Reitoria da UENF manda tropa de choque, mas só consegue suspender greve dos professores

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A reitoria da UENF que se mostrou incompetente para resolver os problemas salariais que estão na raiz da greve que os professores iniciaram em 12 de março, hoje enviou sua tropa de choque (inclusive o ex-reitor Almy Junior) para acabar com a greve dos professores, mas o máximo que conseguiu foi a sua suspensão. A assembléia aprovou uma proposta que aponta para  fato de que mobilização vai continuar e duas assembleias já foram marcas para os dias 17 e 24 de junho. O objetivo dessas assembleias será avaliar a situação e conferir se o (des) governador Pezão fez valer (ou não) o voto de confiança que pediu à ADUENF em sua visita ao campus Leonel Brizola na última 6a. feira (06/06).

Mas quem esteve na assembleia pode ver de perto a truculência dos aliados da reitoria (muitos deles ocupando cargos executivos dentro da administração da UENF) e que quiseram, mas não conseguiram, cassar a palavra dos professores, numa ação que é inédita nos 20 anos de história da ADUENF. O interessante é que a simples menção do direito dos estudantes de terem direito a um novo calendário que permita seu retorno correto para o campus foi fortemente contestado pelo grupo ligado à reitoria, sob o argumento de que os estudantes é que devem cuidar dos seus interesses. Felizmente, a maioria dos presentes rejeitou esta postura e foi aprovado o envio de uma carta ao reitor da UENF, Prof. Silvério de Paiva Freitas, para que seja dado um tratamento razoável à formulação de um calendário que permita um retorno organizado e em tempo hábil ao campus, especialmente para os estudantes que vivem em outras regiões do Brasil.

O que ficou patente na assembleia de hoje por parte dos apoiadores da reitoria foi a total inconformidade com o direito da liberdade de expressão e do amplo debate. Este tipo de postura que atenta diretamente contra o espírito universitário explica bem como é que a UENF chegou ao pântano institucional em que se encontra neste momento. 

Felizmente o atual movimento de greve mostrou que a maioria da comunidade universitária da UENF se cansou desse modelo de direção e que, de agora em diante, nada mais vai ser como antes. E no que depender de mim, a UENF apenas começou um novo capítulo de sua história onde os ideais de Darcy Ribeiro não serão mais sufocados. E a luta continua! Simples assim.

Clima quente na véspera da possível visita do (des) governador Pezão à UENF

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Eu não sei o que foi informado ao cerimonial do Palácio Guanabara acerca do clima dentro da UENF neste momento, mas eu diria que alguém precisa informar ao (des) governador Luiz Fernando Pezão que o céu dentro do campus Leonel Brizola não é exatamente de brigadeiro. 

É que a sinalização vinda da Secretaria de Ciência e Tecnologia que não será dado um tratamento isonômico na questão das perdas salariais deixou muita gente insatisfeita. Um exemplo disso foi a manifestação que técnicos de nível superior realizaram no final desta tarde em frente do Apitão para demonstrar sua insatisfação com o que eles consideram ser uma injustiça na proposta que lhes concede uma fração do que outros níveis da carreira técnica vão receber (e que já é uma mixaria para começo de conversa).

Assim, como neste tipo de visita o que se espera são ganhos políticos e não desgaste, é bom que a assessoria do Sr. Pezão esteja bem preparada para dialogar e buscar soluções. Nunca é preciso lembrar que nas últimas visitas realizadas por chefes do executivo fluminense ocorreram manifestações que, em alguns casos, levaram a que os visitantes tivessem que sair sob escolta policial, como ocorreu em 2003 com Rosinha Garotinho.

 

 

(Des) governo Cabral/Pezão cria situação de esquizofrenia salarial também na UERJ

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.

“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.

