Seguindo os passos da UENF, professores da UERJ se preparam para a luta pela reposição das perdas salarias

12 anos sem reajuste: Assembleia debate paralisação por recomposição dos salários

O último reajuste por perdas inflacionárias nos salários dos professores da Uerj data de julho de 2001, tendo se estendido o pagamento até meados de 2002. Naquele ano, após uma intensa greve, com direito a acampamento no Palácio Guanabara, foi conquistado um percentual de 26, 82% de reajuste salarial. Dez anos depois, em 2012, quando a recomposição dos salários era uma das principais reivindicações do movimento grevista na universidade, a defasagem já estava acumulada em 64,16% (hoje, próxima aos 80%). A greve acabou após uma promessa do líder do governo de reverter este disparate (foto).

Desde então, sem nenhuma ação governamental, apesar das inúmeras investidas da Asduerj, essas perdas só se avolumaram. A situação – gravíssima para os docentes em atividade, que têm as conquistas com a DE e com as promoções na carreira corroídas por um cenário de inflação crescente – ganha uma feição dramática para os aposentados não contemplados com os ganhos recentes.

Não se pode mais conviver passivamente com este quadro. Nesta quinta-feira, 3/4, a campanha salarial estará mais uma vez em pauta. Em assembleia, os docentes estarão convidados a buscar uma saída para a reparação de mais de uma década de perdas. Em pauta a proposta de uma paralisação que chame a atenção para esse descaso do governo com a universidade.

Estarão também em pauta a incorporação do Adicional da DE na aposentadoria e a situação dos professores substitutos. Participe!

Assembleia Docente – quinta-feira, 3/4 – 14 h –

Auditório 11 do Pavilhão João Lyra Filho, Maracanã.

Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.
Foto de Asduerj - Associação dos Docentes da UERJ.

Professores da UENF e servidores da FENORTE fazem panfletagem conjunta na Pelinca para divulgar a greve

Uma panfletagem conjunta no final da tarde desta 6a. feira movimentou a Avenida Pelinca na região mais valorizada da cidade de Campos e marcou um momento de unidade entre grevistas da UENF e da FENORTE. Essa ação conjunta é particularmente simbólica, na medida em que as duas instituições compartilham o mesmo espaço físico no campus Leonel Brizola. Com a deflagração da greve e as ações conjuntas para sensibilizar a população fica claro que o (des) governo Cabral gerou uma situação de tamanha indignação que até velhas rusgas foram deixadas de lado.

O interessante em mais esse contato com a população é que fica expresso um amplo apoio ao movimento de greve que está ocorrendo na UENF. Esse contato direto com a população revela que no caso da atual greve o (des) governo Cabral aparece como o principal causador da greve. 

Por essas e outras é que o slogan “Cabral e Pezão, parem de enrolação” fica muito claro para todos os que recebem os materiais informativos produzidos para informar a população sobre o que de fato está ocorrendo dentro do campus Leonel Brizola. 

20140321_170158 20140321_173650 20140321_165822

Estudantes da UENF preparam primeiro ato de greve e informam roteiro de passeata

Os estudantes da UENF que decretaram greve por uma pauta específica estão divulgando nas redes sociais a preparação da primeira grande atividade extra-muros que deverá ocorrer nesta 5a. feira (20/03) como mostra o cartaz abaixo.

cartaz estudantes

Além disso, os estudantes já divulgaram o roteiro da passeata que deverão realizar na região central de Campos dos Goytacazes como mostra o mapa abaixo.

ato estudantes

Nunca é demais lembrar que enquanto os professores da UENF e os servidores da FENORTE estão em greve por motivos econômicos, a pauta dos estudantes está mais voltada para resolver questões essenciais para o seu cotidiano, incluindo a inauguração do restaurante universitário, o fornecimento de auxílio moradia e a elevação do valor das bolsas acadêmicas.

Também não custa lembrar que todas essas demandas estão hoje inviabilizada por uma política de asfixia financeira das universidades estaduais que é levada a cabo pelo (des) governo liderado pela dupla Sérgio Cabral/Luiz Fernando Pezão.

É como já se diz há vários anos: A UENF na rua, Cabral a culpa é tua! E agora eu acrescento: e do Pezão também!

 

Estudantes da UENF inauguram bandejão com assembléia para decretar sua greve

Como eu já havia previsto, o angu de caroço criado pelo (des) governo de Sérgio Cabral está engrossando no campus da UENF. Hoje pela manhã houve a inauguração da greve da FENORTE com um expressivo ato em frente do prédio que é compartilhado com a reitoria da UENF.

greve fenorte

Mais tarde foi a vez dos estudantes finalmente inaugurarem o bandejão que está sendo construído desde 2008 não para se alimentar, mas para realizar uma assembleia onde decidiram, também por unanimidade como já haviam feito os professores, entrar em greve, como mostra a imagem abaixo.

greve estudantil

Assim, quem esperava usar a contrariedade inicial dos estudantes com o movimento dos professores vai ter que repensar suas estratégias para tentar tirar a legitimidade das ações que as diferentes categorias que compõem a comunidade universitária da UENF estão realizando neste momento para arrancar um tratamento digno por parte do (des) governo Cabral.

