Porto do Açu ficou mais modesto: GE rescinde contrato com Prumo sobre futura unidade

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A notícia abaixo publicada pelo Jornal Valor Econômico traz uma notícia cujo impacto inicial é aumentar a área ociosa dentro do Porto do Açu, já que a tão propalada unidade da GE Oil & Gas do Brasil não vai mais existir.

E como já havia adiantado a matéria da Revista Exame, essa situação colocará ainda mais pressão sobre a Prumo Logística para demonstrar que o porto será realmente uma realidade, e não ficará apenas na fase das intenções. A ver!

 

GE rescinde contrato com Prumo sobre unidade no porto do Açu

Por Rafael Rosas | Valor

RIO  –  (Atualizada às 10h30) A Prumo Logística (antiga LLX) informou hoje, em fato relevante, que a GE Oil & Gas do Brasil decidiu rescindir o contrato firmado em novembro de 2012 para a instalação de uma unidade industrial no porto do Açu, no Norte do Estado do Rio de Janeiro.

A área que seria ocupada pela GE localiza-se na retroárea do porto do Açu, distante aproximadamente 10 quilômetros do Canal do Terminal 2.

“A Prumo esclarece que, desde sua assinatura, o contrato não havia gerado receita de aluguel recorrente à companhia, uma vez que as condições impostas para o início do pagamento não haviam sido implementadas.”

A companhia acrescentou que o porto do Açu tem atualmente clientes com unidades industriais em operação e espera iniciar a atividade com embarcações no Canal do Terminal 2 nos “próximos dias”.

A Prumo também rescindiu o contrato de locação celebrado em 2010 com a UTE Porto do Açu S.A. e a Eneva, devido à “não observância de condições comerciais”. A Eneva (antiga MPX) tinha um contrato de aluguel firmado com a empresa de logística para construir um complexo termelétrico, a carvão e gás natural, no porto do Açu, em São João da Barra (RJ).

“A Prumo Logística comunica que exerceu o seu direito de resilir o contrato de locação celebrado em 24 de novembro de 2010, entre a subsidiária integral LLX Açu Operações Portuárias S.A., a UTE Porto do Açu S.A. e Eneva S.A., devido à não observância de condições comerciais”, afirmou a empresa, em comunicado divulgado ao mercado.

Em matéria publicada pelo Valor em março deste ano, a Eneva havia informado que estava renegociando preços com a Prumo no contrato de aluguel de uma área no Açu. Na ocasião, a geradora havia acrescentado que mantinha o interesse em desenvolver os projetos térmicos a carvão e gás no local. 

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3693038/ge-rescinde-contrato-com-prumo-sobre-unidade-no-porto-do-acuy

Ferroport e Anglo renegociam contrato do porto do Açu

Foram renegociadas condições contratuais sobre a operação, embora as principais condições comerciais tenham sido mantidas

Divulgação/LLX

 Obra no Porto do Açu, da LLX

Porto de Açu: Anglo se compromete a continuar pagando parcelas referentes ao contrato de “take or pay”

São Paulo – A Prumo Logística informou nesta terça-feira que a Ferroport e a mineradora Anglo American renegociaram algumas condições contratuais sobre a operação no porto do Açu, embora as principais condições comerciais acordadas tenham sido mantidas

O Ferroport é uma joint venture entre a Prumo Logística, empresa que sucedeu a LLX, do empresário Eike Batista, e a Anglo.

De acordo com os termos renegociados, a Anglo se compromete a continuar pagando as parcelas mensais referentes ao contrato de “take or pay” independente da ocorrência do primeiro embarque de minério.

Contratos de take or pay obrigam o contratante a pagar pelo serviço, independentemente de haver ou não o uso efetivo da estrutura.

A renegociação prevê que a Anglo poderá compensar parcelas referentes aos períodos entre setembro de 2014 e a data do primeiro embarque, limitado até a parcela de fevereiro de 2015, totalizando no máximo 6 parcelas. Ainda, a compensação ocorrerá com o ajuste das parcelas mensais futuras após a data do primeiro embarque.

Foi mantida a obrigação da Anglo de pagamento à Ferroport de montante no valor de 7,10 dólares por tonelada de minério de ferro embarcado, atualizado pelo índice norte-americano PPI (Producer Price Index) com base no volume anual de 26,5 milhões de toneladas em base natural, pelo prazo de 25 anos.

