Agricultores do V Distrito conseguem na justiça, a autorização que a Prumo negou

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Um grupo de agricultores do V Distrito de São João da Barra obteve uma importante vitória na luta para salvar seu rebanho bovino a partir de uma decisão do juiz Leonardo Cajueiro d´Azevedo que autoriza a entrada de máquinas da Prefeitura Municipal de São João da Barra em áreas indicadas pelos agricultores para “efetuar a limpeza/abastecimento dos poços secos e sujos das terras informadas na petição inicial“.

Na prática essa decisão implica numa dura derrota à Prumo Logística que, de maneira completamente insensível, estava negando o direito dos agricultores a entrarem em áreas em litígio para salvar seus animais que estão morrendo de sede em áreas que tiveram sua desapropriação decreta, mas cuja imissão de posse definitiva ainda não ocorreu na maioria dos casos.

O juiz Leonardo Cajueiro estipulou ainda que seja realizada uma audiência de conciliação no dia 11/03/2015. Até lá, a Prumo Logística não poderá mais usar de sua segurança privada para coagir e deter agricultores como ocorreu recentemente com o agricultor Reginaldo Toledo.

Agora, o que eu espero sinceramente é que a Prumo Logística colabore de forma pronta e rápida para assegurar o cumprimento dessa decisão judicial, visto que as perdas materiais desses agricultores já são consideráveis. 

Abaixo segue o alvará que deverá ser usada já a partir das 06:30 desta 6a .feira (06/02).

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Açu em transe: num dia gado morre de sede, em outro o mar volta a tomar as ruas da Barra do Açu

A Prumo Logística anunciou ter contratado seu novo diretor de “regulação e sustentabilidade”, o jovem advogado Eduardo Xavier. Pois bem, espero que o salário acertado tenha sido muito bom. É que só assim toda a dor-de-cabeça que espera o ex-assessor da “Secretaria de Portos da Presidência da República” vai ter algum tipo de compensação financeira à altura dos problemas que estão acumulados no entorno do Porto do Açu.

É que só na semana que se sucedeu á contratação do Sr. Eduardo Xavier, dois problemas graves apareceram num horizonte já conturbado: o caso da “vaca atolada” e o da salinização de águas e solos em diversas localidades do V Distrito de São João da Barra.

Pois bem, nesta 5a. feira reapareceu um problema que já vem angustiando centenas de famílias que vivem na Praia do Açu, qual seja, a invasão de ruas pelas águas do mar que  teima em ultrapassar os limites que vinha obedecendo por décadas. Hoje a área atingida foi justamente aquela onde está localizada o palco de shows onde a Prefeitura Municipal de São João da Barra, com o prefeito Neco ocupando a condição de mestre de cerimônias, realizou um show com a dupla caipira formada por Teodoro e Sampaio (Aqui!).

Agora vamos ver o que dizem as autoridades municipais, o INEA e a Prumo Logística acerca desse novo evento de invasão marinha. Só espero não ter que ouvir ou ler novamente que um determinado estudo isentou o Porto do Açu de responsabilidade sobre um fenômeno que nada parece ter de natural. É que essa versão não acalma mais nem os bagres que surfam nas ondas da Praia do Açu.

Abaixo imagens da invasão marinha que ocorreu hoje.

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Matéria no site “Quotidiano” retrata revolta com descaso da Prumo Logística no caso da “Vaca Atolada”

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O “Quotidiano“, um portal de notícias baseado em São João da Barra acaba de produzir uma interessante matéria sobre a revolta que está se disseminando nas redes socais por causa do comportamento insensível da Prumo Logística no caso da morte por sede de animais pertencentes aos agricultores que foram desapropriados pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN).

Há que se lembrar que essas terras foram desapropriadas pela CODIN e repassadas sem a conclusão do processo para a empresa LL(X) do ex-bilionário Eike Batista, terras essas que depois foram entregues à Prumo Logística como parte do espólio resultante do colapso do Grupo EBX.

O interessante é notar que o descompasso entre discurso de responsabilidade socioambiental e a prática efetiva é que está na raiz da revolta que está explodindo nas redes sociais. Como se vê, não basta ter discurso bonito, há que se praticar.

Insensibilidade da Prumo com morte de animais gera revolta

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo causou indignação na sociedade, no meio acadêmico e político.