O próximo passo será a unificação de todos os grevistas para aumentar a pressão e obter demandas que podem variar, mas que colocam em xeque a política arrasa quarteirão com que a dupla Cabral/Pezão vem impondo na UENF há mais de 7 anos. Agora vamos ver como eles vão reagir!

Depois da FENORTE e dos professores agora são os servidores técnicos-administrativos que rumam para a greve

Parece que agora a coisa vai: depois dos servidores da FENORTE e da ADUENF, quem está convocando uma assembléia com pauta única de greve é o sindicato que representa os servidores técnico-administrativos da UENF, SINTUPERJ. Isto, pela via da greve, representaria uma auspiciosa reunificação dentro e fora da UENF.

Por outro lado, não posso deixa de notar mas parece que a longa amizade que ligou diferentes setores da UENF está ruindo. E desconfio, pelo que li de duas faixas penduradas na entrada do campus Leonel Brizola, que a razão do rompimento são promessas eleitorais não cumpridas.

Também quem mandou acreditar em promessa eleitoral de quem só queria continuar controlando a reitoria da UENF! Ainda bem que sempre há o caminho de volta, e este será marcado por uma greve geral. 

 ____________________________________________________________________________________________
Subject: Assembléia Técnico-administrativo da Uenf.

DIA: 18 DE MARÇO

(Terça-feira)

14:00 HORAS (Auditório 01 do P5)

ASSEMBLEIA SERVIDORES

TÉCNICO-ADMINISTRATIVOS

PAUTA:

– Deflagração de GREVE.

  

Gustavo Tutuca, o secretário retardatário

tutuca

O secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Gustavo Tutuca, declarou na edição de hoje do Jornal Folha da Manhã que vai enviar nos próximos dias o projeto de lei para atender as reivindicações dos professores da UENF.

Se isso for verdade, por que Tutuca não enviou isso na semana passada e evitou o início da greve deflagrada no dia ontem na UENF? Das duas uma: 1) isso é papo para acalmar professor em greve ou 2) o digníssimo secretário foi repentinamente tomado pela urgência em função da deflagração de uma greve da qual ele já havia sido avisado que ocorreria se não enviasse o projeto que agora tão rapidamente diz que enviará.

Já que o secretário é Tutuca, eu lembro do personagem Lilico e mando para ele a pergunta: é bonito isso?

(Des) governo Cabral tanto aprontou que conseguiu algo inédito: UENF e FENORTE em greve ao mesmo tempo!

IMG_8598

Descaso e intransigência: receita fatídica de Sérgio Cabral para gerar mais um movimento que vai paralisar a UENF por tempo indeterminado

Eu já havia escrito que o (des) governo de Sérgio Cabral estava para conseguir algo inédito, qual seja, unir pela greve a UENF e a FENORTE. Pois bem, conseguiu! É que hoje numa assembleia que contou com a presença de quase metade do corpo docente da UENF, a decisão de entregar em greve foi aprovada, pela primeira na história da universidade, de forma unânime, sem um voto contrário ou abstenção.

Esta façanha do (des) governo Cabral sintetiza uma forma truculenta e descabida de tratar as justas demandas dos servidores públicos fluminenses que hoje suportam um impressionante arrocho salarial que tem como consequência o fato de que o Rio de Janeiro é hoje o estado que menos gasta com a folha de pagamento de servidores entre todos os 27 que compõem a federação brasileira.

A pauta de reivindicações que foi ratificada na assembleia dos professores inclui a reposição de 86,7% de perdas salariais e o pagamento de 65% pelo cumprimento do regime de Dedicação Exclusiva. Há que se lembrar que esta pauta já foi enviada para os representantes da SECT e da SEPLAG em julho de 2013. De lá para cá, o (des) governo Cabral vem efetivamente ignorando não só os pleitos dos professores, mas também dos servidores da UENF e, sim, da FENORTE.

Uma decisão que simboliza a sensação de que a educação superior está sendo tratada como lixo por Sérgio Cabral foi a adoção da cor laranja como símbolo da greve dos professores da UENF. Essa escolha pelo laranja é também uma homenagem ao vitorioso movimento dos garis da COMLURB, que tão demonstraram que só a ação direta dos trabalhadores é capaz de dobrar o descaso dos (des) governos comandados pelo PMDB na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

Agora vamos ver o que respondem os impolutos representantes do (des) governo Cabral. Só não vai colar mais o argumento que só negociam se a greve for suspensa. É que os professores passaram todo o ano de 2013 sem fazer greve e acabaram recebendo absolutamente nada em retorno.