O pagamento referente ao período de julho, no valor de 36,15 milhões de reais, foi efetuado pela Anglo na segunda-feira.

A Anglo American concluiu no fim de agosto o transporte da primeira carga de minério de ferro por meio do mineroduto do projeto Minas-Rio até o porto do Açu, no litoral fluminense, em procedimento teste.

As empresas envolvidas no projeto dizem que o primeiro embarque de minério está previsto para até o final de 2014.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ferroport-e-anglo-renegociam-contrato-do-porto-do-acu

Erosão no Porto do Açu: mais evidências desde as areias da Barra do Açu

Estive hoje novamente na Praia do Açu para participar de um esforço de documentar o processo erosivo que parece estar ocorrendo em função das intervenções de engenharia realizadas na construção do Porto do Açu. Pois bem, ouvindo vários moradores tive notícia que situações inéditas estão ocorrendo, inclusive com a destruição rápida de ruas e infra-estrutura.  Essas informações de campo são importantes para confirmar as novas medidas que estamos realizando em imagens de satélite no período compreendido entre 2010 e 2015, as quais indicam que existe perda efetiva de área de praia, num processo que parece ter se acelerado a partir de 2012. 

Como ainda estamos fazendo uma análise mais fina das imagens, ainda não vou divulgar os resultados. Mas abaixo envio algumas imagens do dia de hoje que mostram algumas facetas desse processo de erosão que hoje afeta uma comunidade de quase 2.000 pessoas que hoje olha com algum assombro e preocupação o avanço das águas oceânicas sobre ruas e residências.

E, sim, os moradores dizem que estão esperando para ver quando alguém do  Porto (ou seja da Prumo) ou do governo do Rio de Janeiro (INEA e/ou CODIN) vai aparecer para começar a avaliar os processos de reparação financeira para os prejuízos que estão ocorrendo e para os que ainda vão ocorrer. Muito justo, não?

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Da série “Procura-se” : Os resultados dos estudos da USP sobre salinização no Porto do Açu

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Há pouco mais de um ano quando o caso da salinização causada pelas dragagens feitas no Porto do Açu ganharam manchetes nacionais e internacionais (Aqui! Aqui!), o diretor do Centro de Pesquisas de Água Subterrânea da Universidade de São Paulo, Ricardo Hirata, declarou que fora contratado pela LLX para realizar dois estudos científicos sobre o impacto da dragagem sobre a qualidade das águas na região impactada pelo empreendimento. Segundo o que Ricardo Hirata declarou à Agência Reuters, o primeiro estudo examinaria maneiras de controlar o impacto de futuras dragagens, e o segundo seria uma avaliação do impacto dos depósitos originais para evitar a repetição do problema da poluição com sal do final de 2012.

Como também lembro que os estudos do Prof. Hirata abrangeriam a modelagem dos possíveis caminhos do sal em águas superficiais e subterrâneas, fico imaginando a que resultados ele teria chegado.  E isso me traz à lembrança de que passado mais de um ano, os resultados desses dois estudos não foram divulgados.

A questão que se coloca, especialmente dada as evidências existentes de que a salinização não foi o fenômeno pontual em termos de tempo e espaço, é a seguinte: onde andam os relatórios dos estudos que foram produzidos pelo Prof. Ricardo Hirata? Ainda que no ano passado ele tenha declinado prestar informações em função de uma suposta confidencialidade contratual, a questão colocada hoje para os responsáveis, tanto pela implantação do empreendimento ( Prumo Logística) como pelo monitoramento de seus impactos ambientais (INEA e IBAMA) é a seguinte: quais são os resultados destes estudos e porque ainda não foram devidamente publicizados? 

Como há supostamente uma audiência agendada na Câmara de Vereadores de São João da Barra no dia 03 de Setembro de 2014 para se discutir o problema da erosão em curso na Praia do Açu, esta poderá ser uma boa oportunidade para que empresa e órgãos ambientais nos informem também sobre esta questão.