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Animais mortos no quinto distrito causam indignação na sociedade, Crédito: Blog do Pedlowski

Por Bruno Costa, bruno.costa@quotidiano.com.br

As fotos publicadas nas redes sociais dos animais que morreram de sede devido à proibição da Prumo para que os produtores rurais pudessem adentrar nos locais para salvá-las, causa ainda mais desgaste da imagem da empresa perante a sociedade, meio acadêmico e político.

 O vereador Franquis Areas (PR) publicou em seu perfil no facebook e utilizou o plenário da Câmara Municipal de São João da Barra para denunciar a covardia ocorrida no quinto distrito.

“Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada. Entrei em contato com o Caio da Prumo logística e o mesmo me relatou que é proibido o acesso dos produtores a propriedade, mesmo estando lá os animais deles”. O representante da empresa a qual o vereador se refere é Caio Cunha, assessor da presidência da Prumo Logística, que tem como CEO, Eduardo Parente.

Imediatamente a notícia repercutiu nas rádios locais, imprensa em geral e nas redes sociais. O blog do professor Roberto Moraes fez um panorama dos conflitos e das desapropriações que assolam os produtores que até hoje não foram indenizados. Em relação à seca e morte dos animais, Moraes comenta: “Em meio a esses problemas, eles agora enfrentam, como outros produtores rurais, a forte seca que se abate sobre o sudeste brasileiro. Em meio a tudo isso, eu presenciei um destes produtores buscando ajuda com máquinas para cavar um poço e dar água para que seus animais não morressem. O mais interessante é que desta vez o acesso ao gado foi negado e o produtor detido pela Polícia Militar e levado para a delegacia policial na sede do município em São João da Barra”.

No blog do professor da Uenf, Marcos Pedlowski, a crítica também é dura para a empresa. “Estou sendo contactado por agricultores do V Distrito de São João da Barra que estão indignados com o tratamento que está sendo dado pela Prumo Logística Global ao problema que está afetando o rebanho de gado que foi tirado das áreas desapropriadas e confinado em áreas que estão ficando sem água”.

REDES SOCIAIS

Nas redes sociais a indignação com a Prumo Logística pode ser observada em diversos depoimentos. Para Denis Freitas Toledo há contradição, falta de sensibilidade e de respeito. “O engraçado é que o Caio se orgulha da empresa dele soltar umas tartarugas no mar, mas esse mesmo Caio não se comove com o gado morrendo de sede, ele é o responsável pela sustentabilidade do empreendimento? Onde não se respeita o produtor rural e os moradores do quinto Distrito! É o mesmo que acha que está tudo a mil maravilhas e que não há impactos negativos. Enfim, vive em um conto de fadas!”, publicou.

Rosângela Conceição Ferreira da Silva faz duras críticas a Caio. “É o representante do cinismo puro que foi licenciado pelo INEA! Protege tartaruga, mas não se importa com bois; diz que preserva meio ambiente, mas não enxerga que a Empresa que ele representa esta acabando com a localidade do Açu! É o verdadeiro cara-de-pau que não presta nem pra cupim morder!”, comenta.

Sobre o caso ‘Vaca Atolada’ a Prumo Logística disse à redação do Quotidiano que não iria se pronunciar sobre o assunto. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1958/insensibilidade-da-prumo-com-morte-de-animais-gera-revolta

O que você faria se tomassem sua terra e deixassem seu gado morrer de sede?

O conflito em curso no entorno do Porto do Açu vem desde 2009 quando a Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) iniciou um processo de desapropriações de centenas de pequenas propriedades usadas para a agricultura familiar para entregá-las ao então bilionário Eike Batista.

Com o colapso do conglomerado de empresas pré-operacionais de Eike Batista, essas terras foram passadas adiante para nova controladora do Porto do Açu, a Prumo Logística Global, braço do fundo de investimentos EIG Global Partners, com sede na capital dos EUA, Washington.

Enquanto isso, as ações relativas às desapropriações e que dariam uma suposta compensação financeira se arrastam na justiça de São João da Barra, o que deixa a maioria das famílias sem receber um centavo pelas terras que foram tomadas pela CODIN para a instalação de um suposto distrito industrial que hoje os controladores do Porto do Açu já assumem não deverá ficar pronto em menos de 20 anos!