O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Reajuste é necessário para manter a isonomia na Uerj

A diretoria da Asduerj reiterou, na reunião com o secretário de Ciência e Tecnologia, na última segunda-feira, 2/6, a urgência de uma resolução para o problema salarial da Uerj e lembrou as reuniões já realizadas no ano passado para tratar deste assunto. O secretário solicitou, mais uma vez, dados que confirmem a defasagem e demonstrem a quebra da isonomia criada com a recente aprovação da atualização do Plano de Carreira dos Técnico-Administrativos.
“A justa atualização do Plano dos Técnico-Administrativos, muito importante para toda a universidade, demonstrou como estão defasados os salários dos docentes da Uerj. Ao fim da implantação do plano, em novembro, o piso salarial de um professor assistente, com mestrado, será inferior ao de um técnico-administrativo graduado. Só para corrigir esta quebra de isonomia, necessitaríamos de 36% de reajuste imediatamente” argumentou o presidente da Asduerj, Bruno Deusdará.
O Secretário reconheceu que ainda não há estudos sobre o assunto na secretaria e se comprometeu a iniciá-los ainda no mês de junho. Segundo ele, a Sect irá trabalhar com a perspectiva de construir uma proposta de reajuste para ser votada logo após o fim do processo eleitoral. “Espero que possamos começar o próximo o ano com este problema resolvido”, declarou.

Pezão vai visitar a UENF? O convite público da ADUENF foi lançado!

Tenho informações seguras de que o atual (des) governador do Rio de Janeiro quer visitar o campus da UENF nesta 6a. feira. Além disso, recebi a informação de que a reitoria da instituição já foi até contactada pelo cerimonial do Palácio Guanabara para tratar dessa suposta visita. Tal contato pode explicar parcialmente o prazo dado pelo secretário em exercício da pasta de Ciência e Tecnologia, Alexandre Vieira, para que a greve dos professores fosse encerrada até o dia 06 de Junho.

Mas apesar dos professores não terem se curvado a essa exigência absurda e anti-democrática, o (des) governador Pezão tem agora uma chance de ouro para vir na UENF e começar a resolver com a ADUENF, sindicato que é o único organismo a poder falar em nome dos interesses salariais dos professores, um final positivo para toda a crise instalada pela intransigência de seu próprio governo em tratar de forma correta a grave crise salarial que solapa o projeto criado por Darcy Ribeiro. É que hoje (o5/06), o Comando de Greve lançou um convite público a Pezão para que ele aproveite seu “tour de grace” (ou tour de inaugurações?) pelo Norte Fluminense e visite a sede da ADUENF para se reunir com os professores da UENF (Aqui!).

Agora vamos ver como reage o cerimonial do Palácio Guanabara a esse convite público. Se resolver continuar a ignorar a ADUENF, é provável que Pezão possa até visitar a UENF, mas não será para realizar um “tour de grace“. Aliás, o mais provável é que ocorra justamente o contrário. Afinal, os professores da UENF são doutores e muito bem educados. Mas até para eles, paciência tem limite!

Resposta de uma Educadora ao Jornalista Juca Kfouri

“Do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” (Bertolt Brecht)

Por Vera Nepomuceno

Ontem, após mais uma manifestação dos profissionais da educação, o jornalista Juca Kfouri, apresentou uma nota onde procurou estabelecer nexos irreais acerca do nosso protesto. Gostaria na qualidade de educadora responder algumas questões, pois como bom jornalista que é, Kfouri esqueceu de levantar as verdadeiras questões que nos levaram a protestar na chegada da Seleção Brasileira de Futebol. Tentarei apresentar alguns elementos para reflexão.

Kifouri, não temos a pretensão de fazer respingar na seleção nossas querelas, queremos apenas mostrar ao mundo em que condições a educação pública no Brasil e em especial no Estado e na cidade do Rio de Janeiro passam.

Queremos mostrar que o nosso problema não é falta de dinheiro, pois não é segredo para ninguém os gastos bilionários com os estádios de futebol e o estado de inanição da nossa educação. Não temos a Seleção como objeto de nossas pautas, mas seria uma grande demonstração de solidariedade ao povo brasileiro, se os nossos jogadores defendessem conosco uma educação melhor, até porque muitos deles sabem o que é estudar em uma escola pública, pois passaram por nossas mãos.