Jornal Terceira Via produz matéria sobre erosão costeira no Porto do Açu

Porto pode causar desaparecimento do Açu segundo estudo de professor

Praia perdeu 37 hectares de área desde o início da construção do Porto, segundo estudo do professor da Uenf Marcos Pedlowski

Moradores do Açu, no município de São João da Barra, estão assustados com o recuo da faixa de areia que começou a ser notado após a construção do Porto.

Em recente estudo coordenado pelo professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Marcos Pedlowski e divulgado em seu blog, ele afirma ter recebido novas imagens da Praia do Açu, mostrando que a linha de praia continua onde ele fotografou pela última vez. A situação segundo ele é preocupante devido a diminuição contínua da faixa de areia, o que pode causar o desaparecimento da localidade.

 “Se a situação continuar dessa forma, o Açu vai desaparecer em menos de cinco anos, como aconteceu com Atafona. Pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto, e o resultado é preocupante. Uma coisa é inegável no que a imagem mostra, que após a construção do Porto a área diminuiu. Precisamos acompanhar sempre e medir ao longo do tempo os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento”, ressaltou.

 Um morador que não quis se identificar por medo de represálias afirmou que a erosão sempre existiu, mas que no decorrer do ano a faixa de areia era recomposta por correntes marinhas contrárias e que agora, não chegam mais devido a construção do quebra mar do T2 (TX2 – Terminal do Estaleiro). 

 “Muitos moradores estão em pânico com essa diminuição da faixa de areia e outros não entendem muito bem porque isso está acontecendo. É preocupante ver imagens do antes e depois da orla desde o início da construção do Porto”, enfatizou.

 Outro ponto que merece atenção segundo o professor é que a praia encolheu na maré baixa, o que deveria ocorrer somente na alta. Houve uma perda de 37 hectares de praia desde o início da construção do Porto.

 “Essa redução de área é visível e não é sazonal. Os moradores têm percebido essa mudança e estão se preocupando com o fato. Essa perda se deve ao avanço do quebra-mar. Muitos não entendem as causas do problema porque falta divulgação dos números efetivos pela Prumo, empresa responsável pelo Porto. Tem que haver um monitoramento mais intenso e frequente dos estudos que eles fizeram sobre a área”, disse Marcos.

 Ainda de acordo com o professor Marcos, as causas graves que originam este problema são: a remoção em toda área, da restinga, considerada uma das maiores do país, a salinização, que prejudicou as águas no lençol freático e a grande perda da faixa de areia.

 “Com a construção do Porto muitas espécies da fauna morreram e a mortalidade de mudas é de quase 100%. Muitos animais que dependiam dessa vegetação para viver também morreram. O impacto da construção é muito maior do que as pessoas pensam e não se tem ideia real porque algumas coisas são invisíveis. O programa de reflorestamento da Prumo é muito bom no papel, mas na prática não funciona. Quanto a salinização, a água está se espraiando para a planície, o que prejudica e muito as lavouras. Existem produtores que perdem lavouras até hoje por isso e nenhum especialista vai ao local para esclarecer dúvidas e levar soluções. O Açu corre o sério risco de de não existir mais e como vão ficar os moradores? Sei que pode parecer ingenuidade, mas seria legal que em um dos seus futuros comunicados a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas variáveis. Afinal esses dados têm que ser transparentes”, concluiu.

Sempre respeitando o princípio do contraditório e buscando as diferentes versões para um mesmo fato, o jornal Terceira Via entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prumo Logística, sem obter resposta. Ainda assim, o jornal aguarda e publicará versão da empresa para este fato.

FONTE: http://www.jornalterceiravia.com.br/noticias/norte-noroeste_fluminense/54082/porto_pode_causar_desaparecimento_do_acu_segundo_estudo_de_professor

Audiência na Câmara de Vereadores de São João da Barra sobre erosão na Praia do Açu

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Acabo de ser informado que a audiência requerida pelo vereador sanjoanense Franquis Âreas para apurar os problemas erosivos que estão afetando a Praia do Açu (Aqui!) foi marcada para o dia 03 de setembro de 2014. Como espero que os representantes da Prumo Logística compareçam a esse evento para se eximir ou diminuir o impacto das obras dos quebra-mares e do terminal no temos monitorado, creio que o nobre vereador deveria cuidar para que convites sejam feitos ao Laboratório de Ciências Ambientais da UENF e ao Departamento de Geografia da UFF/Campos dos Goytacazes, onde existem pesquisadores capazes de oferecer explicações que tenham sólidas bases científicas, e não mercadológicas.

