, e as águas do mar voltaram a “escapar” para dentro das ruas próximas à zona de rebentação. Essa nova intrusão de águas deverá colocar novamente a preocupação dos habitantes da Barra do Açu, e reaviva a necessidade de que sejam tomadas efetivas acerca do prometido plano de recuperação das praias de São João da Barra. E nem é preciso dizer, creio eu, que quanto antes, melhor!

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Futuros cientistas sociais da UENF fazem trabalho de campo na Praia do Açu e vêem o avanço da erosão

Estive hoje na Praia do Açu com um grupo de estudantes de Ciências Sociais da UENF como parte de um trabalho de campo da disciplina Geografia I que sempre ministro no segundo semestre letivo. Tradicionalmente o final do percurso que se inicia na localidade de Barcelos e termina no Pontal de Atafona, hoje terminou nas areias da Praia do Açu, pois decidi mostrar a evolução do processo de erosão que hoje consome uma área considerável da parte central da faixa de areia.

Numa das etapas da visita, os estudantes ouviram relatos de um morador da Barra do Açu que lhes narrou as crescentes dificuldades sendo vivenciadas na localidade em função das mudanças causadas pela construção do Porto do Açu. Em uma explanação rápida, o morador traçou um panorama da situação que os pouco mais de 2.000 habitantes da Barra do Açu vivem atualmente, onde as promessas de futuro dourado estão sendo substituídas por um panorama de estagnação social e degradação ambiental.

Essa exposição à realidade fora das paredes e muros da UENF é sempre uma coisa que me motiva, pois acredito que todo o conhecimento teórico que é ministrado fica fora de contexto se os nossos estudantes não virem as repercussões objetivas de, por exemplo, políticas macroeconômicas sobre a realidade do cidadão comum.

Em relação à Praia do Açu, a situação me pareceu estabilizada em relação à minha última visita dentro de um quadro claro de encurtamento da faixa de areia. Agora vamos ver o que acontece nas próximas semanas para ver aquela área terá algum uso turístico no verão que se inicia.

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Enquanto eles se reúnem para enxugar gelo, a Praia do Açu encolhe

Aproveitando que hoje é o dia em que deverá ocorrer mais uma reunião patrocinada pela prefeitura de São João da Barra para discutir o processo de erosão que está devorando a Praia do Açu, estive na localidade de Barra do Açu para coletar espécimens do que animal que resolveu invadir o resto da faixa de praia. Após coletar um indivíduo vivo para trazê-lo para estudos no Laboratório de Ciências Ambientais da UENF, sob supervisão do Prof. Carlos Eduardo Rezende, resolvi dar uma caminhada pela praia e posto abaixo algumas imagens que eu considero bastante reveladoras do avanço da frente erosiva.

Por fim, acho interessante que em mais essa visita que faço à Praia do Açu, não encontrei nenhum técnico ou secretário municipal no local. Será que não seria mais interessante que essas reuniões que estão sendo feitas ocorressem na área em que o fenômeno está ocorrendo? 

Bom, pensando bem, não. É que ai as reuniões teriam de passar da fase do enxugamento de gelo para a ação prática para conter o fenômeno. Mas para isso acontecer tudo indica, tomando-se como base as notícias sendo circulações pela mídia corporativa regional, que a Prumo Logística Global é quem vai ter que querer que isso aconteça. E ai, já viu!

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Erosão na Praia do Açu: Prefeitura de SJB realiza mais reunião para enxugar gelo nesta 4a. feira?

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Enquanto as reuniões para “enxugar gelo” se sucedem, a erosão avança na Praia do Açu… gradualmente, mas de forma implacável!

A nota abaixo que está publicada no sítio oficial da Prefeitura Municipal de São João da Barra anuncia para amanhã mais uma reunião com técnicos do  Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para “discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu”.  

O interessante é que a nota também ratifica a presunção de que um “estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto”.