Para completar essa saga de vergonha, agora os agricultores estão vendo o que restou de seu rebano bovino morrer de sede porque a Prumo Logística, com a concordância explícita da CODIN, não permite que o uso da água que está retida em terras que se encontram em trâmite judicial, e sem a imissão definitiva de posse.

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A pergunta que se coloca: o que o leitor desse blog faria se fosse um dos agricultores descrito acima?

CODIN e suas explicações infundadas sobre o conflito em curso no V Distrito de São João da Barra

A matéria abaixo que foi produzida pelo site de notícias “Parahybano” traz, finalmente, uma posição oficial da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) sobre o conflito que está ocorrendo no V Distrito de São João da Barra que coloca de um lado centenas de famílias de pequenos agricultores e, de outro, a Prumo Logística Global, e tem como centro da disputa o uso das águas cercadas em áreas que foram desapropriadas pelo (des) governo Sérgio Cabral.

A pena é que a “assessoria” da CODIN se posicionou não para dar informações corretas, mas sim para criar desinformação e, em última instância, legitimar as ações realizadas pela Prumo Logística. Vejamos dois exemplos crassos da desinformação:

1) A CODIN teria afirmado que “os agricultores teriam sido assistidos pelo projeto de Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos.”   O que a CODIN não disse é que a imensa maioria das famílias desapropriadas não teria como ser assistida num projeto que poderia abrigar não mais do que 40 famílias. E, pior, que o condomínio da Vila da Terra foi instalado numa área que é de propriedade da massa falida da Usina Baixa Grande. Em outras palavras, as famílias estão vivendo numa terra da qual poderão ser expulsas no futuro, se encontrando assim em condição de total insegurança jurídica.

2)   A CODIN também teria informado que “além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -“. Pois bem, o que a CODIN não disse é que esse programa de auxílio já não beneficia a maioria das famílias desapropriadas, as quais ainda esperam pelo pagamento das indenizações devidas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

E é preciso que se diga que além do problema das desapropriações inconclusas e do bloqueio aos recursos hídricos dentro de áreas que ainda não deveriam estar sob controle da Prumo Logística já que não tiveram sua imissão de posse definitiva, há ainda o problema recorrente e emergente da salinização de águas e solos em diferentes partes do V Distrito de São João da Barra. 

Se somarmos tudo isso, o que pode se antecipar é que há ingredientes suficientes para um aprofundamento do conflito. E ao se negar a reconhecer o óbvio, o que a CODIN está fazendo é colocar mais gasolina na incêndio. Simples assim!

Gados morrem de sede em terras desapropriadas no Açu e Codim afirma que famílias já receberam novas áreas

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Moradores da localidade de Água Preta, no Açu, 5º distrito de São João da Barra foram levados na sexta-feira, 30, pelos funcionários da Prumo Logística para a 145º Delegacia de Polícia de São João da Barra por estarem tentando salvar os gados em terras desapropriadas.

De acordo com o produtor Reginaldo Rodrigues de Almeida, cerca de 1.500 animais estão ainda nessa área de desapropriação.

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– Mais de 20 animais já foram encontrados mortos pela falta d’água. A água secou e os animais estão morrendo atolados na lama -, disse.

Na última segunda-feira (02), o vereador Franquis Arêas, através da Rádio Barra FM, denunciou a morte de vários gados de produtores rurais do 5º distrito. Segundo Frankis, os animais estão morrendo de sede, pois a Prumo, não permite nenhuma máquina adentrar nas propriedades para limpar e aprofundar tanques.

– Não colocam máquinas e autorizam a entrada de máquinas de fora e o pior, encaminharam trabalhadores para a 145º Delegacia de Policia -, destacou.

A assessoria da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro – CODIN – informou que todo processo obedece a rito e às decisões da Justiça. Para preservar as famílias, a CODIN não comenta valores pagos. Nas terras já imitidas na posse não são admitidas pessoas sem a devida autorização.

A Codin acrescenta ainda que programas de apoio às famílias atingidas foram desenvolvidos. Um deles é o Reassentamento Vila da Terra, destinado às que residiam na área e eram elegíveis ao programa. As famílias receberam áreas que variam entre 2 e 10 ha, com dois, três e quatro quartos, mobiliadas e dotadas de eletrodomésticos. Todas as unidades foram entregues com poços perfurados e bomba de irrigação, além de as famílias terem recebido sementes para plantio à sua própria escolha, com apoio social e técnico para plantio. Os agrônomos ensinam aos agricultores novas técnicas, acompanham a evolução da produção e orientam em relação à Comercialização do produto. Como resultado, já foram colhidas mais de 80 toneladas.