Kfouri, não fazemos demagogia quando falamos que “um educador vale mais do que o Neymar”. Sabemos da qualidade de craque deste rapaz. Mas quem está comparando o incomparável é você quando diz que Neymar leva cem mil pessoas ao Estádio e que nunca viu nenhum professor, nem mesmo os da Suécia conseguirem tal proeza. E não veria mesmo. Primeiro porque o salário e as condições dos educadores suecos, nunca os colocaram na situação humilhante de ter que ir para as ruas em manifestações para ser ouvido, ou como você diz “aparecer”. Depois nossa profissão não é um jogo, nem tão pouco espetáculo. Educar é processo, exige tempo, condições, dedicação, recursos e toda uma vida. Você quase acerta quando afirma que nunca levamos cem mil a um estádio, mas inteligente como é, deveria lembrar que em função dos nossos baixos salários, que nos obrigam trabalhar em três, quatro ou mais escolas, e da superlotação das nossas turmas, certamente passam por nós algumas centenas de vidas! E não somente por 90 minutos.

E por último, lamentável de sua parte, com a história que tem, procurar nos chamar a razão sem tocar nos verdadeiros motivos que nos levaram a uma greve que iniciou desde o dia 12 de maio e que até hoje, não há grandes esforços para resolver o impasse por parte dos governantes. Nossa pauta é absurda? Estamos falando de situações fantasiosas? Pedimos o impossível. Não, só que queremos ser atendidos e abrir um processo de negociação com o governador Pesão e com o prefeito Paes.

Estamos gritando nas ruas o que o governo finge não existir, uma greve. E queremos avançar com salários, escolas e creches melhores. Pedimos 20% de aumento, o cumprimento da lei de 1/3 da carga horária de planejamento extraclasse, 30 horas para os funcionários, reconhecimento para nossas cozinheiras escolar, equiparação salarial para nossos professores de educação infantil, quantitativo de alunos por sala e berçários, exequível a uma boa educação.

Esperava que pelo menos no final da sua fala, você responsabilizaria o governador Pesão e o prefeito Paes, pelo vexame que nos obrigou a passar, todos nós, educadores e seleção! Mas infelizmente você preferiu puxar a orelha dos educadores. Espero que essa carta chegue em suas mãos, pois gostaria de ouvir o velho e bom Kfouri dando sua bronca a quem, nesse caso, merece ouvir: nossos governantes!

Vera Nepomuceno (professora de História da rede municipal de Duque de Caxias e da rede Estadual do Rio de Janeiro, pós graduada em políticas públicas na UFRJ e mestranda da UERJ)

Na UENF entre o sonho e o pesadelo, a raiz dos problemas é o autismo institucional da reitoria