Aqui é interessante notar que apesar de tentar vender a versão de que o porto não tem nada a ver com o desaparecimento da faixa de areia na Praia do Açu, a Prumo Logística irá “financiar um projeto para identificar a causa e conter o avanço na praia do Açu”.  Ora essa, a Prumo Logística poderia pular imediatamente a parte do estudo para partir logo para conter o avanço do mar na Praia do Açu. É que a corporação estadunidense tem em suas mãos o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) produzido pela OS(X) para obter o licenciamento da Unidade de Construção Naval (UCN) dentro da área do Porto do Açu, onde está explicitado que a construção do canal de navegação e a instalação do quebra-mar do Terminal 2 iriam resultar num processo dicotômico de deposição no entorno do quebra-mar e erosão na faixa central da praia, fenômeno este que está sendo confirmado na prática. Além disso, no próprio RIMA da OS(X) já está dito que o Porto do Açu já seria uma fonte de pertubação dessa dinâmica dentro das suas áreas de influência direta e indireta. Em suma, para que pagar por um estudo novo, se o RIMA já mostra as causas da erosão que ocorre na Praia do Açu?

Aliás, tenho que notar que na última que este assunto foi ventilado pela PMSJB, não houve menção de que a Prumo Logístico iria pagar por um projeto que, em tese, é de responsabilidade do governo municipal. O que mudou de lá para cá? E alguém já viu alguma corporação multinacional gastar dinheiro para reparar dano ambiental por livre e espontânea vontade? Quanto mais penso nessas reviravoltas, mais sinto que há algo “very fishy” nessa história. 

Eu só espero que esta reunião de amanhã não seja mais uma do tipo “enxugar gelo na linha do Equador”. É que se demorarem muito, daqui a pouco não haverá a proteger na Praia do Açu e suas imediações.

 

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira

A idéia é discutir um projeto que identifique a causa do avanço do mar na praia do Açu

Prefeito Neco se reúne com INPH nesta quarta-feira (Foto: sjb.rj.gov.br)

O prefeito José Amaro de Souza Neco se reúne na próxima quarta-feira, 10, com o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH) para discutir a realização de um novo projeto que será financiado pela Prumo Logística com o objetivo de identificar a causa e conter o avanço do mar na praia do Açu. O projeto deverá ser elaborado pelo INPH e a secretaria de Estado do Ambiente (SEA), através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). 

 Na última semana, no Rio de Janeiro, Neco se reuniu com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, o deputado estadual Roberto Henriques, uma equipe técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o especialista em relações institucionais da Prumo Logística, Caio Cunha, para discutir o resultado de um estudo feito pela Prumo, onde ficou comprovado que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do Porto.  Também participaram da reunião, o secretário de Planejamento, Sidney Salgado, o Procurador do Município, Jefferson Nogueira e o chefe de Gabinete, Antonio Neves.

FONTE: http://www.sjb.rj.gov.br/noticia-3533/neco-se-reune-com-inph-nesta-quarta-feira

 

fonte: Secom

Praia do Açu em dois tempos: siga a linha dos guardas-sóis!

Em meio ao que chamo de “reuniões para enxugar gelo”, a população sanjoanense continua tentando fazer o que sempre fez na Praia do Açu, qual seja, usá-la para sua recreação. O problema é que a faixa de areia está cada vez mais estreita, o que sem dúvida afeta a qualidade do lazer que ali ocorre.

Apenas para demonstrar como o fenômeno erosivo afetou a Praia do Açu e, por consequência, o seu uso recreacional, posto duas imagens, sendo uma deste domingo (07/12) e outra de 2013. Para facilitar a comparação, basta olhar para onde estão colocados os guardas-sóis.

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2014 (07/12)

Praia do Açu tem mais uma “novidade”: um visitante que chega nas areias sem pedir licença

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Se não bastasse os problemas causados pela erosão da faixa litorâneo, os moradores da Praia do Açu agora estão sobressaltados com mais uma novidade: a chegada de uma grande quantidade de um pequeno animal marinho na areia, especialmente nos dias de mar mais agitado.  Os moradores estão ainda mais preocupados com as informações dando conta que esses animais estão se reproduzindo com muita rapidez e estão nas pedras do quebra-mar do T1 e T2 do Porto do Açu.

Como não se sabe qual é a espécie envolvida nesse fenômeno, o passo mais objetivo seria o INEA ou a Prumo Logística Global realizarem uma coleta de  espécimens deste animal para que o mesmo possa ser identificado, de modo a, por exemplo, se é uma espécie endêmica à região ou, o pior dos mundos, uma espécie exótica. Aliás, há que se lembrar que um problema bastante recorrente é a disposição de animais exóticos pelo despejo de água de lastro de navios que entram e saem de instalações portuárias. O estado do Rio de Janeiro já possui várias exóticas causando danos aos ecossistemas naturais litorâneos. Nesse sentido, é que cresce a importância de se rapidamente identificar qual é este animal, de modo a dirimir essa dúvida. 