– Além do Programa de Reassentamento, a todas as famílias que tiveram suas propriedades imitidas na posse foi oferecido o Programa Auxílio Produção que varia de 1 a 5 salários mínimos -, acrescentou.

FONTE: http://www.parahybano.com.br/site/gados-morrem-de-sede-em-terras-desapropriadas-no-acu-e-codim-afirma-que-familias-ja-receberam-novas-areas/

Quotidiano: Após proibição da Prumo, animais morrem de sede no 5º distrito

Os animais estariam morrendo de sede devido a não permissão da empresa para que se adentre nas propriedades com máquinas, visando à limpeza e o aprofundamento dos tanques.

Após proibição da Prumo, animais morrem de sede no 5º distritoCrédito: Blog do Pedlowski

Por Victor Azevedo, victor.azevedo@quotidiano.com.br

Se não bastasse a seca que assola o município, produtores rurais do 5º distrito que possuem gado e que estão nas terras desapropriadas estão sofrendo com proibições da Prumo. Os animais estariam morrendo de sede devido a não permissão da empresa para que se adentre nas propriedades com máquinas, visando à limpeza e o aprofundamento dos tanques. A denúncia é dos agricultores. O vereador Franquis Arêas (PR) criticou a atitude da empresa.

“Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada. Na última sexta-feira, quatro produtores que entraram para socorrer o gado, foram levados à delegacia sob acusação de invasão de propriedade. Com a retirada das cercas que dividiam propriedades, ficou uma área imensa e o gado sai andando e depois não consegue encontrar água”, ressaltou.

Em seu blog, o professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcos Pedlowski criticou a ação da Prumo.

“Acho que a Prumo Logística Global, especialmente seus responsáveis pela parte ambiental estão devendo uma explicação sobre o descompasso entre discurso e prática que os agricultores do 5º Distrito estão denunciando”, disse. 

O Jornal Quotidiano entrou em contato com a Prumo, mas até agora não obteve resposta. 

FONTE: http://www.quotidiano.com.br/noticia-1952/apos-proibicao-da-prumo,-animais-morrem-de-sede-no-50-distrito

Manifestação de vereador sanjoanense em rede social abre novo capítulo no conflito da água no Porto do Açu

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O vereador sanjoanense Franquis Arêas (PR) postou na noite desta segunda-feira (02/02) informações sobre esforços que está realizando para desatar o imbróglio em que se transformou o acesso dos agricultores do V Distrito de São João da Barra às reservas de água que se encontram dentro de áreas desapropriadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN) e que foram entregues para a LL(X), hoje Prumo Logística.

Acho louvável que o vereador Franquis se empenhe num problema tão grave e que afeta a vida de centenas de famílias de agricultores familiares que hoje estão perdendo parte do seu rebanho bovino por não poderem usar reservas hídricas que estão “aprisionadas” dentro de áreas que foram tomadas, mas que até hoje não foram pagas pelo (des) governo do Rio de Janeiro.

Nessa postagem fica explícita uma curiosa contradição entre o discurso de sustentabilidade apregoado pela Prumo Logística e o que se faz na prática. É que em sua postagem no Facebook, o vereador Franquis informa que tendo contactado um funcionário da Prumo Logística e informado do problema em curso, a única resposta que obteve foi a confirmação de que os produtores estão proibidos de adentrar as áreas “desapropriadas” ainda que o seus rebanhos estejam lá buscando água para sobreviver, com o resultado que é mostrado abaixo. Pelo que parece que a Prumo Logística só exercita sua responsabilidade socioambiental com as tartarugas marinhas!

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Mas como essa é uma situação em desenvolvimento é bem provável que tenhamos novidades nos próximos dias. A ver!

 

Relato de Franquis Arêas no Facebook

Boa noite amigos. Hoje pela manhã fiz uma participação na rádio Barra, junto ao locutor Emilson Amaral, onde pude falar com a população sanjoanense sobre o problema enfrentado pelos produtores rurais do 5º distrito, que possuem gado e que estão nas terras desapropriadas. Os produtores não estão podendo limpar os bebedouros, máquinas não podem entrar nas propriedades, a situação está complicada.