De quebra, que se convide também representantes do INEA e do IBAMA. Afinal de contas, estes órgãos é que estão legalmente obrigados a monitorar os efeitos deste tipo de empreendimento, especialmente o órgão estadual que concedeu as licenças ambientais em tempo, digamos, bastante veloz.

O interessante é que, como já disse neste blog, o processo erosivo já estava previsto e constava do Relatório de Impactos Ambientais. Outros itens que constavam do RIMA foram planos de monitoramento e ações de mitigação que pudessem minimizar e evitar efeitos duradouros sobre a linha costeira próxima ao Porto do Açu. Apenas para refrescar a memória dos leitores deste blog, coloco novamente as estimativas que realizamos no Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico sobre a perda de áreas de praia entre 2010 e 2014 no entorno do porto.

Alteração da Linha de Costa Açu

 

 

Porto do Açu: construção e impactos na faixa de praias

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Hoje recebi novas imagens da Praia do Açu, e a linha de praia continua onde eu fotografei pela última vez. Mas isso quer dizer exatamente o que? Que o problema da erosão não é tão grave quanto parece? Para começar a dar respostas cientificamente válidas para essa pergunta, pedi uma análise da variação da área de areia que vai desde a Barra do Açu até o terminal 1 do Porto do Açu, e o resultado aparece na imagem abaixo.

Alteração da Linha de Costa Açu

 Os mais céticos sobre a validade destes números poderão argumentar que a série temporal considerada é curta, e isto é um fato inegável, o que compromete qualquer prognóstico mais duradouro. Agora, duas coisas são inegáveis no que a imagem mostra: 1) que após a construção do Porto do Açu, a área diminuiu, e 2) que a canal que permite o acesso de navios até o interior do empreendimento é um colosso de trabalho de engenharia. Resta-nos apenas acompanhar e medir ao longo do tempo, os efeitos que já foram notados, seja na diminuição da faixa de areia ou na salinização de águas e solos na região no entorno do empreendimento.

Eu sei que pode parecer ingenuidade minha, mas seria muito legal que em um dos seus futuros comunicados sobre o iminente início das operações do Porto do Açu, a Prumo Logística também disponibilizasse os dados que diz estar produzindo sobre estas duas variáveis. Afinal, se é para ser transparente, tem que compartilhar informações que não sejam só para mostrar que tudo vai na ex-Eikelândia. 

Eike continua entregando seus “assets”: Fundo Mubadala também abocanha a MM(X)

A saga morro abaixo de Eike Batista tem outro capítulo envolvendo o fundo Mubadala que pertence nominalmente ao emirado de Abu Dabhi. É que além de sua parte na Prumo que hoje controla o Porto do Açu, Eike também teve de entregar ações e junto com elas o controle da MM(X). Com isso, ele também perde sua participação em outro porto, o do Sudeste.

Com esse encolhimento de Eike Batista, o que estamos assistindo é também o fracasso da lógica dos “campeões nacionais” idealizada no governo Lula que, por tabela, entrega áreas estratégicas e bilhões de dólares de dinheiro público a fundos de investimentos estrangeiros. 

E pensar que a este tipo de entrega se arriscou dar o nome de “Neodesenvolvimentismo”. O nome correto, agora podemos ver com mais clareza, deveria ser “Neoentreguismo” ou “Neosocialliberalismo”. Mas seja o nome que se dê, já sabemos bem quem são os maiores perdedores. E uma pista, Eike Batista não é um deles!

Eike vai transferir 10,52% do capital total da MMX para fundo Mubadala

Por Natalia Viri | Valor

SÃO PAULO  –  A mineradora MMX informou que o controlador Eike Batista vai transferir 10,52% do capital total da companhia para o fundo Mubadala, de Abu Dahbi. A transferência faz parte da reestruturação do investimento do fundo árabe no grupo EBX.

Com a transferência, Eike deve perder  controle absoluto da companhia, com redução de sua participação dos quais 59,3% para pouco menos de 49%. 