De toda forma, como os moradores consultados me disseram que nunca tinham visto esse animal e, tampouco, nas quantidades que estão chegando às areias da Praia do Açu, o que provavelmente temos é mais um sintoma de desiquilíbrio ambiental, que vem se somar aos vários outros que já tinham sido identificados previamente (por exemplo: o processo de erosão que também atinge a Praia do Açu).

Para tornar ainda mais clara a dimensão da situação, posto abaixo um vídeo que mostra os animais ainda flutuando no topo da coluna de água marinha na Praia do Açu. E, sim, cada ponto negro na imagem é um exemplar desta “simpática” criatura!

 

 

Erosão avança na Praia do Açu em meio a reuniões para “enxugar gelo”

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Peguei a nota abaixo no blog do advogado Cláudio Andrade que a repercute a partir da assessoria parlamentar do deputado Roberto Henriques.  A nota em si não traria nada de novo em cima da grande enrolação que tem sido a resposta oficial ao processo erosivo que está consumindo a Praia do Açu se não fosse a declaração do Sr. Caio Cunha, especialista em relações institucionais da Prumo Logística, que atualmente é proprietário do Porto do Açu que teria nos brindado com a seguinte declaração:

 Embora tenha ficado comprovado pelo o único estudo científico que existe sobre o caso que não há relação entre o fenômeno de erosão com as obras no porto, nos disponibilizamos a financiar um novo estudo. Para nós, da Prumo, essa parceria entre a empresa, governos e comunidade é muito importante. Também queremos saber o motivo da erosão e que essa situação seja reparada”.

O Sr. Caio Cunha deve estar se referindo ao estudo que a Prumo Logística encomendou ao professor Paulo César Rosman da UFRJ um estudo sobre o problema. È que agora alcunhado “único estudo científico sobre o caso” se resumiu a uma análise qualitativa de imagens, o que dificilmente passaria pelos rigorosos crivos empíricos que o próprio professor Rosman impõe aos seus estudantes. Além disso, na audiência pública realizada pela Câmara Municipal de São João da Barra, quando pressionado pelas evidências apresentadas pelos moradores da Praia do Açu que ali estavam acabou reconhecendo que não tinha como explicar o processo erosivo em curso naquela área que se encontra sob influência direta do Porto do Açu! (Aqui!)

Aliás, como eu disse a um outro representante da Prumo Logística na própria audiência pública da Câmara de São João da Barra, o professor Rosman talvez pudesse ter oferecido uma conclusão cientificamente sólida caso a empresa tivesse oferecido a ele os dados empíricos que diz possuir em função de um monitoramento que estaria realizando na área de influência do Porto do Açu.  Pelo que transpira dessa declaração atribuída ao Sr. Caio Cunha, esses dados não foram transferidos ao professor Rosman até hoje, já que continuam se apoiando em sua análise qualitativa de imagens de satélite.

O mais grave aqui é que, se a declaração atribuída ao Sr. Caio Cunha representa a posição oficial da Prumo Logística, temos aqui uma situação efetiva de auto-isenção de responsabilidades que, inclusive, estão previstas nos diversos relatórios de impactos ambientais (RIMAs) que as diferentes empresas “X” utilizaram para obter as licenças ambientais que garantiram a instalação do Porto do Açu.  Se é assim que a Prumo Logística quer tratar desse problema específico, imaginem o que será feito em relação a outros tantos problemas que estão sendo disparados por conta do empreendimento que ela passou a controlar após o colapso do Grupo EBX!

De toda forma, a população da localidade da Barra do Açu vai ter que ficar mais alerta do que nunca, pois depender do que está transpirando nessas reuniões, as soluções poderão demorar tanto que não precisarão ser executadas, já que a Praia do Açu poderá desaparecer bem antes do que essas reuniões gerem soluções efetivas. A ver!