Entrei em contato com o Caio da Prumo Logística e o mesmo me relatou que é proibido o acesso dos produtores a propriedade, mesmo estando lá os animais deles. Na sexta-feira inclusive 4 produtores que entraram para socorrer o gado, foram levados a delegacia sob acusação de invasão de propriedade.

Quero dizer aos amigos do 5º distrito, aos trabalhadores produtores rurais que estou nessa luta e vou tenta contato com a empresa que trata da parte ambiental do Porto. Falei sobre esse assunto na rádio e também na Câmara hoje. Deixo aqui o link do blog de Roberto Moraes e também do professor da Uenf Marcos Pedlowski que retratam mais sobre o assunto. Estou com várias fotos sobre o que está acontecendo e amanhã pela manhã estarei postando aqui.

Salinização de água e solos preocupa comunidades no entorno do Porto do Açu. Afinal, quem é “o pai da criança feia”?

Apesar de até hoje os responsáveis pelo Porto do Açu (no passado o Grupo EBX e atualmente a Prumo Logística) e os técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) afirmarem publicamente que monitoram a situação da qualidade da água que é consumida para diferentes finalidades pelos moradores do V Distrito de São João da Barra, e que seus estudos não vem encontrando quaisquer alterações após o derrame de água salgada que ocorreu em Novembro de 2013 por causa de um erro de engenharia na construção do aterro hidráulico do Porto do Açu,  há uma inquietação crescente na população sobre a condição real da qualidade das águas.

Hoje recebi a narrativa feita por um morador do V Distrito que esteve numa reunião que teria sido organizada pela empresa Ferroport para, aparentemente, discutir o mineroduto Minas-Rio, mas que acabou sendo apropriada pelos agricultores presentes para apurar quem são responsáveis pelo processo de salinização que estaria em curso em diversas comunidades, afetando o desenvolvimento das culturas agrícolas.

Em função das informações que estão presentes na mensagem que me foi enviada, agora vamos ver o que dizem tanto os representantes da Ferroport como os da Prumo Logística que, aliás, é sócio da mineradora Anglo American na Ferroport!

Uma coisa que está me intrigando é o porquê da presença do  secretário de Trabalho e renda do município de São João da Barra numa reunião organizada pela empresa Ferroport. Com certeza, ele foi lá para dar o devido apoio aos agricultores!

Finalmente, o que essa narrativa mostra é quando a criança é “feia”, ninguém quer ser pai ou mãe!

Reunião na Praia do Açu e a preocupação com o problema da salinização de águas e solos no V Distrito de São João da Barra

Professor Marcos,

Na sexta feira (30/01/2015) foi realizada uma reunião na Praia do Açu supostamente proposta pela empresa FerroPort, que contou com a presença de um biólogo ligada a essa empresa, duas representantes da empresa Ecológus, do secretário de Trabalho e Renda do município de São João da Barra, e aproximadamente sete pessoas da comunidade.

O objetivo da reunião não ficou bem explícito, já que na mesma foi discutido o trajeto do mineroduto Minas-Rio, e também sobre alguns projetos sociais e ambientais realizados pela empresa.

Uma coisa ficou pouco clara para os representantes da comunidade é que foi dito várias “FerroPort e AngloAmerican são responsáveis por um empreendimento, e a Prumo por outro, e as empresas não tem ligação”.

Alguns moradores levantaram um assunto que supostamente não deveria ser um dos temas abordados na reunião: “a salinização do solo e da água” em áreas próximas ao Porto do Açu. O biólogo contratado pela empresa Ferroport respondeu o questionamento dos moradores dizendo que “até que provem o contrário não posso afirmar se a empresa FerroPort é responsável ou não pelo problema“. Questionado também sobre a suposta responsabilidade da Prumo com o problema citado acima, o biólogo respondeu só podemos responder perguntas referentes à nossa empresa, a Prumo é responsável por outro empreendimento“.

Uma coisa que posso dizer é que não houve divulgação, e a reunião ficou basicamente nisso.

Em relação ao problema da salinização de águas e solos, a informação circulando entre os moradores do V Distrito é que um total de  seis comunidades estão sendo afetadas por este problema: Alto do Cordeiro, Quixaba, Açu, Folha Larga, Água Preta e Mato Escuro.

É importante que se diga que os agricultores pensar estarem sendo afetados pelo processo de salinização por causa do baixo desenvolvimento de seus cultivos agrícolas, como é mostrado nas imagens abaixo!