Hoje no melhor estilo “Martin Luther King” amanheci querendo dizer que eu tive um sonho. Nesse sonho eu abria minha conta de correio eletrônico no servidor da UENF e todas as costumeiras dezenas de spams teriam sumido, e eu já podia novamente enviar e-mails para dezenas (ou seriam centenas?) de endereços para o qual não posso fazer por muito tempo. Nesse sonho também chegaria na UENF acessaria a rede wireless automaticamente, e a velocidade da rede seria 10 vezes superior ao que eu tenho em casa, e não o contrário.  Também teve uma parte nesse sonho para a interligação em rede daquelas fabulosas TVs de custo questionável e, sim, eu poderia finalmente assistir ao CANAL UENF que nos foi prometido pelos que venceram as eleições para a reitoria em 2011.
Bom, agora que eu acordei e a avassaladora realidade se impõe, eis que eu me ponho a perguntar porque os critérios para questionar as ações decididas democraticamente nas assembleias da ADUENF são tão duramente questionadas por próceres neste reitoria que, no entanto, não se dão ao trabalho para apresentar soluções para problemas básicos como os delineados no parágrafo acima. Um dos problemas é que o fenômeno que eu denomino de “autismo institucional” serve como um isolante da realidade, e tudo que acontece de ruim é jogada nas costas de um fictícia “oposição”. Aliás, tivesse essa universidade uma oposição real, muitas das coisas que hoje funcionam aquém do minimamente aceitável talvez já tivessem tido um tratamento compatível por parte de quem ganha gratificações para resolvê-las. Outro problema é que tem gente que acha que a UENF começou quando elas chegaram na instituição, e que tudo o que existiu antes sequer aconteceu. Ai temos o resultado que ai está, onde coisas que até funcionavam precariamente (mas funcionavam) agora estão no ponto da insolvência. E tudo isso é culpa da “oposição”, é claro!
No que tange aos encaminhamentos dados pelo Comando de Greve, ai se vê justamente a outra face, aquela onde aqueles que não dão respostas mínimas ao que são gratificados para fazer, aparecem para apontar o dedo acusador, sem se dar ao trabalho de sequer comparecer a uma mísera reunião ou de se engajar numa mísera atividade das muitas que estão sendo realizadas. E, pior, não se dão ao trabalho de sequer ler os múltiplos informes que são disponibilizados pelo Comando de Greve para informar o que está sendo feito para levar a cabo as decisões que são tomadas no fórum máximo do nosso sindicato que são as assembleias. Assim se em vez de aparecerem só naqueles dias em que pensam poderão votar o final da greve, essas pessoas se dessem ao trabalho de contribuir com a consolidação das ações coletivas, talvez entendessem um pouco qual é o significado do que está sendo feito.
Mas eu pessoalmente compartilho a opinião de muitos professores de que determinadas figuras estão aqui para implantar o lema do Abelardo Chacrinha Barbosa do “não vim aqui para explicar, mas para confundir”, creio que temos mais é que nos concentrar nas ações em que podemos nos inserir para aumentar a pressão sobre o (des) governo Pezão. Amanhã estará nos visitando  deputado Comte Bittencourt e na segunda, a deputada Janira Rocha. Ambos os deputados são nossos aliados dentro da Alerj e é importante recebê-los bem. Depois disso ainda teremos novas idas até o Rio de Janeiro para participar das negociações em curso na Alerj para garantir o máximo de ganho que possamos conseguir lá, especialmente no chamado Colégio de Líderes.
Finalmente, aos que acusam a ADUENF como eventual causadora de um ganho de 0% na atual greve, gostaria de lembrar que ao longo dos últimos anos incontáveis informes via a ASCOM de que a reitoria estava em negociações avançadas com o (des) governo do Rio de Janeiro para conseguir ganhos salariais. E agora eu pergunto: onde estão os frutos dessas promessas? Tomaram DORIL? Mas como bem disse um colega ontem…. devem ter tomado REITORIL! Aliás, além de REITORIL, devem ter tomado PROREITORIL, DIRETORIL e PREFEITORIL. Afinal, ganhos salariais que seria bom, o que a reitoria fez foi atrapalhar e dividir.
E deixe-me voltar ao webmail da UENF e deletar mais alguns SPAMs que devem ter se acumulado na minha caixa de entrada desde  momento que eu comecei a escrever esta singela postagem.

Promessas eleitorais aos professores que Sérgio Cabral esqueceu depois de eleito!

A internet é mesmo um lugar que derruba muita gente. No caso do ex-(des) governador do Rio de Janeiro, que agora se ouve não será mais candidato a senador, o pior é ter suas promessas eleitorais descumpridas desenterradas, justamente quando seu candidato, Luiz Fernando Pezão, patina nas pesquisas. Mas a imagem abaixo é um demonstração cabal de que não se pode confiar em Sérgio Cabral nem quando ele coloca sua assinatura no papel. Que o digam o alvo das promessas em questão, os sofridos professores da rede pública de ensino do estado do Rio de Janeiro!

promessas cabral