Recuperação da orla do Açu contará com ajuda privada e do governo do Estado

 
O avanço do mar no distrito sanjoanense de Barra do Açu e a recuperação da orla local ainda são motivo de preocupação das autoridades. Tanto que, na amanhã desta sexta-feira, dia 5, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Francisco Portinho, o prefeito de São João da Barra, José Amaro Martins de Souza, o Neco, o deputado estadual Roberto Henriques, uma equipe técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Caio Cunha, especialista em relações institucionais da Prumo Logística, responsável pela construção do Porto do Açu, se reuniram para tratar do assunto na sede da Secretaria do Ambiente, no Rio. Durante o encontro, ficou definido que a Prumo financiará um novo estudo sobre o fenômeno, a ser realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH), e que a Secretaria de Estado do Ambiente, através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam),fará uma parceria com a prefeitura para ceder recursos para a realização da obra.
 
Na ocasião, tanto os técnicos do Inea quanto o secretário de Estado do Ambiente aceitaram como válido o resultado de um estudo, realizado a pedido da Prumo, comprovando que o fenômeno do avanço do mar e erosão no Açu não possui ligação com as obras do porto. Uma nova reunião acontecerá na sede do INPH, no Rio, na próxima quarta-feira, dia 17.
 
Um outro estudo sobre a situação do Açu e o projeto de recuperação da orla já foram solicitados ao INPH pela prefeitura, por intermédio do deputado Roberto Henriques. “Precisamos zelar pelas praias da nossa região e pela população que mora nessas localidades. Como parlamentar sempre me disponho a ajudar no que for preciso para o desenvolvimento sustentável do Norte e do Noroeste Fluminense”, frisou o deputado.
 
Para Caio Cunha a reunião foi muito proveitosa. “Embora tenha ficado comprovado pelo o único estudo científico que existe sobre o caso que não há relação entre o fenômeno de erosão com as obras no porto, nos disponibilizamos a financiar um novo estudo. Para nós, da Prumo, essa parceria entre a empresa, governos e comunidade é muito importante. Também queremos saber o motivo da erosão e que essa situação seja reparada”, pontuou.
 
Também participaram da reunião o secretário de governo de São João da Barra, Antônio Neves, e o Secretário de Meio Ambiente do município, Sidney Salgado.
 
Assecom do parlamentar
 
FONTE: http://blogclaudioandrade.blogspot.com.br/2014/12/recuperacao-da-orla-do-acu-contara-com.html

A situação da Praia do Açu em uma palavra: desoladora!

Aproveitando o feriado do Dia da Consciência Negra estive hoje na Praia do Açu para documentar mais uma vez a situação no local, e o que eu vi me deixou verdadeiramente desolado. É que além de constatar o avanço do processo erosivo, não identifiquei qualquer evidência de que os responsáveis pela situação estão tomando as propaladas medidas para monitorar a evolução da situação.

Abaixo posto duas imagens, a primeira tirada no dia 29/07/2014 e a segunda no dia de hoje (20/11/2014). De quebra posto um vídeo que produzi para mostrar a ação das águas numa faixa de praia que aparente ter um déficit crescente de areia. E uma previsão: depois da queda dos chapéus de sol, o asfalto será o próximo a cair. E se mesmo assim nada for feito, as previsões para a localidade da Barra do Açu não são nada animadoras.

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Praia do Açu no dia 29/07/2014

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Praia do Açu 20/11/2014

E abaixo o vídeo!

Eike Batista visita porto enquanto população vê avanço do mar no Açu

Talvez aproveitando a reunião que terá com o casal Garotinho na Prefeitura de Campos nesta segunda-feira, Eike Batista foi visto visitando o Porto do Açu neste sábado. Talvez estivesse participando das tratativas que dão como quase certa a venda do sua decantada Unidade de Construção Naval (estaleiro) da hoje quase defunta OS(X). Tivesse Eike Batista estendido sua visita para fora das cercas do Porto do Açu e visitado a Praia do Açu, o que ele teria visto são as cenas abaixo. Aliás, que melhor metáfora para representar o colapso da franquia “X” do que a erosão que hoje consome a faixa costeira próximo à localidade da Barra do Açu? O problema é que os moradores da localidade que nunca gozaram de um centavo dos bilhões que dizem foram enterrados no Porto do Açu, agora têm que conviver com uma situação cada vez mais aflitiva.

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