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Área de pimentão com perda quase total – 02/02/2015

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Área de plantio de alface com perda em parte da parcela – 02/02/2015

Após 7 anos, Porto do Açu fica “pronto” em abril, mas na marcha lenta com só 10% de ocupação

A matéria abaixo, produzida pelo jornal O ESTADO e repercutida pela revista EXAME, é um primor no que tange a oferecer um cenário mais realista sobre a situação presente e futura do Porto do Açu. Além disso, apesar do tom otimista, a matéria oferece informações sobre alguns gargalos graves que a Prumo Logística enfrenta para tirar o projeto do ritmo “marcha lenta” em que está afundado neste momento.

E há que se ressaltar que não há qualquer menção aos conflitos socioambientais que estão espalhados no entorno do Porto do Açu. É que isso fosse mencionado, a “carteira de clientes” da Prumo certamente iria enfrentar desafios ainda maiores para crescer. 

 

Após 7 anos, Porto do Açu fica pronto em abril

Mariana Durão, do Estadão Conteúdo
Porto do Açu, no Rio de Janeiro

Porto do Açu, no RJ: atrair investimentos tornou-se uma missão ainda mais difícil com a economia em marcha lenta, a crise do petróleo e da Petrobrás

São João da Barra, RJ – Considerado por muitos um sonho megalomaníaco do empresário Eike Batista, o Porto do Açu é um projeto que impressiona.

Sete anos e R$ 3,9 bilhões depois do início da obra pela antiga LLX, hoje Prumo Logística, a infraestrutura portuária básica do porto em São João da Barra, norte fluminense, recebe os últimos reparos até abril.

Os dois terminais foram inaugurados no fim de 2014, com o primeiro embarque de minério e a primeira operação comercial.

Apesar do avanço, transformar a área de 90 quilômetros quadrados – maior que a ilha de Manhattan, em Nova York – em complexo industrial ainda é um desafio.

Há duas semanas, quando o jornal O Estado de S. Paulo visitou o local, caminhões faziam fila para transportar pedras usadas no revestimento do canal do porto.

Os últimos blocos gigantes de concreto feitos pelas espanholas Acciona e FCC – de um total de 89 – estavam sendo assentados no fundo do mar.

A americana Edison Chouest, do segmento marítimo, cravava as primeiras estacas para a construção de sua base de apoio no Terminal 2, que abriga empresas da cadeia de óleo e gás.

A área molhada do Terminal Multicargas está pronta. A Prumo busca contratos para movimentar ali contêineres e cargas de bauxita e coque a partir do terceiro trimestre.

Seis mil pessoas, segundo a Prumo, trabalham nas obras do Porto ou de algumas das nove empresas instaladas no local. Juntas, considerando o aporte da própria Prumo, elas já investiram R$ 6,2 bilhões no complexo.

E ainda há muito o que fazer, porque só 10% do Açu estão ocupados. Atrair investimentos tornou-se uma missão ainda mais difícil com a economia em marcha lenta, a crise do petróleo e da Petrobrás. O cenário pode dificultar os planos da EIG Global Energy Partners, dona do Açu desde 2013, para o projeto.

Em entrevista ao jornal O Estado, depois de comprar o ativo de Eike Batista, o presidente da companhia americana, Blair Thomas, disse que o porto era a joia da coroa do grupo X, graças à localização privilegiada: “O Açu será o ‘hub’ logístico para o desenvolvimento do pré-sal”.

A perspectiva se mantém, mas o prazo de desenvolvimento do pré-sal pode ser mais lento que o desejável, atrasando os planos da Prumo de ter um fluxo de caixa positivo em dois anos.

“O estágio final do porto não está sob risco, mas (a conjuntura) impacta a velocidade para chegar lá. Temos dois anos duros pela frente”, diz o presidente da Prumo, Eduardo Parente, contratado há um ano para tirar o empreendimento do papel.

Estratégico

O executivo evita mostrar apreensão com o futuro do porto que, em suas palavras, é parte da solução da crise da Petrobrás. O Açu fica a 128 km da Bacia de Campos, mais perto que Macaé (190 km) e Niterói (230 km).

Com uma base ali, a estatal pode reduzir custos com diesel e barcos de apoio.

Parente admite, porém, a importância de atrair novas empresas o quanto antes. Uma vez por semana ele leva potenciais investidores ao Açu. Ter mais contratos facilitaria a negociação para alongar a dívida com o BNDES.