O Mubadala já é sócio da MMX no projeto do Porto do Sudeste. O controle do projeto, o mais promissor da companhia, foi vendido para um consórcio formado pelo fundo árabe e a operadora de portos holandesa Trafigura, por US$ 400 milhões, em meados do ano passado. A MMX ficou com 35% do empreendimento.

Em comunicado divulgado há pouco, a mineradora ressaltou que a transferência de ações está sujeita a “condições precedentes usuais” e está prevista para acontecer ainda o terceiro trimestre. Hoje, os papéis da MMX encerraram o pregão em alta de 1,42%, a R$ 1,43. Na máxima do dia, contudo, chegaram a R$ 1,48, com avanço de quase 5%. 

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/3639054/eike-vai-transferir-1052-do-capital-total-da-mmx-para-fundo-mubadala#ixzz39Yid1DOj

Eike Batista fica mais distante do Porto do Açu ao entregar ações da Prumo ao fundo Mubadala

Eike irá transferir 10,44% das ações da Prumo ao Mubadala

Segundo comunicado enviado à CVM, serão transferidas 185.630.627 ações ordinárias do capital social da Prumo

Wilson Dias/AGÊNCIA BRASIL

Eike Batista, dono do grupo EBX

A transferência está prevista para acontecer no terceiro trimestre

São Paulo – A Prumo Logística, ex-LLX, informou nesta terça-feira que Eike Batista irá transferir 10,44% das ações da companhia para Mubadala Development diretamente e/ou por meio de suas afiliadas

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), serão transferidas 185.630.627 ações ordinárias do capital social da Prumo.

A transferência está sujeita ao cumprimento de condições precedentes e está prevista para ocorrer no terceiro trimestre deste ano.

O comunicado afirma ainda que a Prumo manterá seus acionistas e o mercado em geral informados quanto à concretização da transferência das ações e alteração de participação acionária relevante na companhia.

O Mubadala

Com ativos avaliados em mais de 50 bilhões de dólares espalhados pelo mundo, o fundo Mubadala foi criado em 2002 e tem participações em diversos setores da indústria, como energia, saúde, infraestrutura, financeiro, aeroespacial, imobiliário, serviços e comunicação. No entanto, seu principal foco está no petróleo. Saiba mais sobre o Mubadala.

FONTE: http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/eike-batista-ira-transferir-10-44-das-acoes-da-prumo-para

Salinização no Porto do Açu: o que era para ser pontual, parece ser permanente. Cadê a força tarefa do INEA?

Em 2013, no auge do problema causado pela salinização causada pelo extravasamento de água do mar que saia do aterro hidráulico construído pela OS(X), a então presidente do INEA visitou a UENF e determinou a criação de uma força tarefa que ficaria responsável por monitorar os desdobramentos do problema (Aqui!). Pois bem, desde então se estabeleceu o mais profundo silêncio em torno do problema, e esporadicamente se ouve falar que existe um monitoramento em curso, mas dados públicos que seria bom, nada!

Pois bem, acabo de receber o resultado da análise da condutividade da água que continua fluindo no entorno do aterro hidráulico, e o resultado deveria preocupar os membros da força tarefa do INEA, pois o valor medido foi de 31.000 µs/cm,sendo que o valor da condutividade da água do mar gira em torno de 56.000  µs/cm. Em suma, a água que continua fluindo do aterro hidráulico está mais para sal do que para doce! Essa medida desmente a versão amplamente divulgada de que o impacto do derrame de água salgada seria apenas pontual no tempo e no espaço, e seus efeitos não seriam permanentes.  E a questão fica mais gritante ainda, quando se lembra que o evento que era para ser pontual completará dois anos em novembro de 2014 (ou seja em cerca de 4 meses)!

Mas mais do que no caso de um plano de gerenciamento costeiro que foi previsto para a Praia do Açu, o problema da salinização resultou numa multa ( que aliás nem foi paga) e na criação da tal força tarefa. Isto sem falar no processo que, ao que se sabe, continua correndo dentro do Ministério Público Federal.

Abaixo algumas cenas da situação da área de entorno de uma das faces do aterro hidráulico do Porto do Açu, onde fica aparente que os canais que impediriam o extravasamento para áreas vizinhas precisam ser efetivamente avaliados, bem como ter os resultados destas avaliações disponibilizados aos principais interessados que são os agricultores que, porventura, tenham sido atingidos pelo processo de salinização.

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