Com professores à beira da greve, UENF compra mais televisores!

 O Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro traz nesta 4a. feira (12/03) uma publicação que me deixou para lá de confuso. Como poderá ser verificado abaixo, a UENF está neste momento licitando outro lote de televisores e suportes! E ai, eu pergunto: será que já não temos TVs suficientes, muitas desligadas, na instituição? Não há um restaurante universitário em construção desde 2008? Não há falta de moradia estudantil? Não há falta de um pavilhão de aulas?

E mais, não estão os servidores e professores em pé de guerra por causa de um agudo processo de corrosão salarial?

Essa compra de televisores é, no mínimo, um erro crasso no erro de prioridades para uma instituição com tantos problemas e dificuldades!

 ——————————————————————————

SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO
EDITAIS
A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE – UENF vem notificar a empresa XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, para aduzir, no prazo de 10 (dez) dias,
suas razões pelo não encaminhamento da documentação definida em edital (item 12), conforme requisitado no chat de mensagens da sala de disputa do sistema SIGA, que objetiva a aquisição de televisores e suportes de TV para atender as necessidades da UENF. Processo nº E-26/009/1245/2013.

Altas chances de greve na UENF: o descaso do (des) governo Cabral é a principal causa

A pouco dias do início do primeiro semestre de 2014, as chances de uma nova greve dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) são de quase 100%. É que até os mais calmo dos professores está querendo que algo seja feito para quebrar o ciclo vicioso de desrespeito a que a universidade vem sendo submetida por um (des) governo que mistura arrogância e descaso como pouco antes fizeram na história do Rio de Janeiro.

Ainda que a principal razão para tanta irritação seja salarial (afinal os professores da UENF detém o pior salário inicial para doutores em regime de Dedicação Exclusiva do Brasil!), existe um corolário de promessas descumpridas que estão sintetizadas num encolhimento contínuo do orçamento. Esta asfixia financeira vem causando uma contínua deterioração das condições de trabalho, tornando o cotidiano dentro da UENF cada vez mais difícil para todos os seus membros.

Algo que é pouco explicado é que a crise ainda não eclodiu de vez por causa dos projetos individuais que os docentes conseguem via diferentes agências de fomento como o CNPq e a FAPERJ, e que trazem recursos que são utilizados para manter as diferentes atividades que ocorrem dentro da UENF, principalmente a parte referente ao ensino de graduação e pós-graduação.

Assim, que ninguém se surpreenda se na assembléia que vai ocorrer no próximo dia 11, a decisão por uma nova greve seja adotada de forma unânime.  Afinal, paciência tem limite e a dos professores da UENF até demorou a acabar.

UENF: sucesso na pós-graduação, salários corroídos

A divulgação dos resultados da avaliação trienal que a CAPES promoveu dos cursos de pós-graduação existentes no Brasil mereceu uma ligeira nota de celebração por parte da reitoria da UENF (Aqui!). Mas como já era de se esperar primeiro puxou a sardinha para a sua brasa, para depois lembrar dos que realmente constroem a pós-graduação no seu duro cotidiano de crescente sucateamento por parte do (des) governo de Sérgio Cabral.

Agora o que a reitoria da UENF “esqueceu” de explicar em sua nota é porque está tentando desmanchar o modelo acadêmico que continua dando tanto exemplo de vitalidade, mesmo numa condição em que os docentes da instituição recebem os piores salários do Brasil. Como já foi informado aqui neste blog, a reitoria da UENF está tentando, junto com o (des) governo estadual, desmanchar o modelo acadêmico quebrando o regime de Dedicação Exclusiva e, de quebra, criando a estapafúrdia figura do professor titular 20 horas.

Chega a ser patético ver uma nota que celebra o sucesso de um esforço mal remunerado sem que haja qualquer cobrança junto ao (des) governo de Sérgio Cabral para que pague salários melhores para professores e servidores, e sem mexer no regime de Dedicação Exclusiva que é pedra basilar sobre a qual se apoiam os programas de graduação e pós-graduação para os quais a reitoria tanto gosta de mostrar orgulho.

Mas que ninguém se engane. Os professores da UENF estão com sua paciência chegando ao limite frente a tanto descaso e desrespeito por parte do (des) governo de Sérgio Cabral que paga com descaso todo o sucesso que a UENF mostra avaliação após avaliação. Assim não será surpresa se 2014 começar com mais uma greve na instituição. E a culpa será de Cabral e seus aliados dentro da reitoria da UENF.