São R$ 2,8 bilhões aprovados, dos quais a Prumo ainda pode receber R$ 500 milhões.

Apesar do cenário, a ordem é terminar até abril a dragagem e a construção do quebra-mar dos terminais 1 e 2. No primeiro, funciona o mineroduto da Anglo e cinco navios já atracaram. No segundo, operam as fornecedoras do setor de petróleo Technip, NOV e Intermoor.

Além delas, a finlandesa Wärtsila e a Edison Chouest pretendem iniciar operações neste semestre. Marca Ambiental e Vallourec também já alugaram áreas no local.

A ideia original de transformar o Açu em um complexo industrial diversificado está mantida, mas é projeto para 20 anos. Na entrada do porto, placas da antiga LLX indicam onde ficaria o polo metalomecânico. No projeto de Eike, o Açu teria as siderúrgicas Wisco e Ternium, que não vingaram. A térmica da Eneva (ex-MPX) ficou para trás com as dificuldades financeiras da empresa.

A chinesa JAC Motors acabou indo para a Bahia, mas atrair uma montadora continua no radar.

A Prumo conversa com elétricas que entrarão no leilão A-5 este ano e com incorporadoras. O objetivo é construir um condomínio no entorno do porto, com shopping, hotel e um prédio comercial. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/apos-7-anos-porto-do-acu-fica-pronto-em-abril

Porto do Açu, escassez hídrica e os conflitos emergentes

Estive ontem numa reunião promovida pelo projeto “Territórios do Petróleo” e que está ocorrendo no Espaço da Ciência de São João da Barra. Na tarde de ontem o objetivo era promover uma discussão sobre os conceitos de desenvolvimento sustentável, justiça ambiental e educação ambiental. A conversa foi bastante por incontáveis exemplos dados por moradores de São João da Barra sobre como o Porto do Açu afetou suas vidas, e de como o empreendimento acabou sendo um exemplo de um modelo de desenvolvimento insustentável, injusto e que não contribui para o processo de formar uma consciência ambiental, tantos foram os erros cometidos seja no campo dos direitos sociais ou no da preservação ambiental.

O interessante é que neste debate estava presente um grupo de agricultores do V Distrito que foram lá compartilhar suas experiências e contar da situação aflitiva que se encontram neste momento, já que a escassez hídrica que também se manifesta por lá está causando a morte de animais e a salinização das águas que estavam sendo utilizadas para irrigação de suas culturas.

Ainda voltarei com mais detalhe à situação da salinização em um futuro próximo, já que existem fortes evidências de que os danos causados por esse processo estão se alastrando e causando novos impactos em novas áreas do V Distrito, em meio a uma completa negação de que o problema existe por parte daqueles que deveriam estar trabalhando para evitar sua ocorrência. 

Aqui trato de compartilhar imagens de um conflito que já está ocorrendo entre os agricultores que tiveram suas terras desapropriadas e a Prumo Logística Global e se refere ao acesso (ou a falta de) às áreas que foram supostamente desapropriadas pela Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN), e que hoje possuem fontes de água para o rebanho bovino existente no V Distrito.

As fotos abaixo poderiam criar a falsa sensação de que foram tiradas em algum rincão distante do semi-árido nordestino, pois lembram cenas do livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos. Mas não, essas fotos foram tiradas pelo agricultor Reginaldo Toledo durante o incidente que resultou na apreensão de motocicletas de trabalho e sua condução à 145a. Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos sobre uma suposta invasão de terras controladas pela Prumo Logística. Na verdade, como Reginaldo demonstrou na 145a. DP as terras em questão pertencem legalmente à sua família. Mas essa nem é a questão principal (Aliás, pensando bem, é sim, mas volto a tratar deste assunto mais tarde!) .

É que o que vemos é que em vez de permitir o uso da água que o gado tanto necessita, a opção é pela repressão e pelas tentativas de coerção, mesmo nos casos em que os agricultores do V Distrito estão apenas tentando resgatar reses que ficaram atoladas ao tentarem matar sua sede! Enquanto isso dentro do Porto do Açu, milhões de litros de água vindos de Minas Gerais estão sendo desperdiçados! Se isso não é uma situação de completa injustiça ambiental e desenvolvimento insustentável, eu realmente não sei mais o que seria!

 

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